quarta-feira, 31 de agosto de 2005

A DOIS


Valia a pena ter visto todos os episódios da "educação" deste homem a quem Richard Dreyfuss emprestou a sua cara vulgar, nos traços, mas infinitamente única, na expressividade.
Para já não falar na figura que muitos homens não gostariam de ter, com centímetros a menos na altura e centímetros a mais na largura, certamente! O que prova que há uma beleza que se desenvolve, para além da carcaça que nos envolve.
Parece que acabou ontem, esta belíssima série que contou, no seu último episódio, com a participação especial de um senhor "muito inglês": Peter O' Toole.
(Shoul I say Irish?)
Reconheci Peter O' Toole pela voz, pelos olhos, pela figura esguia e demasiado magra.
Não consegui deixar de pensar nos efeitos do tempo, no lado físico do "Lord Jim".
O tempo não dá completamente cabo do corpo. Só quase completamente. Mas há um resto que resiste ao tempo.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

UMA HORA

O que é que eu ando a fazer num sistema que se engana por sistema, passe a redundância!
Eu vi, nas listas de colocação de professores que foram publicadas ontem à tarde, muitos horários de uma hora.
Os professores vão para uma terra qualquer,nos confins ou mesmo ao pé,para o caso não interessa muito a distância,dar uma hora?
(Nâo conheço a carga curricular de todas as disciplinas, sobretudo do Secundário, mas não me parece que em todos os grupos, haja discilplinas com uma carga horária de uma hora. No meu, não há. Mas há professores colocados em horários de uma hora!)
A semana de trabalho desse professor começa às oito e vinte de segunda-feira e acaba às nove e cinco de segunda-feira. Da mesma segunda-feira, entenda-se!
O fim de semana desse professor começa às nove e cinco de segunda feira e acaba às oito e vinte da segunda-feira seguinte...
E não há ninguém que venha explicar o que é que aconteceu?!

Imagem daqui
O melhor é ver mais televisão

001, Ordem para trabalhar

Eu não sei fazer piadas e não é preciso. Há quem saiba e bem, aqui na blogosfera, pelo menos neste "circuito turístico" que parte todos os dias de Choraquelogobebes.
Mas há qualquer coisa nas listas de ontem que eu ainda não percebi se é para rir, se é para chorar: professores contratados para horários de uma hora semanal!!!
Eu gostava de perceber, mas não consigo. Matemática? Inglês? Física e Química?
Isto é normal?

E para terminar, que eu tenho mesmo ordem para trabalhar, aí vai o pensamento do dia:
The mediocre teacher tells. The good teacher explains. The superior teacher demonstrates. The great teacher inspires. (William Arthur Ward)

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

O regresso


Amanhã acabo as férias.
Foi só para dizer isto!
E mais esta frase de Aristóteles : " A raiz da educação é amarga, mas o fruto é doce."
( Não sei se lhe hei-de dar razão... São coisas antigas!!! Nos dias de hoje, há muitas possibilidades da raiz ser doce e o fruto amargar!)
A não perder:
O poema de José Mário Branco, no sítio das Legendas.
Esta exposição aberta ao público pelo JPT, da Ma-shamba.

E aí vou eu ao encontro do gosto de ensinar e aprender, por decreto...

domingo, 28 de agosto de 2005

I have a dream

I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the colour of their skin but by the content of their character. I have a dream today.
Estas palavras ficarão para sempre gravadas na memória dos povos que aspiram à verdade da igualdade de direitos, tal como está consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foi um grito e o grito foi e é ouvido.

Foi pronunciado a 28 de Agosto de 1963,em Washington, por Martin Luther King. A razão deste grito foi a razão da atribuição do Nobel da Paz, em 1964 e custou-lhe a vida, quatro anos mais tarde!
Imagem daqui

sábado, 27 de agosto de 2005

Compete-nos...

...agradecer a todos os que arriscam as suas vidas para salvar as dos outros!
Ninguém o faz tão bem como o Incompetente!

A Visão põe-nos em contacto com restos da tragédia, a preto e branco, talvez em jeito de luto e perda.
O Incompetente indica-nos algumas pistas da solidariedade!

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

In illo tempore...

moldura
Os donos da casa, tal como constam de uma parede deste "appartement"

... da lei da morte libertando!

A fotografia é uma arte que ainda diz muito à minha geração. Hoje é tudo muito instantâneo, porque a tecnologia está ao seu serviço de uma maneira tremendamente acessível, tanto em termos de bolsa como em termos de conhecimento.
(Eu sou bem a prova disso! Tenho uma maquineta barata, disparo a torto e a direito e até sei ligar os cabos que me põem logo tudo neste ecrã. Magia? Não! Tecnologia simples, caseira.E ainda há um photoshop para ajudar, que pode ser usado com muita, pouca ou nenhuma habilidade!)
Longe vão os tempo em que os fotógrafos eram aqueles artistas que esperávamos que captasse o nosso melhor momento e a nossa melhor imagem para a posteridade!
Longe vai o tempo me que íamos ao fotógrafo tirar "tipo/passe" para os documentos oficiais.
O estúdios eram uma arrecadação de cangalhada, de onde se retirava o necessário, para compor um cenário, num cantinho, onde se simulava um espaço mais ou menos natural: uma paisagem, a beira do rio ou o recanto da lareira.
Estes artistas não ficaram todos famosos.
Apenas alguns.
Um deles, famoso por fotografar celebridades (na da Quinta!) como Lobo Antunes, Picasso ou Ian Fleming, morreu ontem: Horst Tappe .
(Eu não sabia quem era e fui procurar. Fiquei admirada quando encontrei esta informação, em francês, que fala precisamente de Lobo Antunes!)
A minha homenagem a esta arte, a este e a todos os artistas que registaram o nosso passado com o melhor brilhozinho nos olhos, deixando-nos escolher a melhor prova para oferecer à família.
tottó
(Recordo aqui o fotógrafo da minha infância: o Vasco, da Focarte.
Moravam ao meu lado na Rua dos Velhos Colonos e eu brinquei muito com a filha mais velha, a Teresinha. A do meio é hoje uma respeitadíssima Senhora dos palcos, da encenação, da palavra e da arte de representar: Natália Luíza. A esta conheci-a no berço. Sei que há uma mais novinha, mas essa não cheguei a conhecer. A mãe, a Enfermeira Celeste, era uma mulher muito linda e muito doce. Só pode estar num céu.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Mais, mais e mais parabéns!

Parabéns, pai!
O meu sogro faz hoje anos, também.
Mas para o "conhecer melhor" é melhor ler o que dele pensam os netos!
Neste caso, o Diogo!
Eu chamo-lhe pai e isso talvez diga qualquer coisa!
Parabéns, Luísa!
Serás sempre mais novinha do que eu, mas fazemo-nos companhia em muitas "incon(s)ciências".
Obrigada, por me teres ensinado a dar os primeiros passos nestes mundos de computadores!!!! Comecei com as listas das turmas, lembras-te?
Parabéns, Mónica, quase mamã, quase a explodir de alegria e de maternidade vezes dois!
Muitas felicidades para ti e para os teus bebés. Não te esqueças que tens aqui uma avó de aluguer à tua disposição!
Vamos lá arranjar um grande bolo e muito champanhe para estes aniversariantes todos!
Vamos todos cantar... parabéns a você!!!
É que são cento e setenta e duas velas!
bolopara 3
Imagem cozinhada daqui...

Sir Sean James Bond Connery

Todos os James Bonds são belos e corajosos, mas alguns, como os diamantes, são mais eternos do que outros!
Embora eu não apreciasse o estilo de filmes, embora não apreciasse as moçoilas que se atrelavam (e atrelam) aos Bonds, embora detestasse carros a explodir e outros perigos similares, dos quais saía sempre vivo e incólume o herói, vi os filmes do James Bond, quando ele era "feito" por Sir Sean Connery que completa hoje setenta e cinco anos.
O mítico homem que vestiu a pele do não menos mítico agente secreto nasceu na Escócia e a sua infância foi difícil mas, em demanda da fama, um concurso de Mister Universo mudaria a sua vida.
Quando a idade se tornou incompatível com estas funções, apareceram outros papéis e Sean Connery continuou a trabalhar na indústria das estrelas.
Prémios há muitos, mas nem todos recebem da mão da Rainha de Inglaterra o reconhecimento da carreira em forma de título de nobreza.
O menino que nasceu há setenta e cinco anos, a quem os pais deram o nome de Thomas Sean Connery é desde o primeiro dia do ano dois mil, Sir Sean Connery.
Ou será que lhe podemos chamar Sir James Bond?!
Happy birthday, dear Sir!

Imagem daqui

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Dali, o salvador do serão televisivo

dalimuseu
O Canal Odisseia transmitiu, esta noite, um programa sobre Dali, que apanhei num daqueles zappings que faço constantemente, para fugir aos incêndios e às outras tragédias, que já sei que são notícia (re-re-notícia), em todos os telejornais, à hora do jantar.
Fiquei por ali, para rever conhecimentos e lugares por onde já passei, onde pulsa o génio de Dali, o amor de Gala, a irreverência da sua arte e, sobretudo, a vida do homem que ousava imaginar e "fotografar", com o seu talento, uma realidade única: a sua.
É um programa muito interessante, em grande parte porque Dali e Gala tinham uma vida pública muito intensa e eram fotografados, entrevistados e há muitos registos que nos ajudam a entender o "génio", no contexto da sua época, da sua Espanha, da sua Catalunha, com o seu bigode artisticamente revirado, com Franco e com a Gala...
Repete amanhã às oito da manhã e à uma da tarde.
Sempre que "revemos uma matéria", a nossa atenção recai em algo que parece completamente novo, ou quase. Desta vez foi a relação de Dali e Gala com a velhice e com a morte.
Gala confessa não temer o momento da morte. Temer, sim, a velhice.
Dali diz que ele, Dali, não devia morrer, simplesmente por ser quem é: o génio.
O "Génio" passava muito tempo em Cadaqués, onde foi, certamente, muito feliz, com a sua Gala e onde tirei esta fotografia.
cadaqués
Para além do mar, havia o verde que envolve a casa.
E há os ovos de Dali, para os quais tem de haver uma explicação psicológica, dada a sua proliferação nos telhados e outros cimos das casas.
a casa de dali

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Blogs? Para quê?

Está muita gente a desistir...
A reflexão sobre todas as continuações impõe-se!
Qual é afinal o papel dos blogs?
Um artigo do Público de hoje, assinado por Vital Moreira, fala de algumas coisas que também interessam a quem está por aqui apenas por pura diversão.

O "quinto poder"?Vital Moreira
Corre nestes dias uma animada troca de opiniões entre vários blogues nacionais sobre a função e o poder dos blogues, bem como sobre as relações entre eles e os media tradicionais. Estas questões não são propriamente inéditas. Mas tendo em conta que a questão já teve algumas repercussões na imprensa, vale a pena trazê-la para o público em geral.
Comece por afirmar-se que, apesar de crescente, a visibilidade pública dos blogues é ainda muito reduzida entre nós. É pequeno o número dos seus frequentadores regulares. São muito poucos os blogues que têm notoriedade, devendo-a vários deles ao conhecimento de que os seus autores gozam por razões exteriores à blogosfera, como políticos, comentadores, colunistas, etc. A blogosfera continua a ser, portanto, um mundo relativamente restrito de "conhecedores".
Claro que é fácil criar um blogue. É gratuito e não exige nenhum saber específico. Basta um computador e uma ligação à Internet. Alguns minutos a preencher os procedimentos, e já está. Pode-se logo escrever e publicar o primeiro poste. Imagino o fascínio de lançar para o éter o primeiro texto. O problema vem depois, ter quem os leia. A maioria dos novos blogues são nados-mortos, que vegetam até à desistência, sem chegarem a ser conhecidos para além dos seus autores. Inúmeros génios da blogosfera" para si mesmos" acabaram amargamente na frustração.
Dada a incipiência da blogosfera, o maior risco consiste em sobrestimar a sua influência, em especial no espaço público. Para começar, grande parte dos blogues não deseja ter nenhum impacte público geral. Nascem como simples meios de expressão pessoal dos seus autores. Há blogues de artistas, de músicos, de poetas, de cultores de vários saberes, desde a culinária às ciências ocultas. Quando discutimos o impacte dos blogues, queremos referir normalmente a sua influência na opinião pública, em geral, e na esfera política, em especial, nomeadamente no campo da luta ideológica e da crítica do poder político. Fora a função de proselitismo ideológico, a que muitos se limitam, qual é o verdadeiro papel dos blogues?

(excerto)

Valentino, the last latin lover

Rudolph Valentino é um mito que se junta a tantos outros, sobre quem pouco sei, para além disso: padroniza o ideal de beleza masculina.
Entretanto as referências mudaram, os tipos de beleza considerados padrão mudaram também, mas Rudolph Valentino mantém o seu nome ligado ao Olimpo da indústria de Hollywood.
Se Valentino voltasse à Terra, não sei se teria muita saída entre o público feminino, como teve no seu tempo. Os deuses de hoje, mesmo os mais belos, são de curta duração e o brilho apaga-se a uma velocidade superior à da luz.
(Penso eu!)
Também me parece que o que vale a pena saber da vida da estrela do mudo é precisamente o que ele fez, antes de se tornar estrela. Isso sim, acho verdadeiramente exemplar.
Nascido em Itália, em 1895, Valentino, depois de ter sido rejeitado pela Escola Naval, rumou a Nova Iorque, em busca da fama e da glória eterna que, pelos vistos, esperavam por ele, no mundo das estrelas. Em Nova Iorque, foi jardineiro, criado de mesa e lavou pratos em restaurantes.
(Quando li isto, a memória de plástico que tinha desta figura, ganhou outro sentido!)
Com 31 anos Valentino tinha alcançado um sucesso imenso.
A 16 de Agosto de 1926, Valentino adoece gravemente, vindo a morrer uma semana depois.
A sua morte desencadeou manifestações descontroladas das admiradoras, talvez por parecer impossível, injusto e indigno a doença, a dor e a morte sobreporem-se à vida dos que trazem algum brilho aos dias da gente comum!

Quantos "rapazes" deste tempo terão ensaiado esta pose de beijo?

A hug a day...

hug- cortesy American Greetings
keeps all the bad things away!

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Totó? Eu?

CLASSROOM_guy_top
Já comecei a colecção dos Totós. Para meu desgosto, em Português, a publicação está muito aquém dos manos Dummies.
Que pena!
Eu agora até tinha tempo para cuidar do Totó que há em mim!
books for dummies

Look for the best!

Bló-Cartaz

Uma página de património, O'Neill e prosa a propósito. A não perder!
Mas não fiquem por aqui, por esta página, porque há muito que aprender neste lugar.

Para os tempos televisivos, o Bló-Cartaz aconselha:
A Mulher do Ministro, ou seja, a Ana Bola no seu melhor!
O Zip-Zip, o programa que parou o país e passou ao lado da censura, por um atalho de inteligência e humor!
(Para mim, não é rever. É mesmo ver, que nesse tempo eu não estava cá! A História é que me disse estas coisas.)
E a Maluquinha de Arroios, para fechar o serão.
A Memória da Televisão é também um património.

Telejornais, não! Ouçam-se ou leiam-se as notícias! Segundo ouvi, os pirómanos comprazem-se na transmissão das tragédias que perpetram.

sábado, 20 de agosto de 2005

Trinta e dois!

casamento
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
(...)
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
(...)
Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
(Pedaços de "Fico assim sem você" da Adriana Calcanhoto)
Já toda a gente adivinhou a efeméride?

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

E esta?

Democrata

Eu sempre fui democrata,
estás a perceber,
sua besta?


José Fanha, Olho por Olho

Duas Frases

"Dava tudo para que me compreendessem. Mas já me contento quando me respeitam."
Miguel Torga, Chaves, 4 de Setembro de 1988
Porque nos livros, nas palavras dos outros, encontramos muitas vezes o nosso próprio sentir.

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Teacher's lifestyle

A vida dos professores vai mudar: os políticos prometeram e a gente sabe que eles, sempre que prometem, cumprem.
A primeira etapa já está: fizeram uma reunião (ou mais do que uma), com os Conselhos executivos da escolas, para divulgar a equação mágica da ocupação dos professores, de modo a que o resultado fosse 35 horas. Nem mais! Nem menos!
Sete horas é quanto eles nos vão obrigar a trabalhar sozinhos!!!
As vinte e oito que sobram é para trabalhar acompanhados: as aulas, as reuniões e as horas de "apoio ao estabelecimento".
Por mais voltas que dê à cabeça, não vejo muitos postos de trabalho disponíveis, neste "estabelecimento", para tantos professores. E espaços, ainda menos!
Mas imaginação é coisa que não nos falta e vai daí até se pode substituir o espantalho por um professor, quando o espantalho meter artigo cento e dois!
espantalho
Eu temo que já haja até um espantalho, à espera de alguém que esteja na hora de "apoio ao estabelecimento" e o vá render. Este:
espantalho 102
Obrigada, Teresa, pelas fotos!

Cheers, Laura!

icecream
A Laura comunicou no seu blog que tinha celebrado o aniversário no dia 7. A máquina do tempo está avariada. Não há outra maneira de remediar a falta: obrigá-la a comparecer ao próximo encontro de gelados, isto é, de bloguistas...
Pode ser que alguém leve champanhe!!!
Pode ser que alguém leve o Espumante!!!
(Não te posso perdoar, tão cedo, o injusto raspanete!)
Beijinhos, Laura! Muitas felicidades!

Redford, o encantador

Se houvesse uma palavra masculina para diva e outra para estrela, pegava-se numa e noutra palavra e definia-se Robert Redford.
Não é por ser loiro e ter olhos azuis. Não é por ser alto, ou parecer alto, no ecrã. Não é por isso, apenas, mas pelo conjunto de todos os traços que aparentemente correspondem à beleza perfeita e também pela sensação de encantamento que desperta...

"I assumed I would age naturally, as time went on."
Os sessenta e oito anos que hoje completa estão bem visíveis nas últimas imagens que vi. É humanamente correcto assumir a idade, os anos, as marcas dos anos... mas não é fácil. Ainda bem que há pessoas, com estatuto de "estrela", que resistem à tentação e aos meios artificiais de prolongar a juventude. Sendo inevitáveis referências, também nos ajudam a nós, gente vulgar, a envelhecer naturalmente.
Mas Robert Redford não é só o actor.
Em 1980 realizou o filme "Gente Vulgar" e ganhou a cobiçada estatueta da Academia.
Acho que o último filme em que vi o RR foi o Encantador de Cavalos, uma história que mexe com muitos sentimentos.
"Truth is, I help horses with people problems", disse ele!

A Avó Madalena

Faria hoje anos e tenho andado o dia todo a pensar nela: a minha avó Madalena.
Dela herdei o nome e quase a cor dos olhos.
Com ela aprendi muito sobre a vida e, apesar dos anos que já passaram sobre o seu desaparecimento, não há um único dia em que a recordação de qualquer coisa me não leve até ela.
Era uma mulher imensa, como imenso era o verde dos seus olhos, como parecia ser imenso tudo o que lhe pertencia ou tudo o que dela emanava.
Ela era o coração da casa e das pessoas e sabia fazer sentir aos outros, seus, claro!,que eles eram o centro da sua vida. A lei do coração foi sempre a sua lei. Isso não aprendi.
Acho que também herdei!
Por isso, espero saber honrar tanto o nome como o património genético e afectivo que me deixou!
vólena
(Priminha, obrigada pela foto!)

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

"Carta Aberta à Escola"

Nota prévia - Esta carta não é da minha autoria. Quem a escreveu foi uma aluna do oitavo ano (1981/82).
Está assinada pela Ana Paula e publicada num jornal de turma, actividade que desenvolvíamos nas aulas de Português.
Tem estado guardada, religiosamente guardada e, há pouco tempo, saltou da gaveta, juntamente com outros escritos dos meus alunos, que esperam por um reconhecimento mais vasto.
Acho que este é o momento de começar a publicar estas peças com qualidade literária e que são verdadeiros documentos históricos, a partir dos quais, juntamente com alguns desenhos, se pode reconstruir um tempo, uma época.
Junte-se então a caricatura desenhada à caricatura escrita e chamemos-lhe, cheios de modernismos, "Relação pedagógica"!
Esse tempo, já o disse, é inesquecível!
Evoco, com muita saudade e respeito, os que são referidos nesta carta e que já partiram. Cedo, porque "partem cedo os que os deuses amam". Se nos estão a ver, sabem que um professor agradece sempre aos alunos tudo o que eles aprendem!

perplexo

Actualização das notícias dos encontros

Primeiro é o blog, depois o mail e o telefone e depois, finalmente, o encontro.
Hoje o encontro foi na margem sul.
Alargado, divertido e saboroso.
A conversa não tem fim natural.
O fim é imposto pelo relógio de alguém.
Obrigada,Tishelf,Pitucha e Lilla Mig!
Foi um pedaço de tarde muito, muito agradável!

imagem daqui

Mary Jane West

Mae West é uma beldade que vem de longe, de muito longe, de um século que já não é sequer o século passado, é o anterior, de um tempo em que o cinema não era falado e não tinha cores.
Nascida a 17 de Agosto de 1893, Mae West foi mais do que uma beldade muda e a preto e branco. Escreveu, também, quase tudo peças de teatro e guiões do seu próprio trabalho.
Muitos recordá-la-ão pela imagem trabalhada em função da evidência da sexualidade. Aliás, Mae West não escondia o seus objectivos: ela estava determinada em inquietar uma sociedade, sobretudo em termos de moralidade sexual, o que lhe custou uma passagem de oito dias pela prisão. A pena era de dez e o crime foi a peça que escreveu, levou à cena e interpretou, na Broadway: Sex.(Os dois dias de perdão deveram-se ao bom comportamento na prisão!!!)
Morreu com oitenta e sete anos, tendo percorrido muitos géneros de espectáculos, desde o vaudeville, onde começou aos cinco anos, até às séries televisivas de grande audiência como Mr. Ed. Dois anos antes de morrer,participou num filme, em que o seu regresso era anunciado como chamariz.
A vida deu-lhe humilhações e glórias. O Passeio da Fama de Hollywood regista as glórias que, de algum modo, lhe conferem a eternidade das estrelas.

imagem daqui

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Não valeu! Mas afinal valeu!

Mesmo não sendo vítima deste acidente, o dia de praia parecia ter perdido completamente o sentido.
Ficara nos nossos olhos a imagem de um mar manchado pelas labaredas que nos traziam à consciência todos os outros fogos que consomem o verde, de que tanto precisamos.
fumo
Neste caso, valeu aos passageiros da embarcação infeliz, o solidário atrevimento de quem goza o mar, de quem "curte" as ondas! Foram eles que impuseram a ordem, levando a cabo uma sucedida acção de salvamento, com os meios que tinham à mão.
São situações como estas que reinventam a vontade de acreditar que a solidariedade não é um valor esquecido, ultrapassado.
Testemunhá-lo, isso sim, valeu a praia!
salvamento

sábado, 13 de agosto de 2005

Bambi

Há sessenta e três anos, Bambi aparecia pela primeira vez em cena.
O quinto boneco animado de Walt Disney ter-se-á inspirado numa história, "Bambi, uma vida na floresta", publicada em 1923, escrita por um húngaro, Felix Salten.
Bambi é um veado orfão que sobrevive embalado pela lembrança saudosa da mãe, aprendendo com os amigos da floresta a viver com coragem, combatendo o mal.
Ele respeita todos, por pequenos que sejam e as flores reconhecem-no...

Bambi: Bird, bird, bird, bird, bird, bird...
[Bambi sees a butterfly and chases it until it lands on his tail]
Bambi: Bird!
Thumper: No, that's not a bird. That's a butterfly!
Bambi: Butterfly? Butter...
[notices the butterfly is gone; runs to a butterfly-shaped flower in a field of flowers]
Bambi: Butterfly!
Thumper: No, that's a flower.
Bambi: Flower?
Thumper: Aha, it's pretty.
[sniffs flowers]
Bambi: Pretty
[sniffs flowers, runs nose to nose into a skunk]
Bambi: flower!
Flower: Me?
Thumper: [laughs hysterically] That's not a flower! He's just a little...
Flower: Oh, that's all right. He can call me flower if he wants to. I don't mind.
Bambi: Pretty... pretty flower.

(diálogo daqui)
O Bambi, fui outra vez buscá-lo a Nampula!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Ainda Torga

caricatura
Foi assim que, em 1982, os meus alunos do oitavo ano traçaram a minha admiração pelo poeta que hoje homenageamos!
Na altura Os Novos Contos da Montanha faziam parte do programa.

Trim trim

É aqui que mora a Menina Mitsou?

Sir Cantinflas


Se houve discursos que comoveram o pouco entendimento que eu tinha do mundo e das coisas em criança, foram os discursos de Cantinflas. As suas palavras repunham sempre uma justiça natural. E eu acreditava!
Mario Moreno nasceu a 12 de Agosto de 1911, no México, tinha a imensa capacidade de fazer rir e, a mim, quase chorar.

Ficha

(Adolfo Correia da Rocha nasceu em São Martinho de Anta, Trás-os-Montes, a 12 de Agosto de 1907 e morreu em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Foi poeta!)

Poeta, sim, poeta...
É o meu nome.
Um nome de baptismo
Sem padrinhos...
O nome do meu próprio nascimento...
O nome que ouvi sempre nos caminhos
Por onde me levava o sofrimento...

Poeta, sem mais nada.
Sem nenhum apelido.
Um nome temerário,
Que enfrenta, solitário,
A solidão.
Uma estranha mistura
De praga e de gemido à mesma altura.
O eco de uma surda vibração.

Poeta, como santo, ou assassino, ou rei.
Condição,
Profissão,
Identidade,
Numa palavra só, velha e sagrada,
Pela mão do destino, sem piedade,
Na minha própria carne tatuada.

Miguel Torga

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Uma prenda

Gabriela!
Uma prenda é uma prenda sempre.
Mas quando vem assim sem esperarmos, sem fazermos anos, sem nenhum motivo especial, apenas por pura generosidade... Ficamos assim sem jeito...
Obrigada, Eduardo!
Que grande surpresa!
É tão bom podermos contar com o saber dos amigos!

Muita conversa doce


Foi muita, muita, muita a conversa que acompanhou o gelado!
Foi um pedaço de dia que, como diz a Pitucha, devia ter passado mais devagar.
E citando a Ti:"Há encontros felizes que nunca imaginaríamos levar a cabo."
Para a imagem (daqui) ser verdade, temos de acrescentar uma menina! Parece que já está "agendado" esse encontro?!

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Gabriela, sempre Gabriela


Todos dizem que os brasileiros descobriram Portugal... “a bordo” da telenovela!
A telenovela, essa instituição que hoje preenche muitas horas da nossa televisão.
Uns resistem mais, outros não resistem e rendem-se a uma arte de representar diferente mas numa língua que todos entendem,ou mesmo às tramas que, pela sua actualidade, se impõem, de modo algo pedagógico até.
Foi precisamente pelo talento de Jorge Amado, um dos nomes maiores da Literatura Lusófona, que o hábito se instalou em Portugal.
Gabriela saiu das páginas do livro para os ecrãs de televisão com o corpo bonito de Sónia Braga, personagem feita de naturalidade, sedução e juventude. Nacib, o sírio, o seduzido, ficou para sempre com o bigode bondoso e pensativo de Armando Bogus. Há outro bigode menos simpático, bem cínico e traiçoeiro por sinal,o de Tonico Bastos. O Doutor Mundinho, José Wilker, as meninas, Elizabete Savalla e Nívea Maria... enfim uma legião de personagens que ganharam o corpo, a voz de actores brasileiros que depois veríamos noutros enredos, mas pensávamos sempre que tinham saído da “vida real” desta novela.
E a ela voltariam, inevitavelmente, anos mais tarde, a cores.
Não tenho instrumentos para medir com precisão o sucesso de uma versão ou de outra. Penso mesmo que o sucesso da Gabriela não tem medida em medida de grandeza. Gabriela é intemporal e imensa. É a mulher que Jorge Amado criou, como o Criador inventou a Eva.
De acordo com alguns estudiosos da obra de Jorge Amado, esta é a personagem referência de todas as mulheres dos seus romances.
Decorria o ano de 1976 e a hora nobre do serão televisivo, então com dois canais e a preto-e branco, começava com uma cantiga que dizia assim, devagar:
Quando eu vim pra esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, eh
Meus camarada!

Ganhando velocidade e pressa no refrão:
Eu nasci assim
Eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela
Quem me batizou
Quem me nomeou
Pouco me importou
É assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela

(Era uma solenidade que não podia ser interrompida. As conversas mexeriqueiras eram adiadas e, provavelmente, até as importantes eram adiadas, porque não havia gravadores de vídeo e ter-se-ia de recorrer ao processo pré-histórico do resumo sem encanto nenhum.
O meu filho Diogo, então com um ano e meio, dançava à frente do televisor.
Não havia câmaras de vídeo, nem máquinas fotográficas -muito menos, digitais!- sempre à mão para guardar essas imagens que permanecem muito nítidas na minha memória.)

Jorge Amado era baiano e nasceu a 10 de agosto de 1912.
Se for até aqui, vai ler uma bonita homenagem!

Cheers


A Ti organizou, da noite para o dia, um almoço de bloguistas!
E que pena tenho de não ter podido ir!!!
Fica para a próxima, Ti!
Gostei de falar convosco. Achei que estavam divertidos e a alegria faz tão bem às pessoas!
Um beijinho para a Ti, para a Pitucha e para o Espumante!

terça-feira, 9 de agosto de 2005

A lição de nove de Agosto!

Foi numa pista de atletismo que Hitler foi derrotado. Atrever-me-ei a dizer que foi numa pista de atletismo que Hitler foi superiormente derrotado. Sem outras armas para além da evidência de uma inferioridade que não podia admitir, mas teve de admitir.
A nove de Agosto de 1936, no Estádio Olímpico de Berlim, o atleta de raça negra Jesse Owens, conquistava a quarta medalha de ouro, perante o homem que odiava todos os que não fossem brancos, loiros, de olhos claros, partindo do falso princípio que esses eram puros.
(Meu Deus, como é que alguém pode ter semelhante pensamento? O que é ser puro? Como é que a cor dos olhos, da pele ou do cabelo purificam a essência da humanidade que deve residir algures no pensamento?)
A glória de Jesse Owens foi bem mais do que ganhar as medalhas de ouro, foi para além de todos os quatrocentos metros. A glória de Jesse Owens foi ter saltado para além de toda a humilhação, perante o próprio "humilhador"!
Ele disse que só precisava de uma oportunidade. Teve e soube agarrá-la!
Obrigada Jesse Owens, em nome de todos os que sabem sentir o valor de uma lição!
jesse owens
Imagem do jornal "A Bola", com vinte anos de idade, onde ainda se podem ler os versos de Manuel Alegre: A Balada para Jesse Owens.

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Hello, Miss Boop!

miss boop
Senhoras e senhores, muita atenção que o espectáculo vai começar.
Miss Betty Boop está hoje em Choraquelogobebes, para celebrar o septuagésimo quinto aniversário da sua estreia como cantora de cabaré!
Boop Boop a Doop!
O Bimbo, o seu velho namorado, não virá, pois não aguenta o ciúme provocado pelos os olhares lânguidos com que Betty seduz a assistência masculina, seja canina ou humana...
Alguns consideram-na uma verdadeira desavergonhada: aqueles decotes, aquelas mini-saias... Houve até leis que obrigaram Miss Betty a usar um vestuário mais de acordo com a moral pública.
O escândalo foi tal que o Supremo Tribunal de Nova Iorque ordenou que Betty desaparecesse de cena, em 1939, acreditando que isso era possível...
Não sei se clandestinamente ou não, há três anos, eu vi Miss Boop passeando a sensualidade de sempre, em Madrid, no Parque da Warner, posando para as fotos, com o todo seu encanto "timeproof"!

sábado, 6 de agosto de 2005

O dia mais triste dos homens

Passaram sessenta anos sobre esse dia. O dia 6 de Agosto.
Não é possível acreditar que uma nação tenha decidido atentar contra a vida de tantos milhares de pessoas, milhares de inocentes, entre eles os mais inocentes, os velhos e as crianças.
Foi um atentado contra o futuro. Por muitos balões de paz que se lancem, por muito que se lamente, nem de lição este dia serve. Uma lição contém sempre algo de bom. Neste caso, toda esta página da História é feita de destruição e morte.
Nem sessenta anos depois a Humanidade pode dobrar o jornal aliviada, como escrevia Torga, no dia seguinte no seu Diário.

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

O que a Ana Pereira trouxe à lembrança...

A Página Feminina durou um ano e meio e todos os meses eu publicava mais uma biografia. Depois de Marilyn, veio a Audrey Hepburn, depois a Natalie Wood e dei por mim com uma colecção de histórias de mulheres que tinham brilhado no mundo do espectáculo e que tinham ainda em comum já terem morrido.
Um dia, a minha amiga Ana (Sousa), a quem eu devo muito do que sou, (até este blog que é uma co-autoria, como já tenho dito!) pegou nos textos e levou-o a uma editora, à Ela Por Ela. Nunca pensei muito a sério no projecto de publicar um livro, mesmo pequeno que fosse. Vi sempre muitas dificuldades e tive sérias dúvidas que o projecto se concretizasse.
Mas, mais uma vez, eu estava enganada e, quando dei por mim tinha o livro as mãos.
E era (é) lindo!!!!
A capa, escolha da editora (Obrigada Ana Barradas!), belíssima, ostentando a eterna Marilyn.
Claro que este livro me envaidece, mas sobretudo deu-me uma oportunidade de oferecer um exemplar a todas as pessoas do mundo de quem gosto. É algo de meu, que lhes dou e que deixarei para além de mim. Claro que me refiro a um universo de algumas pessoas, todas importantes para mim.
Deu-me ainda uma outra oportunidade: fazer a festa da minha vida.
Parecia que tudo se tinha conjugado para juntar pessoas de todos “os cantos da vida”.
O espaço foi o mais fácil de encontrar: a minha escola. E todos deitaram mãos à obra de modo a que o dia fosse mesmo inesquecível. Eram quase tantos os anfitriões como os convidados.
Por ironia do destino, a Ana (Sousa), a responsável por tudo isto não pôde estar presente, pois nesse mesmo dia tinha um casamento muito longe daqui.
(Mas quando eu digo que estiveram lá todos, estiveram mesmo, pois de alguma maneira assinalaram a sua presença.)
A todos os que contribuíram para esse dia, eu deixo a minha gratidão, especialmente aos homens da minha vida: o meu marido, os meus filhos e o meu pai.
(Se houvesse uma dedicatória, era esta!)
livrodivas
Eis a minha carreira de escritora: pequenina, mas pela qual tenho um carinho enorme, por tudo o que me proporcionou e continua a proporcionar.
Obrigada, Ana (Pereira), por me teres lembrado esta minha aventura do livrinho!
(Entretanto o jornal acabou, mas os blogs começaram e esta é uma nova aventura de que eu gosto. Tem muitas semelhanças com a publicação no jornal, pois eu sabia para quem escrevia, o que também acontece aqui.)
A Chuinga tem grandes responsabilidades neste post, pois foi ela que me "denunciou", o que levou a Ana (Pereira) a comprar o livro e por aí fora...

Em nome das árvores!

a arvore
Aqui deixo o meu elo da corrente mágica...

Thank you, Norma Jean!

À Marilyn tenho de agradecer a inspiração. Não a de hoje, nem a de há um ano, mas uma inspiração mais antiga, que acabou por se tornar determinante na "minha curtíssima carreira de escritora".
Já escrevia há algum tempo para um jornal da terra, Gazeta do Montijo, a convite de um amigo que então o dirigia com muita generosidade e dedicação, a troco de nada, como é normal acontecer com estas publicações.
(Mas, mesmo não se recebendo nada, pode sempre contar-se com uma mais-valia, como agora se diz, que é a experiência e também, como aconteceu neste caso, o reforço de amizades inevitável no trabalho conjunto.)
Um dia, apareceu mais uma proposta para mais um artigo de teor biográfico, visando personalidades que se tivessem distinguido na vida pela dedicação a causas humanitárias. A título de exemplo sugeriu Florence Nightingale.
Num daqueles meus impulsos de momento, mais vulgarmente conhecido por “repentes”, contrapus com outras personalidades e a título de exemplo sugeri Marilyn Monroe.
Foi assim que, chegada a casa, me sentei onde estou agora, defronte de um monitor de onde me saía muita informação, muitas imagens. Era preciso começar. Nunca tinha escrito nenhuma biografia. Não me parecia bem começar com muita formalidade, com a data do nascimento, o desfile dos acontecimentos e a morte.
Peguei então nos dados sobre a vida da beldade loira que os homens da geração do meu pai tanto admiravam e ousei compor uma versão um pouco interpretada, que me parece que é o que todos fazem, ao fim e ao cabo, quando contam a vida dos outros.
Aos dezasseis anos, a 19 de Junho de 1942, casa com Jimmy Dougherty, de 21, que conheceu na Fábrica de Construção de Aeronaves, onde trabalhava. Estaria apaixonada? Ou simplesmente à procura de amor e de família, como tinha feito até aí?
A letra de Elton John também me serviu de fonte, de inspiração e de título: Goodbye Norma Jean.
Estava pronta a primeira biografia da página feminina da Gazeta do Montijo.
A imagem que acompanhou o texto foi a clássica: Marilyn segurando as saias que esvoaçam e mostram "um pouco mais de mulher".

Imagem daqui.

Goodbye Marilyn

Alguns anos mais tarde, o dia cinco de de Agosto ficaria também marcado pela morte, talvez esperada, talvez não, talvez desejada, talvez não, da mulher que poderia ter-se chamado Desejo: Marilyn Monroe.
Elton John imortalizou na música o seu fascínio.

the lady in the tutti-frutti hat

Carmen Miranda é um mito tão misturado como as frutas dos seus chapéus.
Nascida em Portugal, em Marco de Canaveses, levada ainda muito pequena para o Brasil, foi aí que Maria do Carmo cresceu, ao ritmo do samba.
Nos sonhos dos artistas o limite é Hollywood e foi à procura desse diploma que Carmen (inspiração da outra Carmen de sucesso, de Bizet) partiu e se "americanizou", o que não agradou ao seu público brasileiro.
Carmen tinha ido para os Estados Unidos, em busca de uma fama que só ela conseguiria alcançar: deixar o seu nome e a impressão mais do que digital, a impressão das mãos e dos pés, no passeio da fama.
Foi grande o seu sucesso e pequena a sua vida.
Tinha apenas quarenta e seis anos quando morreu de coração e de alguns desgostos.
Há cinquenta anos!

E agora? Será samba? Será marcha? Isso é lá com o Santo António...

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

Quase, quase a voltar às efemérides


Aposto que nem o Espumante sabia desta!

Uma lembrança

rochas
Pensei em muitas maneiras de agradecer as visitas, durante a minha ausência. Não "achei" as palavras, por muito que procurasse...
Achei só esta ideia: uma lembrança.
É como se fosse um postalito, que não se manda, mas se entrega em mão.
Palavras, só encontrei uma: obrigada!