sábado, 31 de dezembro de 2005

Tempo

tempo
"The future is something which everyone reaches at the rate of 60 minutes an hour, whatever he does, whoever he is." C. S. Lewis, um que eu estudei na faculdade, mas já não me lembro!

"Reflect upon your present blessings, of which every man has many - not on your past misfortunes, of which all men have some." Charles Dickens, o do único Avarento que é atacado pelo Espírito de Natal.

O presente é uma fronteira e toda a nossa vida consciente é efectivamente vivida nesta fronteira. Feliz 2006!

E ainda:
"Time has no divisions to mark its passage, there is never a thunder-storm or blare of trumpets to announce the beginning of a new month or year. Even when a new century begins it is only we mortals who ring bells and fire off pistols."
Thomas Mann, o da Montanha Mágica!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Estamos entendidas!

-iá, á, á, ahhhhhhhh!
-iá, iá
-tá, tá, tá, tá
-tá, tá, tá, tá
(São assim as conversas intermináveis que eu tenho com a minha sobrinha!)
A Pitucha diz que é esloveno!
Eu entendo-a perfeitamente! O que ela quer dizer é que quer ver todos alegres à volta dela!

Imagem daqui

(...)

Um poema de Reinaldo Ferreira, aqui, trouxe-me à lembrança e ao desejo um outro que diz assim:
Não ponho esperança em mais nada.
E se puser
Há-de ser ambição tão desmedida
Que não me caiba sequer
No que me resta de vida.

Uma esperança destas é o outro extremo de mim.

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Obrigada! Obrigada! Obrigada!

Obrigada, IO, pelo prémio, pelo "Chuinga 2005", na categoria "sempre em dia". Só tu!
O pior é que fui apanhada de surpresa, entre o "depois do jantar" e as máquinas de lavar a arrancar, mesmo em cima do começo da tarifa bi-horária. Às dez da noite onde é que eu vou comprar um fato a rigor para receber este prémio que me deixou tão orgulhosa? E não me venham dizer que foi dos lobbies, grupos de pressão, etc!!!
Bem, eu depois volto para o discurso, mas, agora, tenho de fazer jus à categoria que me proporcionou este momento alto de fama e glória. (Curvo-me em respeitosa vénia, mesmo de avental, para receber este "Chuinga"!)
Quanto ao sempre em dia:
- A primeira actualização vai para o estado do azul do mar, há dez horas atrás.
Estava assim:
galémardezembro
- A última, que talvez até devesse ser a primeira, vai para o aniversariante famoso de hoje, para o Mestre Lagoa Henriques, autor desta Tágide.
tágide
Não sei se gosto da escultura ou se não gosto do lugar que lhe destinaram, aqui na cidade do Montijo, ou na "cidade de Montijo", como dizem os mais antigos e os mais eruditos montijenses, sem contracções de preposições coisíssima nenhuma!
Para se formar uma opinião, não há nada que chegue ao ver com os próprios olhos!
Bem, acabou a máquina. Tenho de pôr mais roupa ou mais loiça a lavar. Tanto faz!
Até já lavei os óculos escuros, juntamente com a roupa! E nem correu mal! Ficaram lavados e foi testada a sua resistência à violência da centrifugação!!!

domingo, 25 de dezembro de 2005

Dia de Natal

"...não vamos ser grandes, não vamos ser velhos."
António Lobo Antunes, Visão, 22 de Dezembro de 2005
natalrest2

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Quase, quase...

christmastreehome
Pois é! É Natal!
Tudo indica que sim: desde o calendário às temperaturas.


Até a manhã, oito da manhã, em Lisboa, era já hoje uma manhã de festas, com poucos carros. Faltava a Lisboa o quotidiano do pára-arranca nervoso das manhãs de trabalho. Gente? Só mesmo no supermercado e nas lojas.
Não sei se há espírito de Natal dentro dos sacos que carrego todos os dias para casa. No meio do bacalhau, ou dentro de outro bem de menor necessidade mas enfeitado a rigor, certamente, vai ser possível encontrar o Natal.


As memórias de infância devolvem-me a ansiedade muito grande à roda dos presentes. Agora é diferente. Hoje, se espiritualmente (espiritual é o virtual, numa versão de séculos!) me fosse dada a oportunidade de "pedir", o meu desejo encalhava num pedido tão velho como a consciência que tenho de existir: o alívio dos medos. Esse é, sem dúvida, o meu tormento e presumo que o de todos os que vivem rodeados de pessoas de quem gostam.

O meu pai partiu, mas deixou-me um património de recordações boas e um exemplo de lidar com a vida (ou mesmo saber viver!) que me inspira, para além de um sentido de dever de lhe honrar a memória através do bem e do bom, sempre em busca da felicidade possível. Se há alguma felicidade, ela está certamente ao nosso alcance. Tudo isto se traduz num conforto muito sereno.

Feliz Natal!


Este aviso fica bem na porta do blog e na porta da lavandaria da minha rua!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Everlasting Bee Gees

Há quem diga que atingiram quase tanta popularidade como os Beatles.
Se for medida pela medida da minha memória, é provável que sim.
Massachussets,Words...
It's only words, and words are all I have...
Os gémeos Maurice e Robin Gibb nasceram a 22 de Dezembro de 1949.
(Maurice morreu a 12 de Janeiro de 2003.)
bee gees
Já não posso ouvir o disco, apesar da "longa duração". Nas minhas mãos tem quase quarenta anos certamente!

Ainda a Jane de ontem

Jane Fonda é, sem dúvida, um exemplo da boa utilização do sucesso em prol de causas, que são as causas de muitos. A paz é uma das suas causas, talvez a mais conhecida. Luta também pelo esclarecimento junto das adolescentes de modo a evitar maternidades precoces, indesejadas e infelizes.
"Life is hard anyway, but when a young person has a baby, then it becomes really hard to take advantage of opportunities and lucky breaks that may come along."- disse ela!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Será que dá???

Jane Fonda foi uma das actrizes que mais marcou a minha geração. Ela já era tão bonita quanto nós queríamos ser. Ela já estava naquela idade certa em que a beleza física no auge se conjuga com outros auges de talentos, em que tudo parece estar ao alcance de um estalar de dedos. Ela já lá estava e nós queríamos lá chegar, tão bem como ela.

O tempo passou e a bela e elegante Jane Fonda continuou bela e elegante e até explicou o que fazer para ser assim... Explicou mais ou menos. Sim, porque é preciso descontar a ilusão da dos fotógrafos! É preciso descontar o IVA da maquilhagem! É preciso descontar ainda a arte da cirurgia plástica! Isto não vai lá só com uma hora de aeróbica por dia. E aquilo na cassete parece tudo muito fácil, mas não é!
Mas vendo bem as coisas, hoje não me importo que ela seja tão bonita e eu pareça ter mais dez anos do que ela. Eu tenho uma "resma" de amigos que não gostam de mim pelo sucesso hollywoodesco ou outro, mas gostam de mim assim, como eu sou, tal e qual, sem outros pesos que não sejam "os quilos" a mais e sem outras influências para além de um raio de cinco quilómetros. E esta sensação de ter amigos assim não há nem dinheiro que pague.
A bela Jane Fonda faz hoje sessenta e oito anos.
Quando penso nos seus filmes, penso sobretudo em três: Os Cavalos Também se Abatem, onde se prenunciam tempos onde o limite deixa de ser critério; penso n' O Regresso dos Heróis que pode ser um filme de amor, ou um filme de guerra, com a violência psicológica à flor da tela; e a Casa do Lago com uma história que mexe com os nossos próprios sentimentos e ressentimentos.
Jane,%20B1
Happy birthday, Jane!

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Uma história para a minha sobrinha!

A Estrela Maria chegou cedo ao firmamento. Foi mesmo a primeira a chegar. Estremunhada, esfregava os raiozinhos de sol que ainda lhe embaraçavam as pestanas e a impediam de derramar o brilho sobre a noite, naquele lugarzinho do mundo que a Mãe das Estrelas lhe tinha destinado.
Ali, tudo à sua volta era um firmamento violáceo. Já não era bem azul de dia, mas a Tia Noite ainda não tinha chegado. E se chegava cedo a Tia Noite, nesta altura do ano!
-Olá Estrela Maria!- era a Estrela João a chegar também ao seu posto.
Mas a Estrela João parecia ter dormido bem o dia!
-Olha, hoje nem sequer há nuvens para me atrapalhar a luz.
A Estrela Maria continuava estremunhada. Seria gripe? Teria febre?
A Tia Noite chegou então, finalmente, e também reparou na sonolência da Estrela Maria. Ela, a Tia Noite, era responsável pelas estrelas mais novas e, claro, ficou ralada, preocupada. Sabia bem que as Estrelas não são fingidas nem mentirosas. Estão sempre a brilhar de boa vontade!
- Estrela Maria - disse a Tia Noite, com muito carinho, como fazia sempre - esta noite não vais ficar aqui. Vou levar-te à terra e vais lá ficar a dormir, muito sossegadinha ao pé de uma criança. Esta noite vais brilhar só para ela!
- Tia Noite, isso é para dar sorte, não é?
- Claro que é! Queres escolher a criança?
- Quero, quero, Tia Noite. Pode ser aquela menina redondinha, que está muito constipada por causa do frio?
- Pode, sim! Vamos despachar-nos que eu ainda tenho muito que fazer!
E a Tia Noite agarrou na Estrela Maria e deitou-a no berço daquela menina rechonchuda que viu lá do céu.
estrelamaria

domingo, 18 de dezembro de 2005

Thanks, Mr Spielberg!

Se algum dia vires uma bicicleta na lua, não desvies os teus olhos, não desperdices a tua atenção, não te assustes.
Crê simplesmente que foste escolhido pelo Espírito da Fantasia.
A partir desse momento, és responsável pela eternidade dessa parte de nós que todos os dias sofre as mais variadas agressões.
A Fantasia é o único oxigénio capaz de nos libertar da tristeza. Em caso de tristeza muito grave, convém que se ligue o doente a alguém com menos de dez anos, veia-a-veia, como se via nos filmes, antigamente.
etartcom
Se mesmo assim, os sintomas persistirem, compra um filme que se chama ET e encharca-te na emoção e na ternura dos olhos azuis da "horrenda criatura"- terminologia com direitos de autor, em Bruxelas e em Lisboa.
Esta "horrenda criatura" veio de terras muito distantes, numa missão muito especial: salvar o lado de criança que persiste em nós, até ao último dia da nossa vida. Eu acho!
Thanks, Mr Spielberg. Happy birthday, Mr Spileberg!

sábado, 17 de dezembro de 2005

Já está a ganhar a poesia

Quem vai ganhar as presidenciais, eu sei quem é!
É a poesia!
Não me interessa grandemente a política. Já percebi que mais coisa, menos coisa, vai tudo dar ao mesmo. Todos os presidentes eleitos desde o 25 de Abril tiveram ao fim dos dois mandatos da praxe (o primeiro, a ferros, o segundo, nas calmas!) grandes elogios de todos os sectores da opinião pública.
Assim sendo, "que se lixe a taça" e "Viva a Poesia".
Pego numa "Praça da Canção" já velhinha, apesar de ser (irmã) mais nova do que aquela que faz agora quarenta anos e se vestiu bonita para os festejos. (Na idade é onde mais se nota que tudo é relativo!) Pego-lhe e folheio. Leio palavras que fazem sentido, nos meus sentidos. (Não têm nada a ver com as tretas que os políticos modernos praguejam!) São palavras a sério!
E, se dúvidas ainda tivesse, perguntaria a Aristóteles e ele responder-me-ia, logo, na página nove, da edição terceira, da Editora "Centelha", de Coimbra:
"Os poetas representam a opinião dos homens."

Memória de Yourcenar

Há homens e mulheres que vivem todos os passados e todos os futuros, no tempo que lhes toca de vida. No entanto, aparentemente, consomem o presente, a tal vida própria, a deles, como um comum mortal: nascem, crescem, envelhecem e morrem.
O que distingue esses poucos é a intemporalidade de pensamento, que deixam gravado, de modo perene, nas suas obras, sejam elas literatura ou outras artes. Para esses, a vida, aquela a que damos tanto valor e tememos tanto perder, é apenas uma questão de forma, de invólucro.
A ideia de invólucro surgiu precisamente quando observava algumas fotografias de Marguerite Yourcenar, em diferentes fases da vida.
yourcenar fotomontagem
Marguerite Yourcenar morreu a 17 de Dezembro de 1987. Tinha oitenta e quatro anos, mas a causa de morte parece ter sido "desgosto", pois, de acordo com as suas próprias palavras, "não se morre senão de desgosto".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Um Beatle também tem Natal

Everywhere it's Christmas
Everywhere it's song
London, Paris, Rome and New York
Tokyo, Hong Kong
Oh everywhere it's Christmas
And I'm off to join the cheer!
Everywhere it's Christmas
At the end of every year!
Oh everywhere it's Christmas
At the end of every year!
I said that everywhere it's Christmas
At the end of every year!
One more time now!
Everywhere it's Christmas...

imagem daqui
I wish I could believe!!!!

Disney again

"If you can dream it, you can do it. Always remember that this whole thing was started with a dream and a mouse."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Hi Walt Disney!


Please, listen to me: you didn't die on that day thirty-nine years ago.
I meet you everywhere!
I know it's you!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

(...)


"Se não tivesse começado a pintar, teria criado galinhas."
Isto seria absolutamente ridículo, dito por alguém que não tivesse uma lição de vida para dar.
(E uma lição de vida não é rejeitável, de modo nenhum!)
Grandma Moses começou a pintar aos setenta e cinco anos e, como a vida lhe concedeu um avultado crédito em anos, depois dos cem, ainda pintou cerca de duzentos, dos seus seiscentos quadros.
A simplicidade, em arte, tem um nome: arte primitiva, chamaram-lhe.
(Parece que as coisas simples são as mais difíceis de entender. As pessoas gostam de complicar tudo e desconfiam de tudo o que é simples e imediatamente inteligível.)
A própria pintora descreveu a sua técnica, em palavras muito simples, também: "do céu para baixo. Primeiro o céu, depois as montanhas, depois a terra, depois as pessoas."
Grandma Moses chamava-se Anna Mary Robertson e morreu a 13 de Dezembro de 1961, com 101 anos bem vividos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Natal e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.


Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

A palavra do poeta David Mourão Ferreira remete-me para um tempo em que tudo era diferente. Eu, sobretudo, era diferente! Sobrava-me juventude; faltava-me experiência. Sobrava-me futuro, mas eu não sabia; faltava-me passado, mas eu também não sabia.
Eu nem sequer sabia ainda que aquele senhor de cachimbo era quem hoje é!
Como hoje este poema é o mesmo poema, que fala do mesmo natal, que fala do mesmo frio de Dezembro e da mesma esperança universal na universal consoada!
neve
Como este quadro consegue guardar para sempre uma paisagem que eu nunca vi, senão aqui. Contudo, parece que sempre conheci esta paisagem que associo ao mês de Dezembro.
Talvez seja Dezembro!
Talvez seja Natal!

sábado, 10 de dezembro de 2005

Enquanto não chegam...

...os meus netos, vou-me deliciando com o "lado" mais doce dos netos dos outros: os bolos, as sobremesas, as festas de anos ou os baptizados.
bolo antónio
Aqui está o bolo de anos do António. Lindo!
Obra da avó, claro!
(E assim ando, de acção de formação em acção de formação, até chegar a minha vez!)
Parabéns, António! É bom ver-te crescer! É bom estar próximo (tão próximo que me sinto parte de) deste círculo de pessoas que, com a legitimidade do coração e do sangue, te deseja todo o bem do mundo.

Direitos Humanos, o Nobel da Paz e Nobel, o homem

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Este é o documento que consagra o reconhecimento universal pelo respeito do ser humano, seja ele quem for, nasça onde nascer, tenha a cor que tiver, pense o que quiser pensar, creia no que escolher crer!
Pergunto-me, até que ponto, contribuo ou não, para que estes princípios passem para lá do papel?
O Documento que alguns dizem ser o mais traduzido de todo o mundo (mais de trezentas línguas), foi solene e oficialmente aprovado pela ONU, a 10 de Dezembro de 1948.

Neste dia 10 de Dezembro, várias personalidades foram distinguidas com o Prémio Nobel da Paz, entregue pela primeira vez, em 1901, a Jean Henri Dunant e a Frédéric Passy.

Este prémio pode distinguir também instituições. Tal aconteceu já com a UNICEF e a AMI.

Alfred Nobel morreu a 10 de Dezembro de 1896, vítima de hemorragia cerebral.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

O meu lado saloio...

... puxa-me para estas coisas, tipo: iluminações, árvores gigantes, etc...
arvoredenatal
Isto com muitos espanhóis à mistura!
-Se ilumina?- Perguntou uma espanholita, muito espantada com a confusão de gente na Praça do Comércio.

“A mais triste de todas as mulheres”

“A mais triste de todas as mulheres” deu voz à feminina alma poética lusitana!
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, em 1894 e foi baptizada com os nomes Flor e Bela, com o apelido Lobo, a 20 de Junho do ano seguinte. O pai, “incógnito” no registo, foi sapateiro, antiquário e sedutor reconhecido: João Maria Espanca. A mãe, uma mulher bela e desejada, de condição modesta, foi escolhida por João Espanca para lhe dar o filho, que a mulher Mariana não dava. Pretexto ou não, com desejo ou sem desejo, reza a história que houve consentimento de Mariana nesta solução para a sua infertilidade e frustração do marido. Consta ainda que Antónia Lobo permaneceu escondida dos olhares do mundo, durante a gestação desta Flor Bela, que parece ter nascido apenas para disfarçar tristezas ou para embelezar imperfeições de uma natureza que se presume perfeita e fértil!
rosa amarela
Um flor bela para Florbela no dia em que nasceu e morreu: 8 de Dezembro.

O supremo ideal

Os versos de Lennon, os que se tornaram hino, são isso mesmo: a definição de um ideal, imaterializado como só um ideal pode ser, sem limites como é o céu, aquele azul que nos separa dos outros universos possíveis.
Porque a nossa capacidade de imaginar não conhece obstáculos!
Pronto, está bem: "You may say I'm a dreamer".
E acrescento: "But I'm not the only one!"
florparalennon
Flores para Lennon!
Áudio daqui

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

(...)

artponte
A mesma ponte, o mesmo rio, o mesmo "só estou bem onde não estou", mas em azul!

pontes, combóio e outros

ponte25deabril
Eu sou do tempo em que apenas esta ponte ligava as duas margens, num afã responsável de todos os que, como eu, não são de lá, nem de cá e passam a vida de cá para lá e de lá para cá, a matar saudades que nem sequer há. Ou se há não se matam. A saudade não se mata.
Hoje acordei ao som de números de TGV.
Recordei o tempo em que a minha ponte, a outra, levantava polémica e discussão, por causa dos custos. Mas eu só queria era que a construíssem.
Hoje não sei se sinto o mesmo em relação ao TGV. Mas devia sentir, acho eu, em consciência.
Hoje são outros que anseiam pelo encurtar das distâncias.
Tenho de respeitar essas saudades!
ESta imagem também é desse tempo, em que só esta ponte ligava o rio.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Blog com vela de aniversário

O meu filho Diogo já tem um blog, há um ano!!!
O pior não é isso! O pior é pensar que ainda me lembro, "como se fosse ontem", de andar com eles, com os meus filhos, agarrados às minhas saias. (Ou às minhas jeans, pois já nem sequer é preciso ser muito jovem, nem muito moderno, para fazer esta afirmação!)
Parabéns, Diogo!

E aí vai um desejo que eu sei que te é muito muito caro: que o teu clube some vitórias!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Quem não gosta de "jeans"?

Claro que há quem não goste e há quem não use. Atrevo-me a dizer que há excepções!
As "jeans" são eternas, por mais buracos ou brilhantes que lhes inventem, que lhes costurem ou descosturem, elas estarão sempre no centro da moda.
jeans de pernas para o ar
(Mesmo de pernas para o ar, muito tempo antes das torres de Tróia terem sido alvo do primeiro teste do socrático plano tecnológico!)
As primeiras "jeans" foram desenhadas por Levi Strauss em 1880, dizem.
A 5 de Dezembro, diz-se!

domingo, 4 de dezembro de 2005

Erros meus

"O erro de construção de um dos que com predicado no singular (ocorrente em Fernão Lopes, Frei Luís de Sousa, João de Barros, Bernardes, Vieira, Garrett, Herculano, Camilo, etc.) explica-se por atracção de um."
O Ciberdúvidas passará a incluir-me a mim, pelo post sobre o Fernando Alves.
(Isso queria eu, figurar entre tão ilustres nomes!!!)
Vale a pena ler, na íntegra, o esclarecimento!

Camões, esse não errou! Ou melhor: errou no amor, como explica no soneto.

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!


E ainda há a Joana que errou de João, "a mulata triste que errou na dose, errou no amor". Chico Buarque, claro!

sábado, 3 de dezembro de 2005

TSF, às cinco para as nove

A voz da rádio que mais me encanta é a de Fernando Alves. Ninguém como ele combina as palavras que diz com a "fala" com que as diz. Língua e fala são velhos conceitos para mim, ensinados pelo Professor Lindley Cintra. Acho que encontro todos os dias na TSF a combinação perfeita da língua e da fala.
Em qualquer assunto, o autor/locutor põe beleza, quase poesia.
Pode ser futebol, que ele é dos que gosta; pode ser dicionários, como foi o caso desta que não resisti a trazer para aqui.
Fernando Corripio desapareceu mais discretamente que um navio no horizonte, e o seu desaparecimento ganha, neste contexto, uma espécie de carga ficcional, como se ele se tivesse perdido no labirinto da sinonímia. Imaginamos, diante da esconsa nota fúnebre finalmente encontrada, o início de um romance negro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Callas, A Divina

“Tem que servir a música.” disse Callas, “Tens que pegar na tua voz e parti-la em mil pedaços, para que ela te sirva a ti.”

Há nas palavras da Divina, como ficou para a história da música e dos homens, o sentido do dever, que a orientou nos palcos mais distantes do mundo.
Distantes eram também as suas pátrias: concebida na terra de que se diz terem tido os deuses morada próxima, na Grécia, foi na longínqua América, em Nova Iorque, que nasceu Maria Anne Sophie Cecília Kalogeropoulos, a 2 de Dezembro de 1923. Os pais, George e Evangelia Kalogeropoulos, tinham chegado à terra dos sonhos em Agosto, em busca de boa sorte e uma vida melhor. A pequenina Maria ali viveu os primeiros anos, em Manhattan, num bairro onde os habitantes eram predominantemente oriundos da Grécia. A família mudou o apelido para Callas e, aos nove anos, Maria recebe as suas primeiras lições de piano.
Depois...

Sem anestesia

Pedi anestesia. Riram. Não me levaram a sério!
Preparam-me para a cruel operação, enquanto ao mesmo tempo, num recipiente trazido até à sala principal, se preparava algo que cheirava aos ingredientes do costume.
Depois, sem anestesia nenhuma, nem geral, nem parcial, cruelmente me foram afastando as madeixas e pincelando o "chão da minha cabeça" com o líquido milagroso.
(Temo sempre que estas invasões atinjam o interior da minha pobre cabecita.)
Male%20Hairdresser%20Item190PR
Depois foi a espera: meia hora de "gossip", com volume elevado, para compensar o ruído próprio das máquinas normais neste tipo de intervenções.
Ao fim de umas horas, tive alta.
O problema é que estas coisas recidivam, em cem por cento dos casos, em curto período de tempo.
Espero que amanhã não apareça já a raiz branca que me dá a noção da vida que já vivi e, pela qual, devo sentir-me agradecida.