sábado, 25 de fevereiro de 2006

While his guitar...

Ele era o Beatle mais miúdo. Não era o mais giro -esse era o Paul! Nem o mais maluco -esse era o Ringo! Nem o mais irreverente -esse era o John!
Ele era The quiet Beatle.
A sua missão era mudar o mundo dos anos sessenta e a sua primeira transgressão foi ao regulamento da escola: deixou crescer o cabelo e apareceu de calças de ganga. Foi também uma transgressão à educação familiar rígida, cuja influência acabou por acalmar o garoto nas suas crises de rebeldia.
George nasceu a 25 de Fevereiro de 1943, em Liverpool!

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George morreu a 29 de novembro de 2001 e as suas últimas palavras foram:
Love one another.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

On this very day!

35th Grammy Awards:Tears in Heaven, Eric Clapton wins!

Imagem daqui
1992


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Obrigada, Cinda! Finalmente consegui! Graças a ti!

fim de dia

Eu tenho a sorte de poder contemplar o sol nas suas mais belas tonalidades, quando desce no horizonte e apanha o rio em despedida. Eu gosto do pôr do sol. Faz-me bem!
ocasoporacaso
Hoje vou ver o pôr do sol da minha outra cidade, que abanou ontem, inesperadamente, contra todos as memórias, mesmo as mais científicas, presumo.
Sabe-se lá porquê!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

...triste...

Triste, por causa desta notícia que me acordou, não de um sono repousante mas de um adormecimento prolongado que vai criando alguma insensibilidade para a delinquência dos jovens.
Mas estes jovens não são jovens. Estes jovens são crianças. São crianças como aqueles a quem eu ensino o verbo to be, com cantigas e bonecos, para lhes atrair a atenção.
Para isto não tenho ainda anticorpos e hoje o meu sentimento é de tristeza muito profunda.

imagem daqui
Trago este comentário para que todos leiam, pois reflecte o olhar e a sabedoria da experiência profissional.
Não há nada tão triste como isto. Quem roubou a inocência a esses jovens? A tantos dos jovens que vêm às nossas escolas, tão deprimidos e revoltados que só conhecem a linguagem da agressão, do insulto e do desprezo pela sociedade inteira?! Os Pais abandonam os filhos, o estado remete para os técnicos a educação destes meninos que nunca o foram, mas não querendo ser pessimista, quem algum dia poderá substituir o afecto que não se teve no primeiro ano de vida, nas primeiras dores, nos primeiros passos? O que pretende esta sociedade que coloca a tónica no ter e não no ser? E o que será desta humana gente lusitana, s também nós desitirmos? Não podemos! É obrigatório inventar o amor, de novo!
Os beijos ficam para mim!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Um dia assim...

tão sol e cheio de azul, confunde as nossas sensações, as nossas expectativas e até as previsões da meteorologia.
st tropez bay
"Isto" não é o Montijo. Este rio não é rio. É mar. Do lado de lá não é Lisboa. Não sei o que é. O barco não é da Transtejo. É da Joan Collins ou de um ricaço qualquer.
"Isto" é St- Tropez! Mas isto parece nosso. Acho que eles são uns copiões!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Para que serve o blog?

Para continuar a viagem!

"O Barroso de inconfundível arquitectura hoje é o Centro de Formação de Professores..."
Esta é a parte mais complicada desta viagem.
Se quiserem entrar, podem entrar. Eu fico cá fora.
O tempo aconchegou-me a solidão que ali aprendi.
A vida sarou-me a ferida.
Por isso, eu fico cá fora.
Os montes, ao longe, são esverdeados, cinzentos e frios.
É a Namaacha!
Foi aqui, segundo ouvi contar, que a minha avó Madalena pagou uma promessa à Nossa Senhora da Namaacha, por lhe ter salvado o filho de uma tuberculose.

domingo, 19 de fevereiro de 2006

(...)

Este modelo de divulgação da escrita tem as suas vantagens: o imediatismo da divulgação é, sem dúvida, a maior dessas vantagens.
Mas, quem está a escrever do lado de cá tem isso em mente e, ao contrário de favorecer a espontaneidade da expressão, às vezes, refreia-a, sobretudo quando o assunto é de foro mais privado, quando é daquelas coisas que têm um lugar muito especial dentro de nós, com embalagens anti - corrosão, tão bem embrulhadas em afectos e emoções, que dá um imenso trabalho desatar os laços e pôr cá fora o que está lá para ser contado.
Apetece contar, dizer, escrever, mas parece que lhe fica a faltar o tempero do tempo que medeia o momento em que as palavras se inscrevem no texto e o momento em que alguém lhes pega e as leva.
Adia-se, à espera de melhores dias, em termos de inspiração e disposição.
Um dia há-de ser e antes que a fragilidade destes meios se faça sentir de modo irremediável, aí vai uma das histórias que guardo comigo, com especial cuidado.
O especial cuidado advém dos protagonistas.
Um deles é uma das pessoas mais importantes no mundo, para mim: o meu pai.
O outro é uma das pessoas mais importantes no mundo, para a História de Portugal e de Moçambique: Samora Machel.
Modernamente, diz-se: Então, é assim!
(Deixem-me ser moderna, que me dá jeito o bordão!)
Em Lourenço Marques, hoje Maputo, o meu pai exerceu com brio e dignidade as suas funções de enfermeiro, tendo percorrido com brilhantismo a carreira, chegando ao topo com uma idade muito jovem ainda. Hoje, a carreira e a vida do meu pai teriam sido completamente diferentes. Isso conforta-me, pois penso que a vida que ele viveu e como ele a viveu, valeu-“lhe” a pena!
Houve, então, um tempo em que o jovem Samora Machel e o meu pai se cruzaram na vida, nos mundos da enfermagem. Um era professor, o meu pai, e o outro era aluno, o Samora Machel. Desse tempo e desta relação não sei histórias.
Mais tarde, já com Samora a trabalhar como enfermeiro, no Hospital Miguel Bombarda, cruzaram-se outra vez. Nesse tempo, tanto um como o outro deviam estar no auge das suas outras carreiras de homens jovens e sedutores. Claro que os cuidados para não serem apanhados em flagrante delito amoroso não eram sempre devidamente acautelados e lá veio o dia em que isso aconteceu com o Samora. Na sua condição de enfermeiro-chefe, o meu pai fez o seu papel e repreendeu o “futuro Presidente da República Popular de Moçambique” por práticas de sedução, em local e hora de trabalho, alegadamente, claro. Como o meu pai, contava, com a graça de quem viveu o acontecimento, as ameaças de comunicação aos órgãos superiores caíram em saco roto, já que esbarraram na própria consciência, em matéria de sedução a toda a hora...
Anos mais tarde, o destino volta a pô-los na mesma cena, com papéis muito alterados, em termos hierárquicos e em termos de poder. Samora era então Presidente da República Popular de Moçambique e o meu pai superintendente do Hospital da Beira. Uma visita oficial do Chefe de Estado iria reuni-los e nas vésperas a memória deste episódio provocava-lhe muito medo.
Lembrar-se-ia bem o Presidente de como as coisas tinham acontecido? Que, ao fim e ao cabo, não lhe tinha feito mal nenhum? Lembrar-se-ia dele?
Quando se encontraram, Samora, no seu jeito especial, saudou-o como um velho conhecido e referiu-se à gordura que “a idade” -como o meu pai lhe explicou – tinha acumulado na magreza que já não era.
Tratou-o por “Rapaz!”
-Estás gordo, Rapaz!
A certa altura, o Director do Hospital, Doutor Pascoal Mocumbi, aludiu a uma partida próxima para Lisboa.
O Presidente quis saber porquê, também com o mesmo jeito.
-Lisboa? O que é isso Lisboa?
O meu pai tentava disfarçar o medo e explicava que o contrato tinha chegado ao fim, que tinha, em Lisboa, a filha e um neto.
O Presidente insistiu na estranheza, mas acabou por perguntar o que é que a filha e o genro faziam. O meu pai respondeu, mas não calou o Presidente:
- Vais escrever à tua filha e ao teu genro e vais dizer-lhes que o Presidente da República Popular de Moçambique ordena que venham trabalhar para cá!!!
A memória fica mais ou menos por aqui. Há um ano, precisamente, o meu pai recordou este episódio e contou-o, com a teatralidade que lhe era costumeira, acrescentando certamente mais um “Rapaz”, aqui e ali.
Esta história ficou mais valiosa ainda por ter sido a última que o meu pai contou, com o talento muito dele.
Foi exactamente há um ano!

bora lá...

Laura, Ana Pereira, Chuinga, Gil, Gilda, Espumante, Pitucha, bora lá...

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Metas

"Enzo Ferrari foi um homem que marcou indelevelmente o nosso mundo."
O nome Ferrari é hoje uma palavra que nos remete para um mundo de luxo e de riqueza, de glamour e de sucesso.
O construtor deste nome de sonho nasceu numa aldeia do Norte de Itália. Remediado o berço, remediados os recursos, gloriosos os sonhos de criança: ser cantor de ópera, ser jornalista desportivo ou corredor de automóveis. Os pais queriam que ele estudasse e seguisse Engenharia.
(Normalmente os pais projectam nos filhos os desejos que conduziriam à sua própria realização pessoal!)
A guerra e as epidemias levaram o pai e o irmão de Enzo e deixaram-no só, debilitado, fragilizado, mas, mesmo assim, pronto para continuar a viver, a trabalhar e, sobretudo, a sonhar.

Imagem daqui.
Em 1920, corria pela Alfa-Romeo. Em 1929, fundava a sua própria companhia e em 1940, desenhava os seus modelos, os seus Ferraris!

Imagem daqui.
A vida pessoal de Enzo Ferrari foi marcada pela tragédia. A maior de todas foi sem dúvida a morte do seu filho Dino, em 1956, vítima de distrofia muscular. E quem sabe se a essas tragédias pessoais ele não ia buscar a força bruta e agressiva para trabalhar mais, sempre mais?!

Enzo Ferrari nasceu a 18 de Fevereiro de 1898.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Vadiagem

agostinhotv
Tem sido uma vadiagem ou um regabofe, como queiram chamar a estas noites em que este senhor me obriga a ficar acordada até às tantas, a ouvi-lo.
A ouvi-lo, com um prazer imenso.
Nasce-se de graça e tem de se viver de graça. Não faz sentido que seja de outra maneira. O homem não é um escravo. O homem tem de largar rapidamente a sua condição de escravo e assumir inteiramente a sua condição de poeta homem livre.
Mais nada!
Bravo, querido Professor!

Dia Mundial das Couves

couves
Hoje é Dia Mundial das Couves!
Celebrem-no e sejam felizes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Chega! Basta!

Chega de passado. Vamos em direcção ao futuro!
Em estreia absoluta e mundial, Choraquelogobebes celebra hoje o futuro nascimento desta Estrela, o que irá acontecer a 16 de Fevereiro de 2335.
Filho de uma mãe que dá pelo nome de Silva e de um pai Edward que é Doutor.
Mas isto são coisas de um futuro muito próximo em que ainda há, pelos vistos, filhos a nascer do amor e da barriga das mães.
Tenho de ir ali ao Futuro buscar uma imagem, mas há tanto presente e tanto passado para percorrer, que sou capaz de me demorar um bocadinho.
Obrigada pela paciência de quem ficar à espera!!!
Mais pormenores sobre a Estrela aqui.
Aqui pode ver-se o aniversariante com alguns amigos e familiares!
Vamos lá a ver se eu não perco este autocarro e chego a horas ao futuro, para fazer o brinde ao indíviduo de raça humana, do sexo masculino, que vai nascer daqui a 329 anos, algures na Terra, algures em África!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Mafaldinha, para sempre


Libertad é o mais novo e mais pequeno elemento do grupinho dos amigos da Mafalda.
"Nasceu" a 15 de Fevereiro de 1970.
Gosto da Mafaldinha e dos amigos da Mafaldinha. Mesmo não sendo nada, mesmo nada, versada em BD, li a Mafalda quando sabia bem ler tudo o que pusesse em causa os valores dos adultos. É que eu estava quase lá, do lado deles, e queria conservar, levar comigo, para a idade definitivamente "grande", esses ideais da idade "mafaldinha".
Quem fica mafaldinho morre mafaldinho.
Porque não passa a paixão dos Beatles, porque não passa o ódio à guerra e à injustiça.
(A única coisa que passa é o ódio à sopa!!!)
Parabéns, Libertad!
Viva a Mafalda!

Amor é...


... moderno.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Há amores perfeitos

amorperfeito
Este, por exemplo, que a Bárbara plantou hoje, com uns meninos do quinto ano, num canteiro da escola.
Claro que há mais amores perfeitos.
Há amores perfeitos amarelos, também!
yellowamorperfeito
Havia quem estivesse a pensar que eu ia falar das tradições do Dia dos Namorados...
Para além disso, depois de ter lido o que ali foi inspiradamente escrito, não me atrevo a opinar sobre grandes beijinhos ou outros beijos.
Certo, certo é que o amor é bom e faz bem.
Amor perfeito só o do canteiro da minha escola.

(...)

DSC00266

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

E agora, Agostinho?

agostinhodasilva
Hoje acordei com a TSF a prounciar o nome "Agostinho da Silva"!
Que bom recordá-lo!
Dá vontade de lhe perguntar o que vai acontecer ao mundo, ou o que vai acontecer a Portugal, que isto do mundo é um lugar muito longe. Portugal é que é mais perto.
Ironias de lado, o homem que detinha uma riqueza imensa em conhecimentos deu-nos algumas respostas. Respostas que nos fazem sorrir e nos fazem sentir um certo orgulho da nossa condição lusitana. Ou talvez luso-qualquer-coisa.
"O menino chamado Portugal saiu de casa dos pais que era a Península, para ir para a aventura, andou na aventura, foi um regabofe, foi uma delícia, foi estupendo. Nunca ninguém fez no mundo o que Portugal fez! Ninguém, nem grego, nem romano, nem coisa nenhuma. Foram extraordinários! E esteve preso a esse ir para fora. Porquê? por condições internas de Portugal, de economia, de educação, de aborrecimento de estar a viver toda a vida aqui, junto ao fogareiro do bolinho de bacalhau! Simplesmente, o império se perdeu. Não vamos pôr advérbio nenhum. Perdeu-se, que é tudo o que se pode dizer em história. Então, o menino chamado Portugal voltou agora a casa. Então, como esteve muito tempo longe da família e até fazendo coisas que a família queria fazer por conta própria doutra maneira, etc - o caso ali dos espanhóis-, agora o menino tem dificuldades em casa. Está sem roupa, sabe?"

domingo, 12 de fevereiro de 2006

As raparigas da minha idade

Será que a Techa ainda canta as cantigas da Lulu, do Cliff e do Juan Manuel Serrat?
Será que ainda tem aquele ar de Françoise Hardy, Gigliola ou Vartan?
1968_TechaCanta
Podemos ouvi-la aqui.
E a Amélia Muge?

Lembro-me bem da Amélia menina. Tinha os olhos doces, como a da cantiga do Carlos Mendes. Além de doces eram grandes e escuros. Profundos. A Amélia, a Teresa, irmã, e o pai, eram inseparáveis. O Pai conhecia-lhe o talento.
E, lá nos Velhos Colonos (o espaço onde tudo acontecia, para além do quintal da minha avó!) havia outro par de irmãs com talento e esperança: a Libânia e a Rosa.
A Libânia declamava e hoje escreve. Soube-o aqui.
A Rosa cantava o fado. A Rosa casou com um dos miúdos mais "giros" lá da rua, que sabia muito bem que era "giro" e sabia convencer as raparigas. A Rosa era também das mais giras. Ficaram bem assim.
Há outra "rapariga" que representa, encena, mas sobretudo (opinião pessoal) diz, como ninguém: a Natália Luíza. Mas essa não era da minha idade. Era muito mais nova.
A mana é que era minha companheira de brincadeiras.
Será que envelheceram, como eu?
(Na minha recordação, a imagem delas permanece intacta. Tão intacta que a Natália Luíza ainda nem fala. Nem sai do berço!)

Bertina Lopes


A Chuinga faz-me um apelo...
Eu divulgo o apelo!!!
E peço que vão até aqui e sintam muito, muito orgulho!
Apesar de viver há muitos anos em Roma, a ligação não se partiu.
Não se partiram, nem se perderam as raízes africanas que estão inscritas na identidade dos genes, reclamados também por genes da "lusitana gente". Nem as lusas origens distantes no tempo se esvairam.
De acordo com o que li, a mãe de Bertina era africana, o que nas coisas oficiais quer dizer muitas vezes a cor da pele, o castanho quase negro, e o pai era português, o que também quer dizer esta cor que vai do pálido amarelado, no Inverno, ao castanho escaldado, no Verão.
Não chega, pois não, Chuinga?

sábado, 11 de fevereiro de 2006

mais na na-na-na na na-na-na na-na na na na na

You live in a fancy apartment
off the Boulevard St. Michel

a friend of Sasha Distel

When you go on your summer vacation
You go to Juan-les-Pins


And when the snow falls you're found in St. Moritz
With the others of the jet-set

na na-na-na na na-na-na na-na na na na na

A cantiga que gastou o pick up da Chuinga e quase fez curto-circuito nos meus ouvidos.

imagem daqui

imagem daqui

imagem daqui

O mais velho hospital dos EUA


O mais velho hospital dos Estados Unidos deve a sua existência a Benjamin Franklin que reuniu o dinheiro necessário para o construir em 1751, tendo recebido o primeiro doente em 1753, a 11 de Fevereiro. Destinava-se a acolher e tratar doentes pobres e com problemas mentais que erravam pelas ruas de Filadélfia.
No segundo andar do edifício central deste hospital, Pennsylvania Hospital, pode visitar-se uma biblioteca cujo valor histórico e beleza "fará bater mais depressa o coração de qualquer bibliófilo".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

tarde de cinema à séria!!!!

Eu ainda sou do tempo em que a tarde de cinema era um programa recheado.
Assim que as luzes se apagavam, "acendia-se" o écran com o globo terrestre a rodar, a rodar, até a voz off anunciar com força "Assim vai o mundo". E os acontecimentos estavam ali, mesmo ao pé de nós, pareciam acontecer ali, embora já tivessem acontecido há muitos dias, semanas...
Que importantes eram os intervalos, para a conversa, a troca de impressões, as expectativas!
E antes das bobines do filme principal começarem a rodar, lá estavam os imprescindíveis desenhos animados, a produzir o efeito desejado: a gargalhada. A boa disposição reinava nas salas!
tom e jerry
Depois vinham as apresentações e só depois o filme.
Não havia telemóveis, nem computadores, nem pressas!
A dupla de gato e rato mais famosa do mundo faz hoje 66 anos!
Happy birthday Tom! Happy birthday Jerry!

Maluda

A Maluda, nasceu em Panjim, então Nova Goa, em 1934.
No dia 10 de Fevereiro de 1999, as janelas portuguesas, os telhados de Lisboa, os quiosques e os faróis da costa tornaram -se para sempre a alma da Maluda, feita de cor e de traço, de luz e de sombra e de sensações várias.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses, em mensagem enviada à Família de Maria de Lurdes Ribeiro, aquando do seu falecimento, prestava homenagem a essa grande artista que foi Maluda, renomada pintora nacional que ficará definitivamente ligada ao Municipalismo luso através da autoria da medalha comemorativa dos 20 Anos de Poder Local Democrático, efeméride celebrada em 1997 pela ANMP.
Renovando o seu tributo de muito respeito e profunda admiração também pelas suas excelentes qualidades artísticas, o Boletim ANMP volta a dar à estampa a face da medalha que reproduz um quadro de Maluda, uma das obras que mais apreciava, e que integrava, aliás, a sua colecção particular.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

(...)

Nem gota de imaginação!
planogrey
Gotas mesmo só as dos olhos, para combater o bicho que me mordeu!!!
(Nem mesmo o oftalmologista me leva a sério. Diz que é coisa de quem tem blog!)

Vida

Ontem, passei a tarde numa acção de formação do INEM, sobre técnicas de emergência.
Fiquei a saber algumas coisas, sobretudo como devo proceder quando chamar uma equipa de socorro, porque eu não sirvo para nenhuma daquelas manobras e sou bem capaz de fazer muitas das figuras ridículas para que o formador, com um sentido de humor notável, alertou e exemplificou.
Depois da acção, tal como antes da acção, continuo a acreditar, de modo tão primário como verdadeiro, na sorte. A sorte de estar alguém por perto que saiba fazer massagem cardíaca sem partir as costelas do doente, por exemplo. Aliás eu tenho muito boas razões para acreditar na sorte!
(Não tem nada a ver com milhões!)
Reconheci uma das manobras que salvou o indesejado lindíssimo namorado da sensata Sally Field. É mesmo assim e tem um nome técnico e "sacode-se" bem a vítima cinco vezes.

Houve momentos em que ri com gosto. Houve momentos em que quase perdi a respiração de medo, de horror, de terror.
E de respeito por todos os que dedicam a sua vida a salvar vidas!
Fiquei também a saber que 80% das chamadas para o número de emrgência internacional, 112, não são de verdadeira emergência. É um número muito elevado!
E é tão frágil a linha que nos prende à vida!!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Jovem, rebelde e gigante


Jovem, rebelde e gigante e, para além disso, eterno, porque a vida e a morte têm destas coisas! Não me lembro dos factos porque a infância me protegia das fatalidades públicas e até das privadas. Mas nem o tempo caldeou a tragédia, já que me recordo bem de ouvir contar e falar do acidente de James Dean, como se tivesse acontecido na véspera, tal o terror que imprimiu a quem pensava (como eu penso) e ainda acreditava (como eu acredito) que os mitos nos acompanharão para sempre e só morrerão connosco.
Viveu depressa, morreu num instante.

Será que o fim do mundo chegou de madrugada, como dizia o jovem Jim, num dos diálogos com Plato, o miúdo mais novo que o idolatra pela coragem de afrontar o mundo que, na sua ordem estabelecida e normalizada nem sempre favorece os sonhos mais puros, como o de amar e ser amado pelos grandes, pelos pais.
James Dean nasceu a 8 de Fevereiro de 1931 e morreu a 30 de Setembro de 1955.
Imagens daqui e daqui.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Heranças

- Actas de reuniões com muitas horas de comprimento e cumprimento;
- Resmas de testes;
E, como se não bastasse, enquanto o diabo esfregava um olho, entrou um objecto estranho ainda não identificado no meu próprio olho esquerdo, alterando-lhe a cor para vermelho e o tamanho para XXL.
Nem assim faltei à escola, porque hoje tinha muita esperança que me saísse mais uma substituição.
E saiu! Educação Física! Bingo!
E, perguntam-me vocês, o que é que faz um professor de Inglês, de olho ao peito, numa aula de EF?
heranca_numero

domingo, 5 de fevereiro de 2006

When I'm 94...

MFM escreve hoje na Pública sobre o efeito do tempo, em nós.
Efeitos bons, quase não há. Refere ao de leve a sabedoria, o bálsamo mais usado para a ferida que o espelho abre, cada vez que lhe perguntamos sobre a juventude perdida.
(É o efeito Bruxa da Branca de Neve multiplicado por mil.)
Quanto às excentricidades poderem fluir livremente, tenho as minhas dúvidas. Só se for sob o signo de estrela. A gente dita normal, tem respeito ao ridículo!
Quanto ao dinheiro a mais e a disposição a menos para o gastar, também deve ser só para alguns. O que eu verifico com os meus velhinhos é que o dinheiro vai quase directamente da reformazita para a farmácia.
O melhor da crónica da MFM é sem dúvida a alusão à música dos Beatles, "when I'm sixty four".
I could be handy mending a fuse
when your light have gone
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings, go for a ride
Doing the garden, digging the weeds
Who could ask for more
Will you still need me
Will you still feed me
When I'm sixty-four
Estes não são os meus planos. Até porque o governo vai certamente alterar a letra da música e passar os 64 para 74, ou mesmo 84.
E eu estarei a massacrar a cabeça das crianças com o verbo to be...

Só tambor

Oh velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia.
Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!


A poesia de José Craveirinha é tambor ecoando na alma da língua portuguesa, esteja lá onde tiver nascido o verso, o poema, o desejo...
Sim, patrão poeta da minha terra. O velho Deus dos homens fez-te a vontade e deixou-te ser tambor!
O poeta cor de carvão, nascido em Lourenço Marques em 1922, morreu há 3 anos, nesta data.

Imagem daqui

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Cão como (todos) nós

putchi+diogo+rafa
Há um lado de cão em todos nós. Digo eu, na presunção de que todos os cães conhecem os donos e lhes guardam uma fidelidade, que até se diz "canina".
Também se diz que faz bem à família ter um cão. Talvez seja verdade!
E o que é mesmo verdade é que apesar de ter sido só um cão, não foi esquecido.
As várias fases da sua vida foram vividas como se de "alguém" se tratasse: perdoámos-lhe as travessuras de pequenino, aturámos-lhe as birras e as manias da juventude e procurámos preservar os últimos dias do sofrimento que a ninguém ajuda.
Tinha o nome que os donos "mais pequenos" lhe puseram, inspirados numa personagem dos desenhos animados, que passava na altura na televisão. Chamaram-lhe Putchi.
Nasceu num dia 4 de Fevereiro, conforme constava do seu "BI".
Viveu treze anos, o que é uma vida mais ou menos longa para um cão.
As suas marcas ainda andam por aqui, sobretudo dentro de nós.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Praias, mares, perigos, monstros de medo e de coragem

caenguin
Não foi exactamente a esta praia que chegou o nosso herói do mar, Bartolomeu Dias, a 3 de Fevereiro de 1488. Mas não deve ter sido longe deste lugar gravado na objectiva de um turista de hoje, que por portas travessas me veio parar às mãos, que é como quem diz ao endereço electrónico. Obrigada, priminha!
Foi a Mossel Bay, que Bartolomeu, o marinheiro, desembarcou, na esperança de encontrar neste sítio tão aprazível, o repouso e a reposição da reserva de água.
Tornou-se assim o primeiro a chegar tão longe na rota dos mares e das terras do sul.

À distância dos séculos ainda nos chega a glória na Mensagem de Pessoa.
O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Erros só meus

Tenho complexos de culpa crónicos e complexos de inferioridade agudos.
Gosto do banho a escaldar, acima dos quarenta graus. Em contrapartida, o meu cabelo pede sempre uma água gelada para finalizar o ritual da lavagem.
Considero-me insubstituível junto dos meus, o que deve estar na origem do mimo com que me presenteiam lisonjeiramente, a toda a hora: "És uma chata!".
Eu sou mesmo uma chata!
Se eu não respondesse ao apelo da Chuinga, sentir-me-ia culpada. Pelo menos desse mal-estar já me livrei. E, como de chata não passo, aí vão as vítimas:
Gostem muito de mim, porque a selecção é feita com critérios de afectividade.
Ana, Nini para mim, porque também há laços de coração!
Teresa porque a amizade e a cumplicidade rimam!
Laura porque me inspira uma confiança imensa!
Pitucha porque gosto muito de ter uma sobrinha em Bruxelas! (Pintarola, não acham!)
mmicr que me dá corda à esperança e à emoção de ir, um dia, ao encontro das minhas raízes esfoladas e quase perdidas.
Missão cumprida?
Esqueci-me do mais importante: é tudo em cinco. Cinco erros ou defeitos ou qualidades ou virtudes, sei lá, diria a MRP, salvo seja!!!! (Bata-se na madeira! e repita-se "o diabo seja surdo, cego e mudo" podendo acrescentar-se "e paralítico".)
Cinco são também as vítimas da corrente!!!
Consultem os blogs sérios como o Kamikase e já vão perceber.
Posso acrescentar uma vítima? O João, porque está mesmo feito ao bife!

James Joyce


Este homem e o EPC despromoveram a minha auto-estima nos tempo em que dela bem precisava.
Ainda se fosse agora! Já não me faz muita falta! Mas aos vinte anos é quase crime descolorir o nosso auto-retrato.
James Joyce nasceu a 2 de Fevereiro de 1882, na Irlanda. No dia em que fez quarenta anos publicou a obra "Ulisses" que dá trabalho as muitos críticos literários...

All things are inconstant except the faith in the soul, which changes all things and fills their inconstancy with light, but though I seem to be driven out of my country as a misbeliever I have found no man yet with a faith like mine.

Lean out of the window,
Goldenhair,
I hear you singing
A merry air.

My book was closed,
I read no more,
Watching the fire dance
On the floor.

I have left my book,
I have left my room,
For I heard you singing
Through the gloom.

Singing and singing
A merry air,
Lean out of the window,
Goldenhair.

(...)

O conhecimento da vida dá-nos a noção perfeita de que tudo o que estamos a viver é feito de instantes únicos, que jamais se repetirão. Sobretudo os mais intensos. Sobretudo os que se desviam da linha da normalidade da rotina. Porque toda a intensidade é absolutamente e inexoravelmente efémera e irrepetível. Nem se guarda nas memórias. É mesmo preciso pois que se agarrem esses instantes, como se agarra o princípio e o fim da existência.
É para a plenitude que os sonhos tendem e é para a plenitude que os tempos se dirigem e é talvez na plenitude que os tempos se esvaem, num infinito que os mortais não vêem.
Mas há infinitos visíveis, como os montes, o céu e o mar.
Infinito visível

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

How do you do, Bill...

"Success is a lousy teacher. It seduces smart people into thinking they can't lose."
Bill Gates não pode ser apenas um homem rico em dólares, em moedas, em metal vil.
A riqueza deste homem começa no próprio pensamento e na maneira de estar no mundo.
Aprendi hoje aqui, no blog amigo do João.
"My old man died in a fine big house.
My ma died in a shack.
I wonder where I'm gonna die,
Being neither white nor black?"


"Rest at pale evening...
A tall slim tree...
Night coming tenderly
Black like me."


Dreams

Hold fast to dreams
For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow.



Langston Hughes, poeta americano. Nasceu a 1 de Fevereiro de 1902.
(Eu também não sabia!)