segunda-feira, 31 de julho de 2006

Terror. Luto.

Em memória do que aconteceu, este espaço devia ficar em branco. Neste momento parece-me que, perante a morte de crianças, não há palavras, nem flores, nem gestos que acalmem o terror e a dor. Mesmo distantes, o facto de serem crianças, abala a nossa indiferença habitual.
Mas eu não sei dizer o que a IO disse, por isso peço que a leiam!

sábado, 29 de julho de 2006

A melancolia de sábado à noite

raindrops
Raindrops keep falling on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothing seems to fit
Those raindrops are falling on my head, they keep falling
So I just did me some talking to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleeping on the job
Those raindrops are falling on my head, they keep falling
But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep falling on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turning red
Crying's not for me
'Cause I'm never gonna stop the rain by complaining
Because I'm free
Nothing's worrying me

Para ouvir...

A nostalgia do sábado à tarde

Viens écouter la mer
Elle murmure à la dune
Le chant d'un autre univers
Adamo
la mer e lumiére
Não tanto à duna, mas às rochas que seguram a terra e a impedem de entrar mar adentro!

Aviso!

"...não penso que se deva parar de sonhar, nem ao nível do parafuso tecnológico, mas que gostava de estar viva no quarto crescente em que o Homem se puder vangloriar de ter 'mandado' a fome para a lua, gostava!" IO dixit
É obrigatório sonhar!
Este "naco" de memória trouxe-me as minhas recordações de uma viagem a Nampula, também em 1969. (Fui a Nampula depois do homem ter ido à Lua!) O que me resta daquele aeroporto, na película da lembrança, é uma construção mínima, tipo "barracão", para acolhimento dos passageiros.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Jackie, a Diva da Casa Branca

Foi sem dúvida uma das mulheres de quem mais se falou no século vinte.
Bem e mal, como acontece sempre que as atenções convergem para uma personalidade tão única como a de Jacqueline Kennedy.
Admiradíssima, a roçar a idolatria, invejadíssima e lamentadíssima, Jackie, como a tratavam os próximos e os media, protagonizou a glória e a tragédia, de modo muito exposto, inevitavelmente fruto da sua condição de Primeira Dama Kennedy.
Admiradíssima, em primeiro lugar pela sua beleza, aperfeiçoada, se isso é possível, pelo bom gosto que evidenciava na escolha das roupas, dos acessórios e dos penteados. Claro, que a crítica mundana não deixou passar os números em dólares que financiaram o chique da Casa Branca, que até Jackie não tinha nunca conhecido o glamour que deleita os olhos dos nobres e dos plebeus, dos ricos e dos pobres, dos crentes e dos pagãos. Assim, entre a inveja de uns e a admiração de muitos, Jackie criou um estilo de Primeira Dama inimitável até aos dias de hoje.
Na tragédia foi também alvo de sentimentos contraditórios, porque há sempre “público” para todos os estados de alma.
Talvez por isso "dizem que disse" que os famosos também têm emoções de pessoas simples para os mais importantes momentos que se vivem na terra: o nascimento, o casamento e a morte.
Jackie nasceu a 28 de Julho de 1929. Casou com John Kennedy a 12 de Setembro de 1953 e com Onassis a 20 de Outubro de 1968. A diva da Casa Branca morreu a 19 de Maio de 1994. Fugiu de cena antes de lhe ser roubada a beleza e o porte distinto.
Imagem daqui

quinta-feira, 27 de julho de 2006

(...)

Sentada, ali mesmo à beirinha da água, Sofia mergulha as mãos num lago minúsculo que ora enche, ora vaza, como a maré, de um minuto para o outro. As marés sobem, o mar cresce e atormenta-se.
Naquele pequeníssimo lago, as mãos da Sofia dominam as marés.
Os mares e as marés são um mistério...
sentada
Pensar também!
“Como será ter doze ou treze anos?” pensa a Sofia, que deseja ter os tais doze ou os treze anos, pois acha essa idade já muito “avançada”. Tão avançada que as meninas até já pintam um bocadinho os olhos e usam baton. E pintam as unhas também. Quando chegar a essa idade, a Sofia também vai poder pintar os olhos e as unhas. O pai e a mãe, e até a avó que ajuda à festa, dizem que é cedo. Mas ela vai ser igual às outras, acredita com força, cerrando as mãos e os olhos com a mesma força.
Quando lhe perguntam o que é que está a pensar, a Sofia responde com outra pergunta: “O que é pensar?”. A Sofia é muito porquê isto, porquê aquilo. O quer dizer que, para lá dos caracóis loiros e difíceis de pentear, há qualquer coisa, como as rodinhas do relógio transparente.
Pensar, às vezes, faz bater mais apressado o coração. E se ele está longe dos caracóis!
todoomar
Aquela água toda, que parece não ter fim, vem refrescar-lhe a mão, tão de mansinho... E, como está a pensar, deixa a água molhar-lhe os dedos, as mãos e até o relógio.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Avós Gouveia

avós gouveia

Avós Arruda

arrudas

Para os avós (especialmente para a avó Laura)

Hoje é dia dos avós.
Recordo os meus, que permanecem bem vivos no meu coração.
Eu não queria ser injusta nem falar de preferências, mas não seria justo, para a sua memória, não ser honesta nesta recordação. Ao fim e ao cabo não foram eles que determinaram que os afectos corressem assim ou de outra maneira. Foi mais por culpa das vidas que permanecemos mais próximos ou mais afastados.
Da minha avó Madalena herdei o nome, algum verde dos olhos e um sentido de posse em relação à família, nomeadamente aos filhos, que às vezes se torna sufocante para eles e para a vida própria que querem e têm direito a ter.
A minha avó Madalena era imensa, tanto no tamanho como nos afectos. As poucas letras nunca lhe descontaram inteligência nem vontade de saber sempre mais. Falava pouco de si o que eu, hoje, percebo ser uma estratégia de chegar aos outros de forma certeira.
O meu avô Abraão era um homem bom e simples. Lia a Cidade e as Serras vezes sem conta, porque, lá longe, as palavras do Eça lhe devolviam as paisagens do seu berço tão português. Há dias encontrei a sua última carta, queixando-se de ter poucas cartas minhas para ler. E se eu tivesse sabido...
A minha avó Clotilde foi, pelo que a minha mãe me conta, uma mulher forte e corajosa. Ou não fosse a vida uma permanente luta contra as adversidades! O conhecimento da realidade foi o primeiro sinal vital a sucumbir às duras batalhas que ia travando. Os últimos anos de vida passou-os já refugiada nessa irrealidade. Eu era muito criança mas recordo com alguma nitidez as suas feições morenas que, apesar da tez escura, protegia do sol escaldante com um guarda-sol, firmemente elevado acima da cabeça, ao longo de todo o caminho.
O meu avô Jorge era um homem muito severo e a mulher e as filhas deviam obedecer-lhe e segui-lo incondicionalmente. A idade temperou-lhe esta dureza e a sua última família foi claramente beneficiada por essa ternura tardia.
Hoje é dia dos avós e eu quero de alguma maneira honrar a sua memória!
Obrigada, pelas lições de vida!

Mundo Novo?

Aldous Huxley nasceu a 26 de Julho de 1894.
Uma adolescência marcada pela perda da mãe, aos catorze anos, e uma grave doença dos olhos, aos dezasseis, podem estar na origem de uma ideia de mundo onde o sofrimento físico possa ser anulado, com altos custos em termos de individualidade, liberdade e ética.
"An unexciting truth may be eclipsed by a thrilling lie.""O amor à Natureza não fornece trabalho nenhum a nenhuma fábrica. Foi, pois, decidido abolir o amor à Natureza, pelo menos entre as classes baixas; abolir o amor à Natureza, mas não a tendência para utilizar transportes. (...)Condicionamos as massas de maneira a detestarem o campo- disse o Director como conclusão-, mas simultaneamente condicionamo-las de maneira a desejarem todos os desportos de ar livre."
E é assim que a "massa humana" é confeccionada em laboratórios sofisticados, no Admirável Mundo Novo de Huxley. Entretanto na nossa vidinha real as coisas processam-se de modo a produzir estes efeitos: a ditadura da perfeição leva-nos a dietas e outras privações, apenas porque nos queremos aproximar do "tipo" que é supostamente feliz, com as gorduras todas no sítio certo (ou o silicone), independentemente de ter as ideias certas ou, simplesmente, não ter ideias. Não ter ideias ainda é melhor...Os Alfas são inteligentes e diligentes. Os Betas, os Gamas, os Deltas são menos diligentes porque são menos inteligentes, estes últimos são mesmo "patetas"...
Uma Humanidade perfeitamente tipificada, plastificada e apatetada!
Quero crer que nunca chegaremos a estes níveis de ausência de pessoa dentro dos seres, ainda de fabrico artesanal, "à base de amor", como o Selvagem de Huxley!

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Cais de partir e de chegar

lm c gorjão
Nunca consegui perceber o fascínio que exercem no meu pensamento estas imagens de guindastes e braços metálicos que se desenham na paisagem.
Ao longe, o Cais Gorjão começava a adivinhar-se pelos muitas e bem alinhadas esculturas, ora paradas, ora em movimento.
(Isto chega-me a bordo da memória, claro!)
Talvez seja o simbolismo do cais. Talvez seja isso mesmo: nada que tenha explicação lógica. Talvez o cais seja uma metáfora que encaixa na perfeição na minha ideia de vida. Talvez eu até seja um bocadinho parva, mas é tarde para mudar e a ideia do cais Gorjão dá-me vontade de chorar, como se chora nas partidas, como se chora nas chegadas...
Hoje é dia da minha cidade, o dia 24 de Julho, dia que deu o nome a uma rua, onde morei, durante algum tempo!!!!!

domingo, 23 de julho de 2006

brummmmmmmmmmm

autoestrada
Com um rasgão na paisagem

corta a lambreta afiada,

engole as bermas da estrada

e a rumorosa folhagem.

Urrando, estremece a terra,

bramir de rinoceronte,

enfia pelo horizonte

como um punhal que se enterra.

Tudo foge à sua volta,

o céu, as nuvens, as casas,

e com os bramidos que solta,

lembra um demónio com asas.



Na confusão dos sentidos

já nem percebe Leonor

se o que lhe chega aos ouvidos

são ecos de amor perdidos

se os rugidos do motor.



Fuge, fuge, Leonoreta

Vai na brasa, de lambreta.


Gedeão
Não eram bem lambretas! Eram mais motos e motos e motos...

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Perfil da noite

Azul!
Vou procurar. Volto já!
noiteperfil

Procura-se...

... o dono do último comentário à cerimónia do casamento da Marta e do Paulo.
sombra comsetúbal à vista
Eu espero aqui, à sombra desta palmeira, com vista sobre a cidade de Setúbal!!!!

Trans-gerações

Há cantigas, há livros, há filmes que ficam, para sempre, a pairar numa "twilight zone" da nossa consciência, nuns subterrâneos clandestinos que alugamos às "verdades à espera de confirmação", não aconteça serem elas apenas medos ao serviço dos tédios mortais, ou outros, sempre a "cuscar" o consciente, sempre, sempre, sempre...
Uma dessas cantigas é do Cat Stevens: Father and Son.The same old story!
Não deve ser fácil dizer: Look at me. I am old but I'm happy!
Espero que seja verdade!
O que é mesmo verdade é que Cat Stevns faz cinquenta e oito anos, hoje, 21 de Julho!

quinta-feira, 20 de julho de 2006

O Julho de Sessenta e Nove

"That's one small step for a man, one giant leap for mankind".
Foi a frase que ficou para sempre gravada na memória dos homens comuns. A riqueza destas palavras reside precisamente no contraste da simplicidade das próprias palavras e a "imensidão" do acontecimento. Ir à Lua!!!! Isso é acontecimento de adjectivos, advérbios, palavras eruditas e muito derivadas.
Mas não! Homem é a palavra-chave. O Homem é a essência da Humanidade. Não são os palácios, nem os carros, nem os cartões de crédito.
Há mais sentido para a vida. O conhecimento dá sentido à vida. Atrever-me-ei a filosofar: só o conhecimento dá sentido ao avançar da vida. Só esse é preço justo das rugas e das artroses que nos castigam os espelhos e os passos!

terça-feira, 18 de julho de 2006

Eighty- eight

Nelson Mandela completa hoje 88 anos.

"I have fought against white domination, and I have fought against black domination. I have cherished the ideal of a democratic and free society in which all persons will live together in harmony with equal opportunities. It is an ideal which I hope to live for, and to see realised. But my Lord, if needs be, it is an ideal for which I am prepared to die."
Obrigada pela lição de ideal!
Este é um Homem que a História lembrará e eu orgulho-me de ter vivido o dia em que assiti, pela televisão, claro!, mas, de qualquer modo assisti à libertação de Nelson Mandela. Digo mal, quando digo "libertação" pois Nelson Mandela foi, mesmo em cativeiro, um homem livre e a sua vida inteira tem sido disso um verdadeiro testemunho! Como é bem evidente neste depoimento proferido no seu julgamento em 1964 e repetido 27 anos depois, depois de se terme aberto os portões que fisicamente o separavam do mundo.
Nunca conseguiram prender-lhe o pensamento nem o ideal pelo qual se dispôs a viver e, se necessário, a morrer.

Cinquenta anos ao serviço da arte e da cultura

A Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários são a Arte, a Beneficência, a Ciência e a Educação. Criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português a 18 de Julho de 1956.
Em busca de tranquilidade, (Calouste Sarkis Gulbenkian) chegou a Lisboa em Abril de 1942...
Quase acompanhei o nascimento da Gulbenkian, o primeiro grande edifício para colóquios e conferências em Lisboa. Vanguardista na altura. Tive a sorte de viver mesmo em frente, na R. D. Luís de Noronha e tive a sorte de poder comprar as assinaturas (para estudantes) e poder assistir aos concertos e às exibições da(s) companhia(s) de bailado que por lá passaram. Foram tempos muito bons. E os jardins para onde íamos estudar e o pequeno anfiteatro onde tanto sonhamos e namoramos e a biblioteca onde estudávamos (pretexto para alguns encontros). E o ambiente de cultura e conhecimento que se vivia na altura, cantinho de algumas conspirações, de leituras mais avançadas. Depois nasceu o museu de arte contemporânea, mais uma lufada de frescura intelectual… Disse a Teresa!
(Que bem mais precioso pode buscar qualquer representante da raça humana? Como se iludem os néscios que buscam o poder, ceifando vidas inocentes! O homem sábio e culto procura apenas a paz e a tranquilidade.
Os jardins públicos são normalmente um lugar onde se pode encontrar uma pista para essa paz. Deixemo-nos envolver pelo verde, pelas cores outras que se espalham no jardim, pelas nesgas de céus que a folhagem permite saborear, abrigados numa sombra apetecida nos dias de calor tão intenso como os que temos vivido... Deixemos que a paz da natureza se apodere da nossa natureza!
Podemos começar pelos jardins da Gulbenkian ou outros!)
DSC01542

Ainda a Lusofonia

PARTIDA PARA O CONTRATO
O rosto retrata a alma
amarfanhada pelo sofrimento

Nesta hora de pranto
vespertina e ensanguentada
Manuel
o seu amor
partiu para São. Tomé
para lá do mar

Até quando?

Além no horizonte repentinos
o sol e o barco
se afogam
o mar
escurecendo
o céu escurecendo a terra
e a alma de mulher

Não há luz
não há estrelas no céu escuro
Tudo na terra é sombra

Não há luz
Não há norte na alma da mulher

Negrura
Só negrura...

Agostinho Neto(Angola: 1922-1979)

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Dez anos ou quinhentos...

Hoje celebra-se a Lusofonia, institucionalmente falando!
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa nasceu em Lisboa, há dez anos.
Eu apenas sabia que era uma vez uma língua que os meus avós já falavam que, em muitas terras no mundo, se falava essa mesma língua. Não somos todos iguais: nem por fora, nem por dentro. Há contudo um traço de união entre povos, raças e gerações: a língua.
Era uma vez esta língua transformada pela realidade de cada povo.
Por isso creio que o próximo Nobel da Língua Portuguesa vai ser um Nobel da Lusofonia de sons abensonhados!!!!
Há quem esteja trabalhando a língua de outra maneira; e há outras culturas que pegam nesta coisa que é o português para trabalharem de outra forma., disse Mia Couto.

domingo, 16 de julho de 2006

No casamento da Marta e do Paulo

arrábida
Nem sempre o sol se arrefece
em leito feito de rio,
Nem sempre sequer lhe apetece
berço baloiçado de mar.
Por vezes, também acontece
Lembrar-se o sol de mergulhar,
em folhas de verdes frescuras
que povoam as alturas.
E, aqui ou ali,
se avizinham de si.
Todo o labor do dia se esquece,
numa harmonia de tons.
Lentamente, a cor desaparece
e o dia, enfim, adormece!

Para eles, Marta e Paulo, estes versos pensados no dia em que o sol nos aqueceu menos do que os afectos que nos juntaram ali, a propósito do nó, que passou por nós!
Beijinhos, Marta e Paulo!

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Aprendendo Finlandês

måndag
tisdag
onsdag
torsdag
fredag

Será que é de mim?

Será que sou eu que estou a ver mal?
Para mim, a catástrofe dos exames, especialmente de Física e de Química, está muito mais relacionada com a pressão que é feita ao longo do ensino básico - e que também acaba por ter o seu efeito no Ensino Secundário- para o "número de sucesso", do que com outro factor qualquer. Já estou a ver os bodes expiatórios do costume a avançarem para as páginas dos jornais e para os debates televisivos.
A "pressão" tem sido feita da seguinte maneira: se não vai a bem, vai a mal. Se não se leccionarem os conteúdos todos a uma turma porque há muitos alunos que não aprendem, reduzem-se os conteúdos, justifica-se e passa-se a bola para o professor que se segue. Alteram-se critérios, inventam-se instrumentos de avaliação com sucesso garantido, enfim dão-se voltas e o resultado está à vista.
Todos os intervenientes no processo têm a palavra, a última palavra, como se diz quando se fala de decisões, excepto os professores que ao longo dos anos têm visto a sua voz cada vez mais abafada, até em questões de saber científico que, a juntar à autoridade que lhe é mais e mais retirada e o resultado está à vista.
O ME aplica o seu remédio: repete-se o exame.
Não é normal! Se as provas não testavam os conhecimentos dos alunos como deviam, os alertas deviam ter sido dados dentro do tempo, pelas equipas que, no ME, num gabinete próprio, têm o dever de, com todo o rigor, supervisionar todo o processo de exames, desde a elaboração das provas. Não é depois, com resultados nas pautas que se tomam medidas. E logo medidas destas!
Isto vale o que vale: a expressão da minha tristeza, quando se trata de cuidar do Futuro!imagem daqui

Leituras passadas

“ Minha avó era filha de primos e cazou aos quinze anos com o irmão de sua mãi, viuvo, de cincoenta e quatro anos.”
Esta grafia estava correcta, no século passado. As palavras são da autoria da Tia Graça, nascida no século ainda anterior ao século passado, que fez o favor de viver muito tempo, para dar testemunho da história da sua família, especialmente a quem percebia de letras e sabia contar histórias, como é o caso de Luísa Beltrão.
É que ele há destinos que vale a pena ler!
Começam n´Os Pioneiros e desenrolam-se ao longo de quatro volumes fascinantes!
Esta obra foi distinguida com o Prémio Revelação, da Revista Máxima, em 1994.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Naturalmente

"Os primeiros fumos subiam das casas da sanzala e parecia, agora que os dois mundos se tinham separado- o branco e o negro-, que a paz e a ordem das coisas naturais tinham descido sobre a roça. Mas foi apenas uma breve aparência de paz: um silêncio, vindo das entranhas da terra, subira pela floresta adentro e tomara conta do obó, onde todos os ruídos se tinham calado, como que a um sinal oculto. De longe, no silêncio instalado, ouviu-se então o canto do ossobó e foi ele que preveniu o guarda de serviço. Num instante o sino da roça tocou em desespero e logo uma multidão de mulheres emergiu da sanzala para recolher apressadamente os tabuleiros de cacau. Um sopro de vento vindo do mar subiu até ao obó e toda a folhagem e mesmo a copa das árvores, algumas altas de trinta ou quarenta metros, estremeceu à sua passagem, como se passasse uma tragédia. Três minutos depois, bátegas de chuva, grossas como pedras, começaram a cair e de repente todo o céu rebentou em estoiros de trovões, raios que iluminavam a mata como se tivesse voltado a ser dia, e um dilúvio vindo das alturas desabou sobre a terra vermelha."
Foi a bordo deste "Equador" que eu cheguei a São Tomé e voltei a sentir a força da chuva tropical, que não apaga o calor, mas revela o esplendor verdadeiro de uma natureza bravia. Nada é pequeno! Nada é pouco! Nada é suave! A calma dos sentidos não mora ali!
12 de Julho de 1975, um dia para celebrar em São Tomé e Príncipe!
Obrigada à IO, pela lembrança!
O Equador, como toda a gente sabe, pertence a Miguel Sousa Tavares!

terça-feira, 11 de julho de 2006

Escritas passadas

Grande desafio!
O passado já não é obrigatório. Cada um tem o direito pleno de assumir o passado que lhe dê mais satisfação de vida vivida. Com dignidade e imaginação, podemos transformar as nossas vidas, sempre que as acharmos desprovidas de sentido maior, começando por trabalhar o passado, mudando, como nos filmes de ficção científica, a evolução dos acontecimentos.
laçarotes
O homem é, por natureza, inquieto, na sua busca de mais e melhor qualquer coisa. Até porque a felicidade é volátil e invisível a distâncias pequenas. Busca-se incessantemente. Não se chega. Não se tem. É como a linha do horizonte. É sempre longe, mas está sempre lá.
linhas

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Borrão de memória

goge
Vista do Google Earth, mais conhecido pelo mata-borrão da saudade!
Este é o quarteirão dos Velhos Colonos.
Vê-se muito bem a piscina grande, com a parte redonda, onde ficavam as senhoras de idade e outros "vigilantes" das sereias. Ou dos "sereios", que os havia. Por falar em sereias, lembro-me de uma: a P.C.L., com os cabelos muito loiros e muito lisos. Quanto aos "sereios", havia uma casa que fornecia logo quatro. Os M. Era tudo gente muito crescida, com mais três ou quatro anos do que nós!!!!
Do outro lado, as bancadas, onde apanhei muito "bronze".
Posso ver, ou talvez adivinhar, as pranchas. O medo dos medos. Saí das aulas de natação por causa das pranchas.
No Carnaval, era aqui que desfilavam os mascarados a rigor, onde estavam sempre os meninos Seiça Neto, de quem eu tenho muita saudade!
vcleg
legenda:
1- piscina grande
2- piscina pequena
3- escorregas gigantes,tipo montanha russa
4- parque infantil
5- mansão (lar de idosos)
6- campos de ténis
7- biblioteca
8- posto médico, onde estava sempre o Dr. Seiça Neto, pessoa que muito estimava, que era amigo do meu pai, e, tal como ele, também já nascido em Moçambique.

domingo, 9 de julho de 2006

No aniversário do Poeta Padroeiro

José Gomes Ferreira nasceu no Porto, em 1900, numa transição de século e não só. Numa transição de pensamento, que é o que mais conta nestas coisas de mudanças!
Estamos em plena época de sentimento de nação que nos é incutido, estranhamente ou não, pelo futebol. Não vou perder-me em meandros de conclusões acerca da relação intelecto e bola. Hoje, o futebol está na moda e até o MEC escreve sobre o Mundial.
Mas voltando ao Poeta Padoeiro deste espaço.
Na página 70, dos Dias Comuns IV, o poeta fala da palavra bandeira...
Não podia ter mais actualidade, pois neste momento os jogadores da Selecção regressam a casa.

Manhã de sol fixo
com as ruas barricadas de olhos e bocas
e a minha bandeira de papel de seda
à fente do povo de espingardas às costas
na naturalidade de comandar sonhos...


Parece que o poeta voltou para explicar esta capacidade de comandar os sonhos!
E ainda, bem a propósito também, a glória.

Mas a glória...
Bom. Que é a glória? No meu caso a persistência de alguns sons depois da morte.

(página 67, do mesmo tomo)
Ei-los!

sábado, 8 de julho de 2006

(...)


Pronto! Está decidido! Ou era o primeiro lugar ou nada!
Acabou o Mundial para a gente e, aqui no Montijo, há cartazes por todo o lado a agradecer ao Ricardo e à Selecção. O meu obrigada também.
(É a Imobiliária Carmo que faz os cartazes. Publicidade bem feita!)
"Entretantos" a quantidade de coisas que eu sei... Vou escrevê-las, não vá a memória atraiçoar-me e daqui a umas horas não saber já nada de futebol.
Então, é assim:
O Maniche não se chama Maniche. Chama-se Nuno Ribeiro.
O "livre" tem algum perigo, mas não é bem um "penalti".
O Scolari tem cinquenta e sete anos e tem um filho na Universidade.
A mulher do Scolari não costumava ir aos jogos e agora vai.
Ah! É verdade: o Scolari é brasileiro e foi seleccionador do Brasil campeão.
O Figo tem 33 anos.
O Cristiano Ronaldo namora com a Merche do Portugal no Coração.
O Pauleta não é do Continente.
O Ricardo já não mora no Montijo porque lhe atiravam frangos para o quintal, o que é lamentável e vergonhoso.
Prefiro nem saber mais...

sexta-feira, 7 de julho de 2006

A Gina, a Sophia, o Marcello e o Vittorio

Não sei quase nada de cinema italiano. Quando comecei a ir ao cinema, às matinés do Scala, do Gil Vicente ou do Manuel Rodrigues, o cinema italiano que aparecia era para "maiores" de uma idade que ainda não era a minha. Os doze anos eram ansiados também pela entrada nos cinemas.
Esta "classificação" obrigou-me, muitas vezes, a caprichar no eye-liner e no rimmel para parecer mais crescidinha. E se era mesmo preciso iludir o fiscal, tudo teria de ser ensaiado ao pormenor. Aos onze anos já queria deixar de ver o Joselito Coração de Ouro ou o Raio de Luz da Marisol...
Está muito mal explicada a minha ignorância, mas aproveitei para ir ali ao "sótão", recuperar sorrisos guardados por macacos e outras coisas que para lá há!
Pois... De cinema italiano conheço actores de quem se falava muito. A Gina Lollobrigida era muito apreciada pelos dotes bem evidentes que passaram a desusar quando a Twiggi começou a ditar a moda. A Sophia Loren era dona de uma beleza algo enigmática. A presença de Carlo Ponti e o público desejo de ser mãe impunham um certo respeito. Marcello Mastroianni inspirava o estilo masculino que virou moda e fazia suspirar muita alma cor-de-rosa...
Isto tudo a propósito de um certo realizador que nasceu a 7 de Julho de 1902: Vittorio de Sica!

Imagem do filme "Ladrões de bicicletas", marco importante do neo-realimo italiano.
"Um filme da vida real, emoções reais e gente real."
Dizem. Eu não vi. E é uma falha grave na minha presunçosa cultura geral.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Porquê?

Não é de feitos nem de reinados que se fala, quando se fala em abrir o túmulo do primeiro Rei de Portugal. Trata-se de "reconstituir o perfil biológico de D. Afonso Henriques, falecido há 820 anos. Por outras palavras: como era fisicamente o primeiro rei de Portugal?"
Os historiadores não são unânimes na altura (um metro e sessenta ou um metro e setenta) e provavalmente os dois metros que alguns referem são medidos em função da tenacidade do miúdo de dezoito anos que determinou, a todo o custo, a independência de Portugal. Para isso teve até de derrotar a mãe em S. Mamede. Fez muito bem, segundo dizem os historiadores, já que ela estava feita com os interesses de outrém. O "filho" não fez senão aproveitar a vontade do povo contra a "mãe", que foi para longe mais o seu fidalgo galego, Fernando Peres de Trava.
Mas afinal, já não se abre o túmulo de D.Afonso Henriques porque o IPPAR não teve conhecimento antecipadamente!!!!
Porquê?Imagem daqui.
Quadro de Joaquim Rodrigues Braga, representando a rendição da cidade de Lisboa a D. Afonso Henriques.

Mil e Um

Objectivo atingido: mil posts!

The day after

day af
Tão brilhante e luminoso quanto deve, mesmo de asa ligeiramente ferida.

(...)

Há 121 anos, Pasteur experimentava com êxito a sua vacina contra a raiva.
A raiva mata. Eu faço, muito amiúde, a minha prevenção contra a raiva: contemplo a imensidão, ao natural. Pode ser uma planície. Pode ser o Alentejo. Pode ser o mar.
Pode ser o céu.
E a raiva fica longe, para lá, muito para lá das linhas que descosem os horizontes assim imensos, assim aparentemente infinitos.
A tristeza? Não! Essa escapa às prevenções!
Mas a tristeza não causa os mesmos danos. Estar triste pode não ser assim tão mau!
Há uma certa legitimidade e uma margem de legalidade para a tristeza.
Para a raiva é que não!
tris

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Assim vai o nosso País!

A ler aqui o que a Teresa nos vem lembrar. Obrigada, Teresa!
Entretanto, Portugal está a perder com a França! Je suis desolée!E a noite toma conta desta terra silenciosa e entristecida.
anoitecer
Pode ser que as coisas ainda mudem. Faltam sete minutos!

Faltavam...

ai ai ai ui ui ui


Esquecimento imperdoável: o bikini também faz anos hoje. Sessenta!!!
Não sei se isto interessa aos aniversariantes do Chora referidos no post anterior, mas penso que sim, por razões diferentes, 'tá claro! A Papoila tem um show!As minhas memórias remontam a uma cantiga que versava sobre "um biquini pequenino às bolinhas amarelas e a dona delas toda era uma perfeição".
Coisas de antigamente!
O primeiro bikini foi apresentado numa piscina em Paris por um ousadíssimo estilista francês, Louis Reard, e, segundo também consta, o nome tem uma inspiração de gosto menos agradável. Na altura, bikini era o nome do atol onde se experimentavam as coisas atómicas, no Oceano Pacífico...
Fica o registo e fica a minha opinião. O fato de banho inteiro é muito mais elegante!

Ai! Pois... Parabéns!

Ai! Chegou o dia das meias...

...finais!!!!!
Foto publicada com autorização médica.
Pois... Convém lembrar que até o Mar é Português. Quem o disse foi o Fernando Pessoa e quem o fotografou, de bandeira nas ondas, foi a Teresa.

Parabéns! À Papoila e ao Espumante porque é o dia dos anos deles e só queremos que, em sua honra, os tugas ergam a esperança numa taça de Champagne! Fora isso, eu desejo mesmo é que eles tenham muitos dias felizes com aqueles de quem gostam muito, muito, muito!

Nota- Este post pode ser lido de cima para baixo, ou da direita para a esquerda!
Assim: Parabéns! Pois... Ai!
Que seja um dia muito lindo!

domingo, 2 de julho de 2006

Memória de Sophia

Sophia partiu há dois anos.
Ela prometeu voltar por causa do mar.
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.

Há dois grandes temas na obra de Sophia, segundo a minha humilde opinião: a fé e o mar. Não estou a ser humilde por acaso. Estou a tentar dimensionar a minha pequenez perante a imensidão do mar de Sophia e perante a grandiosidade da sua fé.
Casa branca em frente ao mar enorme,
Com o teu jardim de areia e flores marinhas
E o teu silêncio intacto em quem dorme
O milagre das coisas que eram minhas.

Quando leio o que Sophia escreveu sobre o mar sinto que entendo e sinto um respeito muito profundo pela poesia e pelo mar.
Quanto à fé, ficou bem evidente que este era assunto que visava não só a relação com Deus, mas também a relação com os outros homens, sempre orientada pela liberdade e pela verdade.
Deixo um pedaço de mar, em memória de Sophia!

Canta! Canta!

Canta com o Martinho da Vila, hoje no Montijo.Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento ou um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado

Bolas!!!!

"Farto de me aturar, o meu marido decidiu que não me voltaria a explicar o que era um penalty, um livre e um cartão amarelo, de forma que sou obrigada, durante os jogos, a entreter-me como posso. Leio os "placards" que as claques exibem, sigo a retórica dos comentadores desportivos e até tento fixar quem é quem no relvado."
Maria Filomena Mónica, in Pública
Por isso, ontem fiquei umas quantas horas a pensar na frase do Toni. Interrompi o pesamento para dormir e eis que me surge outra vez, esta manhã, tipo ideia de perseguição. O que é que ele queria dizer com isto:
"... não teve capacidade para fazer o overlapping sobre a temporização do Figo."
A crónica de MFM começa assim: "As meninas que vestem bibes de piquê não jogam à bola."
Eu acrescentaria que esta verdade se verifica em cinquenta por cento dos casos, como posso provar pela fotografia tirada há mais de cinquenta anos no quintal da aminha avó, o tal recinto mágico, onde tudo podia acontecer.
madalenas
Eu sou a que não percebe nada de bola. A outra percebe. E muito! E muito bem!!!

O rapaz de quem se fala!

ricardo e a laranja
Até a mim, que não sou dada a estas coisas, chegou a emoção!
Esta fotografia tem já dois anos e foi tirada no refeitório da Escola onde o Ricardo foi aluno e onde aceitou voltar, já com estatuto de "herói", e onde foi possível reencontrar os velhos professores e até o "Mister" (à esquerda) que o treinou em "miúdo", no clube da terra. Eu não fui professora do Ricardo, mas senti o carinho com que o receberam. Percebi um orgulho enorme que tão bem entendo.
Hoje, até eu me orgulho de poder trazer para aqui esta fotografia, que me traz a mim outras recordações e outros orgulhos que hoje se dissolvem num sentimento de profunda gratidão ao Ricardo e à Selecção!

sábado, 1 de julho de 2006

Agora é que eu percebi...

DSC03689
...para que serve tanto sinal de trânsito no Montijo!
Dá sempre jeito para desfraldar o orgulho de Portugal! Isto é um país de caracóis e de bandeiras! Orgulho tenho eu de ver este miúdo a ler, enquanto espera os clientes do caracol, para acompanhar a vitória e o sonho de sermos os maiores e os melhores nalguma coisa: pelo menos que seja no futebol!!!!

(...)

bandeiras
Em qualquer lugar pode nascer uma bandeira!

Versos

Carlos de Oliveira é um nome do neo-realismo, movimento literário com figuras tão incontornáveis como: Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, bem como o próprio padroeiro deste "lugarejo", José Gomes Ferreira.
A sua obra mais conhecida talvez seja "Uma Abelha na Chuva" pela adaptação ao cinema, tendo-se transformado num "filme obrigatório" dos anos setenta, pelo tema e pela oportunidade dos tempos. O filme estreou-se no Estúdio 444, em Lisboa, dois anos antes da Revolução, também em Abril. É considerado um dos mais importantes trabalhos em cinema, em Portugal, antes dos Cravos.A poesia de Carlos Oliveira também existe. Tal como a Infância, provavelmente uma infância com outros sons de português, sons de Brasil, onde nasceu, em Belém do Pará, a 10 de Agosto de 1921.

Infância


Sonhos
enormes como cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no inverno da memória
este rumor
de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia.

de Cantata
Carlos de Oliveira morreu em Lisboa, há 25 anos.
A Ni enriqueceu esta simples homenagem às nossas letras, assim:
Olá Madalena!
Li atentamente o teu post sobre o Carlos de Oliveira,acrescento mais algumas informações.
Nasceu no Brasil sim,em Belém do Pará,mas com apenas 2 anos de idade a sua família regressou ao Concelho de Cantanhede(Febres) onde morava um dos seus avós e seu pai foi a partir desse ano médico municipal.
É considerado um "filho adoptivo" da Região da Gândara pois foi lá que fez a sua escolaridade (primária e secundária) tendo em Coimbra concluído a sua formação académica em Histórico-Filosóficas.
Aliás a região Gandaresa está bem referenciada em obras como "Casa da Duna","Alcateia","Pequenos Burgueses","Uma abelha na Chuva" e "Finisterra".
Como vês Madalena,a haver sotaque só pode ser Gandarês.Beijinhos.

Obrigada, Ni!

Cem Anos!!!!!

barco sporting
Fiz uma encomenda para este aniversário. Quem vai festejar aqui é quem de direito: os meus leões! Vamos lá a ver se eles não se atrasam para a festa!