sábado, 26 de agosto de 2006

26 août 1789

Déclaration des droits de l'Homme et du citoyen

Article premier - Les hommes naissent et demeurent libres et égaux en droits. Les distinctions sociales ne peuvent être fondées que sur l'utilité commune.

Article 2 - Le but de toute association politique est la conservation des droits naturels et imprescriptibles de l'homme. Ces droits sont la liberté, la propriété, la sûreté et la résistance à l'oppression.

Article 3 - Le principe de toute souveraineté réside essentiellement dans la Nation. Nul corps, nul individu ne peut exercer d'autorité qui n'en émane expressément.

Article 4 - La liberté consiste à pouvoir faire tout ce qui ne nuit pas à autrui : ainsi, l'exercice des droits naturels de chaque homme n'a de bornes que celles qui assurent aux autres membres de la société la jouissance de ces mêmes droits. Ces bornes ne peuvent être déterminées que par la loi.

Article 5 - La loi n'a le droit de défendre que les actions nuisibles à la société. Tout ce qui n'est pas défendu par la loi ne peut être empêché, et nul ne peut être contraint à faire ce qu'elle n'ordonne pas.

Article 6 - La loi est l'expression de la volonté générale. Tous les citoyens ont droit de concourir personnellement ou par leurs représentants à sa formation. Elle doit être la même pour tous, soit qu'elle protège, soit qu'elle punisse. Tous les citoyens, étant égaux à ces yeux, sont également admissibles à toutes dignités, places et emplois publics, selon leur capacité et sans autre distinction que celle de leurs vertus et de leurs talents.

Article 7 - Nul homme ne peut être accusé, arrêté ou détenu que dans les cas déterminés par la loi et selon les formes qu'elle a prescrites. Ceux qui sollicitent, expédient, exécutent ou font exécuter des ordres arbitraires doivent être punis ; mais tout citoyen appelé ou saisi en vertu de la loi doit obéir à l'instant ; il se rend coupable par la résistance.

Article 8 - La loi ne doit établir que des peines strictement et évidemment nécessaires, et nul ne peut être puni qu'en vertu d'une loi établie et promulguée antérieurement au délit, et légalement appliquée.

Article 9 - Tout homme étant présumé innocent jusqu'à ce qu'il ait été déclaré coupable, s'il est jugé indispensable de l'arrêter, toute rigueur qui ne serait pas nécessaire pour s'assurer de sa personne doit être sévèrement réprimée par la loi.

Article 10 - Nul ne doit être inquiété pour ses opinions, mêmes religieuses, pourvu que leur manifestation ne trouble pas l'ordre public établi par la loi.

Article 11 - La libre communication des pensées et des opinions est un des droits les plus précieux de l'homme ; tout citoyen peut donc parler, écrire, imprimer librement, sauf à répondre de l'abus de cette liberté dans les cas déterminés par la loi.

Article 12 - La garantie des droits de l'homme et du citoyen nécessite une force publique ; cette force est donc instituée pour l'avantage de tous, et non pour l'utilité particulière de ceux à qui elle est confiée.

Article 13 - Pour l'entretien de la force publique, et pour les dépenses d'administration, une contribution commune est indispensable ; elle doit être également répartie entre les citoyens, en raison de leurs facultés.

Article 14 - Les citoyens ont le droit de constater, par eux-mêmes ou par leurs représentants, la nécessité de la contribution publique, de la consentir librement, d'en suivre l'emploi, et d'en déterminer la quotité, l'assiette, le recouvrement et la durée.

Article 15 - La société a le droit de demander compte à tout agent public de son administration.

Article 16 - Toute société dans laquelle la garantie des droits n'est pas assurée ni la séparation des pouvoirs déterminée, n'a point de Constitution.

Article 17 - La propriété étant un droit inviolable et sacré, nul ne peut en être privé, si ce n'est lorsque la nécessité publique, légalement constatée, l'exige évidemment, et sous la condition d'une juste et préalable indemnité.
...
Lavoisier bem avisou que tudo se transforma!

Tudo se transforma

Não sei nada de Química! Mas lembro-me de decorar uma frase muito bonita, algures num daqueles anos em que tive a disciplina e a Doutora Teresa Forjaz, munida de muita paciência e saber. "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." A esta frase chamavam lei de Lavoisier.
Não sei por que associação isto me faz recordar um verso de outro grande sábio, Luís de Camões: "Transforma-se o amador em cousa amada".
Coisas da escola que se transformam na chamada "cultura geral", transformada por sua vez em cultura ainda mais geral, graças à proliferação de fontes de conhecimento e informação, acessíveis à distância do tal clique...
Lavoisier nasceu em Paris, a 26 de Agosto de 1743. Chamam-lhe o pai da Química Moderna e eles lá sabem porquê.
Convém lembrar que a Química e a Física deixaram de ser obrigatórias no 12º ano, mesmo para os que vão seguir Medicina, Farmácia, Engenharia, Física ou Química mesmo...
Tudo se transforma! Até Plutão se transformou em não-planeta!

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

O "meu" Liceu

Já nem sei como é que cheguei ao site do Liceu, mas devo dizer-vos que fiquei muito feliz.

Este foi o meu Liceu, no biénio 1968/70. Estava na turma B, se a memória não me trai e se as turmas correspondiam às alíneas. A sala de aula ficava quase em frente à sala de professores, do outro lado do átrio, claro.
Tenho muitas memórias desse tempo: a bata azul, bem feia por sinal; a entrada pelos "fundos", já que a entrada principal só era usada pelos professores; o Senhor Alexandre que queria fingir que era "mau", mas não conseguia, pois tinha a bonomia estampada no rosto; o professor de Português, o Doutor Adalberto Azevedo, a quem fiquei a dever para sempre os conhecimentos que me serviram para a vida e que me ensinou a humildade, à sua maneira; a professora de alemão, Doutora Fernanda Ricardo, que me ensinou Machado de Assis: "Está naquela idade inquieta e duvidosa/ Já não é bem menina e ainda não é bem mulher..." ; A Doutora Lívia Rocha que me ensinou a subjectividade da beleza, no intervalo das inúmeras gravidezes; a professora de Inglês, a professora de latim e outros.
A minha turma era praticamente constituída por raparigas. Os rapazes que por lá passaram fugiram apavorados: o Ranito e o Barjona. Na turma ao lado, os rapazes sentiam-se mais tranquilos e mais acompanhados. Além disso o Luís Arriaga fazia a festa nos intervalos e punha todos bem dispostos.
Que dia bom para incursões da memória!
E como o mundo é pequeno, já lá encontrei o Gil, que tive o orgulho de conhecer num dos dias mais importantes da sua vida: o dia do lançamento do seu "Xicuembo"!
Imagem do Victor Passos.

Falta-me mar...

maralbuf
O mar falta-me sempre. Não é a praia a borbulhar de corpos em busca do castanho da moda! Não é o areal cheio de futuro feito crianças com baldes e pás, preparados para a construção de algo mais sólido do que os castelos que a mais tímida onda desfaz em espuma branca! Não é o amarelo, o azul, o verde nem mesmo o colmo dos toldos!
O mar que me faz falta é o mar de olhar, de ver, de pensar. Um mar que me chama mas não me chega a atrever!
Estou quase a chegar outra vez ao mar!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Velha do Restelo

A esperança hoje entrou-me pelos ouvidos logo de manhã.
Ainda meio ensonada, ouvi a notícia que a TSF não se cansou de repetir ao longo do dia e que eu não me cansei de ouvir, ao longo do dia. Resolvi acordar a sério: mais do que o alívio das dores, a descoberta científica promete a cura de certas doenças. Quem pode ficar indiferente a esta esperança? Não sendo para amanhã, as tais células estaminais podem vir a tempo de salvar os nossos netos de uma qualquer maleita engendrada nos genes dos antepassados, que também assim podem sentir-se mais livres para procriar.
Tenho sempre alguns receios quando os limites parecem ser ultrapassados. São receios do tipo "Velha do Restelo".Eu, daqui, mando o meu "alô" para o original, o tal que ficava "nas praias, entre a gente", perdido nos versos do Canto Quarto, do nosso mais belo poema. Como eu te compreendo! É que eu também estou a ficar velha e apenas lanço o aviso: que não venha a ditadura de ser saudável, como agora existe a ditadura de se ser magro, ou magra -O Guterres não me perdoaria a ausência de um género!- belo ou bela, cheio ou cheia de bom aspecto.(A propósito: volta Guterres, estás perdoado!)

Em Freixo...

A vida não me contemplou com irmãos de sangue, o que poderia provocar a sensação de solidão absoluta. Mas isso não acontece, pois a mesma vida tratou de me brindar com o dom da amizade que eu suponho ser tão forte como o sentimento fraterno. É doce e todos os momentos especiais são prova de que funciona como o laço de sangue.
Assim, não ter podido estar presente nesta homenagem que a Ana prestou às mulheres da sua vida podia estragar-me a alma, com aquela sensação de ingratidão culposa que bem conheço infelizmente! Porém, a própria Ana se encarrega de me desculpar com aquela generosidade imensa que é a dela.
Cert é que não tendo estado de corpo, eu estive de alma e coração e senti os retratos, à medida que elas os desenhava a emoção pura.
ninimãe
Esta é a mãe, que me acolheu um dia, em Almeida, como se eu fizesse parte da família e, a partir daí, ficámos irmãs, eu e a Ana.
Obrigada por existirem! De algum modo, penalizo-me por não ter sabido dizer ao longo dos anos, a quem devia ter dito, o quanto foi importante esse envolvimento que se prolongou pelos tempos e me aliviou a saudade.
(Acharam muita graça ao tá-tá e aos sinais africanistas que ainda estavam muito à flor de tudo, em mim!)

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Serviço de Catering

Cavaleiro Andante 1
A propósito do comentário que virou post, dada a sua importância temática, pediu-me a dona do blog que escrevesse umas linhas de resposta de um tema que não domina (Qual é o tema que ela não domina?), o que faço com muito gosto em jeito de resposta breve ao nosso querido amigo Espumante.
Aqui vai a primeira página do Cavaleiro Andante Nº1, saudosa revista infantil de tantas e tão boas recordações para todos os que iniciaram as suas artes de leitura e da escrita por esta época: início dos anos 50.
Gostaria de fazer duas pequenas correcções ao comentário referido, uma factual e outra subjectiva. Assim, quanto à primeira, o meu amigo Espumante misturou algumas aventuras das duas publicações referidas, Cavaleiro Andante e Mundo de Aventuras, como se tivessem sido publicadas na primeira. Por exemplo, o Luís Euripo (Big Ben Bolt) é da segunda publicação.
A subjectividade prende-se com a teoria do elitismo com a qual não concordo. Antes do Cavaleiro Andante já tinha havido O Senhor Doutor, do tempo dos meus pais, e o próprio Mundo de Aventuras que também nasceu mais cedo. O que se passa é que nós, os da geração dos anos 45 a 55, tivemos a possibilidade de o coleccionar, dado o início da sua publicação ter coincidido com o início da nossa vida escolar, só isso.
O Mundo de Aventuras era igualmente lido, se bem que fosse uma edição menos cuidada e, muito importante, sem o Tintin, que era publicado no suplemento que o Cavaleiro Andante trazia: O Pagem.
Com que ansiedade nós aguardávamos a saída do novo exemplar! Com que paixão se falava das histórias e que partido se tomava a favor dos nossos heróis! Agora, de publicações deste tipo, já só em museu. Mas ainda se vai lá de vez em quando buscar uma efeméride para comentar...

Cortesia do meu "com sorte"!!!!!

O comentário segue para post

O post é, como sempre, "comprehensive", mas tem uma falta terrível. Não é que publicas capas dos suplementos do "Cavaleiro Andante" e nem um alusãozinha, uminha que fosse, ao "Cavaleiro Andante"? Afinal, a revista onde eu aprendi a ler aos 4 anos e onde, aos 5, já me deliciava com o Professor Mortimer, com Sexton Blake, Luis Euripo, Príncipe Valente e tantos outros... Cheguei a ter de ir à biblioteca do bairro (antigamente havia bibliotecas nos bairros...)para ler o CA, por ter gasto ocasionalemnte o meu pocket money em bonecos da bola :))) Curioso também que o Cavaleiro Andante me deu talvez a primeira noção de elitismo, diferença de classes ou como lhe queiramos chamar. Por razões que na altura me escapavam, eu percebia que o "Mundo de Aventuras" era para a ralé :)) e o Cavaleiro Andante era para os intelectuais. Intelectuais onde eu, já senhor do meu nariz e com a mania que sabia tudo e queria saber mais, pontificava. Daí que comprava e exibia o Cavaleiro Andante junto das colegas da escola (eu tinha seis anos e a minha escola era mista, mas como parece mal dizer que naquele tempo não havia só escola masculinas e femininas já não digo nada...)com ar de quem, se necessário, já poderia ler os Lusíadas. À tarde, pela calada, ia então à biblioteca ler o Mundo de Aventuras. Quanto mais não fosse pelo Cisco Kid e o seu fiel Sancho. Ou pelo Mascarilha, o Bronco Bustin ou o Hopalong Cassidy...
Resumindo, podias muito bem fazer um post sobre o cavaleiro Andante :)))))
Disse o Espumante.
Eu vou comentar este post!!!!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

A volta

Lamentando,como sempre, desiludir os amantes do desporto, confesso a minha ignorância absoluta em quase tudo o que diz respeito ao desporto, seja ele rei, nobre ou vassalo!!!
Contudo, nem sempre se trata do entendimento da coisa em si, mas do acontecimento que marca o tempo. Com o ciclismo, por exemplo.
A Volta a França é mais do que um facto puramente desportivo. Eu acho!
Chove no inverno, o sol brilha no verão e em Julho os ciclistas percorrem as belas estradas de França, para, em Agosto, pedalarem o Portugal dos pequeninos e dos grandes que se torna enorme pelas figuras que o ciclismo português conheceu. Claro que me refiro a alguém que vi nos ecrãs da tv, pelas glórias e não só. O "herói" caiu numa traiçoeira estrada algarvia, vindo a morrer por causa dessa queda, e a sua morte valeu uma reflexão séria sobre as condições do Hospital de Faro, que só depois passou a ter serviço de Neurocirurgia.
Não quero desviar-me da volta, nem do ciclismo, nem do desporto em geral, porque ontem "abriu" a época para os leões cá de casa. Por outro lado apetece-me recordar desportistas de outras eras que "vestiam camisolas" e não eram devorados por marcas e máquinas de marketing.
E se eles trouxeram glória à língua-mãe e ao cantinho à beira-mar plantado!
Descobri cá em casa umas publicações que prestam justa homenagem a alguns desses gigantes. Alguns nomes nem nunca tinham chegado aos meus ouvidos. Chegam agora aos meus olhos os seus sorrisos simples, como é simples o papel que os suporta.
E é na simplicidade que reside a verdade!
barbosa
E no ciclismo também os leões fizeram história!
ciclismospo
Joaquim Agostinho é justamente lembrado pelo Sporting, na celebração do centenário.

Na estrada que liga Torres Vedras à Praia de Santa Cruz está ainda a casa do campeão, com uma bicileta no portão. A vida continua a pedalar, para lá desse portão. E para cá, também!

(...)

pôr do sol em alb
As vezes que eu tento apanhar a beleza inteira deste instante!
Fico sempre muito aquém da magia dos tons de ouro que o sol derrama, ao mesmo tempo que colhe a luz do dia.
Ainda não é noite, mas já não é dia. Os "entretantos" são sempre molas de sensações únicas e intensas.
Vou continuar a tentar, mas duvido que consiga chegar mais além!!!!
Boa noite!
Quando eu era quase criança, quase jovem (um "entretanto" da idade!) ouvia o RCM até ao fim. Sim, nesse tempo havia fim de emissão. E o fim da emissão era preenchido com uma mensagem de boa noite, bem triste por sinal, mas que faz sentido para quem a noite traz o silêncio, o recolhimento e, quem sabe?, o sono!!!!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Parar para pensar

Durante alguns dias, estive ausente de todos os meus hábitos, manias, rituais, rotinas. Não por desejo meu, mas porque a vida (E neste caso falo mesmo de vida!) me obrigou e o meu habitual capricho cedeu.
Não tive outro remédio!
De um dia para o outro, vi o estado de saúde da minha mãe, já de si sempre muito frágil, agravar-se de hora a hora, fazendo-nos temer o pior. Eu digo o pior, porque não me sentia preparada. Mas, de facto, o pior ainda não sei o que é.
E o tempo que era suposto ser meu e estar ao meu serviço, passou a pertencer à correria, em busca de uma solução que lhe trouxesse conforto e segurança, já que, em termos puramente médicos, pouco mais há a fazer.
Lidar com estes limites não era para mim uma situação totalmente nova, mas nem por isso foi menos dolorosa. Podemos, no gozo da saúde plena, darmo-nos ao luxo de preferir entre os dois pais, pensar que um deles é que nos entende e que nos deu referências, mas, quando nos confrontamos com a condição humana na sua essência, tudo isso é remetido para outros planos. Ficamos mesmo a sós com a verdade da vida, despida de todas as fantasias que a pujança física nos permite.
É doloroso, mas obriga-nos a revalidar essa verdade e a aceitá-la como único norte no caminhar dos tempos.
E tudo isto porquê?
Porque li por aqui que ainda andam às voltas com uma gravidez possível da Princesa Diana. Será que interessa a alguém essa possibilidade? Eu sei que ela era princesa e era linda e parecia portadora de imunidades, o que lhe permitia o contacto com doentes ou com terra minada. Não seria melhor ler-se a lição, ao invés de escarafunchar a memória, precisamente onde devia haver mais respeito, ou seja na sua intimidade, nas suas entranhas de mulher?
Entretanto, no que diz respeito à minha mãe, tenho notícias de ligeiras melhoras!
Mesmo ligeiras, são melhoras.
Dela e minhas.
Obrigada!

domingo, 20 de agosto de 2006

33

Não foi assim:

Também não foi assim:

Foi à nossa maneira! Há 33 anos!
Any intelligent woman who reads the marriage contract, and then goes into it, deserves all the consequences. Isadora Duncan
Pois é! Eu não me lembro da existência de algum contrato e, certamente, já não vou a tempo de ler.
Praticamente, só me lembro que foi uma senhora que nos casou e que se chamava Gioconda. Um nome destes não se esquece! Ah! É verdade! Também me lembro daquela parte em que é dito às pessoas que conheçam algum impedimento para falarem. Ou então que se calem, para sempre!
Há dias revi num filme (super 8) a minha falta de jeito para noiva!!! O fotógrafo também devia ter muita falta de jeito para fotógrafo, pois nem uma fotografia ficou da cerimónia propriamente dita.
A máquina não tinha rolo!!!

domingo, 6 de agosto de 2006

Entretanto...

Fica aqui uma "sugestão" que me diz muito, que me diz tudo, por razões que descobrirá quem lá puder ir...

40 anos e alguns nomes

A Ponte 25 de Abril faz hoje quarenta anos. Posta de parte a expressão de posse que normalmente sugere uma afectividade mais especial, isto é, embora não a reconheça como "a minha ponte", esta ponte é, sem dúvida, um monumento de que me orgulho, quando me chega à pele o sentir português.
Um projecto de tal modo ambicioso e arrojado, que levou noventa anos a concretizar!Como diria o Poeta: "Valeu a pena". E vale também o argumento da alma não ser pequena, nem esta vontade de ligar, de unir margens ou seja lá o que for!
E foi este o primeiro sinal que Lisboa, ainda meio ensonada, me deu, quando o avião se aproximava do chão. A ponte era ainda criança, tinha apenas quatro anos e chamava-se Ponte Salazar. Mal sabia ela que viria a ser símbolo de outra ponte:a dos tempos! Ser-lhe-ia dado o nome de Ponte 25 de Abril, a contento de uns e contra a opinião de outros. Durante trinta e dois anos foi a única a juntar lisboas norte e sul, ou sul e norte, e quem não gostava de um nome ou de outro, por causa das coisas, chamava-lhe apenas Ponte Sobre o Tejo.
O tempo trouxe-lhe mais faixas de rodagem e um comboio, coisas que o meu entendimento não sabe explicar.
Há coisas que não sabemos explicar, mas de que sabemos gostar!!!
Viva a Ponte!
... que eu vou entremear os dias, mais alguns, com o azul e o verde!

sábado, 5 de agosto de 2006

TANKA PELA PAZ

cores

Pintar a paz?
Talvez de azul,
com o pincel
que Deus escolheu
para pintar o mar
para pintar o céu!

As cores já estão.
Falta querer!


Eu também quero pedir a paz! E tu? Eu sei que sim.
Obrigada, Pitucha! Obrigada, Azulinha, pela ideia!
Imagem- atelier da Ana e do Artur, na Casa do Artista, em Lisboa.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Infernos e paraísos, dentro e fora

Da Praia do Carvoeiro, a 21 de Julho de 1972, Torga escreveu sobre o "paraíso à nossa medida", ou "inferno à medida dos outros", isto é, o Algarve.
"O tempo passou, o mundo deu muitas voltas, e venho encontrar o éden povoado por Evas loiras e Adões barbudos, que nem falam português, nem sequer sabem que estão em Portugal. E só por fora reajo. Intimamente, quase que aceito a desgraça.(...) É que no fundo, no fundo, também uma parte de mim se sente estrangeira, aqui."
mareterra
Sorte a do poeta! Apenas uma parte de si se sentia estrangeira ali!
Mas a felicidade do Verão, mais precisamente do mês de Agosto, particularmente no Algarve, é mesmo essa: estrangeirarmo-nos de tudo o que nos confrange os dias.
O "mas" é que nem sempre se consegue. O "mas" é que quase nunca se consegue.
As férias são já de si uma ilusão. Obrigatória. A vida, no entanto, irrompe e interrompe a ilusão. Chama-nos à realidade. À nossa realidade. É a mesma fome e a mesma sede de todos os dias. É a mesma aflição. É o mesmo pensamento.
Ou não?