Foram estas as últimas palavras. Foi este o último recado que receberam todos os que "pertenciam" ao coração bom que, no sábado, deixou de bater.
Era um coração muito bom de um homem muito bom a quem eu chamava "pai", há muitos anos. Quando o conheci era um homem "rijo e jovial", como diz uma amiga desses tempos em que a vida parecia ter sido inventada para sermos todos felizes.
Vi os anos passarem, sem grandes estragos, sobretudo na tal jovialidade.
A eterna namorada deu sempre sentido aos dias e a rosa vinha habitualmente no saco das compras.
Hoje a rosa foi com ele, porque não vá "dar-se o caso" (expressão muito sua) de não haver floristas no céu.
E, para "não ir sem resposta" (outra expressão muito sua) houve até quem levasse um ramo de flores verdes e flores brancas, porque a paixão verde e branca era bem do conhecimento de todos.
(Obrigada ao jornal do Sporting que noticia a sua partida.)
Deixo aqui as palavras do meu filho Diogo, no dia em que o Leão Maior completou 86 anos de idade, a 25 de Agosto de 2005.
Já o meu avô Vitó personifica quase na perfeição a música do Marco Paulo “Dois amores”. Conforme disse logo na fase inicial deste blog, ele tem duas grandes paixões na vida: a minha avó e o Sporting. É claro que a minha avó leva vantagem, mas não pensem que a paixão pelo meu clube é assim tão pouca.
Ainda hoje oferece rosas à minha avó, faz-lhe tudo, ele é o homem-a-dias, só não cozinha (ainda bem, porque senão a comida era sempre atum com batatas cozidas), vai à praia com ela (ele que diz que sempre preferiu o campo, mas nunca viveu lá) e ainda arranja tempo para ficar com ciúmes de vez em quando.
Já em relação ao Sporting, sempre que um neto e agora a bisneta nasciam ia fazê-los sócios dessa grande instituição. Para terem uma ideia da sua "cegueira", antes de me ir ver à maternidade passou pela secretária do Sporting e preencheu a minha proposta de sócio. Depois fiquei assim como ele: fanático. No entanto, o meu pai também teve um pouco de culpa nisso. Ainda hoje vai à bola e tem lugar ao meu lado e o único jornal que lê é o do Sporting, que como todos devem imaginar é isentíssimo.
Já o disse há uns tempos, mas volto a dizer que ele é talvez a pessoa da família com quem mais me identifico, não fisicamente, mas como pessoa.
Ele é das melhores pessoas que conheço, não existe uma ponta de maldade naquele homem. Mentira, ele como eu, não gostamos do Benfica e desejamos que perca todos os jogos. Mas de resto, é uma pessoa exemplar. Não há muitos como ele, quem o conhece sabe bem que do que estou a falar.
Às vezes as pessoas falam em ídolos, e ao contrário do que possam julgar os meus não são o Pedro Barbosa nem o Balacov ou o Manuel Fernandes. Esses foram jogadores que muito admirei. Por ídolo, entendo aquele que admiro enquanto pessoa, e não aquele que é enquanto atleta, cantor/a ou actor/actriz. Ídolos tenho muito poucos, mas o meu avô é um deles.
Se um dia conseguir ser um décimo do que ele é já posso dizer que sou grande, porque o meu avô é enorme.
Há uns anos, numa circunstância oficial, o Jorge (filho) agradecia aos pais a sua presença e acrescentava que eles lhe tinham sempre ensinado o caminho da verdade e nunca o do interesse.
Por tudo o que fez por nós, obrigada, pai!
Adeus, Pai!
terça-feira, 27 de março de 2007
sexta-feira, 23 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
terça-feira, 20 de março de 2007
Volta, a pilha
Volta não volta, sou confrontada com uma espécie (não de magazine!) de certificação da minha ignorância: a Física. Foi um capítulo da Física do então quarto ano do Liceu que me afastou, para sempre, de um curso de Ciências.
Foi a Electricidade!
"A electricidade é.", disse Edison, à laia de definição. Esta frase serve de bálsamo à ferida da minha vaidade. Mas a inquietação manter-se-á: Por que é que eu não consegui nunca compreender aquilo de que depende o sucesso dos meus dias: ele é aspirador, micro-ondas, frigorífico (embora eu ainda seja do tempo da geleira a petróleo!), luz, luz, luz. Para não falar no computador, claro!!!
E não foi culpa da professora, de quem guardo uma doce recordação: a professora Teresa Forjaz.

Quem tem pilhas é a minha sobrinha. E nem é preciso carregar em lado nenhum. Pilhas também é a medida das saudades que já temos dela, que voltou para a Eslovénia no sábado.
Foi a Electricidade!
"A electricidade é.", disse Edison, à laia de definição. Esta frase serve de bálsamo à ferida da minha vaidade. Mas a inquietação manter-se-á: Por que é que eu não consegui nunca compreender aquilo de que depende o sucesso dos meus dias: ele é aspirador, micro-ondas, frigorífico (embora eu ainda seja do tempo da geleira a petróleo!), luz, luz, luz. Para não falar no computador, claro!!!
E não foi culpa da professora, de quem guardo uma doce recordação: a professora Teresa Forjaz.

Quem tem pilhas é a minha sobrinha. E nem é preciso carregar em lado nenhum. Pilhas também é a medida das saudades que já temos dela, que voltou para a Eslovénia no sábado.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Dia dos Pais

Este é o meu pai!
O meu pai será sempre o homem grande e bonito que acreditava em mim, mesmo quando estava longe, mesmo quando os tempos eram difíceis, mesmo quando foi chamado ao colégio para lhe dizerem que eu ia "chumbar". Quando eu pensei que ia apanhar um raspanete, ouvi conselhos amigos, palavras sábias...
Obrigada, papá! Foi um momento único na minha vida que ficou sempre na primeira fila das minhas memórias.
domingo, 18 de março de 2007
Inspiração alheia
Acontece!!
Pois acontece!
Estava a ler o que a IO escreveu sobre os sons da idade em que tudo faz sentido, sobretudo porque há futuro e a ideia de futuro, hoje, faz-me falta.
O passado, esse sim, é uma certeza absoluta e podemos manipulá-lo de modo a extrair o que nos pode ser proveitoso no presente. É como, na ciência, a reserva das células estaminais. Podem sem recuperadas e usadas, muitos anos depois.
É bom guardar algumas coisas, não muitas, que conservem as emoções. O meu caderno de cantigas, de letras das cantigas, é um desses objectos.
A primeira página é uma espécie de capa: Canções Yé-Yé.
(E sorrio ao pensar que afinal é mesmo verdade: eu também tive a "idade tenra"!)
Lá estão os ídolos da geração: Vartan, Mireille, Françoise, Adamo, Christophe, e até um ponto de interrogação...
E fica um refrão...
J'ai entendu la mer
Souvent me fredonner
Tu sais je m'ennuie l'hiver !
Pourquoi passe-t-il l'été ?
E uma foto ainda mais distante, que não é minha, mas tem memórias do mesmo som.
Foto: Lobito (anos nem sei quantos!)
Pois acontece!
Estava a ler o que a IO escreveu sobre os sons da idade em que tudo faz sentido, sobretudo porque há futuro e a ideia de futuro, hoje, faz-me falta.
O passado, esse sim, é uma certeza absoluta e podemos manipulá-lo de modo a extrair o que nos pode ser proveitoso no presente. É como, na ciência, a reserva das células estaminais. Podem sem recuperadas e usadas, muitos anos depois.
É bom guardar algumas coisas, não muitas, que conservem as emoções. O meu caderno de cantigas, de letras das cantigas, é um desses objectos.
A primeira página é uma espécie de capa: Canções Yé-Yé.
(E sorrio ao pensar que afinal é mesmo verdade: eu também tive a "idade tenra"!)
Lá estão os ídolos da geração: Vartan, Mireille, Françoise, Adamo, Christophe, e até um ponto de interrogação...
E fica um refrão...
J'ai entendu la merSouvent me fredonner
Tu sais je m'ennuie l'hiver !
Pourquoi passe-t-il l'été ?
E uma foto ainda mais distante, que não é minha, mas tem memórias do mesmo som.
Foto: Lobito (anos nem sei quantos!)
A salgada tentação
A tradição ameaçada!

Por um lado, ainda bem! Assim já vou pensar duas vezes antes de ceder à tentação da gula.
Que é uma grande tentação!!!

Por um lado, ainda bem! Assim já vou pensar duas vezes antes de ceder à tentação da gula.
Que é uma grande tentação!!!
sábado, 17 de março de 2007
All...garve

Uma concha encontrada numa região portuguesa, de seu nome Allgarve, descoberta (ou inventada?) pela imaginação do Ministro da Economia, que já nos habituou a esperar sempre mais e melhor do seu talento criador.
Este grande português é mesmo capaz de vir a vencer um próximo concurso de maiores portugueses de sempre.
sexta-feira, 16 de março de 2007
O Coelho da Páscoa está mesmo quase a chegar!!!

Este Coelhinho da Páscoa está a chegar à Escola D. Pedro Varela.
Esse coelhinho está muito bonito. Eu já o vi na escola e acho que foram as storas Carla e M´´onica de e.v.t que o fizeram. Está muito muito giro!
Penso que é um aluno e eu agradeço ter dado a opinião e a informação acerca da autoria. A "Stora" Carla foi com certeza! Não o tinha referido com receio de cometer alguma injustiça em relação a uma co-autoria!
Está muito muito giro!!!!! É mesmo verdade!
quinta-feira, 15 de março de 2007
With little bit of luck!!!!
My Fair Lady estreou na Broadway, a quinze de Março de 1956.
Temo repetições inúteis, mas já, com certeza, referi aqui ser este um dos filmes "da minha vida". É o filme que eu vi mais vezes. E posso continuar a ver e a ouvir, sem me cansar.
Por razões que não vêm ao caso, tenho-me lembrado muito uma das personagens: Alfred Doolittle, o pai da linda senhora, o "verdadeiro filósofo" do dia a dia, da vida comum.
"Bora" lá então recapitular a sua fascinante teoria sobre a sorte!
The Lord above gave manan arm of iron
So he could do his job and never shirk.
The Lord gave manan arm of iron-but
With a little bit of luck, With a little bit of luck,
Someone elsol do the blinking' work!
E há até aquela parte em que o Alfredo até parece ter nascido na Lusitana Pátria Minha Amada, vulgo: Tugal. É a parte do gentle sex, made for man to marry...
Isso era dantes! Hoje, as coisas mudaram, queridos machos latinos...
Siga a "dança"!
The Lord above made man to help is neighbour,
No matter where, on land, or sea, or foam.
The Lord above made man to help his neighbour-but
With a little bit of luck, With a little bit of luck,
When he comes around you want be home!
Pois!!!!
Mas, agora a sério: respeito a sorte. Reconheço as suas marcas na minha vida, em todos os "lados", desde o pessoal ao profissional.
Nao quero nunca que me falte, nem que eu tenha de trabalhar, casar, tratar do ninho e da comida e até de ajudar o vizinho, quando ele me bater à porta.

Imagem daqui
Temo repetições inúteis, mas já, com certeza, referi aqui ser este um dos filmes "da minha vida". É o filme que eu vi mais vezes. E posso continuar a ver e a ouvir, sem me cansar.
Por razões que não vêm ao caso, tenho-me lembrado muito uma das personagens: Alfred Doolittle, o pai da linda senhora, o "verdadeiro filósofo" do dia a dia, da vida comum.
"Bora" lá então recapitular a sua fascinante teoria sobre a sorte!
The Lord above gave manan arm of iron
So he could do his job and never shirk.
The Lord gave manan arm of iron-but
With a little bit of luck, With a little bit of luck,
Someone elsol do the blinking' work!
E há até aquela parte em que o Alfredo até parece ter nascido na Lusitana Pátria Minha Amada, vulgo: Tugal. É a parte do gentle sex, made for man to marry...
Isso era dantes! Hoje, as coisas mudaram, queridos machos latinos...
Siga a "dança"!
The Lord above made man to help is neighbour,
No matter where, on land, or sea, or foam.
The Lord above made man to help his neighbour-but
With a little bit of luck, With a little bit of luck,
When he comes around you want be home!
Pois!!!!
Mas, agora a sério: respeito a sorte. Reconheço as suas marcas na minha vida, em todos os "lados", desde o pessoal ao profissional.
Nao quero nunca que me falte, nem que eu tenha de trabalhar, casar, tratar do ninho e da comida e até de ajudar o vizinho, quando ele me bater à porta.

Imagem daqui
quarta-feira, 14 de março de 2007
O Tio Alberto
I'm not only a pacifist but a militant pacifist. I am willing to fight for peace. Nothing will end war unless the people themselves refuse to go to war. Albert Einstein
O génio nasceu na Alemanha, a 14 de Março de de 1879
O génio nasceu na Alemanha, a 14 de Março de de 1879
terça-feira, 13 de março de 2007
Data ainda mais... muito... especial....
Pois é....
Acaba de "sair", nas montras de uma maternidade sul-africana, o primeiro elemento nova geração Gouveia: é rapaz, chama-se Miguel (do lado tuga) e tem o tamanho certo e o peso certo para ir à luta. Força, rapaz! O mundo espera-te!
Parabéns, priminha! É lindo e, como dizem sempre as famílias, "sai muito ao nosso lado". Um beijinho para os papás.
Neste momento eu penso sobretudo em ti. "Tanudo pró tanudo"! Lembras-te?
Coordenadas: LM, Rua Simões da Silva, anos sessenta e um ou dois.
Tira bem os apontamentos sobre "Como estragar um neto com mimo em dia e meio" e depois explica-me!

imagem daqui
Procurei um poema, na língua que ele vai falar.
One Perfect Baby
Two little feet,
so tender and sweet
That have walked with the angels
On heavenly streets
Ten little fingers, and ten little toes,
With every new day continue to grow.
One little mouth that sings to our Lord.
And two little ears to hear His word.
One prefect baby for us to love,
With wisdom and guidence from our Father above.
dedicated to: Rease and Helena
Kelly Maloney
Data de nascimento- 12 de Março
A avó obriga-me a ser precisa. Coisas de avó!
Acaba de "sair", nas montras de uma maternidade sul-africana, o primeiro elemento nova geração Gouveia: é rapaz, chama-se Miguel (do lado tuga) e tem o tamanho certo e o peso certo para ir à luta. Força, rapaz! O mundo espera-te!
Parabéns, priminha! É lindo e, como dizem sempre as famílias, "sai muito ao nosso lado". Um beijinho para os papás.
Neste momento eu penso sobretudo em ti. "Tanudo pró tanudo"! Lembras-te?
Coordenadas: LM, Rua Simões da Silva, anos sessenta e um ou dois.
Tira bem os apontamentos sobre "Como estragar um neto com mimo em dia e meio" e depois explica-me!

imagem daqui
Procurei um poema, na língua que ele vai falar.
One Perfect Baby
Two little feet,
so tender and sweet
That have walked with the angels
On heavenly streets
Ten little fingers, and ten little toes,
With every new day continue to grow.
One little mouth that sings to our Lord.
And two little ears to hear His word.
One prefect baby for us to love,
With wisdom and guidence from our Father above.
dedicated to: Rease and Helena
Kelly Maloney
Data de nascimento- 12 de Março
A avó obriga-me a ser precisa. Coisas de avó!
Data muito, muito especial
"que eu quero é que eles gostem de ler e de escrever... "
É este o lema! É esta a palavra de ordem! É esta a vontade que anima a professora, que por sua vez anima os "pequenotes".
Certo, certo é que os resultados estão aí, ou seja, aqui!
Há três anos, eles davam os primeiros passos, de mãos dadas com a Emília, a fada deste reino mágico de palavras e desenhos que nos fazem acreditar em mundos melhores.
Parabéns, queridos pequenotes. Para todos, a minha mais sincera admiração!
Se querem que as vossas crianças sejam inteligentes, leiam-lhes contos de fadas.
Se querem que eles sejam mais inteligentes, leiam-lhes mais contos de fadas.
Isto foi o que disse aquele senhor muito inteligente que descobriu coisas importantes para a humanidade, no domínio das ciências: Einstein.
Depois de ler, ler, ler, há que escrever. Cada um pode escrever o seu próprio conto de fadas.
A Emília pôs o sonho em prática! Obrigada, Emília!
A árvore plantada pelas mãos do sonho, dá sempre fruto!
É este o lema! É esta a palavra de ordem! É esta a vontade que anima a professora, que por sua vez anima os "pequenotes".
Certo, certo é que os resultados estão aí, ou seja, aqui!
Há três anos, eles davam os primeiros passos, de mãos dadas com a Emília, a fada deste reino mágico de palavras e desenhos que nos fazem acreditar em mundos melhores.
Parabéns, queridos pequenotes. Para todos, a minha mais sincera admiração!
Se querem que as vossas crianças sejam inteligentes, leiam-lhes contos de fadas.
Se querem que eles sejam mais inteligentes, leiam-lhes mais contos de fadas.
Isto foi o que disse aquele senhor muito inteligente que descobriu coisas importantes para a humanidade, no domínio das ciências: Einstein.
Depois de ler, ler, ler, há que escrever. Cada um pode escrever o seu próprio conto de fadas.
A Emília pôs o sonho em prática! Obrigada, Emília!
A árvore plantada pelas mãos do sonho, dá sempre fruto!
sexta-feira, 9 de março de 2007
Istos e Aquilos
Um miúdo, miúdo de verdade, daqueles a quem apetece dar os parabéns por ser tão normal (com aspas para quem achar necessário) tão espontâneo, tão ligado às coisas universalmente tidas como coisas da infância, esse miúdo, dizia eu, afirmava hoje, com o ar mais verdadeiro e sério do mundo:
- O meu "Kota" vai fazer 28 anos!!!
Jovens de todo o mundo, acautelem-se. Isto de ser "novinho em folha" é muito relativo!!!!
E é preciso reunir esforços para o caminho!
- O meu "Kota" vai fazer 28 anos!!!
Jovens de todo o mundo, acautelem-se. Isto de ser "novinho em folha" é muito relativo!!!!
E é preciso reunir esforços para o caminho!
quinta-feira, 8 de março de 2007
Real. Irreal. Real. Irreal.
Humankind cannot bear very much reality.T S Elliot
Quanto mais me adianto na idade e na vida, mais me convenço que nós, simples homens ou mulheres, os tais mortais, não conseguimos agarrar a realidade. Quanto mais suportá-la, como disse o poeta T. S. Elliot.
Também não podemos fazer previsões. Amanhã os galhos secos podem estar repletos de pequenas flores.
Ontem foi um dia a "sépia".

Hoje foi um dia a cores. E nos galhos secos das árvores nasceram flores.
Imprevisível a vida, não é?

Quero acreditar que amanhã o mundo vai continuar a cores.
Quanto mais me adianto na idade e na vida, mais me convenço que nós, simples homens ou mulheres, os tais mortais, não conseguimos agarrar a realidade. Quanto mais suportá-la, como disse o poeta T. S. Elliot.
Também não podemos fazer previsões. Amanhã os galhos secos podem estar repletos de pequenas flores.
Ontem foi um dia a "sépia".

Hoje foi um dia a cores. E nos galhos secos das árvores nasceram flores.
Imprevisível a vida, não é?

Quero acreditar que amanhã o mundo vai continuar a cores.
segunda-feira, 5 de março de 2007
17
O Público faz hoje dezassete anos.
Estreou fatiota nova, como qualquer adolescente gosta de fazer, para celebrar.
Não posso ainda formar uma ideia mais ou menos consistente da qualidade do novo formato, mas tenho uma opinião bem consistente sobre a obsessão generalizada da mudança de visual. Eu sei que o marketing é rei e senhor e as ideias estrebucham para encontrarem caminho e chegarem sãs e salvas aos seus destinos, neste caso, aos destinatários, os leitores do jornal.
Cansa-me a leitura dos jornais, com aplicação e cuidado.
Queria continuar a assinar o Público com a sensação de que vale o dinheiro.
Mas está a ser difícil "folhear" o novo jornal no seu formato electrónico e encontrar, com facilidade, um bom naco de prosa, para dar um "matabicho" decente ao meu pensamento.
Estreou fatiota nova, como qualquer adolescente gosta de fazer, para celebrar.
Não posso ainda formar uma ideia mais ou menos consistente da qualidade do novo formato, mas tenho uma opinião bem consistente sobre a obsessão generalizada da mudança de visual. Eu sei que o marketing é rei e senhor e as ideias estrebucham para encontrarem caminho e chegarem sãs e salvas aos seus destinos, neste caso, aos destinatários, os leitores do jornal.
Cansa-me a leitura dos jornais, com aplicação e cuidado.
Queria continuar a assinar o Público com a sensação de que vale o dinheiro.
Mas está a ser difícil "folhear" o novo jornal no seu formato electrónico e encontrar, com facilidade, um bom naco de prosa, para dar um "matabicho" decente ao meu pensamento.
domingo, 4 de março de 2007
O Infante
"A 4 de Março de 1394, nasce, no Porto, o Infante D. Henrique, impulsionador dos descobrimentos portugueses."
Bem, isto foi muito antes da invenção do Happy Birthday to you,efeméride que a Chuinguita me "roubou". Foi só por isso que eu tive de chegar ao Infante D. Henrique o tal do chapéu, cujo design deve ter uma ousada assinatura. Só pode!!!
Foi ele que foi presenteado com a Madeira do Alberto João, em 1433. Não sei se tomou bem conta da Ilha, mas podia ter deixado em testamento o Não ao Alberto João. Isto não tem piada nenhuma, mas também o objectivo é só escrever qualquer coisa para não deixar morrer o blog que é, em parte, a minha memória...
E, já agora, a de quem está no "Top Mais" do nosso contentamento. Ou talvez não, como dizia um programa da TV! "Generoso Henrique" é como fala dele, no seu poema maior, outro dos portugueses nomeados.
(Hoje, ao contrário do que tem acontecido nos últimos fins de semana, não vou usar a Via do Infante!)

(Portimão vista da Via do Infante)
Desculpem este fazer, desfazer e refazer constante das "postagens" (Raio de nome!), mas a vida real está-me a deixar só postar aos bochechos e quando volto, dá-me ganas de refazer o bochecho anterior e é o que isto está a dar!!!
Bem, isto foi muito antes da invenção do Happy Birthday to you,efeméride que a Chuinguita me "roubou". Foi só por isso que eu tive de chegar ao Infante D. Henrique o tal do chapéu, cujo design deve ter uma ousada assinatura. Só pode!!!
Foi ele que foi presenteado com a Madeira do Alberto João, em 1433. Não sei se tomou bem conta da Ilha, mas podia ter deixado em testamento o Não ao Alberto João. Isto não tem piada nenhuma, mas também o objectivo é só escrever qualquer coisa para não deixar morrer o blog que é, em parte, a minha memória...
E, já agora, a de quem está no "Top Mais" do nosso contentamento. Ou talvez não, como dizia um programa da TV! "Generoso Henrique" é como fala dele, no seu poema maior, outro dos portugueses nomeados.
(Hoje, ao contrário do que tem acontecido nos últimos fins de semana, não vou usar a Via do Infante!)

(Portimão vista da Via do Infante)
Desculpem este fazer, desfazer e refazer constante das "postagens" (Raio de nome!), mas a vida real está-me a deixar só postar aos bochechos e quando volto, dá-me ganas de refazer o bochecho anterior e é o que isto está a dar!!!
sábado, 3 de março de 2007
Coisas de Março
As coisas de Março são a continuação lógica das coisas de Fevereiro.
Há o provérbio que diz que em Março as manhãs são de Inverno e as tardes são de Verão. Já não é mau de todo!
O que também não é mau de todo é ter feito uma "revisão" e os "mecânicos" terem achado tudo bem. Tão bem, tão bem, que nem parece verdade. Resultado: coração, com menos dez anos; olhos, ao longe: um assombro. Vejo mosquitos em Cacilhas.
Moçambicanizando a lonjura, vejo mosquitos na Catembe!)
Claro que ao pé, a coisa fia mais fino. Também era melhor!
Análise ao óleo: melhor é mais do que impossível. Melhor é uma utopia!
(Tenho de dizer ao Ministro da Saúde que não feche o Hospital do Montijo, pois dificilmente vou arranjar um sítio onde me dêem análises mais perfeitas!)
O pior é a alma. O meu pai costumava dizer que lhe doía a alma. E não estava a mentir.
Como também não mentia quando dizia que acreditava em Deus e que Deus acreditava nele. É que já tinham atingido um grau de confiança muito grande. Era tu cá, tu lá com Deus.
(De que é que falarão agora eles lá em cima?)
Voltando ao que não se separa de nós nunca, os afectos: Hoje, chega a minha sobrinha da Eslovénia: a Kaja.
Os corações estão todos de passadeira vermelha para a receber!!!!

IO disse...
E chegado o mês da Primavera todos os afectos têm mais flor...
Não é uma amendoeira! Não é o Algarve! Não é o Nordeste!
Não sei de que árvore se trata, mas é linda, tem flor e é o mês de Março.
22.20- A Kaja é a menina mais simpática do planeta. Fala esloveno e português. Gosta de batatas fritas quentes ou frias. Ainda troca os "vês" pelos "bês", mesmo sem saber que é esse mesmo o nome de um álbum do Rui Veloso. Gosta de desenhos nas toalhas do restaurantes e tudo tem de ter olhos e bocas, sejam árvores, flores ou o sol.
Além disso, trouxe sorrisos a quem deles muito precisa.
Há o provérbio que diz que em Março as manhãs são de Inverno e as tardes são de Verão. Já não é mau de todo!
O que também não é mau de todo é ter feito uma "revisão" e os "mecânicos" terem achado tudo bem. Tão bem, tão bem, que nem parece verdade. Resultado: coração, com menos dez anos; olhos, ao longe: um assombro. Vejo mosquitos em Cacilhas.
Moçambicanizando a lonjura, vejo mosquitos na Catembe!)
Claro que ao pé, a coisa fia mais fino. Também era melhor!
Análise ao óleo: melhor é mais do que impossível. Melhor é uma utopia!
(Tenho de dizer ao Ministro da Saúde que não feche o Hospital do Montijo, pois dificilmente vou arranjar um sítio onde me dêem análises mais perfeitas!)
O pior é a alma. O meu pai costumava dizer que lhe doía a alma. E não estava a mentir.
Como também não mentia quando dizia que acreditava em Deus e que Deus acreditava nele. É que já tinham atingido um grau de confiança muito grande. Era tu cá, tu lá com Deus.
(De que é que falarão agora eles lá em cima?)
Voltando ao que não se separa de nós nunca, os afectos: Hoje, chega a minha sobrinha da Eslovénia: a Kaja.
Os corações estão todos de passadeira vermelha para a receber!!!!

IO disse...
E chegado o mês da Primavera todos os afectos têm mais flor...
Não é uma amendoeira! Não é o Algarve! Não é o Nordeste!
Não sei de que árvore se trata, mas é linda, tem flor e é o mês de Março.
22.20- A Kaja é a menina mais simpática do planeta. Fala esloveno e português. Gosta de batatas fritas quentes ou frias. Ainda troca os "vês" pelos "bês", mesmo sem saber que é esse mesmo o nome de um álbum do Rui Veloso. Gosta de desenhos nas toalhas do restaurantes e tudo tem de ter olhos e bocas, sejam árvores, flores ou o sol.
Além disso, trouxe sorrisos a quem deles muito precisa.
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