Fui vê-los e ouvir as solidões de todas as adolescências ao Cinema Manuel Rodrigues, se a memória não me está a enganar.
Não está certamente.
Ou estará? Terá sido no Gil Vicente, como diz a IO?
Hoje, ao ler a notícia da morte de um dos elementos do Conjunto João Paulo, senti a saudade indefinida do tempo frágil dos doze, treze anos, em que o futuro é uma esperança e ao mesmo tempo uma incerteza e, por isso, as emoções aderem às cantigas de embalar que hoje nos parecem pirosas de morrer...
Não digamos adeus carregados de tristeza que a ninguém serve.
Digamos adeus, de outra maneira. Não sei como, mas sei que gostava de ser capaz de vencer a tristeza com a ternura das memórias simples.
Obrigada, Malhanga, pelas recordações que guardas!
Aqui deixo também a "prova" do crime: Não só os ouvi, como pedi autógrafos!





