quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Há festa na aldeia!

Os Choraquelogobebenses preparam-se para um festejo especial!
Vestem a sua melhor fatiota, aparam os cabelos, os bigodes e as barbas, calçam o seu melhor sapato, de verniz, claro que agora usa-se, escolhem as mais farfalhudas gravatas, porque a festa pede "glamour", aquele "glamour" verdadeiro que há nas aldeias!
E eis que se ouvem os primeiros sons de festa: milhares de balões de "chuinga" rebentam; o povo da aldeia, com o João Sem Medo à frente, ele mesmo, o original, o tal que enriqueceu à custa da fábrica de lenços, devidamente escoltado por uns famosos porquinhos, dirige-se para o largo, entoando alegres "Vivas"!!!
Senhoras e senhores, é a festa, pá!
Viva o "Chuinga"! Viva a dona do "Chuinga"!!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

(...)

"É talvez esta imagem do alvorecer da minha infância que me leva a desejar, não apenas com os lábios, mas com o coração, bom dia a quem passa."Ricardo Alberty

Imagem cedida, ou melhor, "gentilmente", "muito gentilmente mesmo" roubada ao Espumante!

domingo, 28 de outubro de 2007

"O mundo é cada vez mais deles."

Diz um artigo do Público, a propósito do Dia Mundial da Terceira Idade que hoje se comemora. São muitos, os velhos, em Portugal. Oitocentos mil.
(A jornalista usa a palavra idosos, mas eu não gosto. Prefiro velhos. Idosos nem sequer é um eufemismo: é uma etiqueta. É uma palavra sem afecto, sem valor para além do que significa, nua e cruamente, uma pessoa com "bastante idade". São, sim, pessoas que já têm muita vida e não muita idade.
Sei isto por experiência própria: eu estou "quase lá", por um lado, por outro, "vivo" o envelhecimento dos meus, especialmente dos mais próximos. E como me custa ver a saúde a fugir-lhes das vidas, lentamente ou não, para sempre...)
O Público pôs alguns destes muitos milhares a falar de um sonho possível e quase todas as respostas vão dar à dor, ou antes, a uma dor: à solidão, à doença, à falta de dinheiro para enfrentar os altos custos da idade, à fragilidade. Alguns, ainda têm força para sonhar um sonho realizável, como fazer uma viagem.
(Abençoado seja esse sonho que dá a esse homem ou a essa mulher mais esperança, mais tempo, mais vida...)
E a este propósito recordo Agostinho da Silva que se salvou da rótulo "Idoso" e da inevitável marginalização, por milagre da sapiência. (E de alguma irreverência, de que nunca abriu mão, eu acho!)
"Jornalista- Creio que o Professor Agostinho da Silva tem oitenta anos, não é?
A. da S.- Eu também creio.
J.- Oitenta anos é muita vida, são muitas vidas. Quais foram as fase mais marcantes da sua vida?
A. da S.- Todas. Todas foram extremamente interessantes para mim.(...)"
A jornalista é Antónia de Sousa e a entrevista chama-se, em livro, "O Império acabou. E agora?"Fotografias: Barca de Alva, berço de Agostinho da Silva.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"Aniversariamente": Cardoso Pires

"Está escrito pelos gregos antigos que quem se olha cega e quem muito se ouve perde a voz. A lição tem mais de mil anos e parece que é de agora. Mas, vê tu, os próprios gregos que a escreveram em forma de fábulas e lendas, não a souberam seguir. Eles, que eram sábios e avisados, morreram sob o peso dos mitos que inventaram. E por mitos quero eu dizer as imagens com que tentaram explicar-se para a eternidade. Fui claro, Ritinha?"
José Cardoso Pires, in Dinossauro Excelentíssimo.
As datas repetem-se. Todos os anos, há mais um dia tal que lembra alguém "aniversariamente", como diz um poema de Pessoa.
Hoje é dia de recordar Cardoso Pires, o escritor e o homem que é dos nossos ideais, das nossas lutas, das nossas esperanças, dos nossos medos, dos nossos sonhos, do nosso tempo.
Continuaremos a recordar-te, José! Difícil seria apagar-te e perder por aí a bonomia que o teu olhar exala.
Desculpa recorrer à paráfrase, mas está mesmo a pedi-la: Não, não te deixaremos morrer, José!!
E com esta me despeço, adeus até outro dia, e que a terra nos seja leve por muitos anos e bons neste lugar e nesta companhia.Imagens daqui e daqui

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Retrato do intervalo

Hoje, na escola, na minha escola, na confusão
1-do intervalo maior da manhã;
2- das trocas de livros de ponto;
3- das crianças pequeninas (10 anos) roubadas (sessenta cêntimos) pelas crianças grandes (11 anos);
4- dos "setores" atrás dos funcionários da reprografia, a pedir o milagre da multiplicação dos testes em meio-prazo (porque o prazo inteiro já foi!);
5- dos telefones que repenicam na secretária da funcionária e nos vários "postos" onde D.T.(s) esperam e desesperam as comunicações desejadas, em vez de "o número que marcou não se encontra atribuído";
6- dos narizes esborrachados nos vidros que embaciam com a respiração e obriga a mais esborrachamento de narizes, tudo para espreitar o miúdo que se magoou porque lhe correu mal o número de equilibrismo na estátua do D. Pedro Varela, o tal senhor de pedra que "parou" ali, no meio do recreio;
7- da ambulância "tinoni" que entra para levar o miúdo para o Hospital;
8- da avó que vem trazer o dinheiro à "minha Rita", que "depois como é que ela compra a senha?";
9- dos computadores que a TMN veio entregar, os tais de cento e cinquenta euros, "Deixa cá ver se são a sério que eu também pedi um!";
10- dos fornecedores do bar que pararam ao lado da ambulância para esvaziar a mercadoria..
11- do miúdo que afinal se levanta e anda e vai pelo seu pé para a ambulância, provocando um movimento quase sísmico dos narizes esborrachados;
Na confusão do intervalo, entre as cem caras que constituem a população que habita a pequena entrada da escola, uma olha para mim, sorri e pergunta se a reconheço. Foi minha professora! Ah, claro, aqui na escola, no Montijo! Não! Em Odivelas, há muitos anos. No Externato? Sim. Lembro-me que tinha um bebé...
Como é possível? Era a probabilidade igual à do Euromilhões... ali, na confusão
do intervalo maior da manhã, das trocas de livros de ponto...
Trinta anos não me apagaram completamente das memórias dos outros o que me reconcilia com as minhas marcas de vida e de tempo e me obriga a prometer solenemente não pôr botox nos próximos trinta!
Foi mais uma lição para eu aprender a não andar por aí a lamentar o caruncho!
Este intervalo não dava um filme. Este intervalo vale muita vida! Se vale!
Adenda-Estava à espera da fotografia do tal Senhor que ficou ali, no meio do reccreio... Chegou agora mesmo. Ei-la:Fotografia do Prof-mestre-nestas-artes: Francisco Grilo!
Obrigada!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

domingo, 21 de outubro de 2007

Fixe!

"Não me chateies que eu agora estou na lua
e em breve vou chegar ao céu..."
Acabo de ler no Público umas declarações mais fantásticas do que aquelas que são anunciadas pelas meninas da TV Cabo, de minuto a minuto.
Há coisas fantásticas, não há?
Olhem só!
O CDS/PP quer responsabilizar os pais dos alunos que faltam muito às aulas, disse hoje o líder parlamentar centrista, Diogo Feio, ao defender um conjunto de alterações de natureza disciplinar no estatuto do aluno.
Ás vezes os pais não existem, Sr Feio!
(Diogo é um dos nomes masculinos mais lindos do mundo e custa-me vê-lo assim desperdiçado...)
Por isso mesmo é que, na maioria dos casos, os meninos não vão às aulas. E mesmo quando os pais existem, de papel e corpo, não é fácil activar mecanismos para os contactar. Nem mesmo as Comissões especializadas conseguem.
Quanto aos pais "escolherem livremente", como sabe, as bolsas de cada um é que ditam as liberdade de escolha. Todos gostariam de ter os filhos nas melhores escolas, nos melhores colégios, mas isso já mete cifrões a mais e pão a menos, para a boca de cada um dos filhos.
Isto não vai lá com dinheiro. Isto vai lá com valores. Talvez lá vá com tempo e com ideias corajosas sobre Educação.Vá por mim Sr Feio, que eu já ando na escola há muito tempo. Há "bué", como dizem os miúdos! Há cinquenta anos!(Mas só 32 que contam para a Reforma. It's an injustice! Yes, it is!- dizia um boneco animado que eu agora não sei qual é.)
Foto: Escola de Torga, S. Martinho de Anta

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Podia-óóóó....chamá-lo?

Não podia passar o dia sem erguer a taça a alguém que nos tem tratado da saúde, vezes sem conta, com uma terapia única e a única verdadeiramente eficaz: a risoterapia ou alegroterapia, como dizia o Vasco Santana, na Canção de Lisboa.
É Solnado, sim senhores. Solnado. O som do nome aproxima-se da palavra Soldado. Mas só se for da não violência.
E Solnado é o Senhor do Zip que se vê repetidamente sem que se gaste o efeito do humor, mesmo que o objecto do humor se tenha já diluído nas tais "brumas da memória". Não é o factor surpresa, pois há mil anos que rimos com os "sketches" do Solnado, com os mesmos "sketches", sem tirar nem pôr. E a gente ri e torna a rir, com o mesmo gosto, com a mesma vontade.
O Zip despertou consciências e os seus ecos atravessavam os mares e chegavam até nós que comprávamos as Plateias e as Flamas e ouvíamos o Solnado na telefonia.
Obrigada, Senhor Raúl Solnado!

Porreiro, pá!

Disse Sócrates (Ai que ainda se me salta aí a GNR!) a Durão Barroso!
Mas porreiro , porreiro, era os vinte e sete olharem bem para o património que envolve o Tratado de Lisboa: ele é rio! Ele é Ponte Vasco da Gama! Ele é Estação do Oriente...Porreiro, pá!
Do Público.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Amarga ironia adoçada com esperança

O abandono escolar faz-me lembrar certas produções radiofónicas: a Escola passa o aluno ao Director de Turma, que não pode ficar com o aluno mais tempo e passa à Comissão de Protecção. A CP passa o aluno de novo ao Director de Turma que, não vendo mais ninguém em campo, devolve à CP. Eis que aparece o Tribunal e passa-se o aluno ao tribunal.
Bom, bom era o miúdo apanhar uma bola e marcar o GOOOOOOOOOOOOOOOLO!

Imagem daqui. Miúdos da minha terra!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Trova que passa...

...por dentro das nossas vidas, quando as nossas vidas transbordavam de ideal e não conhecíamos cansaços.
Hoje mesmo, o mesmo dia em que o Secretário Geral da Onu recorda que "a fome é inaceitável num mundo de abundância".
A saudade é irmã da fome, uma irmã mais rica, mas mesmo assim irmã: ligada pela consanguinidade do desejo do que não há.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

By the way...

Será que é desta que interrompem o Mourinho para dar o Santana em directo?
Imagens da net: daqui e daqui

(...)

Fujo dos noticiários a sete pés, ou melhor, catorze, porque tenho dois e tem de dar conta certa, a catorze mãos, a catorze olhos e a sete cabeças.
Quando ligo a TV ,num canal normal, só me aparece gente a falar, muito segura de si, com ou sem gel no cabelo, com metro e meio ou com metro e oitenta, todos bem vestidinhos, com a mesma conversa, como se fossem deuses, imortais e omniscientes.
Fujo logo para a Fox ou para a Sic Mulher. Prefiro ver a Oprah! Assim, não perco algo de muito normal, de muito meu, pelo menos: o problema de envelhecimento.

Nunca serei Jane Fonda. Disso, tenho a certeza. Mas posso finalmente sonhar com a aceitação dos meus "pneus" e de outras marcas que marcam o meu caminho!
Obrigada, Dove!
Imagem daqui

sábado, 13 de outubro de 2007

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Adeus, Sol!

DSC00078
Vou-me anoitecer contigo, se me prometeres envolver-me, com os teus raios, nesse sonho de ouro que semeias no rio. Pede ao rio que me embale e toma conta da minha noite.
Adeus Sol. Até amanhã!
(Imagem-Pôr do Sol fresquinho, do dia. Cultura biológica. Sem corantes, nem conservantes)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Parabéns Mamã!

parabéns mamã
Não vou revelar as primaveras, pois a Dona Celeste tem feito umas belas fintas à Natureza.
E não é que isso lhe está a dar um imenso prazer?
"Não digas alto que ficam a saber os anos que eu faço!"
Parabéns, Mamã!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Lá para trás, para os lados da escola...

Aos cinco anos eu tinha sonhos de independência e liberdade! Concretizáveis a curto prazo: tipo daí a um ano, no máximo. Se há pensamentos de que me lembro bem , este é um deles. Aos seis anos, eu até podia casar! "E até casar!", como diz a cantiga do Rui Veloso!
(Como coincidiam os meus ideais e os da Susaninha!)
Chegaram os seis anos e afinal não casei. Em contrapartida, fui para a escola.
Foi o meu pai que me levou, no primeiro dia. Era amigo da professora e queria recomendar-me, pois sabia que ia estar fora, na distante Metrópole, durante um ano.
O meu pai era sempre muito bem recebido em qualquer lado e isso também aconteceu na escola. Além do mais, tratava-se de uma professora e os mecanismos de sedução, por mais silenciosos e inocentes que fossem, funcionavam sempre.
A professora recebeu-nos com muita simpatia, mas percebi logo que toda a amabilidade era mais para o meu pai do que para mim.
Pouco tempo depois, o meu pai partiu então para Lisboa, conforme estava previsto. Veio de avião, num "Super Constelation", se a memória não me trai, com paragem num sítio com um nome muito estranho: Cano, escrito, se não me engano, com K. Kano, pois!
Era muito difícil ir para a escola e sentir que a vida era dura. Nem podia desabafar com ninguém, porque não sabia como é que se contavam as coisas que me passavam pela cabeça, por onde não passavam apenas os laçarotes enormes que me obrigavam a ostentar. Nem conhecia a palavra desabafar.
Não tinha amigos e não sentia na professora qualquer simpatia por mim. Quando lhe disse que já sabia ler, porque a Dona Irene me tinha ensinado no Jardim dos Pequeninos, a super-professora não acreditou e pôs-me à prova. Atrapalhei-me e nem li assim tão bem como até sabia!
A minha mãe, que também se entregava à saudade do meu pai e ao medo de o perder ou de ter de o dividir, reparou na minha tristeza. Agarrou em mim e levou-me para outra escola. (De facto, ela nunca confiara muito nas amigas do meu pai!)
E foi então que fui entregue a alguém que me ajudou a aprender, que me ensinou mesmo a aprender, com um carinho e uma amizade que não esquecerei.
A Pitucha voltou à escola. Resolvi ir com ela. Andei um pouco mais para trás e cá cheguei às duas escolas que fizeram muito por mim, cada uma à sua maneira. Ensinaram-me, por exemplo, que muitos alunos esperam de um professor muito mais do que letras e números. Basta olhar lá para trás...E, ao longo do ano, tirámos imensas fotografias como esta, que seguiam para Lisboa, talvez para matar saudades! Como se as saudades se deixassem alguma vez morrer por causa de uma simples fotografia!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

(...)


"Chaminés unidas, jamais serão vencidas!"
Um dia chegará a hora do património mais erudito ou menos erudito proclamar os seus direitos!
Num dia em que as explicações e as explicações sobre as explicações não convencem muito a gente!
Todas as chaminés têm direito ao beijo de uma gaivota!
Mas há sempre alguma que se deixa contaminar por uma antena de TV!

Patchwork

"Quanto tempo demora o tempo!", suspira Mia Couto ou outro que, pela sua pena, ou pela sua tecla, ou pela sua arte, fala, diz ou escreve.
O filme "Terra Sonâmbula", da realizadora portuguesa Teresa Prata, baseado no romance com o mesmo título do escritor moçambicano Mia Couto, vai ter a sua estreia europeia no sábado, no Festival Internacional de Cinema de Mannheim-Heidelberg (Alemanha).(do Público)
O filme, passado num cenário de guerra civil em Moçambique, narra a história de Muidinga, um menino de 12 anos que sonha reencontrar a família. Quando encontra o diário de uma mulher que procura o filho, acredita ser ele a criança perdida e vai em busca da mãe, em direcção ao mar.(Caminho)
Fotografia tirada pelo meu pai, num daqueles "passeios dos tristes" domingueiros. Neste caso, foi a rota do Aeroporto que alternava com a rota da Costa do Sol.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

À laia de despedida!

" A vida mental, como a música, é muito feita de silêncio."
João dos Santos
Tirei esta frase de um livro que se chama: Eu agora quero-me ir embora.
Sinto que já não dou a este espaço o cuidado que ele merece, sobretudo pelo padroeiro que o inspira e que o viu nascer: o meu pai, o autor dos porquinhos.
Aqui eu deixei, da forma mais bonita que consegui, a minha homenagem feita sobretudo de uma admiração imensa pelo que não morre nunca: o seu pensamento.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Coisas da jaula

A jaula grita: Polga!
Que susto! Pensei que estavam aborrecidos com alguma coisa.
Mas não! Era contentamento!
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Uf!!!! Que alívio!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Era assim!

«Em todo o país reabriram hoje os liceus e escolas técnicas. Voltam a animar-se as salas de aula e os corredores que se quedavam desertos e tristemente silenciosos, durante os meses de férias grandes (...) Hoje, porém, não haverá aulas. Espreitaram-se as salas - aqui é a minha turma - e passeou-se nos corredores.(...) Em Lisboa, na maioria dos liceus, houve sessões solenes a assinalar a inauguração do ano lectivo, presididas pelos respectivos reitores. (...)Quanto às escolas primárias e superiores (...) os seus alunos ainda têm uns dias de liberdade. As primeiras reabrem no dia 7 e as segundas lá para meados do corrente mês.»
Conta-se aqui, citando-se uma fonte que faz nascer alguma saudade de um jornalismo que não corria atrás de vítimas apenas, para vender mais: o Diário Popular!