quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Efeito Darwin

"Segundo o autor(Andrew Keen), a Internet do YouTube, da Wikipedia e do Facebook tornou-se num espaço lúdico de amadores desocupados, reflectindo a ignorância, a mediocridade e a superficialidade desta macacada humana.", do Jornal Público, do Suplemento Digital.
É razão para auto-despedimento com justa causa. Ou não?
Chamam-me macaca ignorante, medíocre e superficial e eu não reajo?O jornalista Norberto Nuno de Andrade respondeu bem ao Senhor Keen: "(...) a Internet não é, nem tem de ser, uma ferramenta para profissionais e sobredotados, mas um meio de criação e expressão aberto a todos, através do qual qualquer um de nós pode imaginar, experimentar e inventar."
Posso, porém, reagir bem a esta comparação, perante a ternura desta macaca com o filho ao colo. Ternura que os dois, mãe e filho, conjugam no plural das duas vidas e no singular da relação única, sejamos nós primatas de outros tempos ou destes tempos.
Tenho dito, Sr Keen!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Dos Jornais


É que agora, cada vez mais, a escola é para todos. Ninguém está preparado para isso, nem a escola, nem a sociedade. Tirem-se conclusões, sim, mas, acima de tudo, procurem-se soluções que não passem por um sucesso administrativo imposto pelo medo.
É claro que as mudanças de ciclo são as partes mais visíveis do insucesso: não há legislação específica para a retenção nos outros anos, especialmente no primeiro ciclo. E há a escolaridade obrigatória que também ainda coincide com um fim de ciclo.
Tudo isto existe, tudo isto é triste e convém que não nos resignemos ao resto da cantiga que diz que tudo isto é fado. Peguemos todos no fado e mudemo-lo!

sábado, 24 de novembro de 2007

Pompa e Circunstância

- Mamã! Mamã! Acorda mamã!
A mamã Flamingo desembrulhou a perna, pousando-a no rio mais depressa do que habitualmente, assustada com os gritos aflitos do bebé flamingo.
- O que foi? – Perguntou a mãe Flamingo, dirigindo-se para o sítio onde o Flamingo Zé gritava impacientemente.
- São barcos, mamã, com muitas bandeiras. Estão a chegar muitos homens. O que é que vai acontecer, mamã?
A Catarina Flamingo tentou então explicar ao filho que os homens não iam chegar perto deles e ninguém lhes ia fazer mal.
- Como é que sabes, mamã?
- Ouço as conversas das gaivotas que vão, como sabes, muitas vezes, a terra e trazem notícias frescas.
-Os homens estão felizes, filhote Zé, porque nós construímos aqui a nossa Flamingolândia.
Reparou então que o Flamingo Zé nem tido tomado o pequeno almoço. Estavam ali as algas todas que tinha preparado umas horas antes, ainda todo o rio dormia. Ficou preocupada e explicou-lhe que precisava de comer as algas para ter, mais tarde, quando crescesse, a cor rosada de que tanto se orgulha a espécie.
Entretanto chegou a Gaivota Fernão e explicou a razão de todo o burburinho: havia uma inauguração. Vinha a Pompa e a Circunstância!
- Quem são esses? - Perguntou o Flamingo Zé, muito atento que estava àquela conversa de aves crescidas.
A Gaivota Fernão não sabia, mas chamou o avô Capelo, conhecido naquela zona ribeirinha, pela sua sabedoria. Ele era do tempo em que os pescadores ali se juntavam para a faina e aprendera muito com as conversas que ouvira.
- Não te preocupes, Flamingo Zé, a Pompa e a Circunstância não vão demorar e têm tanto que fazer pelo país fora que nunca mais aparecem por cá. São os tais importantes que se mostram para as fotografias e câmaras de televisão.
- Logo à tarde, já teremos outra vez vida normal, garantiu a Gaivota Capelo.
O Flamingo Zé começou então a comer as algas, com o apetite devorador das crianças felizes!Esta é uma história que eu vou guardar para os meus netos, quando passear com eles à beira-rio, deslumbrando-nos com a comunidade de flamingos que se mudou para estes lugares!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Este foi o dia...

...em que o marinheiro e o mar se encontraram, não para se derrubarem, mas para escreverem juntos mais uma página salgada da História dos homens e dos mundos.
O marinheiro: Vasco da Gama.
O mar: Adamastor.
22 de Novembro de 1497
olhar o mar
É a olhar o mar que o mar se aprende!

domingo, 18 de novembro de 2007

Efeito C. D. S.

Efeito C de Crónica, D de Daniel e S de Sampaio
As mudanças sociais tendem a atribuir à escola um novo conjunto de funções, nem sempre bem definidas: além de instruir, os professores são chamados a apoiar, socializar ou encaminhar para outros contextos alunos com histórias de vida, expectativas e capacidades muito diferentes.
Os professores sabem-no!
Era uma vez uma professora de Português! Na pele estava a origem distante das terras descobertas por Diogo Cão ou outros famosos do nosso passado não menos distante. Já a cor dos olhos, janelas da alma, diz o povo, deixava lugar à dúvida, porque o mar português tinha ali pousado, no verde e na imensidão, na coragem de ir à luta, fosse qual fosse o Adamastor que tivesse de enfrentar.
Era professora de Português e amava a Língua Portuguesa. Era professora de professores de Português e amava a sua função junto dos professores mais jovens. Era moderna pela idade e pelas ideias que, na altura, não tinham ainda chegado à tona das discussões sobre o ensino, o papel social da escola, e todos os eteceteras que enchem os nossos dias de professores, educadores e afins.
Com o ar sereno de tempestades acabadas, dizia-nos que não valia a pena ensinar Francês ou Inglês a alunos que nunca iriam sequer à Costa da Caparica, muito menos a França ou a Inglaterra. Era preciso ensinar-lhes a língua materna, por ser esta a ferramenta essencial às vidas todas destes meninos, viessem eles a ser doutores, pescadores, electricistas, advogados... Não se falava ainda de informáticos!
A crónica do Professor Daniel Sampaio obrigou-me a falar de ti, Angélica. E como eu queria falar de ti! Há muito tempo já, aflita que ando, afogada em papéis, que todos já conhecem pela sigla,(tipo PCT e outros), sem conseguir respirar a vontade de ensinar qualquer coisinha, pequena e pouca que seja, aos meus alunos. Penso muito em tudo o que me ensinaste. Penso em tudo o que dirias se aqui estivesses! Não te limitarias a assistir. A tua intervenção far-se-ia sentir e dar-nos-ia, a muitos, força, para combater o estado das coisas que não ajuda nem alunos nem professores.Felizmente encontro nesta crónica a verdade, esta verdade que me aflige e na qual ninguém acredita.
Os professores de hoje perdem-se entre circulares, despachos normativos, portarias e decretos, num tempo precioso para outras actividades.
Hoje, acordei com a conversa das gaivotas,o mar ao lado e o céu azul a "bater-me" no sono!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Para os que vão passando por aqui!

UM AMIGO...

Ajuda-te

Valoriza-te

Respeita-te

Acredita em ti

Nunca te goza

Compreende-te

Nunca se ri de ti

Aceita-te como és

Eleva o teu espírito

Caminha a teu lado

Perdoa os teus erros

Admira-te no teu todo

Acalma os teus medos

Oferece-te o seu apoio

Ajuda-te a levantares-te

Diz coisas lindas sobre ti

Ama-te por aquilo que és

Explica-te o que não entendes

Diz-te tudo sobre o teu coração

Entrega-se-te incondicionalmente

Diz-te a verdade, quando precisas ouvi-la

Grita-te, se necessário, quando não queres "ver" a realidade!Acho que hoje se celebrou o Dia da Bondade! Pelo menos, lá na escola, houve bolos, muitos bolos e doces, flores com etiquetas a recomendar coisas do bem.
E eu recebi este email de um amigo!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Missing You

Foram os nossos Beatles, os nossos Shadows, os Beach Boys, foram os nossos bailes de sábado à tarde (alguns nos Velhos Colonos!) foram a banda sonora de namoros adolescentes mais ou menos felizes.Ei-los, outra vez, por aí, a embalar esta ou aquela saudade! Têm cabelos brancos e engordaram, mas são eles!
Agora estão no São Luiz.
Podemos ir até lá, ou ficar por aqui, a ouvi-los...

domingo, 11 de novembro de 2007

S. Martinho

Mas há outras tradições. Pois há!
Quentes e boas, com um copinho do novo vinho que se prova nestes dias!O pintor José Malhoa celebrou assim a tradição. Esta é uma gravura, com muito valor afectivo, comemorativa de uma data que já não consigo ler, de tal modo lhe deu o sol e o tempo!

Verão

Verão aeroportos por aqui, comboios de alta velocidade também?
Verão. Ou não!
Certeza é mesmo o Verão de S. Martinho.
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O dia de hoje faz jus à lenda e à tradição.
Os flamingos também fazem jus à tradição. Podem crer que os verão por aqui, sempre, nesta barriga do rio que os cria e os abriga.
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sábado, 10 de novembro de 2007

Promoção de fim de semana

Deixe um abraço. Leve um abraço!
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Um abraço apetece quando está frio, cá dentro. Um abraço apetece quando está frio, lá fora.
Não se aceitam devoluções! Nem reclamações!

Maputo

Hoje celebras o teu novo nome, o teu outro nome, o nome que é inscrito com raízes de sol, numa terra que será sempre noiva prometida dos sonhos dos homens simples, pois são esses os sonhos que valem à luz da vida!
Parabéns, Cidade minha! Qualquer que seja o teu nome, serás sempre o palco da recordação dos dias de ser criança"Fotografia do meu cunhado

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

"Novas Oportunidades"

Estas é que são as notícias que vale a pena ler nos nossos jornais.
Ler, digo eu, porque acho que as televisões não gastam o seu caríssimo tempo a transmitir o que há de mais parecido com a felicidade que é a imitação da felicidade.
"Amigos de Internet, hoy cumplo 95 años. Me llamo María Amelia y nací en Muxía (A Coruña) el 23 de Diciembre de 1911. Hoy es mi cumpleaños y mi nieto como es muy cutre me regalo un blog. Espero poder escribir mucho y contaros las vivencias de una señora de mi edad."Desta vez, parece me que a atenção dada a Maria Amélia é feita de admiração pura, despida de paternalismo ou, pior ainda, pena. É a vitória da lucidez sobre as artroses e outras dores.
A avó de Saramago contemplava o céu, pelo qual nunca viajaria, escreve o neto, e dizia: "O mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer."
"Tenho 95 anos e tantos amigos, e agora é que vou morrer”, diz a "blogger" de Muxia que venceu preconceitos e e esmurrou a tristeza dos dias de ser velho.
(Valeu a pena procurar uma notícia feliz no meio da dor que hoje fazia manchete em todos os jornais!)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"Uma vista de olhos"

Vamos ajudar o ministro a dar a vista de olhos prometida ao estudo da CIP.
A gente ajuda, porque a gente gosta de ajudar ministros, que merecem ser ajudados. Tanto que se preocupam com o nosso bem-estar!
Por exemplo, o que está aqui a ver, numa primeira vista de olhos pode não parecer, mas é a morada das musas, as tais que inspiraram o nosso Luís Vaz..."Porque de vossas águas, Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene."
O Febo e o Hipocrene é gente muito antiga. Veja só a importância destas águas. Merecem mais do que uma vista de olhos. E só não lhe digo que mergulhe, pois as vistas e os olhos não melhorariam muito por isso. A beleza destas águas imensas merecem mesmo é um olhar fotografado de cima, do alto dos aviões que irão poisar perto.E as salinas do Samouco, Senhor Ministro? Aquilo é água descansada, serena, a produzir o bom sabor das nossas comidas. Em tempos salgava-se lá o bacalhau, sabia?E se acaso a sua vista tropeçar nas palmeiras, não pense que chegou ao deserto. Não se inscreva em nenhum Rally que não é aqui.
Se quiser banhar os olhos, metaforicamente falando claro!, em mais beleza, eu volto.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

"por os vistos"

E, "por os vistos", disse Jorge Coelho, na Quadratura do Círculo, vamos pelo caminho certo, a propósito do Novo Estatuto do Aluno.
Uns dizem que sim, outros dizem que não. Ou outros dizem que sim e os uns é que dizem que não.
Baralhei-me.
Em que é que ficamos?
Deixem-me adivinhar! Não. Não consigo adivinhar. Tenho de ir à bruxa: é mais papel. É só mais papel, revelou-me a Bruxa, em primeira mão.Por os vistos, a Bruxa deve ter razão.
É que ela acabou de chegar do Hallowe'en. Andou, por aí, a fazer a volta das escolas e está informada. Por os vistos, até está!

"Eu apanho o avião daqui a dois dias."

É esta a frase da quinta linha, da página cento e sessenta e um, do livro que está à espera de ser lido, já que o que estou a ler não tem a página mágica...
Parece que estou a entrar naquelas barraquinhas dos astrólogos e tarólogos, que agora há muito por aí, sobretudo em Centros Comerciais. Parece que estou à procura de um sinal do destino.
(Quantas vezes eu não esperei um sinal? Quantas vezes eu não pedi um sinal?
Acho que já contei aqui uma vez que quando eu era criança achava que a imortalidade era uma justiça a desejar. Eu e mais uns milhares, certamente! Pedia então sinais de imortalidade, viessem eles de onde viessem. Era uma preocupação que eu queria resolver, arrumar. Uns centímetros acima da altura que eu tinha então, descobri que afinal não queria ser eterna, ou imortal, como eu dizia, na inocência que os meus laçarotes me impunham.)
Ler esta frase foi como se estivesse a consultar o horóscopo. Foi como se uma cigana me lesse na palma da mão a sina de uma viagem, para breve!
Ainda por cima o título do livro ajuda à festa: A Alma Trocada, da Rosa Lobato Faria.
Será que tenho de ir "destrocar" a alma a umas paragens distantes que eu cá sei!
Pitucha, fiz a minha parte!
Há para aí almas generosas que queiram continuar a corrente?
Aviões fazem-me lembrar a Luh. Os aviões voam nos céus, e estes são azuis. Azulinha, pois! Viagens, ténis. Ténis, Chuinga, pois claro! Tem tudo a ver!E para não dizerem que isto é coisa de mulheres, peço ao Eduardo e ao Espumante que componham esta corrente!