As minhas razões para não votar PS nestas eleições prendem-se sobretudo com a qualidade humana dos candidatos.
As pessoas não contam mesmo.
"E o povo, pá?"
"O povo quer dinheiro para comprar um carro novo!"
E parece que o mundo gira à volta do carro novo, da conta bancária, das férias de sonho... Como se para se ser feliz bastasse ganhar a montra do Preço Certo!
E a segurança, pá? E a saúde, pá? E a cabeça sossegada, pá? É tanto pá, tanto pá, que nem dá para pôr aqui tudo.
Todos os dias me lembro do célebre mandamento, emblemático da vitória do ideal de igualdade: "Todos os animais são iguais"; e da alteração sofrida ao ser convenientemente acrescentado de um outro conceito protector de uma classe dominante: "mas alguns são mais iguais do que outros."
Tal como o Burro Benjamim eu também sei ler tão bem como os mais iguais.
E, desta vez, não voto neles!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Parabéns, Jorge!
Nada podia vir mais a propósito! Um puzzle!
Vinte e quatro mil peças! Nome: Vida.
Ainda por cima chamam-lhe um desafio!
Muitas vezes tenho feito a comparação da vida, da tua, da minha, da nossa, com um puzzle. A sorte tem sido encontrar sempre a peça certa e o lugar certo no imenso puzzle que é mesmo a vida de todos nós. Acredito na sorte! Não sei se fica bem acreditar! Não é por isso que delego mais no acaso e devia fazê-lo!
Só não acredito em euromilhões e coisas assim e por isso não jogo.
Prefiro pedir à Sorte que nos traga saúde e vou andar de nariz no ar, a ver se encontro uma cegonha que nos traga um neto. Até lá, teremos o Bali, para treinar a paciência e o puzzle para nos inspirarmos. Ele há astros, animais, balões de ar, corais, peixes e um farol, um arco-íris e muito mais.
Parabéns, Jorge!
Vinte e quatro mil peças! Nome: Vida.
Ainda por cima chamam-lhe um desafio!
Muitas vezes tenho feito a comparação da vida, da tua, da minha, da nossa, com um puzzle. A sorte tem sido encontrar sempre a peça certa e o lugar certo no imenso puzzle que é mesmo a vida de todos nós. Acredito na sorte! Não sei se fica bem acreditar! Não é por isso que delego mais no acaso e devia fazê-lo!
Só não acredito em euromilhões e coisas assim e por isso não jogo.
Prefiro pedir à Sorte que nos traga saúde e vou andar de nariz no ar, a ver se encontro uma cegonha que nos traga um neto. Até lá, teremos o Bali, para treinar a paciência e o puzzle para nos inspirarmos. Ele há astros, animais, balões de ar, corais, peixes e um farol, um arco-íris e muito mais.
Parabéns, Jorge!
domingo, 20 de setembro de 2009
Que nem eu!
Hoje é que eu vou chorar que nem uma madalena. A minha priminha já está a "voar". Deve estar para os lados da França e daqui a uma hora aterra aqui, em Lisboa. Todos os lugares comuns do mundo são insuficientes para descrever o que se sente quando não se vê alguém que nos pertence há quase quarenta anos!!!!! Estou que nem posso, como diz o rapaz do Freeze! Mas o que eu preciso mesmo é de uma dúzia de lexotans porque vai ser um Tejo de lágrimas....
Veremos. Eu depois conto!
Veremos. Eu depois conto!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Parabéns, filho!
O dia dos teus anos é um dia especial! Os dias dos anos dos meus filhos são especiais. Mudaram a minha condição! Acrescentaram muita responsabilidade à minha vida.
Sei que é embaraçoso dizer ou ler coisas que só fazem sentido na roda dos amigos e da família, mas tornou-se tradição deixar aqui umas palavrinhas sobre os dias de anos. Não vou alongar-me, nem "esticar-me", como vocês dizem agora.
O que hoje sinto, e pode ser dito aqui, é que há uma enorme compensação em chegar a esta etapa da vida: a alegria de vermos os nossos filhos continuarem, com os aperfeiçoamentos possíveis, o nosso projecto de vida!
Parabéns, filho! Que tenhas muitos dias felizes!O meu coração pede que tenhas todos, mas sei que isso não é possível. Muitos, já é bom!
Foto tua publicada aqui.
Sei que é embaraçoso dizer ou ler coisas que só fazem sentido na roda dos amigos e da família, mas tornou-se tradição deixar aqui umas palavrinhas sobre os dias de anos. Não vou alongar-me, nem "esticar-me", como vocês dizem agora.
O que hoje sinto, e pode ser dito aqui, é que há uma enorme compensação em chegar a esta etapa da vida: a alegria de vermos os nossos filhos continuarem, com os aperfeiçoamentos possíveis, o nosso projecto de vida!
Parabéns, filho! Que tenhas muitos dias felizes!O meu coração pede que tenhas todos, mas sei que isso não é possível. Muitos, já é bom!

Foto tua publicada aqui.
domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Leia-se o pensamento de Sena...
... que chega hoje ao país que lhe deve a guarda desse sentimento de ser português, no limite de todas as verdades, quando nada mais lhe restava senão a própria liberdade de pensar e dizer essas verdades.
Nas cartas que escreveu a Sophia podemos ler a inquietação sossegada de quem nada espera. "Soube-me sempre a destino a minha vida", diz o poeta.
Prestemos-lhe a justa homenagem, no dia em que se cumprem trinta anos da sua morte.
"Nunca imaginei que a P(IDE). se tentasse com os meus autógrafos... Resta-nos a consolação de pensarmos que ficaram sabendo o que já sabiam ou o que até bom seria se soubessem. A minha posição política continua inalterável: não tenho e não terei nunca ( a menos que me filie em mim mesmo), filiação partidária. Penso que a unidade de todos é a suma necessidade; mas reconheço que é impossível lidar com a mediocridade invejosa, que é a dos nossos políticos, desde a clandestinidade em que mesmo no exílio se comprazem os comunistas, até ao Palácio de São Bento. Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele. Mas sabe que não há maneira fácil? Eu, por exemplo, tenho feito por comportar-me como brasileiro em tudo, o que a minha vida oficial me impõe aqui: eu sou Funcionário do Estado, assessor do Ministério da Educação (constará aí que se me deve que a Literatura Portuguesa seja obrigatória em todos os cursos superiores de Letras?), figura pública de mérito reconhecido. Isto sem abdicar de ser o português, que ninguém é mais do que eu. Pois só consigo ser suspeita todo o mundo: aos olhos dos "exilados" porque me abrasileirei, quando eles se recusam a tomar conhecimento do país em que vivem e do que vivem; e aos brasileiros (não aos meus amigos, é claro), porque sou um agente temível de "portugalidade".
Nas cartas que escreveu a Sophia podemos ler a inquietação sossegada de quem nada espera. "Soube-me sempre a destino a minha vida", diz o poeta.
Prestemos-lhe a justa homenagem, no dia em que se cumprem trinta anos da sua morte.
"Nunca imaginei que a P(IDE). se tentasse com os meus autógrafos... Resta-nos a consolação de pensarmos que ficaram sabendo o que já sabiam ou o que até bom seria se soubessem. A minha posição política continua inalterável: não tenho e não terei nunca ( a menos que me filie em mim mesmo), filiação partidária. Penso que a unidade de todos é a suma necessidade; mas reconheço que é impossível lidar com a mediocridade invejosa, que é a dos nossos políticos, desde a clandestinidade em que mesmo no exílio se comprazem os comunistas, até ao Palácio de São Bento. Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo porque estará sempre perdido como merece. Nós todos é que precisamos que nos salvem dele. Mas sabe que não há maneira fácil? Eu, por exemplo, tenho feito por comportar-me como brasileiro em tudo, o que a minha vida oficial me impõe aqui: eu sou Funcionário do Estado, assessor do Ministério da Educação (constará aí que se me deve que a Literatura Portuguesa seja obrigatória em todos os cursos superiores de Letras?), figura pública de mérito reconhecido. Isto sem abdicar de ser o português, que ninguém é mais do que eu. Pois só consigo ser suspeita todo o mundo: aos olhos dos "exilados" porque me abrasileirei, quando eles se recusam a tomar conhecimento do país em que vivem e do que vivem; e aos brasileiros (não aos meus amigos, é claro), porque sou um agente temível de "portugalidade".
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Corrente de olhos, ouvidos, nariz, pele... Gostar!
Um selo de apurar os sentidos...
Regras:
*Exibir o selo

*Indicar o link do blog de quem o recebi
Ela é a Graça propriamente dita!
*Indicar outros 5 blogs:
A Pitucha que dá cor ao Cinzento;A Chuinga que mastiga mas não deita cá para fora as utopias que ainda lhe/nos faltam;o Miguel, o indescritível!a Isabel, a Prof das memórias livres;o Bruno, que mergulha em talentos profundos para nosso prazer!
Para dizer a verdade, todos me apuram os sentidos.
Sobre os cinco sentidos que a Graça pede, aí vai!
*Dizer qual o sentido que melhor me descreve:
Não consigo decidir. Sinto tudo com os sentidos todos e só assim as sensações se transformam em emoções.
*Para cada Sentido responder às perguntas:
- Audição: Qual o som que mais gostas de ouvir?
Voz de criança.
-Visão: Qual a tua imagem favorita?
O mar.
-Tacto. O que mais gostas de sentir na pele?
Outra pele.
-Paladar: Qual o teu sabor favorito?
Sal
-Olfacto: Qual o cheiro que te faz bem?
o cheiro da água.
Regras:
*Exibir o selo

*Indicar o link do blog de quem o recebi
Ela é a Graça propriamente dita!
*Indicar outros 5 blogs:
A Pitucha que dá cor ao Cinzento;A Chuinga que mastiga mas não deita cá para fora as utopias que ainda lhe/nos faltam;o Miguel, o indescritível!a Isabel, a Prof das memórias livres;o Bruno, que mergulha em talentos profundos para nosso prazer!
Para dizer a verdade, todos me apuram os sentidos.
Sobre os cinco sentidos que a Graça pede, aí vai!
*Dizer qual o sentido que melhor me descreve:
Não consigo decidir. Sinto tudo com os sentidos todos e só assim as sensações se transformam em emoções.
*Para cada Sentido responder às perguntas:
- Audição: Qual o som que mais gostas de ouvir?
Voz de criança.
-Visão: Qual a tua imagem favorita?
O mar.
-Tacto. O que mais gostas de sentir na pele?
Outra pele.
-Paladar: Qual o teu sabor favorito?
Sal
-Olfacto: Qual o cheiro que te faz bem?
o cheiro da água.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Regressos
Entre abraços, beijos e outros sorrisos mais ou menos formais, mais ou menos verdadeiros, o regresso vai tomando forma, vai-se consolidando, vai-se apoderando das peles morenas que dentro de dias voltarão ao branco sujo dos dias normais.
Por fora, é assim! Por dentro, também!
Cá dentro, há emoções que nos tingem a alma de brilhos que não se dissiparão tão cedo. Cá dentro, guarda-se a saudade bem guardada, não vá ela transbordar e perder-se também no buliço do regresso... Também ela brilha! Também ela dá sentido aos dias normais!!!!
Por fora, é assim! Por dentro, também!
Cá dentro, há emoções que nos tingem a alma de brilhos que não se dissiparão tão cedo. Cá dentro, guarda-se a saudade bem guardada, não vá ela transbordar e perder-se também no buliço do regresso... Também ela brilha! Também ela dá sentido aos dias normais!!!!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Incertezas de um regresso
As férias estão a acabar e o trabalho está quase de regresso.
Noutros anos, a ideia do novo ano lectivo entusiasmava-me, criava em mim a expectativa das coisas boas e até a ideia da rotina me seduzia.
O ano passado mudou-me e agora dou por mim desalentada, a pensar que não me apetece nada passar por tudo outra vez, sobretudo pela experiência de avaliadora. As imposições de procedimentos, que não contribuem minimamente para a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, deixaram-me uma nódoa negra na minha consciência profissional.
Tive de aceitar entrar na "guerra" para não "morrer". Fiz o que tinha de fazer com a má consciência de estar a trair tudo e todos, e sobretudo a mim mesma, pois se eu tivesse ainda dois dedos de ideal, “mandava tudo dar uma volta” e suportava as consequências. Mas não, já não tenho ideal que chegue para tanto. Subjuguei-me ao poder instituído. Sucumbi.
Como é que eu vou passar por tudo outra vez? Que feridas trarei eu de um ano lectivo igual ao que passou.
Sei que não tenho força física nem moral para enfrentar estes inimigos. À frente da horda surge o Papel, um dos meus principais adversários, aquele que me rouba a alma que preciso para a acção. As rugas, os cabelos brancos e o reumático surgem numa segunda linha de batalha. Também me assustam muito. As dores só tolhem os próprios, por isso é normal que ninguém perceba nada disto senão eu mesma.
Noutros anos, a ideia do novo ano lectivo entusiasmava-me, criava em mim a expectativa das coisas boas e até a ideia da rotina me seduzia.
O ano passado mudou-me e agora dou por mim desalentada, a pensar que não me apetece nada passar por tudo outra vez, sobretudo pela experiência de avaliadora. As imposições de procedimentos, que não contribuem minimamente para a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, deixaram-me uma nódoa negra na minha consciência profissional.
Tive de aceitar entrar na "guerra" para não "morrer". Fiz o que tinha de fazer com a má consciência de estar a trair tudo e todos, e sobretudo a mim mesma, pois se eu tivesse ainda dois dedos de ideal, “mandava tudo dar uma volta” e suportava as consequências. Mas não, já não tenho ideal que chegue para tanto. Subjuguei-me ao poder instituído. Sucumbi.
Como é que eu vou passar por tudo outra vez? Que feridas trarei eu de um ano lectivo igual ao que passou.
Sei que não tenho força física nem moral para enfrentar estes inimigos. À frente da horda surge o Papel, um dos meus principais adversários, aquele que me rouba a alma que preciso para a acção. As rugas, os cabelos brancos e o reumático surgem numa segunda linha de batalha. Também me assustam muito. As dores só tolhem os próprios, por isso é normal que ninguém perceba nada disto senão eu mesma.
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