Sim, era a revolução. Era também a minha revolução!
Tomei conta da vida. Peguei nela e levei-a para diante. Senti o lado doce de um certo poder, um poder que nasce cá muito dentro e vem carregadinho de cravos e de esperança, alimentada que estava eu de cravos vermelhos e altos, tão altos que quase roçavam nas nuvens e lhes cortavam o caminho.
Um dia, sonhei (mentira? porque não? amanhã é dia delas!) que uma nuvem se rompeu em prantos perante a impossibilidade de vencer o cravo que a impedia de se tornar pesada e grossa, de desabar sobre os felizes que por aqui andavam.
E o cravo crescia cada vez mais, qual feijoeiro da história das fadas e bebia directamente da nuvem alta, que se atrofiava de tempestades e se dissipava noutras direcções...
Antes desse Março, chegar ao fim, poucos minutos antes, entrei, triunfante e feliz na Maternidade, para acolher Abril, senhora de uma nova condição!


