quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E o "Prémio Janine" vai para...

Por razões que a Teresa explica melhor do que eu, resolvi instituir o Prémio Janine que se destina, antes de tudo, a homenagear a Princesa de carne e osso, Princesa de verdade, sobretudo no que toca ao coração, que nos habituou à sua presença carinhosa e ao seu sorriso terno e muito grande e, assim, semeou uma amizade linda. Por isso lhe estou grata. E por todos os momentos em que fui presenteada pelas palavras lindas e carinhosas da Janine!
Vale a pena instituir o Prémio Janine, não vale?
Então suba o pano e comece a cerimónia da entrega. Eu vou pedir à Janine que seja ela mesma a fazer esta entrega.
O primeiro Prémio Janine vai para a Sofia. Sim, a "minha" Sofia. Para além de linda, esta Sofia é também adorável. Não posso pôr-me aqui a dissertar sobre as imensas virtudes pois acho que a timidez que a caracteriza não ia "gostar". Espero saber sempre merecer o carinho da Sofia.
O prémio que se segue é um colectivo: para todas as minhas "amigas novas". A Célia que vem aqui espreitar e sabe que eu estou a falar dela... E da Balbina que tem agora uma barriga do tamanho de uma bola de pilates... Da Ana Novais que me protegeu imenso quando eu regressei à escola depois "daquilo". Da Patrícia, a minha filha da escola, que faz das fraquezas forças e tem sempre um sorriso lindo para oferecer. Da Sandra, como o seu jeito zen, muito "boa onda", a transmitir às pessoas a tranquilidade que é tão difícil de trazer à tona dos nossos hábitos. A Noémia que já está a ficar uma "senhora" com mil cuidados com as suas bonecas. Sérias candidatas a futuros Prémio Janine são outras duas meninas: a Ana Nieto sempre delicada e atenta com os nossos meninos difíceis e a Vanda.
Fora da Escola, tenho também outras indigitadas: A Rita, a minha Rita, minha afilhada, fisioterapeuta, umas mãos de ouro... A Marta que "corrigiu" o Flamingo e que me acompanhou na aventura com a doçura que eu lhe conheci quando eu e a mamã dela vizinhávamos as barrigas e depois os bebés. A Regina, a Cristina, A Sofia, outra Sofia, a Patrícia, outra, a Rita, outra Rita...
E ainda tenho outro Prémio Janine. Sentem-se. É um menino. Tem vinte e tais também e também é médico. Conheci-o na Associação dos Amigos dos Castelos. Aos poucos fui percebendo o seu valor, o valor dos seus conhecimentos e a capacidade de se dar aos outros. E não é só jeito de médico. É mesmo jeito de pessoa, jeito de gente. É o Bruno Carrilho.
Obrigada, querida Janine por teres contribuído com o teu sorriso para a instituição deste Prémio.
Encerro esta sessão com um agradecimento a todos os nomeados e premiados, pela simples razão de serem muitas vezes a palavra que precisamos de ouvir, o abraço que precisamos de dar e receber.(Aguardem as fotos da cerimónia. Estão no Fotógrafo!)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Ardente Paciência"

É a tradução da capacidade de esperar por alguma coisa ou alguém, com um desejo tão forte, tamanho, que pedir-se a vida inteira não é demasiado.
Ontem soubemos que a ardente paciência pode atingir profundidades quase inimagináveis, pode semear a esperança e fazê-la crescer auto-regada, magicamente, combate a tristeza e o medo, alimenta a alma e, quem sabe?, o corpo, no intervalo do atum e do leite, encurta os dias, antecipa as datas, acelera os minutos e ainda lhe sobra energia para festejar, festejar, festejar.
"Poça, como eu gostava de ser poeta!" A frase é de Mário Jimenez, o carteiro de Neruda!
"Ardente paciência" é o outro título do Carteiro de Pablo Neruda, de Skarmeta.
Ele lá sabia que a ardente paciência havia de irromper de um chão bem fundo e encher o mundo de alegre gratidão.
Viva a ardente paciência!
imagem daqui

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O mundo...

... e a humanidade precisa que esta missão seja completamente sucedida.
Ao investir na vida de trinta e três homens, o governo do Chile e aqueles que o ajudaram, deram ao mundo uma lição de humanidade.
Há muito tempo que não víamos o valor do Homem sobrepor-se ao valor do dinheiro!
Investiu-se no resgate de trinta e três homens que representam apenas o que nós, eu e os meus, representamos: a Vida Humana. Eles contribuíram com uma imensa coragem, com os sinais de esperança sempre com níveis elevados, com uma imaginação prodigiosa que os levou a conseguirem manter a forma física durante todo o tempo, com uma fé inabalável, com desejo de voltarem a abraçar a gente amada, com a persistência da vida, apesar dos pulmões doentes e outras fraquezas do corpo.
Foi o dia de voltar a acreditar que nos homens!
Felizes aqueles que abraçaram estes mineiros. Tocaram na matéria de que se faz um herói. Tocaram na matéria de que se faz um Homem!
Para Todos os que contribuíram para este Dia: Obrigada!
E para rechear de beleza o momento já de si tão belo, nada melhor do que procurar nos clássicos e consagrados: I can no other answer make, but, thanks, and thanks.
Shakespeare! O momento merece.
Este é, sem dúvida, o Presente Mais-Que-Perfeito!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Chora Que Logo Bebes: Vim então nascer aqui...

Chora Que Logo Bebes: Vim então nascer aqui...: "... a Lisboa.De onde saíram os 'uns' que descobriram os 'outros'. Essa Lisboa de que me falavam e que eu nunca tinha visitado, nem mesmo de ..."

domingo, 3 de outubro de 2010

Um outro tempo: o Pretérito

Hoje o tempo e a conversa sobre o tempo fez-se sentir, pelas razões que a todos doeu no corpo: choveu e o frio ameaçou chegar à nossa vida para ficar por uns meses a viver à nossa custa.
Eu não usei roupa de inverno, e, talvez por isso, estou febril e cheia de dores no corpo.
Mas o tempo também é contagem de dias, anos, séculos.
O outro tempo sente-se. Este tempo passa sem que o sintamos, a não ser quando as coisas vão longe, muito longe.
Sinto o tempo nos cabelos brancos que pinto, com uma frequência cada vez maior, porque gosto mais de me ver com os cabelos escuros. Sinto o tempo nas rugas que indelevelmente marcam a minha cara e as mãos. Sinto o tempo na flacidez dos músculos.
Sinto o tempo nas dores das pernas. Sinto o tempo nas manchas da pele que me aparecem na cara e nos braços. Sinto o tempo na idade adulta dos meus filhos. Sinto o tempo na falta que me dói não os ter ao colo, nem ir com eles ver as histórias intermináveis ou outras mais termináveis... Sinto o tempo dos outros porque também têm rugas, cabelos brancos, óculos de ver ao pé e já deixaram de fumar. Sinto o tempo, no tabuleiro dos remédios que está em cima da mesa da cozinha. Sinto o tempo, na incerteza de realizar projectos, de ler livros, de escrever, ou de aprender a dançar.
Apesar de Imperfeito eu gosto do meu Presente e gosto de olhar para trás, para o Pretérito Perfeito, para o Mais-que-Perfeito e até para o Imperfeito!
Imagem - Pretérito Mais-Que-Perfeito