terça-feira, 23 de novembro de 2010

O par romântico por excelência!

Chegou, conduzido nas traseiras do volumoso e atraente Qashqai cinzento-violeta, qual criatura principesca que não descura qualquer pormenor…
Ao longo da viagem, apreciou a planura e o silêncio calmo do lugar parecia entrar-lhe pelos olhos adentro. Não fora a membrana que lhe impede de algum modo a visão, esta seria a mensagem perfeita de paz e tranquilidade a enviar ao um cérebro habituado à turbulência de um dos mais animados bairros de Lisboa. Se lhe tivessem perguntado se lhe agradava a ideia de passar uns dias ali, só por esta primeira impressão, diria certamente que sim.
Ao longe, a paisagem parecia mover-se em novelos de lã. Não era possível a nitidez desejada. Mas a ideia de tocar nos novelos de lã que ondulavam no campo também lhe agradava.
Mas a melhor surpresa estava ainda reservada, porque a melhor é normalmente a derradeira! Uma “igual” esperava: como se o destino tivesse escrito o guião e a “diva” ali estivesse guardada naquele silêncio e recato, aguardando o momento mágico que os contos de fadas preconizam como verdadeiro desencadeador da felicidade perfeita.
Assim que se viram não caíram nos braços um do outro, mas foi como se tal tivesse acontecido.
Assim que se viram, travaram conhecimento como a espécie faz: cheiraram-se e depois largaram a brincar pelo campo fora, quais corças ou outros elegantes animais próximos na cor e na graciosidade.
E foi de tal modo o encantamento que o Bali não queria vir embora, regressar à cidade, à casa “paterna”, a Campo de Ourique, que de campo só tem mesmo o nome. Para regressar ao Qashqai foi preciso enganá-lo e fingir que a Princesa Encantada faria também a viagem. Só assim ele tomou o seu lugar!!!!!
Aguarda-se um desenvolvimento: o amor à segunda vista, ou como o Bali e a Vicky caíram apaixonados nas patas um do outro!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

8 de Novembro de 2003

Foi uma onda de emoção.
O livro primeiro. Singelo, simples mas digno da atenção dos amigos de sempre e de outros que, à força da leitura, ficaram amigos também.
Não hei-de eu estar grata às letras?!
Também estou grata a quem me lançou na aventura da escrita, através da publicação no jornal, o meu amigo Luizi e à Nini, que pegou em tudo e entregou a uma editora. À editora, Ana Barradas, porque confiou e me proporcionou outra alegria extra: as suas origens coincidiam com as minhas.
E o "Polivalente" da minha escola encheu-se de alegria, de amigos, de flores...

sábado, 6 de novembro de 2010

Coisas...

Hoje passei parte do dia a ouvir as cantigas que me ajudaram a criar os meus filhos.
Sim, não foi só cerélac e nestum; não foi só beijinhos e palmadinhas nas fraldas; não foi só colégios, escolas, professoras e livros de estudo e outras histórias; não foi só brinquedos, playmobil, legos, triciclos, ténis, triciclo e e fatos de treino; não foi só ir ao médico, levar picas, apanhar vacinas e tomar benurons; não foi só férias de campismo por esses países vizinhos; não foi só o primeiro fato a sério; não foi só conselhos e outras recomendações...
Foi também cantigas de Zé Barata Moura e da Ana Faria!
Foi o que eu hoje recordei com imenso gosto e muita vontade de repetir se a Vida assim o entender. Para já, já fiz o que era para ser feito.