domingo, 28 de agosto de 2011

Amanhã é outro dia...

Outro lugar comum. Os dias sucedem-se indiferentes à esperança que tem de nos alimentar a vida. Essa, sim, a esperança é a última a morrer!
Como em todos os lugares comuns,há uma dose de verdade que advém da própria essência da natureza disse ditados: a sabedoria adquirida via experiência de vida de um povo ou vários.
Há que interiorizar essa parte.

domingo, 7 de agosto de 2011

tele... novelas "Será que Júlia vai casar com o irmão dela?"

“Os tempos mudaram!”, é a conclusão aparentemente ligeira de quem vive o hoje com a memória bem viva dos dias de ontem. Dos dias e das noites, dos chamados serões em que a televisão fazia as delícias de todos: maiores, mais pequenos, mais velhos e mais novos.
Aquilo que hoje sobra nos canais televisivos era único, num canal de uma única estação a RTP. 1977, se a memória não me atraiçoa, foi tempo de aprendermos a gostar de telenovelas.
"Quando eu vim para este mundo, eu não atinava em nada..."
Estes eram os sons que nos empurravam para o sofá para assistir a mais umas cenas de sedução inspiradas no talento do mestre Jorge Amado. As personagens desfilavam no meu pequeno ecrã a preto e branco. Digo a preto e branco, mas sei que as cores estavam lá...
Apesar de ter sido esta a primeira das primeiras, a que parou Portugal no último episódio, não foi a que eu mais gostei, ou melhor, viria a gostar. “Olhai os Lírios do Campo” foi sem dúvida a que telenovela que acompanhei com mais emoção.
(Já tinha lido o livro duas vezes. Tinha sido o meu primeiro livro de gente mais ou menos crescida e eu tinha só treze anos. Claro que não o entendi. Li-o outra vez, uns anos mais tarde e depois vi a telenovela. Voltei a reler o que eu entendo que é a obra essencial de Erico Veríssimo.)
Muito fiel à inspiração literária, eu vi na Nívea Maria a verdadeira Olívia, corajosa até ao limite, fiel aos seus princípios, ao amor, à verdade. Eu vi no actor que nem sei o nome, um Eugénio incapaz de integrar a pobreza da casa paterna no seu sonho ambicioso de médico de renome.
Agora, os vários canais oferecem muitas telenovelas e de vez em quando eu vejo, mas não consigo encontrar muitas parecenças com a vida real. A verosimilhança é fundamental para captar a nossa atenção de espectador e nestas, nomeadamente na que tenho seguido, Laços de Sangue, qualquer aspecto que se pareça com a verdade é pura coincidência.
A sorte é que tenho sempre este espaço comunicação que me compensa das desilusões sofridas.
Atrevo-me a dizer que neste momento a televisão se parece com a ideia que o Ministro Lino tinha da margem sul: um deserto. Valha-nos a RTP Memória!!!! Sempre podemos voltar a rir com o saudoso Solnado ou chorar com alguma tragédia, num palco cheio de gente que convém não esquecer!
Olhai os Lírios do Campo, abertura