segunda-feira, 9 de julho de 2012

Férias, para que vos quero!

A partir de certa altura, por imposição natural da idade dos meus filhos, os destinos de férias passaram a ser os parques temáticos. 
Eles iam em busca da adrenalina das diversões que, sendo as mesmas em quase todos, têm nomes diferentes, obedecendo ao tema que preside, alegoricamente ao espaço. 
A minha alma tremia cada vez que eles entravam naquelas gerigonças complicadas, uns entrelaçados de tubos, com uma engenharia que esmagava, sobretudo a mim que não nasci para grandes coragens. 
(Para montanha russa chega-me a própria vida! A referência que trago da infância era bem mais pequena e simples e nem mesmo essa eu experimentei mais do que a primeira vez. Ficou-me para sempre a desagradável sensação da queda livre. Mesmo por breves segundos, é horrível.)
 O parque que eu mais gostei foi aquele que evoca o mundo de Astérix. Apesar de não ser entendida em BD, ao contrário do Jorge, aquela "família" captou  a minha simpatia, tendo lido todos os "asterixes". Em Português e em Francês! 
O último parque que visitámos, nestas viagens de férias a quatro,  foi em Madrid. O tema é o que o nome indica: Warner. Filmes, fitas e muita fantasia. mas mesmo assim, muita montanha russa e afins com outros nomes, claro!
Assim, o meu destino era apenas passear pelas "avenidas" e "ruas"! Enquanto alguns perdiam o tempo nas intermináveis filas para as atracções radicais, eu explorava o social, entrando e saindo de todas as lojinhas que não podem também faltar, para arrecadar mais umas moedas.
Foi assim que conheci a Betty! Simpática, como se pode ver na foto!

domingo, 1 de julho de 2012

Madalena Arrependida


O mundo está cheio de coisas feias. A beleza é mais rara do que parece e é por isso que nela reparamos e nela nos detemos em prolongada contemplação! A culpa é feia e o arrependimento também. (Digo eu!) Poucos arrependimentos são sinceros! A maioria das vezes  que referimos o arrependimento, estamos apenas a tentar que o outro desvie a atenção do erro, do nosso erro, do tal que dá origem a. No fundo temos consciência que erramos porque não sabemos fazer de outro modo. Erramos por incompetência. Ou por intenção. O que é pior, em termos de humanidade e sociedade... Cobre-se tudo com um brilhozinho de arrependimento nos olhos e pensamos que ficamos bem perante os outros e iludimo-nos a nós mesmos, convencidos que o arrependimento nos fica bem.
 "Je ne regrette rien" também não existe, pelas mesmas razões!
Temos de aprender a gerir a culpa de outra maneira!
Eu posso demorar um pouco mais, ao abrigo do adjetivo verbal que, por tradição popular e também por coisas da fé cristã, acompanha o meu nome: Madalena Arrependida!