domingo, 17 de março de 2013

Dos dias que correm...

Ou melhor: dos dias que voam...
Ontem, vinha a ouvir rádio, como costumo fazer quando ando de carro sozinha. É uma companhia e as notícias ficam em dia. E, entre a TSF e a Star-FM, a distância parece que encurta e a viagem, por pequena que seja, dá para qualquer coisa. Se não der para nada, não é grave. Relaxa-se! 
Muitas vezes serve para refletir. Foi o que aconteceu ontem, mesmo em cima da Ponte do Meu Contentamento, a que me liga a Lisboa, à outra margem, à vida que me diz respeito e que está no lado de lá, no lado direito do rio... 
Uma notícia na TSF dava conta da morte de Mário Murteira, ministro dos governos de Vasco Gonçalves e de Palma Carlos, apoiante da UEDS, tendo sentido o jornalista necessidade de explicar a sigla. 
E eu dei comigo a pensar: mas isto não é História antiga! Eu vivi isto "ontem"! 
E como se não bastasse este presente trazer-me à tona um passado distante, que eu não supunha tão distante, o noticiário continuou com o tema que domina a comunicação social que supõe insaciável os seus destinatários. Se calhar, com razão! O Papa Francisco! E lá vem o rol dos nomes dos papas o que me remete novamente para a História cuja memória está ainda bem desenhada na minha própria memória: Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II. 
Conclusão: trinta anos são trinta minutos na História da Humanidade! Na nossa são mais! Dá para perder a juventude e muita inocência!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Entradas de março

Desculpa, mês de março! Custa-me escrever-te com letra minúscula mas os que mandam na língua portuguesa assim preconizaram. Muitos são os que não obedecem. Têm uma autoridade que lhes confere o estatuto de escritor ou jornalista e recusam-se a escrever-te com as regras do novo acordo ortográfico.
Entramos (antes do acordo usava-se um acento agudo... agora também foi abolido!) no novo mês, aquele que nos promete mais luz do dia e mais calor, com chuvas e dias cinzentos. E segundo dizem os senhoes do tempo, que às vezes até acertam, a chuva veio para ficar ao longo de toda esta semana.
Entretanto, as nuvens também me inspiraram para escrever uma mini-história para a Joaninha. Aí vai ela, a história.
A Nuvem Menina estava muito entretida num canto muito azul do teto do mundo… 
Tão entretida que nem reparou que, a poucos metros, Dona Nuvem chorava grossos pingos de chuva. Seria do barulhento Senhor Trovão? 
Resolveu continuar entretida a olhar para o recreio de uma escola. Se tivesse voz, ter-se-ia juntado à cantiga e dado as mãos na roda. Para isso, também era preciso ter mãos e braços e pernas. A Nuvem Menina sonhou que um dia poderia partcipar nestas brincadeiras. Pareciam tão felizes aqueles meninos! 
Uns minutos mais tarde, as crianças deixaram a roda e dirigiram-se para debaixo de um telheiro e a Nuvem Menina deixou de os ver. Reparou então que eles estavam abrigados do choro da Dona Nuvem.
Deslizou pela parte azul até chegar à Dona Nuvem e pediu-lhe, quase a chorar também, que deixasse os meninos voltarem ao recreio.
Condoída com o desgosto da Nuvem Menina, a Grande Nuvem fez-lhe a vontade. Secou o pranto e pediu ao Senhor Trovão que parasse com a barulheira….
E o céu ficou muito azul e os meninos voltaram à roda.