sexta-feira, 15 de maio de 2015

Esse cara é ele!



Passou por nós e parou, para nos oferecer boleia no seu calhambeque!
A nós que já não somos mais as garotas, que eram para cima de mil, a quererem passear com ele. 
Mas já fomos e lá fomos...
Pelo caminho. falou de amor verdadeiro, disse repetidas vezes "esse cara sou eu"; cantou a canção de Coimbra, com o doce que a língua do lado de lá nos empresta e recordou a noite em San Remo em que fez parte do sucesso "Canzone per te". 
As baleias também vieram, para eu contar aos meus netos que um velhote da minha geração nos alertou para o grande remorso, "Não é possível que você suporte a barra..."
Foram duas horas de "Emoções", sem intervalo, sempre a cantar...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Professores à prova...,

Muita gente, para não dizer toda a gente, fala do insucesso dos professores nas provas de Português e F. Química. Falam porque é muito fácil falar sobre o que não se sabe. Quem vem pisar mais um bocadinho é sempre leigo na matéria e da escola só conhece a sua experiência de aluno, que vale com certeza, mas não tem nada a ver com a escola dos dias de hoje. Pisam porque sentem que estão de algum modo a exercer o seu direito à vingança do professor que, como dizia José Gomes Ferreira, no Mundo dos Outros, lhes "estragou a infância". Ou a de alguém próximo!
O que eles não sabem é que os professores, nas escolas de hoje, são tratados como "zeros" a nível da construção das aprendizagens dos alunos, sendo mais importante a transcrição para o papel cuidadosamente arquivado para o retrato da escola, em que quem tem de ficar bem é a direcção.(Desculpem o português antiquado, mas eu sou antiga!)
Quando a coisa corre bem, o mérito é da escola, leia-se dos que mandam na escola. Quando a coisa corre mal, a culpa é do professor.
O que é que correu mal nestas provas? Os professores, claro!, dizem logo os opinion makers ao serviço do sistema. 

Sebastião da Gama dizia que a aula de Português acontecia e eu sou, felizmente, desse tempo. A provocação, que agora se chama brainstorming, era um ponto de partida para o acordar das potencialidades criativas, para espevitar a imaginação dos alunos, para os levar a acreditar neles mesmos, como parte essencial na evolução da sociedade, em geral e deles, em particular. 
O processo ensino/aprendizagem não se transporta em pacotes estanques, com uma torneirinha que deita as quantidades pretendidas como acontece nas pipas de vinho. Aprender e ensinar é respirar o mesmo ar puro. 
Reflecti muito, ao longo da minha vida profisssional, sobre este "respirar", com a ajuda da literatura, mesmo não vinculada e aqui estão duas frases maiores que já têm muitos, muitos anos e não perdem a actualidade, tiradas do livro "Ilusões", de Richard Bach.
“Aprender é descobrir uma coisa que já sabemos.”
“Ensinar é lembrar aos outros que sabem tanto como tu.”
Esta falta de respeito por aqueles que podem fazer alguma coisa pelos nossos filhos ou netos, este regozijo disfarçado pela confirmação de uma incompetência que não é, não leva a lado nenhum...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Coisas de avós!

Os momentos que passamos com a Joaninha e o Duarte são sempre dignos de registo, pelas emoções que se criam, pela certeza de serem únicos, inevitavelmente irrepetíveis.
 Porque amanhã eles já estão diferentes de hoje, porque o desenvolvimento das crianças e, às vezes, vertiginoso.
É, por isso, preciso agarrar estes instantes e investir neles toda a critividade, afecto e paciência.
Coisas de avós, pensarão vocês, Joaninha e Duarte quando lerem estas "palermices" que me saem do coração, à velocidade da luz também.
Desde que a Joaninha, primeiro, e o Duarte, depois, foram para a creche, os fins de tarde têm-se sucedido com instantes encantados, mágicos, em que somos brindados com uma correria  pelo corredor até ao nosso colo, um abraço quase golo, festejado sempre como o melhor, com conversas que soam aos nossos ouvidos mais belas do que as mais belas composições poéticas ou musicais....
Eles falam, eles cantam, a Joaninha vê o Pai Natal em todo o lado, mesmo depois dos enfeites terem "descido" das árvores, fala do papá, da mamã...
E até da vida, do princípio da vida, explicando que já esteve na barriga da mamã mas depois saiu para entrar o mano. Aliás o Duarte é com certeza o irmão mais bem aceite do mundo. Cabe em todos os planos! 
Ultimamente temos, eu e a Joana, deixado o Jorgito (avô) e o Duarte em casa e temos ido passear pelos quintais, nas traseiras dos prédios. Ali há hortas, há flores e há gatos. E há uma menina que descobre o prazer de fotografar.
Esta rosa foi das primeiras flores que a Joaninha colheu com um click!
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