A campainha da porta....
Ho Ho Ho....
A porta abriu-se e o Pai Natal entrou.
Os olhos da menina brilharam mais do que as luzes da árvore de natal. O menino conteve-se nas manifestações de alegria e, quando o Representante Máximo da Fantasia da Época lhe estendeu a mão, pronunciou um firme "não".
O Pai Natal depositou duas prendas junto à árvore e, quando a mãe dos meninos lhe perguntou pelo resto das prendas, ele disse onde estavam.
Abriu-se então a porta do tesouro de natal,
-WOW, exclamou a menina!
-WOW, exclamou o menino, deixando-se levar pelas emoções da irmã.
O Pai Natal acenou um adeus a todos e foi-se embora...
A menina continuava maravilhada.
A Fantasia tinha tomado conta da situação!
O pai voltou momentos depois. Tinha ido dar de comer ao cão e os filhos tinham tanto para contar....
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O nevoeiro (Microconto)
O nevoeiro acordou tarde. A estrela das seis da manhã avisou-o que estava atrasado e que ela precisava de ir dormir. Já estava cansada de brilhar ao frio.
E lá veio o nevoeiro... Espreguiçou-se, tornou a espreguiçar-se e, quando deu conta, tinha mergulhado no rio.
Ouviram-se risos. Era uma onda pequena e brincalhona que adorava fazer troça destes enganos.
- E o que é que eu faço agora? - perguntou o nevoeiro, aflito.
- Quando o sol te estender um dos muitos raios, agarras-te e sais. Mas até lá tens de ficar connosco a jogar às escondidas...
O nevoeiro bocejou, suspirou, mas ficou.
O Sol ainda não o foi buscar....
E lá veio o nevoeiro... Espreguiçou-se, tornou a espreguiçar-se e, quando deu conta, tinha mergulhado no rio.
Ouviram-se risos. Era uma onda pequena e brincalhona que adorava fazer troça destes enganos.
- E o que é que eu faço agora? - perguntou o nevoeiro, aflito.
- Quando o sol te estender um dos muitos raios, agarras-te e sais. Mas até lá tens de ficar connosco a jogar às escondidas...
O nevoeiro bocejou, suspirou, mas ficou.
O Sol ainda não o foi buscar....
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
O valor do tempo
Agora, que a minha mãe já não está cá, sinto que o valor do tempo mudou para mim. Passei para a linha da frente, mas não é isso que me dói. Doí-me sobretudo a noção aguda da finitude inevitável e a incapacidade de fazer no tempo que me resta tudo o que é bom e contribui para a realização de uma vida.
Então.... Tenho muito tempo quando falamos de gestão do dia.
Então.... Tenho muito tempo quando falamos de gestão do dia.
As manhãs prometem sobras de tempo. Temo essas sobras que me podem corroer a tranquilidade que, a par do tempo a mais, me é oferecida.
E depois vem a tarde que parece tornar-se infértil acompanhada que está de uma preguiça que teima em percorrer-me os braços e as pernas.
E depois vem a tarde que parece tornar-se infértil acompanhada que está de uma preguiça que teima em percorrer-me os braços e as pernas.
É a idade, dizem-me!
E do outro tempo, do tempo mais longe? Esse parece estar ainda mais comprometido e ser mais difícil de perceber quando me imagino lá. Estarei como agora? Ou serei fisicamente muito diferente? Estarei muito mais fraca?
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