A primeira vez que o encontrei foi nas páginas de um manual de Português de oitavo ano, num texto dedicado à avó Josefa. "Tens noventa anos. És velha e dolorida! Dizes que foste a mais bela rapariga do teu tempo e eu acredito." É a minha memória que me dita este princípio da carta. Deito as contas à idade da avó Josefa e à do Escritor. Tão chegadas! Em contrapartida, é grande a diferença que os separa no conhecimento da vida e do mundo. E que felicidade acresce à vida esse conhecimento? Ou retira?
Cada um sabe de si, digo eu, num dia de Outono em que o amarelo das folhas e o azul do céu me entraram pelos olhos dentro e pela alma também!


