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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Momento Zero: Lisboa

Muitos atrasos! Foram bons para tomar o pulso à situação. Foram muitos anos sem andar de avião.
Tudo muito diferente em termos de procedimentos, em termos de instalações...
Na minha memória ainda não estão "destruídos" os aeroportos de Lourenço Marques, Beira, Nampula, Quelimane...
(Em Lourenço Marques, ir ao aeroporto ver os aviões era uma distracção domingueira.
Nesse tempo dizer adeus a alguém revestia-se de muita solenidade. Esperar, também. As distâncias não se transpunham à velocidade de um click! Os corações esfrangalhavam-se de saudades que não se "matavam" nunca. O factor surpresa também ajudava a criar um clima muito próprio da despedida e do reencontro. Os aviões eram transporte com muito para recear e caro.)
O que não mudou mesmo foi a sensação de perder o chão e ganhar o ar.
Lisboa ficava cá em baixo, toda enfeitada de luzes, umas fixas, outras a correrem velozmente a cidade.
A prenda já estava a ser desembrulhada...

A prenda

Acabadinha de desembrulhar, ei-la:Obrigada, filhos!