Estas são as linhas que não vai ler, ao contrário de todas as outras que leu e entendeu, desde o princípio.
Nem sei escrever hoje o que sei que gostaria de ler. Dói-me muito saber que as minhas palavras aqui ficaram órfãs de uma amizade que se situou sempre no mais puro ideal, uma amizade que se alimentou de muita saudade: a sua saudade do amigo, a minha saudade do meu pai. Cerrámos fileiras, nós três, nós quatro, talvez mais alguém, e resistimos à dor como pudemos e como soubemos. Sempre com os olhos postos na dignidade da condição humana. Sempre guiados pela lealdade. Dos vários laços fizemos um forte nó que não vamos deixar que se desate porque o que foi vivido e dito se inscreveu indelével no que somos.
Adeus, Carvalho! Continuarei por aqui a lembrá-lo e, embora mais pobres com a sua partida tão sem aviso, esta será a minha homenagem ao Homem e ao Amigo! Darei sempre aqui testemunho do quanto aprendi consigo sobre a Amizade.