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terça-feira, 20 de julho de 2010

Bethânia canta toda a nossa vida

"Olá, como vai?"
Não sei mesmo se as relações amorosas se desenrolam como soía. O sinal fechado é a história da eternidade que já ficou para trás dos amores e desamores, dos encontros e outros...
"Eu vou indo. E você, tudo bem?"
Há um lugar no futuro. Queremos todos chegar a esse lugar. "Eu também só ando a cem".
Adeus! Adeus! O sono tranquilo não foi encontrado. O lugar no futuro continua longe. E tudo o que havia para agarrar, lá está! O tempo, esse é que se esgota à velocidade do sinal fechado.
É preciso parar o sinal, avariar o sinal, deixá-lo fechado, agarrar a lembrança que foge e dizer algo mais...
Por favor não esqueça, não esqueça!
Bethânia está em Portugal para cantar as nossas vidas, para nos acordar as emoções adormecidas, para nos arrebatar ou para restabelecer o direito ao arrebatamento.
Obrigada, Bethânia, pelas cantigas que cantavas, quando eu tinha ainda muitos sinais fechados para parar e para te ouvir, na rádio que te tocava, ou na cassete que te repetia, outra e outra vez, até à exaustão ou até ao fim da viagem. O que chegasse primeiro!
Legitimaste na minha geração um jeito estúpido de (te) amar.