Esta é apenas uma, eventualmente a mais gritante, das vertentes que asfixiam os docentes em burocracia e afastam a escola da sua missão principal: ensinar. Os portugueses não percepcionam quanto o sistema de ensino está à beira do abismo. Os professores sufocam com tarefas administrativas e reuniões. Há reuniões de todo o tipo: de coordenação de ano, para conceber testes conjuntos, para desenhar grelhas, para analisar resultados, de conselho pedagógico, com encarregados de educação, com alunos, para preparar as actividades de estudo acompanhado, de formação cívica, da área de projecto, de tutoria, de apoio educativo, de recuperação de resultados, de superação de necessidades educativas especiais, etc., etc.
Excerto da crónica de santana castilho, publicada hoje no jornal Público e que pode ler-se na íntegra, aqui.
Mostrar mensagens com a etiqueta escola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escola. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Onde pára o professor?
Este título diz muito sobre a aflição dos professores que vêem o seu tempo sugado pelas sucessivas reuniões, Conselhos Pedagógicos e outros, por causa da Avaliação de Desempenho, processo que os professores procuram tornar viável e justo, embatendo sempre na essência desta avaliação toda ela feita de papel, sucesso escolar fácil, burocraticamente perfeito, administrativamente inatacável, de aplicação difícil, com consequências ainda não calculadas, provavelmente desastrosas, nas práticas dos professores esgotados de tempo e de esperança.
Imagem
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Paga e não....
Todos os momentos, todas as horas podem ter uma magia associada, mas a meia-noite deve ser aquela que mais carrega esse simbolismo. À meia noite muda o dia, a hora, o ano. O século e o milénio... mas isso já é mais raro.
Foi à meia noite que o encanto que transformou a Gata Borralheira se quebrou. O seu vestido voltou a ser o do borralho, os seus ratos deixaram de ser cavalos e até a carruagem se retransformou na abóbora que talvez tenha acabado na sopa da avó.
Ontem e anteontem só ouvimos falar do Magalhães! Ele foi magalhães em Matosinhos e no resto do país. E à borla! O Magalhães entrou nas escolas pela porta grande e pela mão do Primeiro Ministro. O Primeiro Ministro estava generoso e pródigo naquele sorriso rasgado que tão bem lhe fica, embora não chegue para cair na tentação de votar nele outra vez.
Mas hoje, à meia-noite, o encanto vai quebrar-se como aconteceu com a desgraçada da Gata Borralheira. O Magalhães vai chegar ao mercado, a pagar. Os mercadores de sonhos podem ir gozar as suas merecidas férias para um lado qualquer. O produto pegou. Não há-de haver estudante do 1º ciclo ou do 2º que não peça um até ao Natal. É indispensável. Tem de fazer parte da mochila tecnológica de qualquer criança: calculadora, telemóvel e Magalhães. Ah, é verdade, também há a Playstation! E o MP3. Os pais pagam e não bufam.
Eu também vou a correr comprar a mãe do Magalhães: maiorzinho, com mais autonomia, mais funções e desbloqueado do controlo conjugal! Senão, um dia destes, sou a única na sala de aula sem portátil!

Imagem do Público
Foi à meia noite que o encanto que transformou a Gata Borralheira se quebrou. O seu vestido voltou a ser o do borralho, os seus ratos deixaram de ser cavalos e até a carruagem se retransformou na abóbora que talvez tenha acabado na sopa da avó.
Ontem e anteontem só ouvimos falar do Magalhães! Ele foi magalhães em Matosinhos e no resto do país. E à borla! O Magalhães entrou nas escolas pela porta grande e pela mão do Primeiro Ministro. O Primeiro Ministro estava generoso e pródigo naquele sorriso rasgado que tão bem lhe fica, embora não chegue para cair na tentação de votar nele outra vez.
Mas hoje, à meia-noite, o encanto vai quebrar-se como aconteceu com a desgraçada da Gata Borralheira. O Magalhães vai chegar ao mercado, a pagar. Os mercadores de sonhos podem ir gozar as suas merecidas férias para um lado qualquer. O produto pegou. Não há-de haver estudante do 1º ciclo ou do 2º que não peça um até ao Natal. É indispensável. Tem de fazer parte da mochila tecnológica de qualquer criança: calculadora, telemóvel e Magalhães. Ah, é verdade, também há a Playstation! E o MP3. Os pais pagam e não bufam.
Eu também vou a correr comprar a mãe do Magalhães: maiorzinho, com mais autonomia, mais funções e desbloqueado do controlo conjugal! Senão, um dia destes, sou a única na sala de aula sem portátil!
Imagem do Público
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Regresso à escola
A teoria sempre é um começo. Pelo menos serve para dar forma a uma determinada organização de ideias que, postas em prática, poderão dar bons resultados.
Fui à procura e encontrei aqui um conjunto de "dicas" para iniciar bem um ano lectivo.
Fala da importância do primeiro dia de aulas. A minha experiência de professora, mãe e até aluna leva-me a concordar. No entanto, não devemos ceder a mais uma ditadura de pensamento. Se o primeiro dia não correr tão bem como seria desejável, há que tentar o segundo e os que vêm a seguir. Não podemos ficar reféns de um momento! As empatias gerem-se,e geram-se!; mas não de modo instantâneo e rápido. E mais vale demorar um pouco mais do que compromoter o sucesso num contra-relógio.
No meu entender, a "dica" mais importante é a que se refere à Regras da Sala de Aula. Há situações que devem ser explicitadas logo no primeiro momento, nomeadamente as que se prendem com atitudes que vão sempre ter ao respeito pelo "outro". É uma questão de cidadania e um dos deveres da Escola é, sem dúvida, formar em cada aluno a consciência de Cidadão!
Fui à procura e encontrei aqui um conjunto de "dicas" para iniciar bem um ano lectivo.
Fala da importância do primeiro dia de aulas. A minha experiência de professora, mãe e até aluna leva-me a concordar. No entanto, não devemos ceder a mais uma ditadura de pensamento. Se o primeiro dia não correr tão bem como seria desejável, há que tentar o segundo e os que vêm a seguir. Não podemos ficar reféns de um momento! As empatias gerem-se,e geram-se!; mas não de modo instantâneo e rápido. E mais vale demorar um pouco mais do que compromoter o sucesso num contra-relógio.
No meu entender, a "dica" mais importante é a que se refere à Regras da Sala de Aula. Há situações que devem ser explicitadas logo no primeiro momento, nomeadamente as que se prendem com atitudes que vão sempre ter ao respeito pelo "outro". É uma questão de cidadania e um dos deveres da Escola é, sem dúvida, formar em cada aluno a consciência de Cidadão!
terça-feira, 22 de julho de 2008
...but I prefer chocolate!
Vou tentar escrever um post interessante. Sem ironias. O Professor Ramiro Marques publicou no seu blog Profavaliação umas dicas e eu vou tentar pôr em prática os ensinamentos. Até porque o sitemeter diz que os meus leitores diminuíram... snif snif. Fico logo com complexo de Calimero!
O problema é que a matéria-prima do post interessante não é por si mesma interessante. Trata-se mesmo de mais uma das medidas impulsivas do Ministério da Educação que chocam e magoam quem "anda na faina". Fora de todos os tempos. Uma medida saída do nada, que faz eco na Comunicação Social, jornais, televisão, como se de alguma solução para os problemas dos alunos daí adviesse.
De acordo com o documento, publicado em Diário da República, cada professor deve leccionar à mesma turma mais do que uma disciplina, assegurando o ensino das áreas associadas ao seu grupo de recrutamento como Matemática e Ciências da Natureza ou Português e História, por exemplo."
Senhoras e Senhoras, isto já se faz! Não por conta do decreto ontem publicado, mas por conta do bom senso da distribuição do serviço lectivo e em casos em que se considera ser proveitoso para o sucesso dos alunos.
Além das disciplinas associadas à sua área de formação, ao director de turma caberá ainda dar Formação Cívica e, se possível, uma outra área curricular não disciplinar, como o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto.
No ano passado eu, Directora de Turma de um quinto ano, leccionava Inglês, "dava" Formação Cívica e Área de Projecto. (Tinha escrito "leccionava", mas senti falta de verdade na palavra. "dava" também não é a palavra exacta. Talvez tomasse conta das crianças e me propusesse a reflectir com eles sobre umas quantas coisas da vida!!!!)E não havia decreto!
Para que serve então um Decreto?
Em tempos que já lá vão, às equipas de elaboração de horários era dada formação para que objectivamente os horários dos alunos e dos professores assegurassem todas as condições preconizadas pelos especialistas em ensino/aprendizagem. Tais como: intervalos de refeição, distribuição de aulas mais teóricas e menos teóricas, aulas em que há esforço físico, etc.
Mas isso era dantes, quando uma hora na escola era de 50 minutos de aula e dez de intervalo. Quando havia cinco horas de Língua Portuguesa, quatro de Matemática, quatro de Inglês e havia tempo para programar e sonhar brincadeiras que ajudam a crescer e ensinam coisas que também é preciso saber para além do dois mais dois ou do abecedário...
Afinal a propalada autonomia das escolas é cada vez menos autónoma e cada vez mais possível de existir por decreto.
Não sei porquê, mas fiquei triste. Não devia ter pensado nestas coisas e muito menos devia tê-las escrito.
Mas está dito, está dito.
Parece fácil demais falar do bem-estar das crianças através de um decreto.
E o leite escolar no segundo ciclo? Que é dele? E os auxílios económicos? E as necessidades educativas especiais? E as turmas sobrelotadas? E as salas com calor ou frio insuportáveis? E as máquinas das gulodices a engolir moedas? E a falta de pessoal auxiliar?
Desenho de um aluno. Ilustração da situação de uma peça de teatro:um aluno que não gosta da escola, mas adora chocolates. Não nos soa nada mal, pois não?
O problema é que a matéria-prima do post interessante não é por si mesma interessante. Trata-se mesmo de mais uma das medidas impulsivas do Ministério da Educação que chocam e magoam quem "anda na faina". Fora de todos os tempos. Uma medida saída do nada, que faz eco na Comunicação Social, jornais, televisão, como se de alguma solução para os problemas dos alunos daí adviesse.
De acordo com o documento, publicado em Diário da República, cada professor deve leccionar à mesma turma mais do que uma disciplina, assegurando o ensino das áreas associadas ao seu grupo de recrutamento como Matemática e Ciências da Natureza ou Português e História, por exemplo."
Senhoras e Senhoras, isto já se faz! Não por conta do decreto ontem publicado, mas por conta do bom senso da distribuição do serviço lectivo e em casos em que se considera ser proveitoso para o sucesso dos alunos.
Além das disciplinas associadas à sua área de formação, ao director de turma caberá ainda dar Formação Cívica e, se possível, uma outra área curricular não disciplinar, como o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto.
No ano passado eu, Directora de Turma de um quinto ano, leccionava Inglês, "dava" Formação Cívica e Área de Projecto. (Tinha escrito "leccionava", mas senti falta de verdade na palavra. "dava" também não é a palavra exacta. Talvez tomasse conta das crianças e me propusesse a reflectir com eles sobre umas quantas coisas da vida!!!!)E não havia decreto!
Para que serve então um Decreto?
Em tempos que já lá vão, às equipas de elaboração de horários era dada formação para que objectivamente os horários dos alunos e dos professores assegurassem todas as condições preconizadas pelos especialistas em ensino/aprendizagem. Tais como: intervalos de refeição, distribuição de aulas mais teóricas e menos teóricas, aulas em que há esforço físico, etc.
Mas isso era dantes, quando uma hora na escola era de 50 minutos de aula e dez de intervalo. Quando havia cinco horas de Língua Portuguesa, quatro de Matemática, quatro de Inglês e havia tempo para programar e sonhar brincadeiras que ajudam a crescer e ensinam coisas que também é preciso saber para além do dois mais dois ou do abecedário...
Afinal a propalada autonomia das escolas é cada vez menos autónoma e cada vez mais possível de existir por decreto.
Não sei porquê, mas fiquei triste. Não devia ter pensado nestas coisas e muito menos devia tê-las escrito.
Mas está dito, está dito.
Parece fácil demais falar do bem-estar das crianças através de um decreto.
E o leite escolar no segundo ciclo? Que é dele? E os auxílios económicos? E as necessidades educativas especiais? E as turmas sobrelotadas? E as salas com calor ou frio insuportáveis? E as máquinas das gulodices a engolir moedas? E a falta de pessoal auxiliar?
Desenho de um aluno. Ilustração da situação de uma peça de teatro:um aluno que não gosta da escola, mas adora chocolates. Não nos soa nada mal, pois não?
quarta-feira, 5 de março de 2008
Para mais tarde... sorrir!
Do lado de lá do vidro, apareceu, magicamente, uma "mão cheia" de meninos quase rapazes que, indiferentes às regras, às campainhas, à presença das professoras na sala de aula, "puxavam" a Ana para o mundo lá-fora, com gestos e palavras com registos de urgências invisíveis aos olhos de quem já cresceu há muito tempo, muito tempo mesmo.
Uma das professoras saiu e indagou as razões:
- Ó Setora, eu vou explicar!- começou um, cheio da boa vontade de quem não pertence ao problema mas procura a solução. É assim: a Ana namora com este rapaz- pôs a mãos no peito do outro, indo assim direito à localização do amor, num corpo ainda pequeno- mas andaram a dizer que ela afinal namora com este.
O primeiro não conseguia esconder a raiva da possível traição. O segundo arvorava a indiferença de quem não tinha entrado na história, senão para incomodar alguém, esvaziando assim o seu próprio incómodo de crescer.
Era realmente um assunto muito grave e muito urgente, mas uma aula é uma aula e os futuros "crescidos" teriam de esperar pelo intervalo...
É que o amor dói. Dói mesmo! E crescer também dói muito.
Imagem daqui.
A Ana é um nome inventado!
domingo, 18 de novembro de 2007
Efeito C. D. S.
Efeito C de Crónica, D de Daniel e S de Sampaio
As mudanças sociais tendem a atribuir à escola um novo conjunto de funções, nem sempre bem definidas: além de instruir, os professores são chamados a apoiar, socializar ou encaminhar para outros contextos alunos com histórias de vida, expectativas e capacidades muito diferentes.
Os professores sabem-no!
Era uma vez uma professora de Português! Na pele estava a origem distante das terras descobertas por Diogo Cão ou outros famosos do nosso passado não menos distante. Já a cor dos olhos, janelas da alma, diz o povo, deixava lugar à dúvida, porque o mar português tinha ali pousado, no verde e na imensidão, na coragem de ir à luta, fosse qual fosse o Adamastor que tivesse de enfrentar.
Era professora de Português e amava a Língua Portuguesa. Era professora de professores de Português e amava a sua função junto dos professores mais jovens. Era moderna pela idade e pelas ideias que, na altura, não tinham ainda chegado à tona das discussões sobre o ensino, o papel social da escola, e todos os eteceteras que enchem os nossos dias de professores, educadores e afins.
Com o ar sereno de tempestades acabadas, dizia-nos que não valia a pena ensinar Francês ou Inglês a alunos que nunca iriam sequer à Costa da Caparica, muito menos a França ou a Inglaterra. Era preciso ensinar-lhes a língua materna, por ser esta a ferramenta essencial às vidas todas destes meninos, viessem eles a ser doutores, pescadores, electricistas, advogados... Não se falava ainda de informáticos!
A crónica do Professor Daniel Sampaio obrigou-me a falar de ti, Angélica. E como eu queria falar de ti! Há muito tempo já, aflita que ando, afogada em papéis, que todos já conhecem pela sigla,(tipo PCT e outros), sem conseguir respirar a vontade de ensinar qualquer coisinha, pequena e pouca que seja, aos meus alunos. Penso muito em tudo o que me ensinaste. Penso em tudo o que dirias se aqui estivesses! Não te limitarias a assistir. A tua intervenção far-se-ia sentir e dar-nos-ia, a muitos, força, para combater o estado das coisas que não ajuda nem alunos nem professores.
Felizmente encontro nesta crónica a verdade, esta verdade que me aflige e na qual ninguém acredita.
Os professores de hoje perdem-se entre circulares, despachos normativos, portarias e decretos, num tempo precioso para outras actividades.
Hoje, acordei com a conversa das gaivotas,o mar ao lado e o céu azul a "bater-me" no sono!
As mudanças sociais tendem a atribuir à escola um novo conjunto de funções, nem sempre bem definidas: além de instruir, os professores são chamados a apoiar, socializar ou encaminhar para outros contextos alunos com histórias de vida, expectativas e capacidades muito diferentes.
Os professores sabem-no!
Era uma vez uma professora de Português! Na pele estava a origem distante das terras descobertas por Diogo Cão ou outros famosos do nosso passado não menos distante. Já a cor dos olhos, janelas da alma, diz o povo, deixava lugar à dúvida, porque o mar português tinha ali pousado, no verde e na imensidão, na coragem de ir à luta, fosse qual fosse o Adamastor que tivesse de enfrentar.
Era professora de Português e amava a Língua Portuguesa. Era professora de professores de Português e amava a sua função junto dos professores mais jovens. Era moderna pela idade e pelas ideias que, na altura, não tinham ainda chegado à tona das discussões sobre o ensino, o papel social da escola, e todos os eteceteras que enchem os nossos dias de professores, educadores e afins.
Com o ar sereno de tempestades acabadas, dizia-nos que não valia a pena ensinar Francês ou Inglês a alunos que nunca iriam sequer à Costa da Caparica, muito menos a França ou a Inglaterra. Era preciso ensinar-lhes a língua materna, por ser esta a ferramenta essencial às vidas todas destes meninos, viessem eles a ser doutores, pescadores, electricistas, advogados... Não se falava ainda de informáticos!
A crónica do Professor Daniel Sampaio obrigou-me a falar de ti, Angélica. E como eu queria falar de ti! Há muito tempo já, aflita que ando, afogada em papéis, que todos já conhecem pela sigla,(tipo PCT e outros), sem conseguir respirar a vontade de ensinar qualquer coisinha, pequena e pouca que seja, aos meus alunos. Penso muito em tudo o que me ensinaste. Penso em tudo o que dirias se aqui estivesses! Não te limitarias a assistir. A tua intervenção far-se-ia sentir e dar-nos-ia, a muitos, força, para combater o estado das coisas que não ajuda nem alunos nem professores.
Felizmente encontro nesta crónica a verdade, esta verdade que me aflige e na qual ninguém acredita. Os professores de hoje perdem-se entre circulares, despachos normativos, portarias e decretos, num tempo precioso para outras actividades.
Hoje, acordei com a conversa das gaivotas,o mar ao lado e o céu azul a "bater-me" no sono!
domingo, 21 de outubro de 2007
Fixe!
"Não me chateies que eu agora estou na lua
e em breve vou chegar ao céu..."
Acabo de ler no Público umas declarações mais fantásticas do que aquelas que são anunciadas pelas meninas da TV Cabo, de minuto a minuto.
Há coisas fantásticas, não há?
Olhem só!
O CDS/PP quer responsabilizar os pais dos alunos que faltam muito às aulas, disse hoje o líder parlamentar centrista, Diogo Feio, ao defender um conjunto de alterações de natureza disciplinar no estatuto do aluno.
Ás vezes os pais não existem, Sr Feio!
(Diogo é um dos nomes masculinos mais lindos do mundo e custa-me vê-lo assim desperdiçado...)
Por isso mesmo é que, na maioria dos casos, os meninos não vão às aulas. E mesmo quando os pais existem, de papel e corpo, não é fácil activar mecanismos para os contactar. Nem mesmo as Comissões especializadas conseguem.
Quanto aos pais "escolherem livremente", como sabe, as bolsas de cada um é que ditam as liberdade de escolha. Todos gostariam de ter os filhos nas melhores escolas, nos melhores colégios, mas isso já mete cifrões a mais e pão a menos, para a boca de cada um dos filhos.
Isto não vai lá com dinheiro. Isto vai lá com valores. Talvez lá vá com tempo e com ideias corajosas sobre Educação.
Vá por mim Sr Feio, que eu já ando na escola há muito tempo. Há "bué", como dizem os miúdos! Há cinquenta anos!(Mas só 32 que contam para a Reforma. It's an injustice! Yes, it is!- dizia um boneco animado que eu agora não sei qual é.)
Foto: Escola de Torga, S. Martinho de Anta
e em breve vou chegar ao céu..."
Acabo de ler no Público umas declarações mais fantásticas do que aquelas que são anunciadas pelas meninas da TV Cabo, de minuto a minuto.
Há coisas fantásticas, não há?
Olhem só!
O CDS/PP quer responsabilizar os pais dos alunos que faltam muito às aulas, disse hoje o líder parlamentar centrista, Diogo Feio, ao defender um conjunto de alterações de natureza disciplinar no estatuto do aluno.
Ás vezes os pais não existem, Sr Feio!
(Diogo é um dos nomes masculinos mais lindos do mundo e custa-me vê-lo assim desperdiçado...)
Por isso mesmo é que, na maioria dos casos, os meninos não vão às aulas. E mesmo quando os pais existem, de papel e corpo, não é fácil activar mecanismos para os contactar. Nem mesmo as Comissões especializadas conseguem.
Quanto aos pais "escolherem livremente", como sabe, as bolsas de cada um é que ditam as liberdade de escolha. Todos gostariam de ter os filhos nas melhores escolas, nos melhores colégios, mas isso já mete cifrões a mais e pão a menos, para a boca de cada um dos filhos.
Isto não vai lá com dinheiro. Isto vai lá com valores. Talvez lá vá com tempo e com ideias corajosas sobre Educação.
Vá por mim Sr Feio, que eu já ando na escola há muito tempo. Há "bué", como dizem os miúdos! Há cinquenta anos!(Mas só 32 que contam para a Reforma. It's an injustice! Yes, it is!- dizia um boneco animado que eu agora não sei qual é.)Foto: Escola de Torga, S. Martinho de Anta
Subscrever:
Mensagens (Atom)