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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Proposta adiada, uma vez mais

Vamos de rio até Lisboa?
As obras do Terreiro do Paço roubam-nos a vista de Lisboa para o rio e do rio para Lisboa.

domingo, 26 de outubro de 2008

Encontros de Cardoso Pires

"Sempre que o quero ver, encontro-o, muito modesto da sua pessoa, à porta da Velha Faculdade de Medicina com as vestes de Doutor. Doutor em Ciência, não de Igreja. Como tal é que a Pátria o reconheceu e como tal está exposto em estátua, frente à escola onde foi mestre dos mestres.
Campo de Santana, é lá que o temos." Lisboa Diário de Bordo

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lisboa

Pobre Terreiro do Paço! Até quando o entulho separará o Tejo da sua cidade noiva?
Até quando terão as gaivotas de suportar o roncar das máquinas, som assassino das suas conversas?
Quando poderá o Tejo trazer os seus peixes a visitar a Cidade?
(Hoje vi um grupinho de peixes no Cais do Sodré!)
Poderá Santo António, vizinho próximo, vir até este belo lugar redizer o seu sermão? Poderão os nossos olhos contemplar o rio, a partir de Lisboa, ou Lisboa a partir do rio, sem intromissões no longe que a vista alcança?
Aceitam-se respostas. Dá-se preferência à verdade!

domingo, 13 de julho de 2008

O que é que há de novo por aí?

A silly season continua a fazer jus ao epíteto!
O mal é que a classe política não vai a banhos, como soía, não deixa o país, pelo menos durante algumas semanas, em autogestão, o que seria mesmo muito melhor.
Liga-se a televisão e é sempre o mesmo. Chamam-lhe debate da nação. De que ano é este debate? Que nação é esta?
Deviam ter pelo menos mais respeitinho pela palavra nação. A Nação também é minha. E vejo-a tomada como se tratasse de património exclusivo dessa classe política.
Se calhar, eu não tenho nação. Querem lá ver que eu não tenho nação?
A minha nação não é a deles.
Tenho, sim! É evidente que tenho! A minha nação começa na minha casa, segue pela minha rua e, de um lado, vai dar à escola e aos barcos; do outro vai dar às rotundas que nunca mais acabam e depois é que decidimos se a nação segue para o norte, ou para o Sul.
Quando a nação segue para o norte, o que nos aparece em primeiro lugar é a cidade de Lisboa.
Mas antes há o rio, claro, bem coladinho à pele da cidade! Um rio abundante de águas que ora descansam em calmarias que contagiam, ora se revoltam em zangas com os ventos que as visitam.
Quando a nação segue para o sul, o Alentejo visita o nosso desejo de paz e convida-nos a entrar nessa mística de planuras com árvores raras de sombras pequenas. O resto é sol e solo ardente, que de vez em quando se eleva em alturas muito suaves.
A minha nação faz-se de paisagem e de homens bons com visto e passaporte que ateste a condição de gente!

domingo, 22 de junho de 2008

Vamos a ver

O rio está para a cidade, como o céu está para as gaivotas.
Era esta a mensagem dos fados e cantigas de antigamente, que o meu pai trauteava com paixão, paixão essa que se confundia com outras, com toda a certeza. Nomeadamente a paixão da sua juventude, dos seus anos verdes em que tudo lhe parecia fácil.
Cresci geograficamente longe deste rio, deste céu, destas gaivotas, mas a cidade de Lisboa entrou-me nas veias, no coração e no cérebro, antes, muito antes, do dia em que o meu avião da Tap, se aproximou do rio, passando rente, muito rente. Tão rente que julguei ver tudo ali naqueles segundos: a ponte, os cacilheiros, o cais das colunas, o Terreiro do Paço, as ruas do Ouro e a Augusta. O meu enlace com a cidade deu-se por procuração e não sei se me apaixonei por uma Lisboa real, se pela Lisboa dos fados. Aquela que "tem o Tejo aos seus pés, a morrer de amores por ela."
"Se uma gaivota viesse, trazer-me o céu de Lisboa..."
Lisboa merece! Lisboa é uma linda cidade! Lisboa é um dos meus orgulhos!
"A ver vamos", se se cumprem as promessas que gemem que nem fados nas vielas.
Lisboa, qual é afinal o teu fado?