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domingo, 12 de julho de 2009

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A imensidão é sempre imensidão. Ponto final. Seja ela terra! Seja ela mar! Seja ela ar! Seja ela pedra, como parece ser este Castelo dos Mouros de onde se avista a imensidão da imensidão. A vista apouca-nos. Mas nem precisamos da vista para nos sentirmos "pouco". As pedras do passado esmagam a nossa noção de presente e dissolvemos as nossas presunções nas pedras que, uma a uma, chegam a uma altura vertiginosa, passam para lá das nuvens e para cá do tempo!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

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Já lá vai o tempo em que Samouco e "fim do mundo" queriam dizer a mesma coisa.
Quando vim morar para o Montijo, tive de deixar de usar a figura de estilo, pois apercebi-me que o fim do mundo estava demasiado perto dos meus novos lugares. A seguir à Escola, fica o Modelo, logo a seguir a prisão e, mais um bocadinho, estamos no Samouco.
Acho que, hoje, dezoito anos depois, no meu subconsciente, a associação do Samouco ao "fim-do-mundo" permanece, como o bosquímano do filme "Os Deuses devem estar loucos", que supôs ter chegado ao fim do mundo, quando chegou a um lugar onde a terra acabava e começava o mar...
No Samouco, há um pedaço de fim de terra e de começo de água, como no filme. A diferença é que se consegue vislumbrar o que há para lá do fim do mundo...
Todas as zonas de beira-rio são especialmente bonitas e hoje apeteceu-me ir apanhar sol (um bocadinho, só!) à "praia" do Samouco.
Levava na ideia o desejo de ver flamingos, mas não estava lá nenhum.
A maré estava vazia e havia muitos "apanhadores" de ameijoas a regressar e o comércio do delicioso petisco estava já em andamento. Os baldes cheios de ameijoas fizeram-me lembrar outros lodos bem distantes, onde passei muitas manhãs de domingo a apanhar a "bela" ameijoa!
Saudades? Sim! Mas doces. Nada de amarguras.A paisagem do rio naquele fim de mundo é muito bela e enche os sentidos de boas emoções. Até as saudades ficam tocadas pela beleza do lugar.
Posso garantir que este "fim-do-mundo" vale uma visita!

sábado, 12 de abril de 2008

Figuras de estilo

O paradoxo anda por aí. Anda nas páginas dos livros, nos lugares que se colam à nossa história, à nossa memória e ao nosso prazer de olhar. O sentido bélico confronta-se com o azul do rio, brumoso, mas sempre belo. Nem um nem outro se anulam. Nem o azul dispara, nem o canhão se dilui.
Será eterno este confronto?
Será, pois. Até a vida tem coisas destas. Paradoxos, antíteses, tristezas e alegrias que surpreendentemente se harmonizam, em nome do bem comum.
Fotografia- Castelo de S. Jorge, 6 de Abril