sábado, 29 de maio de 2004

Vivo e ao vivo...

Sir Paul Mc Cartney!

Era assim no tempo do Twist and Shout!
É esta a imagem do cabeludo, obtida depois de "agitar" as "brumas da memória".
"Shake it up!"
Hoje os jornais mostram um Paul Mc Cartney diferente, mas, mesmo assim um link seguro para um tempo de ouro puro!!!


sexta-feira, 28 de maio de 2004

O orgulho dos tugas!

Parabéns!
Como disse o nosso PR, isto faz muito bem à nossa estima, que anda muito "espantada de existir"!

domingo, 23 de maio de 2004

Tem dias!

Há quem utilize outras medidas de tempo. Tais como: ano, século, hora e minutos.
Mas o dia, com o seu ciclo de luz e de calor é que, no meu modesto sentir, marca o ritmo desta grande sinfonia que é o tempo que cada um tem de vida.
E é que "tem dias" em que apetece mesmo falar com alguém ou, melhor ainda, ouvir alguém.

sexta-feira, 21 de maio de 2004

Mas há espantos que ainda espantam muito!

Estava avisada da condição: andar espantado de existir!
Mas o lado bom do espanto também aparece. Muitas vezes mesmo coladinho ao lado mau.
Num canal de televisão, passam imagens que envergonham qualquer ser humano. Humilhação!
No canal vizinho, a BBC transmite uma entrevista ao Superhomem. O verdadeiro! Um homem que fala da liberdade que tem, dentro de um corpo que não se mexe.

segunda-feira, 17 de maio de 2004

Segunda-feira do nosso descontentamento

É um dia muito apreciado pelos "choraquelogobebenses".
É o dia em que todos se lamentam: ou porque o fim de semana voou e nem se deu por isso, ou porque as tarefas redobraram, ou porque a semana voltou e o seu ritmo alucinante... Ou não! Todas as razões servem para lamuriar.
Mas, cá para mim tenho que o João Sem Medo gostava era de ouvir The Mamas and the Papas :
Bah da bah da da da
Bah da bah da da da
Bah da bah da da da
Como eles cantavam bem a segunda -feira do nosso descontentamento!!!


domingo, 16 de maio de 2004

Esta é a ponte do meu contentamento


É com esta ponte que eu inauguro o meu mais recente conhecimento: publicar imagens.

Gente do Bem, com mais ou menos magia...

O João Sem Medo, perante a confirmação da existência dos "dois caminhos fatais: o do Bem e o do Mal", exigiu a presença de uma fada. "Lá sem fada é que eu não passo."
Eu não posso ir tão longe, na minha provocação às forças sobrenaturais. Imagino que as fadas devam ter passado por algum processo semelhante ao das mulheres de carne e osso. E agora já não devem ser fadas em full- time.
Mas... Muita atenção! Em Chora-que-logo-bebes, não há fadas, mas há quem goste de nós e torne realidade o nosso desejo.
O meu sobrinho Molin (se eu fosse capaz, este nome ia logo dar ao "Elvis está morto") atendeu o meu pedido, imediatamente.
Como é que eu te posso agradecer?

sábado, 15 de maio de 2004

sexta-feira, 14 de maio de 2004

Há quatro anos...

... sim, é isso mesmo: o Sporting foi finalmente campeão, depois de dezoito anos de pouca sorte! Eu não gosto nada de lhe chamar jejum , mas sei que é o que costumam dizer.
E para alguém muito especial que me vem visitar ao blog aqui fica uma recordação especial: o jogo que deu o campeonato aos verdes (estes, tipo lagartos, leões!) foi o Salgueiros-Sporting . Resultado final: 4-0. Dois golos do André Cruz de quem não ouvi falar nunca mais. (Mas eu não sou exemplo!!!)
A garra, mesmo a de leão, nasce da condição de andar espantado de existir, a maior parte das vezes!
Foi há quatro anos. Era domingo, 14 de Maio. A festa durou até às tantas! A 2ª circular transbordava de carros com bandeiras e buzinadelas. E um pouco por todo o lado havia gente feliz. Valeu a pena viver para ver e para contar!(Vale sempre não é?)

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Só telefonei para...

...te dar os parabéns, Stevie!
Dito assim, em Português, não soa a nada. Mas se começarmos a ouvir "I just called to say..." embalamos logo no "I love you" e "How much I care".
O Stevie faz hoje cinquenta e quatro anos.
Quis saber mais sobre ele e descobri que nasceu a 13 de Maio, no estado de Michigan , que foi baptizado com o nome de Steveland Morris e que terá sido excesso de oxigénio, na incubadora, a causa de uma lesão permanente que o privou de ver, mas não de sentir nem de pensar.
Aos sete já a música, através do piano, tinha tomado conta da sua vida e tal talento não passaria despercebido no meio destas artes e destes ofícios.
Aos vinte e um anos tinha todas as condições para se tornar artistíca e empresarialmente independente. E fê-lo!
Atento às causas, a actividade política também (mas não só)se traduziu em canções. "Happy Birthday", de 1980, fala do "sonho" de Martin Luther King e da realidade:
"We know the key to unify all people
Is in the dream that you had so long ago
That lives in all of the hearts of people
That believe in unity
We'll make the dream become a reality
I know we will
Because our hearts tell us so"
Em 1985, outra causa, outra canção: "We are the world, we are the children", single gravado por um grupo de notáveis cantores para ajudar África, as crianças.
Também há prémios daqueles que trazem o nome para as capas dos jornais, como o Lifetime Grammy em 1996 e mais dois Grammy em 99.
E também há mais causas: a luta contra a Sida, contra a droga, pelas crianças cegas ou com deficiência e pelos sem abrigo.
Parabéns, Stevie!
Vou ali a uma canção tirar-te um pensamento e trauteá-lo (em pensamento também!).

For once, unafraid, I can go where life leads me
And somehow I know I'll be strong






quarta-feira, 12 de maio de 2004

zzt

Já estava tão zzzzttada que fui ver o que é o que o zzt dá!
"Believe those who are seeking the truth; doubt those who find it."
Este foi o primeiro resultado da pesquisa no Google.
Fiquei satisfeita!
Acho que fico por aqui. Eu prefiro estar do lado dos que procuram a verdade. Mas um dia vou querer encontrá-la! ZZT

terça-feira, 11 de maio de 2004

Afinal onde é que eu fui buscar este nome?

Toda a gente sabe: ao tesouro da nossa literatura.
Ao poeta do "D. Quixote com armas de papelão":José Gomes Ferreira.
Chora-Que-Logo-Bebes é uma santa terrinha, como a nossa. Todos os que lá vivem estão habituados ao que a terra dá: nada. Mas lamurientos é que estamos felizes e por aí vamos.
Às vezes, porém, dá-nos um ataque de João Sem Medo e queremos saltar o muro. Todos saltamos uma vez na vida, digo eu e penso eu. O percurso do herói é o seguinte: graças a uma predisposição de carácter o “nosso João” rejeita a aldeia – berço piegas, inerte e inevitavelmente miserável.. Contra tudo e contra todos, o João resolve ir tentar a vida noutro lado, mas para isso era preciso saltar o Muro, penetrar na Floresta Mágica. E foi então que se confrontou com a tal condição de admissão: andar espantado de existir.
E tudo parecia conjugar-se para que o João levasse a bom termo os seus desejos. Os primeiros momentos são surpreendentemente vazios de surpresas. Mas são só os primeiros momentos, pois vamos assistir e viver com o nosso herói outros momentos inesquecíveis, fantásticos e mágicos. As florestas são o habitat natural das fadas e dos duendes, dos medos, das bruxas e feiticeiras, até o Bem e o Mal coabitam nestes espaços. E é na floresta que a natureza humana atinge a consciência plena da sua fraqueza.
Para além do homem sem cabeça, toda a realidade é apresentada com uma subversão perversa, ameaçadoramente transponível para as nossas vidas.
O João vai resistindo a tudo, mantendo a sua integridade inicial, não do ponto de vista físico, já que a determinada altura, atingido por um feitiço, desaparece, pois cada vez que tem fome o corpo subtrai-se-lhe. Mas a sua integridade moral e intelectual mantêm-se. O João apercebe-se que não pode vencer o invencível e decide regressar e adaptar- se.
Só que ninguém regressa igual, intocado, ao ponto de partida . Naquela aventura perde-se alguma (toda?) a inocência e ganham-se marcas que esboçam uma nova pessoa.
Mas a magia e a fantasia têm os recursos todos...
Os mágicos da floresta devolvem uma embalagem de pessoa igual a nós e assim sobrevivemos.

É proíbida a entrada a quem não andar espantado de existir!

Ando há muito espantada de existir e, sobretudo, de coexistir encostada ao muro que me separa da Floresta Branca.
Apetece-me saltar o muro!