segunda-feira, 23 de maio de 2005

A Joan Collins na berlinda de Dona Maria...

... ou como se pode juntar tudo o que não tem nada a ver!
Se quisermos ficar a saber tudo sobre as berlindas de Dona Maria, podemos visitar o Museu dos Coches.
Podemos? Não! Devemos!
O Museu faz hoje cem anos e está a preparar uma exposição comemorativa.
Entretanto o Museu oferece uma exposição virtual e muita informação.
Para esta modestíssima homenagem dos choraquelogobebenses, escolhi as berlindas de Dona Maria.


E ainda este carrinho de bebé!

Agora fica toda a gente a saber o que é estar na berlinda e de onde vem esta expressão que há pouco tempo me serviu de título de post .
Na berlinda, podia estar Joan Collins, que também faz anos (73).

A actriz da foto tem apoiado várias causas o que lhe valeu já uma condecoração da Rainha de Inglaterra.
É bom saber que as actrizes não vivem só para o plástico. Sobretudo esta que, durante muitos anos, manteve a imagem de juventude que o mundo das estrelas impõe, em regime de ditadura.
Este post serve também para provar que eu não tenho jeito nenhum para fabricar o cómico.
Sou muito mais dada às coisas sérias e chatas!
Sérias qb! Chatas qb!
Por isso gosto muito que me façam rir e reconheço que não é fácil!

domingo, 22 de maio de 2005

1998, o ano que mudou a parte oriental da cidade

expo
A Expo abriu as portas a 22 de Maio. De 98, claro!
Nenhum português que se preze, vulgo "tuga", acredita na sua própria capacidade de tornar realidade um sonho bom.
Quem conhecia a parte oriental da cidade, tinha ainda mais dificuldade em acreditar.
A Exposição foi só o princípio de uma "requalificação urbana e ambiental", um dos objectivos ambientais explicitados pela própria organização.
Hoje, passados sete anos, a Expo é um lugar muito aprazível.
O Centro Comercial Vasco da Gama tem uma esplanada única, acessível a qualquer bolsa, pois não há consumos mínimos nem obrigatórios, de onde se pode desfrutar a vista também única, de onde os nossos olhos podem sentir o prazer de atravessar o rio acompanhando o ligeiro ondular da Ponte Vasco da Gama.
Aconselhável a todos os que precisam, como eu, regularmente, de um upgrade dos sentidos...
(Estive para te roubar a palavra "upgreide" Mitsou!)
Ainda tentei apanhar o sol que se escondia atrás daquele emaranhado belíssimo que é a Gare do Oriente.
Quase consegui!
gare e pordossol

Cheers, Ti!

bolo
Muito chocolate, muitas outras coisas boas e doces na tua vida!
A Ti mora ali um bocadinho à frente e recebe-nos sempre muito bem
Um beijinho.
(Em breve o brinde será real, ao vivo e a cores!)

sábado, 21 de maio de 2005

Lindbergh aterra em Paris

A 21 de Maio de 1927, Lindbergh passa de um aventureiro a herói.
Acontece muitas vezes.
Muitos duvidaram do êxito de Lindbergh. É legítimo e é humano.
Mas, mostrar essa dúvida, perante a própria mãe, no momento da partida, não é humano!
Aos vinte e cinco anos, talvez Lindbergh não tivesse a noção exacta do seu feito mas sim a da sua própria capacidade de resposta ao desafio.
"I was astonished at the effect my successful landing in France had on the nations of the world. To me, it was like a match lighting a bonfire."

sexta-feira, 20 de maio de 2005

You're in the movies, Inc said!

Lembram-se da Gente Gira? Ainda é do tempo em que eu ia ao cinema e não se comiam pipocas...
Pois, se bem me lembro o título em inglês era You're in the movies.
Mal comparado, foi o que fez o Inc à sua amiga Madalena, eu mesma coitadinha de mim, que já tinha avisado que eu é mais home cinema! Com o argumento incontornável de que os amigos são para as ocasiões!
Mas ele merece. E eu respondo!
no chora cinema

1. Qual o último filme que viste no cinema?
Só digo se prometerem não gozar...
"Alguém Tem Que Ceder" com Jack Nicholson e Diane Keaton, há um ano, depois de muito tempo sem ir ao cinema.

Esta madrugada revi Midnight Lace no Hollywood... Lembrava-me vagamente do filme, provavelmente do mesmo canal!


2. Qual a tua sessão preferida?
Nenhuma.O filme é que vale ou não a minha ida e isso é às horas que me der mais jeito. Em casa vejo filmes a qualquer hora e se ligo para um canal e está a dar um filme que me interessa mais do que cinco minutos seguidos, já não “despego”. Mas eu sou daquelas que adoram ver filmes em casa....


3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Depois dos Cantinflas todos, a sério, a sério, My Fair Lady.
Desde o rigor das lições aos ambientes londrinos, da arrogância do Mr Higgins à filosofia do Doolittle, a bondade do Pickering, os vestidos da Audrey, a capa vermelha, a paixão genuína do outro que não me lembro o nome (Here I am in the street where you live), a música, etc.

Até aí tinha visto Joselitos e Marisol (a vida é uma tômbola, twist, twist, tômbola) send me no roses, bye bye birdies, Jerry Lewis, com jeito vai, etc, etc.
Nada de especial, como podem ver.
movies
Só mais tarde, vi o Esplendor na Relva, que também me encantou!


4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?

Nenhum, para dizer a verdade. Mas se fosse obrigada a isso, talvez escolhesse ir parar à Rosa Púrpura do Cairo. Assim como assim, aquilo já é isso mesmo.


5. E já agora, qual a personagem de filme que gostarias de conhecer um dia?
Primeiro: todos os bonecos da Disney que o meu pai pintou.
Depois, Superman, para me levar a voar. Mas tinha de ser com a pele do Christopher Reeve. Eu sei que ele já morreu. Mas também não vou conhecer uma ideia, não é?
Em alternativa, o Dragão Ditoso da História Interminável. Também dava para as boleias.
Também gostava de falar com os miúdos do ET e da História Interminável, com as personagens, claro.

6. E que actor(actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Manuel de Oliveira, sempre dava para falar português. Além disso, mesmo fazendo filmes que eu não vejo, é, segundo me pareceu nas várias entrevistas que li ou vi, um interessantíssimo conversador, inteligente e bem humorado.
Spielberg, não podia deixar de ser.
Depois os galãs da minha geração que já não são os lindérrimos do tempo dos meus pais, mas homens muito mais parecidos com os normais, com quem nos cruzamos por aqui, pelo mundo real, com um charme discreto muito mais irresistível do que o dos top- models.
Assim, sem qualquer critério de preferência, mas apenas pela ordem que me for lembrando:
Dustin Hoffman, Al Pacino, Kevin Costner, Manuel Alegre e José Sócrates...
As senhoras, desculpem, mas ficavam em casa. Convidava as minhas amigas.
Fica até já aqui o convite!


7. A quem vou passar isto?

À Teresa, claro! (desculpa, Teresa, deixa lá o Pedagógico e a AE, AA agora, em banho- maria) e responde a mais este inqueritozito. À Chuinga, que vem de férias, fresquinha, renovada para os desafios; e à Laura Lara, como prémio de adesão à Blogosfera.

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Nice to meet you!

aquarium
If you want to meet me, try this wonderful place...
See you!!!!
I'm a star, don't forget it!
Thank you, Emília! Your place is so nice and cosy!

Trabalhos pré-escolares

No decurso do desempenho das minhas tarefas matinais (umas mais matinais do que outras), aconteceu apetecer-me uma bica. Ao organismo nunca se deve dizer não, pois, segundo algumas teorias mais ou menos médicas, estes apetites advêm de necessidades do próprio organismo.
Entrei a medo, pois o ambiente do lugar, em dias de rescaldo de bola, é de tremenda poluição sonora, moral, intelectual e não só.
Mas os agitadores habituais deviam estar eles próprios a fazer o seu ajuste de contas com o coração e o sono. Estava mais ou menos calmo e só um é que já ocupava a sua posição, isto é, a sua mesa, no palco do debate.
Deu assim para assistir a um número,a um entretém preparatório, presumo, da algazarra que deverá ocorrer nas próximas horas.
"Este George Lucas também só fez a Guerra da Estrelas... Não fez mais nada!"
Só! Só? Terei ouvido bem?
"Faz lembrar o Dinis Machado. Escreveu um livro, caiu no goto, vendeu imensos livros e depois não escreveu mais nada.(blá blá blá)"
Pois é! O Dinis Machado só escreveu um livro! O George Lucas só fez um filme e ainda por cima em prestações...
Há pessoas muito exigentes.
E muitos escritores! E muitos realizadores!
Deve haver. Pelo menos no meu bairro!

quarta-feira, 18 de maio de 2005

A tentar passar assim despercebida...

teddy
É só para desejar todas as felicidades do mundo a uns rapazes que jogam à bola, se vestem de verde e, daqui a umas horas, vão atravessar a Ponte Vasco da Gama, em direcção à Vitória!

domingo, 15 de maio de 2005

Come a papa, Joana, come a papa

Ao ver na Capital uma entrevista (parte dela) com o José Barata Moura, recordei, com alguma saudade, as cantigas que eu cantava com os meus filhos, todas elas da sua autoria. Eu não sei cantar. É bom que se saiba. Mas aquelas cantiguinhas, todos somos capazes de cantar, não é?
O Galo Badalo que é bom cantor... Ou o cão Dom Pantaleão...
Isto é só uma amostrinha... Os meus conhecimentos informáticos ainda não dão para mais!!! Mas tenho pena. Há tantas neste disco:

Tarefa cumprida!

Espero que vejam bem o meu filho. E o Cardeal Patriarca também...
Aliás, nem se deram ao trabalho de tirar da frente do altar a tenda gigante de uma feira do livro, que pelos vistos decorre ou decorreu no mesmo espaço!
Mas enfim... Isso não é importante, pois o que é importante é este sentimento de dever cumprido.
E isso sim, vale muito!
fitas

Tarefa (ainda) não cumprida...

ricardo labreca
Na foto, o Ricardo, que toda a gente sabe quem é, numa visita à escola onde foi aluno há muito tempo e onde era conhecido por Labreca.
Foi recebido com muita emoção pelos professores e pelos funcionários que o recordavam
ainda garoto, longe de alcançar esta fama e esta tremenda responsabilidade.
Conheci o Ricardo nesse dia, há já um ano.
Gostei da pessoa que, naquele contacto breve, foi possível conhecer.
Acho que o seu valor tem de ser igualmente reconhecido, mesmo em dias de menos sorte para uns...
De mais sorte para os outros!
Ontem foi um desses dias.
Mas na próxima quarta-feira vai valer a pena acreditar no Ricardo outra vez!
Força, Labreca!
Agora não é só o Sporting. Agora é tudo!
Obrigada pelo autógrafo!
autógrafo

Proposing a very special toast!

A efeméride que os choraquelogobebenses hoje assinalam é a "invenção" de uma "Chuinga", cujo contacto tem efeitos secundários: normalmente degenera em amizade.
Mas é aconselhada a leitura prévia e cuidadosa de uma bula que diz "made somewhere or everywhere in Africa".
É doce, se não lhe ferirem as raízes!
É sobretudo muito generosa, o que tem a ver com uma inteligência que se vê de muito longe, com uma bagagem intelectual e cultural que transborda da mochila que ela adora usar em viagem.
(Recordo aqui a tentativa de doação de medula, que não foi possível concretizar, mas a dor da generosidade inconsumável ficou gravado em quem leu o apelo, nesse dia!)
E estas já são razões mais do que suficientes para brindar e celebrar o aniversário da Chuinga!
Brindemos pois à Chuinga!

Épibarçedei!

sábado, 14 de maio de 2005

Há coincidências!

As amigas das minhas amigas....
Através de um simples telefonema acabei de saber que a Madalena do Chora e eu temos amigas em comum. Depois de meses de comentários e cumplicidades online é bom constatar que o mundo é mesmo uma aldeia global em que não há coincidências.
P.S. Eu já sei quem ela é (embora não a conheça pessoalmente, apenas conheço o filho Diogo) mas a Madalena não faz ideia quem eu sou... hi hi hi...

Imaginem como eu fiquei, quando li isto: curiosa, apreensiva, etc!
Mas a T-Shelf não me fez sofrer muito tempo. Revelou quase logo a identidade da amizade comum e eu fiquei muito feliz por se tratar de quem se trata.
Assim, esta pode ser a prova de que a tal atracção de que falava a Laura Lara faz sentido.
Este é um sítio como outro qualquer, para se conhecerem pessoas?
Toda a gente encontra "outras gentes" quando vai ao seu local de trabalho, ao talho, à mercearia, ao café, ao restaurante, à farmácia, ao médico...
Em todos os lugares há pessoas "conhecíveis". A empatia normalmente desempata os critérios relacionados com a confiança indispensável e a desconfiança inevitável.
Neste espaço virtual, acontece o mesmo, mas a empatia tem mais trabalho a desembaraçar-se da desconfiança inevitável, já que este é um mundo novo e tudo o que é novo traz receios.
O facto da T-Shelf estar ligada a alguém por quem eu, justificadamente, sinto uma ternura imensa, reforça a minha confiança na intuição de que um dia todos vão achar normal alguém conhecer-se da escola, do liceu, do emprego, do café ou da net.

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Na senda de Laura Lara

na senda de
Lá vou, ao teu encontro...
Não me vês? Sou invisível.
Neste mundo virtual, só o pensamento interessa.
E isso é bom!
Como já te disse, para ir ao teu encontro, só preciso de me "maquilhar" ligeiramente, para disfarçar as tais rugas da alma!
Um beijinho para ti! Obrigada por estares por aí!
(Atenção, isto que acabaram de ler parece um comentário. Ilusões! É um post!)

quinta-feira, 12 de maio de 2005

A Diva do Lago


Guardo desta actriz a memória do seu trabalho na Casa do Lago e também a maneira como conseguiu continuar a representar, tão visivelmente trémula, sem que os sentimentos de pena tomassem conta do espectador e se sobrepusessem à natural admiração pelo brilhante trabalho de Katherine Hepburn, no ecrã.
Não escondendo nem as rugas nem a doença, a expressividade permaneceu intacta.
Faria hoje noventa e oito anos!
"Os inimigos são tão estimulantes!", disse.
Talvez assim se compreenda a imensa força necessária para enfrentar esse inimigo chamado "doença"!

Being a teacher

"Storyteller Teacher with Pupils"

by Mary O'Haver (the teacher)
It's time for school and they all come with happy hearts and open minds. This is truly a treasure I have been given. My hope is to see all my children in years to come, as storytellers for the children of their world. Let them pass on the light and truth that will help all.
O que eu gostava mesmo era de ser uma storyteller teacher!

Prouder than Mourinho

Tudo a correr ao sítio dos pequenotes para ler "Once upon a time, when the animals talked..." da Margarida.
Treinar os pequeninos é muito mais gratificante do que treinar o Chelsea!!!!
Parabéns, Margarida! Obrigada, Emília!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Obrigada!

Preparei uma festa para agradecer devidamente.
Disse que sempre tinha tido muita vaidade e orgulho nos amigos.
Sabia como funcionam bem na vida real, mas, neste universo paralelo, foi uma surpresa boa.
O post era candidato ao prémio "o mais piroso", pois as coisas do coração só se apuram bem com um tempero do género.
Tinha bolos, limpopos de coca-colas, uma garrafa de
champanhe e uma juke box roubada à memória dos teens que todos tivémos.
De repente, o blogger desmaiou, desapareceu tudinho.
Tive muita pena, mas estas coisas acontecem. Era impossível recuperar tudo, mas tento deixar aqui o cheirinho da festa.
Fica a musiquinha dos Beatles, que canto com os meus alunos do quinto ano.
(Pelo menos a musiquinha ainda consegui encontrar!)

A juke box foi substituída e agora que a festa "dure até ser dia"!
Beijinhos e obrigada!

Dali

dali grévin
Salvador Dali nasceu há cento e um anos, em Espanha, na Catalunha que ele amava.
A sua imagem é tão característica como a sua pintura e reflectem a irreverência e a insubmissão disciplinada de um pintor tão emblemático, como enigmático.
Dali declarava-se contra Miguel Ângelo, por Raphael, contra a música, pela arquitectura, contra o oriente, pelo ocidente, contra os homens, por si próprio e contra as mulheres, por Gala, a sua musa inspiradora de sempre, com quem viveu e pela qual viveu, a quem sobreviveu com muita dor, esperando a morte a partir do momento que a perdeu, à sua amada Gala.

Autocolante do coração

tócolante
"Ó teacher aquela "pussora" vem vender um autocolante igual ao seu?"
Aquela "pussora" é a Teresa, de latinha ao peito a pedir em nome do coração!
Onde estão as causas está a Teresa!Bem-hajas!

Maçãs

apples
Estas maçãs foram colhidas no talento da Ana, a outra mãe deste blog!
Eu não me canso de as contemplar.

Onze de Maio de dois mil e quatro

É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir!
Ando há muito espantada de existir e, sobretudo, de coexistir encostada ao muro que me separa da Floresta Branca.
Apetece-me saltar o muro!

E, pela lógica da obra do poeta, não poderei ficar eternamente para cá do muro.
Um dia terei de regressar!
Ninguém regressa igual, porém!
Talvez me apareça o tal génio que fabrique um clone de mim e deixe um dos dois eus regressar e obrigue o outro dos dois eus a permanecer na floresta.
Somos seres demasiado complexos para pertencer apenas a um mundo, por muito concreto e completo que ele seja, concluo eu, num arremedo de filosofia em tempos de promoção.

terça-feira, 10 de maio de 2005

Entre dois onzes de Maio!

O Chora (como nós simplificámos) faz amanhã um ano.
São vários os balanços possíveis.
O primeiro que se impõe diz respeito ao que aconteceu na minha vida pessoal, ao longo deste ano e de que modo é que esses acontecimentos se reflectiram neste espaço.
Não vou maçar quem me lê com outros balanços. Este é suficiente para encher as linhas que conseguimos ler sem saturação, uma vez que ler no monitor não é exactamente a mesma coisa que ler no papel. Aqui, é muito mais cansativo e nem sempre as condições de concentração na leitura são boas.
( Este é um problema que o blog levanta: quem é que eu consegue ler extensíssimos textos, por muito interessantes e importantes que sejam?)
Mas entre estes dois onzes de Maio o que aconteceu de relevo na minha vida foi essencialmente ao nível dos afectos. Passei por emoções muito fortes e muito intensas e o meu blog passou a ser o filtro e o estabilizador dessas emoções.
Por isso vou continuar e não fechar como tinha pensado.
Há muitas reflexões por aí sobre o valor dos blogs, sobre as identidades escondidas ou não, etc. Não é isso que me faz ponderar, ou fez ponderar a possibilidade de acabar o blog amanhã, cumprido o ano de vida que me tinha proposto.
A verdadeira razão é ter percebido algumas irascibilidades gratuitas.
Assim não vale a pena!
Isto existe para o gozo, para a alegria, e não para as pessoas aproveitarem mais um meio para se agredirem.
Conflitos para mim só cara-a-cara e só os absolutamente incontornáveis e com causa.
Antes de avançar para o segundo ano é preciso que se note que a maternidade do blog não é apenas minha. Tem outra mãe: a Ana Sousa que se dedica à pintura a sério e à escrita a sério, também, deixando-me governar o blog a meu bel-prazer.
Obrigada!

Sinais

Os Sinais como só o Fernando Alves sabe mostrar.
São sinais de perda de um amigo como ele diz, citando outro amigo, "um homem bom com mau feitio".
O que me importa é os homens bons e por isso me curvo perante a sua memória!
O Jorge Perestrelo era o futebol vivido por quem gosta de futebol: a emoção no limite, até no limite do bom senso, para quem quer uma vida longa.
Obrigada, Fernando Alves, pela maneira tão bela como o evocas!
Obrigada, Fernando Alves, por todos os Sinais, todas as manhãs, na TSF!

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Sporting...

Algum dia tinha de ser...
barco sporting
Há quem diga que não há coincidências!
Pensando em quem pensa em tons de verde, roubei o texto do meu filho Diogo, que é completamente verde!!! (O lado masculino da jaula é todo verde!)
Como em pouco tempo se passa de vilão a herói é este o título do grito de alma.

Roubado à T-shelf

I beg your pardon !

Os estudantes do Reino Unido que realizem o exame final do 12º ano terão um bónus de 2% na nota se o seu animal de estimação morrer no dia da prova.
De acordo com critérios estabelecidos pelo Conselho de Exames que fiscaliza o decurso do «GCSE», ou «A Levels» - exame único que equivale em Inglaterra aos do 12º ano de escolaridade -, se o animal morrer na véspera do exame apenas garante um aumento de 1% ao aluno enlutado.
A morte recente de um membro da família próxima poderá valer até 5%, um valor que é de 4% caso o falecido seja do segundo nível familiar.
Por testemunhar um acontecimento dramático no dia do exame, o aluno vê a sua nota aumentada em 3%, o mesmo bónus por partir uma perna ou ser vítima de um ataque de asma nos dias anteriores.
Uma alergia ao pólen poderá valer mais 2% e uma simples enxaqueca um ponto percentual.
Este sistema foi este domingo criticado pela fundação independente «Campanha para uma Verdadeira Educação», de acordo com a qual este barómetro é consequência de «uma atitude global na sociedade em virtude da qual há uma desculpa para tudo».
Diário Digital / Lusa

Dia Novo

dia de novo
Chega sempre um dia novo!
E logo hoje que a semana de trabalho também é nova!

domingo, 8 de maio de 2005

Também a não esquecer...

Também a 8 de Maio, mas de outro ano bem mais para trás, 1758:
Todos os índios do Brasil foram declarados livres.

A não esquecer...

WW2
O dia de hoje é celebrado por razões que têm a ver com a nossa existência e com a nossa dignidade.
Ninguém dá filhos ao mundo para que alguém lhes ponha uma arma na mão, para que eles se escondam numa trincheira, para que eles percam a vida em nome de nada, às ordens de um tolo.
Este cemitério tem semeadas vidas jovens. São nove mil trezentos e oitenta e seis vidas que ali estão para nos lembrar a guerra e a paz.
WW2 +1
Em Bayeux estão mais cinco mil, dos quais, três mil novecentos e trinta e cinco são soldados ingleses.
Visitei estes lugares três vezes e senti sempre a mesma emoção, a mesma gratidão.
Mas foi de incompreensão que eu chorei...
world war
Este soldado tinha apenas dezassete anos. Soldado? Eu diria: menino!
Do jornal de hoje, a Capital:
No dia 8 de Maio de 1945, faz hoje 60 anos, a II Guerra Mundial acabou na Europa. No Pacífico, os combates contra o Japão durariam mais três meses, mas no velho e destruído Continente era altura de respirar de alívio e fazer a festa. Mas também contar os mortos: 50 milhões de pessoas, na sua maioria civis, perderam a vida no mais devastador conflito da história da Humanidade. Mas, a 8 de Maio, importava antes de mais celebrar. E foi isso que a Europa fez, no seu Dia da Vitória. Paulo Narigão Reis
Acrescento que também chorei de medo!

sábado, 7 de maio de 2005

O carteiro

Nem a todos é concedido distribuir vidas todos os dias, transportar amores e desamores, para lá e para cá.
Nem a todos, mas ao carteiro, sim!
Deixa assim a profissão de ser uma qualquer, menor e mal remunerada, para ser uma condição, em que só poucos se podem incluir.
7 de Maio de 1800 - O Superintendente-Geral dos Correios de Portugal, José Diogo de Mascarenhas, criou o lugar de "portador", hoje designado por carteiro.
Foi esta efeméride, que me trouxe à cabeça e às teclas o outro carteiro, o de Neruda, o de Skármeta.
"O carteiro de Pablo Neruda"! Como eu gostei de ler esse livro!
Gostei tanto do livro que não cheguei a ver o filme, não fosse aquela emoção imaculada degenerar em conclusões, definições e coisas assim muito certinhas que são certas, apenas certas, literariamente correctas para abusar do chavão do correcto.
Até apetece dizer como o herói de Skármeta: "Poça! Como eu gostava de ser poeta!", ao que o poeta, Neruda, claro!, respondeu que é muito mais original, no Chile, ser carteiro do que poeta.“Pelo menos andas muito e não engordas.”
Aqui está um argumento que já não é.
Eu ainda sou do tempo do carteiro a pé e do carteiro de bicicleta, com uma buzina a fazer-se anunciar...
sépia cartas

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Os sonhos

Freud desenvolveu as suas teorias sobre o significado dos sonhos.
Certo, certo é que há pessoas que sonham muito e outras nem por isso.
Certo, certo é que os sonhos nos devolvem medos que arrumamos em sítios que julgamos impossíveis de descobrir.
Certo, certo é que os sonhos não são dominados pela nossa vontade.
Certo, certo é que todos estes domínios são domínios onde a minha ignorância absoluta se faz sentir, mas onde Freud recolheu matéria para extenso e valioso trabalho.
Sigmund Freud nasceu há cento e quarenta e nove anos, a 6 de Maio de 1856, em Freiberg, Moravia, República Checa.

imagem daqui
Tenho muito respeitinho pelas coisas que desconheço...

Meditar


Esta fotografia é da Teresa.
A ler: os poemas da Hermínia!

Ó pra ele!

King Lion- disney
Acho que desta vez o leão é mesmo rei! E não vai nu!
Leva vestida a esperança, que também é verde, de dar a todos, mas especialmente aos meus leões a alegria de ser CAMPEÃO!!!
Um beijinho para o Pedro, que veio reclamar eu ainda não ter assinalado esta vitória tão suada e tão merecida!
Pedro, vês o que fizeste quando me ensinaste a mexer nos blogs?!
An enchanted moment...

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Magia

50 anos foto do jornal Público, 5 de Maio
As celebrações dos cinquenta anos da Disneyland tiveram o seu início oficial hoje, na Califórnia, o lugar onde a "magia eterna começa".
A passagem pelas terras da fantasia deixa marcas indeléveis.A visita a estes lugares onde a nossa infância reaparece e se reinventa, também nos deixa um doce sabor algures dentro de nós.
Este (blog) é um lugar inspirado por alguém que também foi tocado por essa magia: o meu pai.
Não podia deixar passar esta celebração sem o recordar.
Ao levar a fantasia para as paredes do hospital, acreditou certamente que iria aliviar as feridas de quem olhasse para essas paredes.
A fantasia é uma pátria de todos os homens bons, tenham eles a idade que tiverem.
papa disney
A foto da festa é do Público.

os fenos...


Quase não sendo doença e,sendo, não tem gravidade por aí além, o mau estar provocado pelas alergias da época pode causar sérios danos...
Perto da minha casa há um parque muito bonito, mas neste momento eu não quero nada com a natureza!

Passo a vida agarrada aos lenços e os meus olhos parece que passaram por uma cena de luta livre...
Mau dia para celebrar a cortesia ao volante!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Dia da Cortesia ao Volante


Todos conhecemos os números da sinistralidade.
Vale a pena aderir todos os dias a esta ideia!
Clique na imagem para saber mais.

Once upon a time, there was a very thin lady...


Já é a terceira vez que trago aqui, a este palco, uma das actrizes que eu mais admirei na minha adolescência: Audrey Hepburn.
Primeiro, porque eu queria ser assim como ela: magra e elegante. Quando um dia aprofundei as razões de tal magreza, senti um arrepio na alma.
Tinha sido fome!!!
Ao longo da vida, fui admirando a actriz e a mulher que permanecia bonita, apesar dos anos, apesar das rugas.
E ainda por cima, dedicou-se a uma causa que a todos nos diz muito: as crianças.
A elas se dedicou nos últimos anos de vida, levando-lhes esperança e mostrando ao mundo as realidades que o mundo tantas vezes esquece. O seu trabalho ao serviço das crianças na Unicef valeu-lhe uma condecoração máxima nos Estados Unidos. Mas penso que para ela, a máxima retribuição vinha das próprias crianças.
Tive sorte, pois a vida deu-me oportunidade de escrever e publicar (no jornal do Montijo) uma pequena biografia, onde podia expressar essa minha admiração e, se possível, transmiti-la.
Audrey, ou antes, Edda Van Heemstra Hepburn-Ruston, nasceu a 4 de Maio de 1929, em Bruxelas e morreu na Suiça, a 20 de Janeiro de 1993.

terça-feira, 3 de maio de 2005

A avó Golda


imagem daqui
Esta imagem é muito semelhante à que aparece nos arquivos da minha memória, quando penso em Golda Meir: uma mulher com ar de avó, ou seja, uma mulher com ar bondoso e inteligente.
É assim que eu me lembro dela, com as muitas rugas, os cabelos desalinhados e muito salpicados de branco e o tal olhar bondoso e inteligente.
Vejo, nos lugares onde procuro estas coisas, que hoje faria anos, muitos anos, cento e sete. E penso com os meus botões o mesmo que penso dos meus avós: se estas pessoas se mantêm tão nítidas na nossa recordação, é porque foram brilhantes, excepcionais.
Socorro-me das palavras de Inês Pedrosa: "Uma mulher que inventou um país e teve coragem de o tornar real."
Para escrever estas poucas linhas, estive a reler "Golda Meir, a rapariga que inventou um país", a biografia da Golda Meir incluída no conjunto das biografias de vinte mulheres do século vinte.
Aconselho a leitura pelas mulheres e pela escrita da Inês Pedrosa, de que eu gosto muito.
Consegui encontrar, ainda na biografia da Inês Pedrosa, algo de muito importante para as interpretações das minhas memórias: Golda Meir levava muito a sério o seu papel de avó, de tal modo que chegou a recusar o segundo lugar na hierarquia do Estado de Israel, com a argumentação de que "preferia ser avó (de cinco netos) a tempo inteiro do que ministra em part-time."
O essencial de Golda Meir está nessa biografia.
Tudo o que se pode dizer de Golda Meir está escrito na História!

segunda-feira, 2 de maio de 2005

O dia de hoje que já é noite

O dia de hoje já está a acabar...
No entanto, não quero que acabe sem antes deixar aqui "uma referência à referência" das mães do meu tempo.
Nada a ver com o dia de ontem. Tem mais a ver com todos os dias: todos os dias nascem crianças, todos os dias nascem mães.
Ser mãe no sentido prático do termo tem que se lhe diga. Sobretudo quando se nasce mãe pela primeira vez.
Quando os meus filhos me deram à luz, de acordo com a lógica do Mia Couto, havia um manual que nos tirava as dúvidas todas: o livro do Dr Spock.
O que eu tenho em casa, com a idade do meu filho mais velho e, depois de ter passado pela educação de duas crianças e pela boca do meu cão, está um pouco gasto. Gastou-se-lhe a capa, por exemplo! Mas o título está lá: "Comment Soigner et eduquer son enfant". Edições Marabout.
(Aposto que comprei a edição francesa porque era a mais barata!)
É assim que o Doutor Spock se torna um importante interveniente na educação dos meus filhos. Desde o umbigo aos primeiros passos, passando pelas papas e sopas, está lá tudo o que diz respeito a esta fase de bebé.
Mas o melhor ainda está para vir. Os conselhos do Dr Spock vão até à escola, entram mesmo na adolescência e falam de coisas como a violência transmitida na televisão, no cinema e na banda desenhada...
Estamos todos a sorrir e a pensar que isto é mesmo coisa de século passado, muito passado mesmo!
O Dr Spock nasceu há cento e dois anos (2 de Maio de 1903) e morreu há sete (15 de Março de 1998). A sua vida percorre o século vinte quase todo e a sua acção e ensinamentos percorreram-no também, em grande parte.
Pela parte que me toca, Thank you Doctor Spock! Ou deverei dizer merci, já que nunca o abordei noutra língua que não o francês?

Imagem daqui.

domingo, 1 de maio de 2005

Dia das Mães

Um filho afinal é quem dá à luz a mãe. Mia Couto, Cronicando.
Um beijinho para as mães todas, biológicas, adoptadas, adoptivas, de leite... e todas as que fazem esse papel, sem nenhum papel passado, só por pura generosidade!!!

Tela de Álvaro de Bautista
(Mais umas linhas sobre a Tsarina aqui.)

Porque convém lembrar...

Coimbra, 1 de Maio de 1974
Colossal cortejo pelas ruas da cidade. Uma explosão gregária de alegria indutiva a desfilar diante das forças da repressão remetidas aos quartéis.
- Mais bonito do que a Rainha Santa... – dizia uma popular.
Segui o caudal humano, calado, a ouvir vivas e morras, travado por não sei que incerteza, sem poder vibrar com o entusiasmo que me rodeava, na recôndita e vã esperança de ser contagiado. Há horas que são de todos. Porque não havia aquela de ser também a minha? Mas não. Dentro de mim ressoava apenas uma pergunta: em que oceano de bom senso iria desaguar aquele delírio? Que ocultada e avisada abnegação estaria pronta para guiar no caminho da história a cegueira daquela confiança?
A velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez.

... mesmo através de memória de alguém, Miguel Torga, que não ficava diferente, nem indiferente, perante as coisas.
Aqui, nesta página do Diário, está a alegria que vimos em quase todos os que saíram nesse dia soalheiro, como o de hoje.
Mas está também a reflexão prudente de quem se habitua a ver a vida pelos lados todos.
Nem lhe chamarei lucidez, mas tão somente "sensatez", já que a mim me agrada mais.
soares e cunhal
Imagem do Jornal Expresso/Instituto Camões
(Pelo menos em Lisboa o dia foi soalheiro há trinta e um anos. E hoje? Também?
No Algarve, de onde cheguei há pouco, cinzentava e chovia uma chuva tímida que não atrasa nem adianta para o drama da seca!)