Não é desses saldos que estão aí a chegar, para nos esvaziar as carteiras...
É o saldo do ano lectivo, que está mesmo a terminar.
Daqui a quinze dias, mais coisa menos coisa está aí a época oficial de férias dos professores e as escolas começam a despovoar-se de Alunos e Encarregados de Educação, parecendo-se esses espaços mais com cenários de filmagens, esvaziados para limpezas e preparadas para o repovoamento, assim que os calores arrefecerem outra vez.
Sou normalmente uma pessoa com sorte. Não a sorte dos milhões, que essa também só me traria problemas, que eu de dinheiros muitos percebo pouco.
(Ainda ontem estive a ouvir os cérebros deste país e nem eles sabem bem como é que o país se há-de salvar da crise sem os ricos ficarem um bocadinho mais pobres...)
Tenho aquela estrelinha da sorte que me leva a encontrar pessoas boas no caminho da vida e, seguindo o coração, vou sempre dar ao sítio certo.
Tive turmas boas, com alunos bons e os resultados são logicamente bons. Mas isto não é milagre!
Mas não devo deixar de reflectir, porque assim é!
E quando reflicto, não me guio apenas pelos aspectos cognitivos. Os meus alunos são tão pequeninos que há que ter em conta os aspectos afectivos.
Será que os ajudei a crescer enquanto pessoas, para além dos verbos e dos adjectivos?
É sobre isso que eu vou pensar!
Entretanto deixo uma frase de Anne Sullivan, a quem coube o papel exemplar de ensinar Helen Keller, que não ficou na História da Humanidade como coitadinha ou a vítima. Muito antes pelo contrário, como já referi.
"Já pensei muito sobre isto e quanto mais penso mais certeza tenho de que a obediência é a porta por onde entra o conhecimento, sim, e o amor, também, na mente de uma criança!"
O conhecimento e o amor andam de mãos dadas, mas não podemos abrir mão da disciplina!
Concluo eu, que só sei que nada sei, não por humildade, mas por vaidoso desejo de comparação com os grandes que disseram o mesmo!