That orbed' maiden
With white fire laden
Whom mortals call the Moon.
- Shelley
Imagem daquiEu daria a lua...
A lua é o limite! Eu recorro à lua, quando me faltam outras referências mais próximas, contudo, menos visíveis.
Pequenas histórias ilustram esta incoerência, esta ilusão.
( Da minha casa vejo a lua, mas não vejo o Porto, nem o Algarve, nem Paris, nem Nova Iorque. Logo, a lua é mais perto.)
Vencer esta distância, tão perto e tão longe, foi, ao longo dos tempos, um sonho da Humanidade.
Esse sonho, quase realidade, descolou da Terra, a dezasseis de Julho de 1969, feito foguetão, numa missão com nome divino: "Apollo".
Imagem daquiEra a décima primeira missão com esse nome, mas esta estava já revestida de uma esperança-quase-certeza de, finalmente, o Homem pisar a terra da Lua e deixar lá a sua pegada.
(A pegada é bem mais importante do que a bandeira. Uma bandeira representa uma nação. A pegada representa toda a Humanidade.)
Este representante da Humanidade tem um nome, Neil Armstrong (braço forte), uma idade, trinta e oito anos e um tamanho de pé, 41.
Até já, Neil! Voltamos daqui a quatro dias, o tempo que demoraste a chegar à lua, que brilha nas nossas noites, nos inspira e ilumina. Alguns, dados a estas coisas de influências dos astros, dizem que esta bola brilhante nos confunde.
Pelo menos, na distância, isso é verdade!
Imagem daqui