quarta-feira, 31 de agosto de 2005

A DOIS


Valia a pena ter visto todos os episódios da "educação" deste homem a quem Richard Dreyfuss emprestou a sua cara vulgar, nos traços, mas infinitamente única, na expressividade.
Para já não falar na figura que muitos homens não gostariam de ter, com centímetros a menos na altura e centímetros a mais na largura, certamente! O que prova que há uma beleza que se desenvolve, para além da carcaça que nos envolve.
Parece que acabou ontem, esta belíssima série que contou, no seu último episódio, com a participação especial de um senhor "muito inglês": Peter O' Toole.
(Shoul I say Irish?)
Reconheci Peter O' Toole pela voz, pelos olhos, pela figura esguia e demasiado magra.
Não consegui deixar de pensar nos efeitos do tempo, no lado físico do "Lord Jim".
O tempo não dá completamente cabo do corpo. Só quase completamente. Mas há um resto que resiste ao tempo.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

UMA HORA

O que é que eu ando a fazer num sistema que se engana por sistema, passe a redundância!
Eu vi, nas listas de colocação de professores que foram publicadas ontem à tarde, muitos horários de uma hora.
Os professores vão para uma terra qualquer,nos confins ou mesmo ao pé,para o caso não interessa muito a distância,dar uma hora?
(Nâo conheço a carga curricular de todas as disciplinas, sobretudo do Secundário, mas não me parece que em todos os grupos, haja discilplinas com uma carga horária de uma hora. No meu, não há. Mas há professores colocados em horários de uma hora!)
A semana de trabalho desse professor começa às oito e vinte de segunda-feira e acaba às nove e cinco de segunda-feira. Da mesma segunda-feira, entenda-se!
O fim de semana desse professor começa às nove e cinco de segunda feira e acaba às oito e vinte da segunda-feira seguinte...
E não há ninguém que venha explicar o que é que aconteceu?!

Imagem daqui
O melhor é ver mais televisão

001, Ordem para trabalhar

Eu não sei fazer piadas e não é preciso. Há quem saiba e bem, aqui na blogosfera, pelo menos neste "circuito turístico" que parte todos os dias de Choraquelogobebes.
Mas há qualquer coisa nas listas de ontem que eu ainda não percebi se é para rir, se é para chorar: professores contratados para horários de uma hora semanal!!!
Eu gostava de perceber, mas não consigo. Matemática? Inglês? Física e Química?
Isto é normal?

E para terminar, que eu tenho mesmo ordem para trabalhar, aí vai o pensamento do dia:
The mediocre teacher tells. The good teacher explains. The superior teacher demonstrates. The great teacher inspires. (William Arthur Ward)

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

O regresso


Amanhã acabo as férias.
Foi só para dizer isto!
E mais esta frase de Aristóteles : " A raiz da educação é amarga, mas o fruto é doce."
( Não sei se lhe hei-de dar razão... São coisas antigas!!! Nos dias de hoje, há muitas possibilidades da raiz ser doce e o fruto amargar!)
A não perder:
O poema de José Mário Branco, no sítio das Legendas.
Esta exposição aberta ao público pelo JPT, da Ma-shamba.

E aí vou eu ao encontro do gosto de ensinar e aprender, por decreto...

domingo, 28 de agosto de 2005

I have a dream

I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the colour of their skin but by the content of their character. I have a dream today.
Estas palavras ficarão para sempre gravadas na memória dos povos que aspiram à verdade da igualdade de direitos, tal como está consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foi um grito e o grito foi e é ouvido.

Foi pronunciado a 28 de Agosto de 1963,em Washington, por Martin Luther King. A razão deste grito foi a razão da atribuição do Nobel da Paz, em 1964 e custou-lhe a vida, quatro anos mais tarde!
Imagem daqui

sábado, 27 de agosto de 2005

Compete-nos...

...agradecer a todos os que arriscam as suas vidas para salvar as dos outros!
Ninguém o faz tão bem como o Incompetente!

A Visão põe-nos em contacto com restos da tragédia, a preto e branco, talvez em jeito de luto e perda.
O Incompetente indica-nos algumas pistas da solidariedade!

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

In illo tempore...

moldura
Os donos da casa, tal como constam de uma parede deste "appartement"

... da lei da morte libertando!

A fotografia é uma arte que ainda diz muito à minha geração. Hoje é tudo muito instantâneo, porque a tecnologia está ao seu serviço de uma maneira tremendamente acessível, tanto em termos de bolsa como em termos de conhecimento.
(Eu sou bem a prova disso! Tenho uma maquineta barata, disparo a torto e a direito e até sei ligar os cabos que me põem logo tudo neste ecrã. Magia? Não! Tecnologia simples, caseira.E ainda há um photoshop para ajudar, que pode ser usado com muita, pouca ou nenhuma habilidade!)
Longe vão os tempo em que os fotógrafos eram aqueles artistas que esperávamos que captasse o nosso melhor momento e a nossa melhor imagem para a posteridade!
Longe vai o tempo me que íamos ao fotógrafo tirar "tipo/passe" para os documentos oficiais.
O estúdios eram uma arrecadação de cangalhada, de onde se retirava o necessário, para compor um cenário, num cantinho, onde se simulava um espaço mais ou menos natural: uma paisagem, a beira do rio ou o recanto da lareira.
Estes artistas não ficaram todos famosos.
Apenas alguns.
Um deles, famoso por fotografar celebridades (na da Quinta!) como Lobo Antunes, Picasso ou Ian Fleming, morreu ontem: Horst Tappe .
(Eu não sabia quem era e fui procurar. Fiquei admirada quando encontrei esta informação, em francês, que fala precisamente de Lobo Antunes!)
A minha homenagem a esta arte, a este e a todos os artistas que registaram o nosso passado com o melhor brilhozinho nos olhos, deixando-nos escolher a melhor prova para oferecer à família.
tottó
(Recordo aqui o fotógrafo da minha infância: o Vasco, da Focarte.
Moravam ao meu lado na Rua dos Velhos Colonos e eu brinquei muito com a filha mais velha, a Teresinha. A do meio é hoje uma respeitadíssima Senhora dos palcos, da encenação, da palavra e da arte de representar: Natália Luíza. A esta conheci-a no berço. Sei que há uma mais novinha, mas essa não cheguei a conhecer. A mãe, a Enfermeira Celeste, era uma mulher muito linda e muito doce. Só pode estar num céu.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Mais, mais e mais parabéns!

Parabéns, pai!
O meu sogro faz hoje anos, também.
Mas para o "conhecer melhor" é melhor ler o que dele pensam os netos!
Neste caso, o Diogo!
Eu chamo-lhe pai e isso talvez diga qualquer coisa!
Parabéns, Luísa!
Serás sempre mais novinha do que eu, mas fazemo-nos companhia em muitas "incon(s)ciências".
Obrigada, por me teres ensinado a dar os primeiros passos nestes mundos de computadores!!!! Comecei com as listas das turmas, lembras-te?
Parabéns, Mónica, quase mamã, quase a explodir de alegria e de maternidade vezes dois!
Muitas felicidades para ti e para os teus bebés. Não te esqueças que tens aqui uma avó de aluguer à tua disposição!
Vamos lá arranjar um grande bolo e muito champanhe para estes aniversariantes todos!
Vamos todos cantar... parabéns a você!!!
É que são cento e setenta e duas velas!
bolopara 3
Imagem cozinhada daqui...

Sir Sean James Bond Connery

Todos os James Bonds são belos e corajosos, mas alguns, como os diamantes, são mais eternos do que outros!
Embora eu não apreciasse o estilo de filmes, embora não apreciasse as moçoilas que se atrelavam (e atrelam) aos Bonds, embora detestasse carros a explodir e outros perigos similares, dos quais saía sempre vivo e incólume o herói, vi os filmes do James Bond, quando ele era "feito" por Sir Sean Connery que completa hoje setenta e cinco anos.
O mítico homem que vestiu a pele do não menos mítico agente secreto nasceu na Escócia e a sua infância foi difícil mas, em demanda da fama, um concurso de Mister Universo mudaria a sua vida.
Quando a idade se tornou incompatível com estas funções, apareceram outros papéis e Sean Connery continuou a trabalhar na indústria das estrelas.
Prémios há muitos, mas nem todos recebem da mão da Rainha de Inglaterra o reconhecimento da carreira em forma de título de nobreza.
O menino que nasceu há setenta e cinco anos, a quem os pais deram o nome de Thomas Sean Connery é desde o primeiro dia do ano dois mil, Sir Sean Connery.
Ou será que lhe podemos chamar Sir James Bond?!
Happy birthday, dear Sir!

Imagem daqui

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Dali, o salvador do serão televisivo

dalimuseu
O Canal Odisseia transmitiu, esta noite, um programa sobre Dali, que apanhei num daqueles zappings que faço constantemente, para fugir aos incêndios e às outras tragédias, que já sei que são notícia (re-re-notícia), em todos os telejornais, à hora do jantar.
Fiquei por ali, para rever conhecimentos e lugares por onde já passei, onde pulsa o génio de Dali, o amor de Gala, a irreverência da sua arte e, sobretudo, a vida do homem que ousava imaginar e "fotografar", com o seu talento, uma realidade única: a sua.
É um programa muito interessante, em grande parte porque Dali e Gala tinham uma vida pública muito intensa e eram fotografados, entrevistados e há muitos registos que nos ajudam a entender o "génio", no contexto da sua época, da sua Espanha, da sua Catalunha, com o seu bigode artisticamente revirado, com Franco e com a Gala...
Repete amanhã às oito da manhã e à uma da tarde.
Sempre que "revemos uma matéria", a nossa atenção recai em algo que parece completamente novo, ou quase. Desta vez foi a relação de Dali e Gala com a velhice e com a morte.
Gala confessa não temer o momento da morte. Temer, sim, a velhice.
Dali diz que ele, Dali, não devia morrer, simplesmente por ser quem é: o génio.
O "Génio" passava muito tempo em Cadaqués, onde foi, certamente, muito feliz, com a sua Gala e onde tirei esta fotografia.
cadaqués
Para além do mar, havia o verde que envolve a casa.
E há os ovos de Dali, para os quais tem de haver uma explicação psicológica, dada a sua proliferação nos telhados e outros cimos das casas.
a casa de dali

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Blogs? Para quê?

Está muita gente a desistir...
A reflexão sobre todas as continuações impõe-se!
Qual é afinal o papel dos blogs?
Um artigo do Público de hoje, assinado por Vital Moreira, fala de algumas coisas que também interessam a quem está por aqui apenas por pura diversão.

O "quinto poder"?Vital Moreira
Corre nestes dias uma animada troca de opiniões entre vários blogues nacionais sobre a função e o poder dos blogues, bem como sobre as relações entre eles e os media tradicionais. Estas questões não são propriamente inéditas. Mas tendo em conta que a questão já teve algumas repercussões na imprensa, vale a pena trazê-la para o público em geral.
Comece por afirmar-se que, apesar de crescente, a visibilidade pública dos blogues é ainda muito reduzida entre nós. É pequeno o número dos seus frequentadores regulares. São muito poucos os blogues que têm notoriedade, devendo-a vários deles ao conhecimento de que os seus autores gozam por razões exteriores à blogosfera, como políticos, comentadores, colunistas, etc. A blogosfera continua a ser, portanto, um mundo relativamente restrito de "conhecedores".
Claro que é fácil criar um blogue. É gratuito e não exige nenhum saber específico. Basta um computador e uma ligação à Internet. Alguns minutos a preencher os procedimentos, e já está. Pode-se logo escrever e publicar o primeiro poste. Imagino o fascínio de lançar para o éter o primeiro texto. O problema vem depois, ter quem os leia. A maioria dos novos blogues são nados-mortos, que vegetam até à desistência, sem chegarem a ser conhecidos para além dos seus autores. Inúmeros génios da blogosfera" para si mesmos" acabaram amargamente na frustração.
Dada a incipiência da blogosfera, o maior risco consiste em sobrestimar a sua influência, em especial no espaço público. Para começar, grande parte dos blogues não deseja ter nenhum impacte público geral. Nascem como simples meios de expressão pessoal dos seus autores. Há blogues de artistas, de músicos, de poetas, de cultores de vários saberes, desde a culinária às ciências ocultas. Quando discutimos o impacte dos blogues, queremos referir normalmente a sua influência na opinião pública, em geral, e na esfera política, em especial, nomeadamente no campo da luta ideológica e da crítica do poder político. Fora a função de proselitismo ideológico, a que muitos se limitam, qual é o verdadeiro papel dos blogues?

(excerto)

Valentino, the last latin lover

Rudolph Valentino é um mito que se junta a tantos outros, sobre quem pouco sei, para além disso: padroniza o ideal de beleza masculina.
Entretanto as referências mudaram, os tipos de beleza considerados padrão mudaram também, mas Rudolph Valentino mantém o seu nome ligado ao Olimpo da indústria de Hollywood.
Se Valentino voltasse à Terra, não sei se teria muita saída entre o público feminino, como teve no seu tempo. Os deuses de hoje, mesmo os mais belos, são de curta duração e o brilho apaga-se a uma velocidade superior à da luz.
(Penso eu!)
Também me parece que o que vale a pena saber da vida da estrela do mudo é precisamente o que ele fez, antes de se tornar estrela. Isso sim, acho verdadeiramente exemplar.
Nascido em Itália, em 1895, Valentino, depois de ter sido rejeitado pela Escola Naval, rumou a Nova Iorque, em busca da fama e da glória eterna que, pelos vistos, esperavam por ele, no mundo das estrelas. Em Nova Iorque, foi jardineiro, criado de mesa e lavou pratos em restaurantes.
(Quando li isto, a memória de plástico que tinha desta figura, ganhou outro sentido!)
Com 31 anos Valentino tinha alcançado um sucesso imenso.
A 16 de Agosto de 1926, Valentino adoece gravemente, vindo a morrer uma semana depois.
A sua morte desencadeou manifestações descontroladas das admiradoras, talvez por parecer impossível, injusto e indigno a doença, a dor e a morte sobreporem-se à vida dos que trazem algum brilho aos dias da gente comum!

Quantos "rapazes" deste tempo terão ensaiado esta pose de beijo?

A hug a day...

hug- cortesy American Greetings
keeps all the bad things away!

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Totó? Eu?

CLASSROOM_guy_top
Já comecei a colecção dos Totós. Para meu desgosto, em Português, a publicação está muito aquém dos manos Dummies.
Que pena!
Eu agora até tinha tempo para cuidar do Totó que há em mim!
books for dummies

Look for the best!

Bló-Cartaz

Uma página de património, O'Neill e prosa a propósito. A não perder!
Mas não fiquem por aqui, por esta página, porque há muito que aprender neste lugar.

Para os tempos televisivos, o Bló-Cartaz aconselha:
A Mulher do Ministro, ou seja, a Ana Bola no seu melhor!
O Zip-Zip, o programa que parou o país e passou ao lado da censura, por um atalho de inteligência e humor!
(Para mim, não é rever. É mesmo ver, que nesse tempo eu não estava cá! A História é que me disse estas coisas.)
E a Maluquinha de Arroios, para fechar o serão.
A Memória da Televisão é também um património.

Telejornais, não! Ouçam-se ou leiam-se as notícias! Segundo ouvi, os pirómanos comprazem-se na transmissão das tragédias que perpetram.

sábado, 20 de agosto de 2005

Trinta e dois!

casamento
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
(...)
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
(...)
Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
(Pedaços de "Fico assim sem você" da Adriana Calcanhoto)
Já toda a gente adivinhou a efeméride?

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

E esta?

Democrata

Eu sempre fui democrata,
estás a perceber,
sua besta?


José Fanha, Olho por Olho

Duas Frases

"Dava tudo para que me compreendessem. Mas já me contento quando me respeitam."
Miguel Torga, Chaves, 4 de Setembro de 1988
Porque nos livros, nas palavras dos outros, encontramos muitas vezes o nosso próprio sentir.