sexta-feira, 29 de julho de 2005

Requerimento

Aguarda deferimento o pedido de alguns dias para "termas de multidão"...
O Sporting marcará o regresso dos leões à jaula.

Imagem daqui

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Verdades

I tell you, the more I think, the more I feel that there is nothing more truly artistic than to love people. Vincent Van Gogh

terça-feira, 26 de julho de 2005

A Diva dos Pobres

"Lembro-me que fiquei muito triste quando descobri que, no mundo, havia gente pobre e gente rica..."
Talvez a sua compreensão do mundo tenha ficado para sempre moldada por esta conclusão da infância.
Viveu à velocidade da luz, deixando de brilhar no seu firmamento dos pobres, dos "descamisados", demasiado cedo, com apenas trinta e três anos.
Eva Peron, Evita, morreu a 26 de Julho de 1952.

Não é a luz da História a que confere mais brilho à figura de Evita. É a luz dos mitos. Ela própria preparou o mito que havia de perpetuar a sua memória e dourá-la cada vez mais.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Lance Hero Armstrong

Está aqui o que eu gostaria de ter escrito sobre o herói!

24 de Julho

LM1895
Foi a 24 de Julho de 1875 que o Marechal Patrice Mac Mahon proferiu a sentença que afastou os ingleses dos direitos da cidade cobiçada e apetecida: Lourenço Marques.
Aqui, pode ler-se toda a história da cidade onde eu e tantos de nós crescemos, a cidade das acácias, a cidade das ruas largas, parecendo traçadas a régua e esquadro.
A cidade das muitas saudades, onde, segundo dizem não dói voltar, pois está tudo bonito e bem cuidado!
Esta imagem é uma gravura que retrata a cidade em 1895. Comprei-a numa feira de velharias e antiguidades, há pouco tempo!
Não sei se o Marechal tinha ou não sentido de humor, mas é recordada uma frase sobre a febre tifóide, que me leva a crer que sim: "La fièvre typhoïde est une maladie terrible. Ou on en meurt, ou on en reste idiot. Et je sais de quoi je parle, je l'ai eue."
Eu também tive. Pensei que ia morrer e todos à minha volta pensaram o mesmo. O Fabião, sempre fiel ao meu lado, disse um dia à minha mãe que temia pela minha vida.
Quando comecei a melhorar, a minha convalescença foi feita à base de bifes da Princesa. Não sei se era a dieta mais indicada em termos médicos, mas era o que me apetecia. E dizem que o organismo, nestas coisas de doenças, é quem mais ordena!

*(Que será feito do Fabião? Que terá ele feito de toda a bondade de que era fabricado o seu coração? Os cães só reconheciam o Fabião, ladrando a qualquer um de nós que se aproximasse dos seus domínios. Era ele que, todos os dias, à hora do almoço, ia à Princesa, buscar o bife. Obrigada, Fabião, pelo teu cuidado, pelo teu carinho e pela tua imensa fidelidade! Não era muito normal uma menina ficar entregue aos cuidados de um criado. Mas eu fiquei e sei o valor do teu zelo.)

sábado, 23 de julho de 2005

Tralhas da memória

RC calhambeque
Gosto da palavra tralha. Tem uma conotação que a torna menor aos olhos de quem a lê, mas depois, "vai-se a ver" e refere-se a coisas boas e a palavra tralha só ali está par disfarçar emoções. É a palavra ideal para disfarçar emoções.
Grande tralha é o reportório do Roberto Carlos, sobretudo aquelas cantigas primeiras como o calhambeque. Bipbip, quero buzinar o calhambeque! pipirupiripirubi... vrummmm.
Hoje à tarde, a RTP Memória transmitiu um programa de luxo, sobretudo para quem não viu a televisão nos seus primórdios, em Portugal.
É o meu caso!
E gostei de ver, pela primeira vez, o Roberto Carlos a cantar Coimbra.

Efemérides com coração agarrado! (2)

Há trinta e três anos embarquei para Moçambique. Eu não sabia que era a última vez. E hoje também não sei se foi ou não a última vez. Posso ainda contrariar essa determinação. Ou então pensar que está escrito nas estrelas que hei-de voltar à galáxia-mãe!
nampula 72
Nampula, Agosto 1972

Tralhas

Quando andamos por aí,ou por aqui, a gastar o tempo, sem recorrer a grandes energias, nem no domínio do corpo, nem no domínio da mente, encontramos imagens, frases, ideias que, de algum modo, nos sintonizam com as nossas preocupações mais guardadas e escondidas.
Sunset colours in the Algarve
Até quando continuará o homem a desafiar a paisagem? Até quando conseguirá o homem encostar gruas e arames ao pôr do sol?

sexta-feira, 22 de julho de 2005

A canção francesa do nosso contentamento

mm
Mireille Mathieu apareceu empurrada pela esperança de ser uma reedição viva da mítica e poderosa voz de Piaf. Impôs-se nas nossas adolescências, com o seu estilo próprio, com o seu repertório (ou reportório) romântico, perfeitamente adaptado aos verdes sonhos não menos românticos.
Fui à procura do meu caderninho de cantigas e lá estavam as cantigas francesas. As que eu ouvia e ouvia e decorava as letras, embora nunca tenha sabido cantar nem uma linha... Mas as letras, sabia-as todas! E que ajuda me deram no meu Francês!
(Será que os professores sabiam que tinham nos cantores os melhores aliados na tarefa de ensinar uma Língua Estrangeira? Eu hoje sei, porque a minha experiência foi esta...)
quand tu t'en iras
Mireille ficará com dezanove anos,nos nossos sonhos, para sempre, embora hoje vá apagar cinquenta e nove velas.
(Será que ainda tem a franja com bico, que ditou a moda das raparigas da época?)
À la santé, Mireille!
L'Hymne a l'amour

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Gostar de gostar?

Gostava

Gostava de gostar de gostar.
Um momento... Dá-me de ali um cigarro,
Do maço em cima da mesa de cabeceira.
Continua... Dizias
Que no desenvolvimento da metafisica
De Kant a Hegel
Alguma coisa se perdeu.
Concordo em absoluto.
Estive realmente a ouvir.
Nondum amabam et amare amabam (Santo Agostinho).
Que coisa curiosa estas associações de idéias!
Estou fatigado de estar pensando em sentir outra coisa.
Obrigado. Deixa-me acender. Continua. Hegel...
Álvaro de Campos

Às vezes os poetas também saem da sua poesia para nos dizerem qualquer coisa que vai ou não ao encontro do que já dissemos e pensámos.
E nós a crermos na originalidade do nosso pensamento!

O Captain my Captain

Hoje faz anos um dos actores-revelação-idade-adulta.
Este não pertence às minhas memórias antigas e não é um símbolo da geração dos gigantes de Hollywood, quando só havia gigantes em Hollywood: Paul Newman, Clark Gable, Rock Hudson, James Dean, o gigante que desistiu cedo, Cary Grant, Tony Curtis, Kirk Douglas, Marlon Brando e por aí fora.
Robin Williams é mais novo do que eu, uns mesinhos, mas é! Isso explica tê-lo conhecido tarde...
Descobri-o no Clube dos Poetas Mortos e desde aí não deixei de estar atenta.
"No matter what anybody tells you, words and ideas can change the world."
R williams

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Gostar de gostar

Escrevi ontem, num comentário, que gosto de gostar.
Assim que acabei de escrever esta frase, pensei no "não gostar". Será que não gostar também provoca sensações e emoções tão especificamente más, quanto o gostar provoca boas?
Claro que sim, apresso-me a responder a mim própria.
Mas eu ando mais à procura do gostar...
Mas eu encontro tanto do que não gosto!
Gosto tanto de gostar!
Gosto sobretudo de gostar de pessoas.
Mas nestes processos de gostar há tempos: tempo para ver só o lado bom e belo; tempo para descobrir a imperfeição inevitável; tempo para a entender, aceitar e diluir essa imperfeição no afecto.
Nisto de relações humanas, não há receitas, mas "gostar de pessoas" acompanha sempre bem qualquer momento da vida!
Deu-me para isto hoje, o meu último dia de trabalho!
La Palice diria que amanhã é o primeiro dia de férias!
Vou procurar nos dias de férias o que procuro nos dias de trabalho: estar perto das pessoas de quem gosto de gostar!
Então o que é que muda? Espero que mude o trabalho mesmo!

Espaços


Reflectindo sobre o valor da coragem que levou o homem ao Espaço, Torga louvou os marinheiros de quinhentos.
Não vi, em directo, o homem pisar a lua pela primeira vez.
Mas muitos viram.
Foi mais feliz Armstrong, pois pôde mandar do espaço uma mensagem aos seus iguais na terra. Vasco da Gama teve de fazer toda a viagem de regresso, para poder contar aos seus tudo o que vira.
A comunicação, com a tecnologia que apoia uma viagem à lua, faz toda a diferença, em relação aos solitários heróis do mar!

terça-feira, 19 de julho de 2005

O pintor das bailarinas


Imagem daqui.
Reafirmo que nada sei de pintura, mas já concluí que os motivos mais frequente nas telas de Degas são as bailarinas...
Procurando um pouco mais sobre o homem, confirmo o ditado: a dificuldade aguça o engenho. Neste caso, foi precisamente o sentido que deslumbrou nos outros, aquele que lhe infligiu a provação: a visão!

Le soleil va se coucher!

Alcochete, há poucas horas atrás!
alcochete sunset
Já não me lembrava como é que se diz pôr do sol em francês. Deslumbrada com este fim de dia, perguntei a quem sabe: le coucher de soleil (ils m'ont dit!).
Uma coisa traz a outra... a língua francesa traz o principezinho, o principezinho traz o pôr do sol... Mas não se dá a volta completa com a facilidade do principezinho, lá no asteróide pátrio!

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Patrimónios

"Os exóticos, no meio da uniformidade amarela, somos nós. E, contudo, estamos aqui há quatrocentos anos. A fazer o quê? A construir o farol de Nossa Senhora da Guia, o mais antigo das costas da China, que desde 1865 "ilumina com o seu brilho os mares circunvizinhos", a esculpir a fachada da igreja de S. Paulo, o mais extraordinário monumento sincrético do génio luso, e a teimar numa vocação ecuménica que nunca soube ser imperial. Temos febre de espaço, mas basta-nos a miragem da realidade. Corremos o mundo fantasmagoricamente, a deixar nele pegadas sonâmbulas."
in Diário XV, Miguel Torga
UNESCO aprova monumentos de Macau para Património da Humanidade.
Ler a notícia do Público aqui.
Procuro no poeta esta visão semi-apaixonada do nosso lusitanismo militante que, ora chora por desgosto de si mesmo, em crise de visível quebra de amor-próprio, para lá do fundo; ora exulta timidamente, relutante, antevendo uma investida qualquer, que o acorde para a realidade, um pouco sem sabor, em que sabemos bem viver!

Imagem daqui

domingo, 17 de julho de 2005

Para além dos quadradinhos...

File0063
"Disneyland will never be completed. It will continue to grow as long as there is imagination left in the world."
Disse Walt Disney, recordado sempre por todos os que foram meninos e que construiram a sua própria fantasia , ensinados pela magia dos bonecos dos quadradinhos, devorados, muitas vezes, às escondidas.
O primeiro parque temático da Disney celebra hoje cinquenta anos.
À entrada, pode ler-se uma sugestão tão convidativa para os dias da época, como para os dias de hoje.
"Here you leave today and enter the world of yesterday, tomorrow and fantasy"
eurodisney
(Eu tive o meu mestre, o meu pai...)
bambipapá

sábado, 16 de julho de 2005

A quem os mortais chamam a Lua ...

That orbed' maiden
With white fire laden
Whom mortals call the Moon.
- Shelley


Imagem daqui
Eu daria a lua...
A lua é o limite! Eu recorro à lua, quando me faltam outras referências mais próximas, contudo, menos visíveis.
Pequenas histórias ilustram esta incoerência, esta ilusão.
( Da minha casa vejo a lua, mas não vejo o Porto, nem o Algarve, nem Paris, nem Nova Iorque. Logo, a lua é mais perto.)
Vencer esta distância, tão perto e tão longe, foi, ao longo dos tempos, um sonho da Humanidade.
Esse sonho, quase realidade, descolou da Terra, a dezasseis de Julho de 1969, feito foguetão, numa missão com nome divino: "Apollo".

Imagem daqui
Era a décima primeira missão com esse nome, mas esta estava já revestida de uma esperança-quase-certeza de, finalmente, o Homem pisar a terra da Lua e deixar lá a sua pegada.
(A pegada é bem mais importante do que a bandeira. Uma bandeira representa uma nação. A pegada representa toda a Humanidade.)
Este representante da Humanidade tem um nome, Neil Armstrong (braço forte), uma idade, trinta e oito anos e um tamanho de pé, 41.
Até já, Neil! Voltamos daqui a quatro dias, o tempo que demoraste a chegar à lua, que brilha nas nossas noites, nos inspira e ilumina. Alguns, dados a estas coisas de influências dos astros, dizem que esta bola brilhante nos confunde.
Pelo menos, na distância, isso é verdade!

Imagem daqui

sexta-feira, 15 de julho de 2005

The sands of time

Lives of great men all remind us, we can make our lives sublime, and, departing, leave behind us, footprints on the sands of time.
Henry Wadsworth Longfellow
pés

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Catorze de Julho


São muito poucos os meus conhecimentos de pintura. Contudo, um dos quadros que não é difícil conhecer e não reconhecer, sempre que surja, em qualquer lado, é o Beijo de Klimt.
Hoje, dia em que a França celebra o fim do absolutismo, o fim do "L'État c'est moi", é inevitável falar de revolução.
Não se falando da Revolução francesa, há ainda outras áreas da vida em que se sentiu, sente e continuará a sentir –se o conceito de "revolução",tal como a definição dos dicionários sugere.
Klimt revolucionou a pintura austríaca com a "sensualidade e erotismo" da sua obra. O que me encanta, a mim que sou leiga, é a escolha das cores, as formas alongadas e estilizadas das figuras humanas, de modo a realçar em cada quadro um tema, digo eu, que não sei nada disto.
Sendo o Beijo o quadro mais conhecido, optei por olhar com mais atenção para outro dos seus quadros, “As três idades da mulher”, porque é muito belo, tem cem anos e diz-me muito sobre a minha condição de mulher.
A idade da maternidade é sem dúvida a mais brilhante, neste quadro. A mulher criança parece indefesa. A mulher velha não tem rosto. Os cabelos longos e desalinhados cobrem os ombros. O peito cai e toda a postura sugere a decadência e sobretudo a desistência. Excepto o ventre redondo, primeira morada de toda a humanidade. Antes do Brave New World, claro!
Mais: li que Klimt nasceu a 14 de Julho de 1862, numa família pobre, nos arredores de Viena.
Imagem daqui.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

terça-feira, 12 de julho de 2005

Adeus, Zé!

Fui dizer-te adeus, Zé.
A vida junta e a vida separa.
Foi em nome de um tempo em que a vida juntou que eu fui dizer-te adeus. Apesar deste longo, muito longo tempo em que não nos vimos, sei e sinto que o meu lugar teria ficado vazio se não tivesse lá estado. Não é presunção: todos temos o nosso lugar junto dos outros e não é preenchível por ninguém.
Falo de uma amizade muito forte que nos uniu, para sempre, de tal modo que não precisava de te ver, mas tão só de saber que estavas bem e que a vida te dava aquilo que tu merecias. E essa certeza chegava até mim, a toda a hora.
Falo de um tempo em que não era bem meninice, mas era quase. Os meus quinze anos eram meninos e os teus treze, claro que eram! Eras divertido, já lias Jorge Amado e sabias jogar à canasta, à sueca, ao king e ao crapô. E eu aprendia.
Lá no liceu, nunca nos víamos. Estavas na secção dos rapazes e eu e a tua irmã estávamos já na secção da “mistura”.
Mas depois das aulas, a seguir ao almoço, todos os dias, a pretexto do Latim e do Alemão em que eu recebia a preciosa ajuda da tua irmã, lá ia eu. E ficava a tarde toda, até a minha mãe me ir buscar à noitinha. Estava tudo em dia: o Latim, o Alemão, a canasta, o king...
(Ficava também actualizada a alegria em redor de uma mesa recheada de tudo o que faz mal, mas sabe bem, que era um dos cultos do teu pai e que tu também te preparavas para seguir.)
Depois vim para Lisboa. Tinha chegado o momento da vida começar a separar...
Tenho aqui, num álbum, as fotos a preto e branco das férias em Portimão, em casa da tua mãe. Outras em Coimbra, para onde vieste acabar a Medicina que tinhas começado em LM.
E depois... escasseiam tanto as imagens que receio que, por alturas do teu casamento, já estivéssemos completamente afastados.
(Só hoje conheci os teus filhos! Tu só conheceste o meu filho mais velho. Penso que a última vez que estivemos todos juntos, eu estava "gravidíssima" do meu segundo filho.)
E depois... escasseiam também as recordações.
“O Zé manda-te um beijinho!”, dizia a minha mãe sempre que ia à tua consulta.
“Dá um beijinho meu ao Zé!”, dizia eu à tua irmã, sempre que falava com ela, o que era e é frequente, pois, felizmente, ela e eu somos mais dadas às cartas e aos telefonemas do que tu.
As pessoas deixam de se ver, não se esquecem, mas só deitam contas ao tempo, quando acontece algo de errado, como a doença. Há dois meses e meio veio a notícia. Queria muito ter tido coragem para te ligar, para te falar, para te escrever, mas não tive.
Hoje fui dizer-te adeus. Com as pessoas que são tuas, ali por perto, parecia mesmo que ias sair de qualquer canto, pôr-me a mão no ombro e dizer uma piada.
Mas não! Flores e gente, flores e gente. Um segundo carro para transportar as flores que te ofereceram hoje. O escaldante sol algarvio não amedrontou a multidão que, às quatro da tarde, te acompanhou a pé. Não sei se viste, mas também me faltou a coragem para entrar no cemitério... Só quando tudo estava terminado.
Se é que está tudo terminado?! Com aquela multidão, visivelmente marcada pela dor, pela incompreensão da tua partida tão cedo, aos cinquenta anos, não pode estar tudo terminado.
(Hoje soube que também jogavas bridge. Esse não me chegaste a ensinar!)
“Era meu médico! Mas primeiro era meu amigo!”
Ouvi esta e outras frases como esta, ao longo do dia. E nunca vi, ao vivo, tanta gente emocionada que, como eu, te foi dizer adeus.

O Zé Carmona viveu em Vila Pery até aos treze anos, em LM até vinte. Em Coimbra, completou o Curso de Medicina e, em Portimão, exerceu a medicina e a amizade. Aí morou, até ontem. Hoje mora em muitos corações!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Património da Humanidade

templo
Inventário do Património Arquitectónico.
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
«Equilibrada e harmoniosa convivência entre o granito e o mármore. A sua feição actual, que o leva a ser considerado como uma das mais bem conservadas ruínas romanas da Península, é fruto da restauração romântica de Cinatti e evidencia de modo paradigmático as teorias de restauro então praticadas.»

Portugal tem...

Belos caminhos, onde o cansaço da viagem se dilui...

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Uns "pinheiros altos" que se agitam no poema de Gedeão e se recortam nuns céus de azul e oiro, num fim de calor e de dia...

sunsetroad

Muralhas que guardam as vilas, as aldeias e as cidades...

muros

Passados e presentes que se harmonizam numa só paisagem...

aqued

Um património mundial da humanidade...

diana 2

(Reportagem para o bló de uma ida a Évora. Dá-se informação preciosa: como ir ao cinema duas vezes, por se ter poupado quatro Euros, por viagem, nas portagens!)

A Mala de Porão

O Magude viaja com uma Mala de Porão, sobre a qual escreveu e disse:
Tem gente que chega para ficar, tem gente que vai para nunca mais, tem gente que vem e quer ficar, tem gente que vai e quer voltar, tem gente que veio só olhar, tem gente a sorrir e a chorar. E assim, chegar e partir, são só dois lados da mesma viagem...

A nau está de partida. A maré está de favor, o vento propício, o sol brilha no horizonte para me orientar e à noite a Estrela Polar será o meu guia.
Inicio a viagem sozinho, só com uma mala de porão. Não sei onde e quando serão as escalas, muitos menos o destino. Na mala levo o essencial, coisa pouca, memórias quase só. Pelo caminho chegarão amigos, com novas ideias, emoções, notícias. E com isso a mala ir-se-à compondo....

O problema é que não nos emprestas a chave para abrir a caixa dos comentários...
Já temos a chave! Obrigada, Magude!

domingo, 10 de julho de 2005

Coca-Cola é que é!


A biografia da Coca-cola é muito atribulada. Começo a contar a história, a partir das muitas histórias que vou lendo por aqui, esbarro nas minhas recordações tão simples: Coca-Cola com torradas, em tardes de sexta, no Scala Café. (Na esplanada não, que duas meninas não se podem expor numa esplanada, cheia de homens a olhar e com a tropa que acabou de desembarcar num porto perto, a passar e a olhar ainda mais.)
Sinto que vivi a minha infância e a minha adolescência num mundo moderno, onde até havia Coca-Cola. Era uma garrafinha feita de vidro esverdeado, com uma carica forradinha com uma rodelinha branca, de onde às vezes saía um prémio.
(A guerra que se sentia, embora se dissesse que não, ensombra esta recordação!)
Os mais velhos misturavam a Coca-Cola com whisky e muito gelo. Nós os mais pequenos misturávamos com bolas de gelado de baunilha.
(Com muito cuidado porque a espuma podia transbordar!)
De acordo com fontes geralmente bem informadas, faz hoje vinte anos que a Coca-Cola reintroduziu no mercado a fórmula original, com o nome de Coca-Cola Clássica!
Há ainda uma outra razão para escolher esta efeméride: Eu sou ainda Coca-Cola por parte da infância e da adolescência, parafraseando uns homoristas do meu tempo, que se vão deixar ultrapassar pelo humor dos pastéis de nata!!!
É domingo! Está calor!
-Uma Coca-Cola bem geladinha, por favor!

sábado, 9 de julho de 2005

Blog Parabéns


Parabéns, Pedro!
Muitas felicidades na tua vida cor-de-rosa, na tua vida azul e na tua vida verde!
Cá da jaula segue em correio verdíssimo um beijinho e três abraços de leão!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Ainda ontem... Londres

Há cinquenta e três anos, o eléctrico londrino, o "tram", percorria, pela última vez, as linhas das ruas da capital do Reino Unido e chegava à Estação de New Cross, às primeiras horas da manhã.
A última viagem deste eléctrico foi um acontecimento para o qual os habitantes da cidade do nevoeiro se prepararam a rigor, saudando o cansado veículo ao longo das três horas que demorou a percorrer a distância estipulada: Woolwich-New Cross.
"In the name of Londoners I say goodbye old tram!" disse um senhor importante, um Lord Lathom, enquanto outro senhor importante, o deputado John Cliff, antigo condutor de carros-eléctricos,conduzia o "1951", na viagem do adeus!

Imagem e informação daqui.
Pouco depois de ter encontrado a efeméride que me apetecia escolher, soube da tragédia que assinalou a sangue para sempre a cidade, a mesma cidade que há cinquenta e três anos dizia adeus a este tipo de transporte público, o eléctrico, que é bem capaz de ser ainda parente próximo dos nossos amarelinhos da Carris!

...

Não me sinto investida por especial sabedoria, capaz de tecer opiniões sobre o sentido da vida e muito menos sobre o sentido da morte.
Não consigo sequer deter-me em imagens que transmitem violência e infligem a dor insuportável da incompreensão.
Eu pertenço a uma espécie que povoa um planeta. A espécie chama-se Humanidade.
À mesma espécie pertencem muitos dos que hoje choram inconsoláveis as vidas de alguém que só cometeu o erro de apanhar um transporte e ir para o seu trabalho.
À mesma espécie pertencem mães e pais e irmãos dos que planearam e executaram a ordem trágica!
Somos todos a mesma Humanidade!
Não faz sentido!
Infelizmente, para mim, a dor já nem me lava a alma, porque me secou os olhos, incompreensivelmente também!

Imagem daqui!

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Atenção aos (early) sixties!

A seis de Julho de mil novecentos e sessenta e quatro estreou o filme dos Beatles, "A Hard Day's Night". Foi a preto e branco, por causa dos custos.
Para mim, foi mais uma tarde de Scala! (Será que foi de Manuel Rodrigues?)
night
Imagem daqui
Entretanto o Eduardo encontrou os Beatles...E já podem pôr a tocar o tema do filme.A Beatlemania apanhou-me com dez anos. Lembro-me de uma festa de anos da minha prima em que se dançou o twist toda a tarde, ao som do "Twist and Shout", claro!
Vesti-me a rigor, como soía... Na moda, a tendência do mar, as golas à marujo, ou à maruja! As cores de sempre: o azul, o branco e o vermelho. Os tecidos leves e bons. Os tamanhos perfeitos. As medidas exactas, depois de duas provas na modista, a Dona Vitória, na Malhangalene!

Estávamos todos vivos e devíamos estar felizes, pensava eu, na inocência dos tais dez anos!
Olha o link da moda! Traz as modas dos anos sessenta, traz a menina do vestido com gola à marujo e tudo!
Obrigada, Eduardo!
Lady Chuínga, play Michelle now!

'Tá lá ? Quem fala?

"Mas ganha sentido a famosa frase de Vitorino Nemésio quando foi atender o telefonema de uma colega feito a hora matutina: "Desculpe, minha senhora, aparecer-lhe em pijama." Com os novos telemóveis, todos nós aparecemos em pijama."
Termina assim, hoje, o habitual "Fio do Horizonte" do EPC.
(EPC!Esta sigla é muito intelectual!!!!)
Ora, eu não imagino o EPC em pijama! Nem o saudoso Vitorino Nemésio!
No meu imaginário, o comunicador das memórias tem sempre sobretudo, porque foi assim que o vi, ao vivo, a sair da faculdade, no dia do jubileu.
O EPC, no meu imaginário, veste-se "casual".
Por acaso nunca me preocupei com a indumentária,quando atendo o telefone. Mas procuro sempre alguma privacidade, seja qual for a natureza do telefonema. Não consigo falar aos gritos, no meio da multidão, como se estivesse sozinha, com o outro alguém, do outro lado do telefone. (Só se o assunto fosse mesmo de gritos e eu não tivesse beco para onde me esgueirar!) Posso gritar, berrar, gargalhar, mas longe dos olhares e ouvidos mais ou menos indiscretos e que parecem ameaçar, a cada segundo, meter-se na nossa conversa.

Imagem daqui
Até logo! Vou atravessar a Ponte Vasco da Gama, o que é normalmente um espectáculo para os meus sentidos: primeiro as salinas, depois a imensidão da água ou do lodo, depende da maré e depois uma Lisboa nova e moderna à minha espera, do outro lado!
Parece que avançamos em direcção a ela e que a vamos tocar. Mas não vamos! É mais estrada e estrada e desvio e alcatrão e céu!
céu

terça-feira, 5 de julho de 2005

Happy birthday to you!

redracer
Aqui vai a prenda! Consegui arranjar esta raridade!
(Não resmungues, que eu fiz o melhor que sei... Em matéria de automóveis, sou muito ignorante!)
Agora a sério: Um beijinho para ti, Espumante!
De onde é que eu o conheço? Da net, claro!
Temos em comum uma memória bonita de uma terra distante. Encontramo-nos com frequência por aqui e, normalmente, discordamos, como fazem os amigos "reais".
Fico à espera do bolo e do Espumante (mesmo)!
Ah! está bem! Primeiro cantamos todos o parabéns a você e só depois é que vem o Dom Perignon!
Cheers!

That's what friends are for

segunda-feira, 4 de julho de 2005

A aventura do Pastilhas

O Pastilhas ainda é um lugar onde se vai à procura do Doutor. Só que o Doutor já lá não está. Como diz a Cin: "Foi-se o Doutor, ficaram os doentes!" (Espero ter reproduzido fielmente a tua frase, Cin!)
Pois foi aí que começou este vício todo.
(Boas notícias: existe uma clínica na China onde se trata esta doença, este vício, esta dependência...)
Há pessoas que olham para a internet como para as drogas duras: nem quero experimentar que até tenho medo de me viciar, dizem, convictas. E por mais histórias lindas que eu lhes possamos contar como a da gente pequena que escreve à grande, nada os convence.
(Também tenho para mim que só se convence quem quer ser convencido!)
E foi por não temer a internet como temo essas outras coisas, que me aventurei, numa idade de ter juízo, nestes mundos novos.
Comecei então pelo Pastilhas, onde a grande atracção era o Doutor, o MEC, lui-même.
(Foi por acaso que encontrei o site numa pesquisa do Google!)
O MEC que nos fez rir e pensar, ao mesmo tempo, e repensar muitas coisas, nos idos oitentas!
O MEC é que tem a culpa disto tudo, até dos blogs.
Quando o Doutor se foi embora, assim mesmo, à MEC, pensar nas seus problemas das suas repúblicas, ficou um grupo "orfanético" que sobreviveu, à custa desta invenção que são os blogs.
(Devo confessar que li coisas lindas de ler no Pastilhas, tão lindas que já nem ia só à procura da crónica diária, ou quase diária, do MEC, mas também à procura de outras prosas que me deleitavam o espiríto, tanto quanto as leituras tradicionais de papel, que eram as que até aí eu tinha experimentado.)
E isto tudo porquê?
Porque ainda há quem esteja a começar (ou a recomeçar?) nesta "blogosfera" e, por sinal, seja precisamente a primeira pessoa sobre quem recaiu a minha admiração:a Renata!
Querida Renata, este bonjour, tristesse é tão bonito.
Foi por causa deste poema que o meu coração andou para trás, hoje!
Se eu precisar de ir para a China, quando me fizerem perguntas para a história clínica, terei de dizer que a culpa é do MEC!
MEC

"Netescrita - O Reino Mágico da Fada Emília"

netwriting
Era uma vez um reino distante, dominado pelo silêncio. A água corria nos rios, mas não marulhava como noutros rios de outros lugares. Para quê? O vento soprava mas não uivava e mesmo as brisas, quando agitavam as folhas das árvores pareciam fazê-lo de modo a que não se ouvisse o mais pequeno som do farfalhar das folhas.
Um dia passou por lá uma mulher. Dizem que era uma espécie de fada, mas em vez de tocar nas coisas com uma varinha, usava o seu desejo e tudo se transformava conforme o desejo dizia.
Conta-se que, ao sentir o silêncio, percebeu que se podia tratar de alguma maldade de alguma fada, em dia de menos bom - humor.
Magicamente, o seu desejo começou logo a funcionar:
Pensou nos meninos e meninas da sua aldeia, que nem era muito longe dali e pensou em trazê-los até ali.
Entusiasmados, todos quiseram ir.
Uns dias depois, lá partiram com as suas mochilas cheias de palavras, pois era essa a condição.
Quando lá chegaram, pararam num sítio especialmente bonito e abriram as mochilas.
Enquanto uns atiravam palavras ao rio, outros penduravam-nas nas árvores.
Ao fim de algumas horas começou a ouvir-se o splash das palavras mais pesadas a caírem na água...
E todos os dias os meninos lá iam com as suas palavras.
Este reino chama-se Netescrita e dizem que a fada está muito contente e recebe muito bem quem vem de longe!

Os meus mil obrigadas ao Incompetente, que teve a ideia e me desafiou para esta co-produção!

domingo, 3 de julho de 2005

Altas velocidades


Em 1938, a 3 de Julho, este comboio atingiu a mais alta velocidade do mundo: 203 km por hora. (Na categoria de comboios, presumo!)
A distância entre Dorchester e Wareham, 15 milhas (pouco mais de vinte e quatro Km), foram percorridas em 13 minutos e 1/4.
Tendo como referência a velocidade do TGV desejado e apetecido, que é de 300 km/H, este valor "velhinho" é muito significativo!

Este é o TGV que faz a ligação Paris-Marselha.

blog aniversário

Hoje faz anos uma das autores mais lidas destes tempos de agora, Joanne Harris. Depois do sucesso de "Chocolate", sucesso que se traduziu numa adpatação ao cinema, o que contribui ainda mais para a divulgação da autora que, desde aí, não pára de escrever. É o efeito "bola de neve"!
Joanne faz hoje 41 anos e nasceu em Yorkshire, filha de mãe francesa e pai inglês.
Tal como os grandes mestres de culinária, ela detém alguns segredos e tempera os seus preparados literários como ninguém.
"Cinco quartos de laranja" é o seu terceiro romance. Foi este que eu li, atraída pela ideia de experimentar outras sensações, mais do domínio do paladar, que a "doçura às colheradas" me sugeria!
“Cinco quartos de laranja” tem segredos, tem raivas, umas mais secretas do que outras, tem mistérios, grandes e pequenos, ódios, pequenos e grandes! Framboise regressa à sua aldeia, Les Laveuses, porque tem umas contas a ajustar com a criança, a pequenina Boise que ali cresceu durante o período mais difícil da sua história e da história do seu país, a França.
"-Nunca é demasiado tarde para voltar a casa."

Imagem aqui.

sábado, 2 de julho de 2005

A Causa


Ler o essencial sobre esta Causa.

Verão!

Olha a bela praia!
olha a bela praia
O belo dia de praia não se escolhe.
A sorte também o determina!

Autobiografia de António-Pedro Vasconcelos


Foi a ficção que me ensinou a procurar viver com coragem e justiça, paixão e compaixão; e a aceitar, sem resignação nem azedume, conviver com a imperfeição do mundo e a duplicidade dos homens.
Publicada no JL, guardei o texto, que está on-line, no tal meu baú!
Imagem daqui.

Profissão: Professor (no jovem século XX)

Nos anos 14-15 os liceus admitiam professores (chamemos-lhes assim) supranumerários, cuja missão consistia em velar pela ordem nas turmas durante a ausência acidental dos efectivos. (Eram, certamente os antepassados dos professores contratados, "sub-classe" que sempre existiu, que todos os que chegam um dia ao topo da carreira foram, um dia....) Que espécie de homens eram esses que se sujeitavam a um emprego tão aleatório? (A estranheza parece ser pertinente, um século depois!)Inclino-me a crer que principiantes, na decisão implume de voejos de ensaio, ou náufragos completos a ansiarem que os outros, os ditosos, adoecessem, para ganharem o melancólico pão de roer diário.
Com a crueldade para que propende a saúde do sangue moço, os rapazes, sempre aptos a descobrirem fracos e débeis para maltratar, perseguiam os pobres substitutos com ferocidade insubmissa. Despiedosos, em coro, bramiam, miavam, ladravam, grunhiam, soltavam lenços de lagartixas, riam em casquinadas de aprendizes de hienas,sopravam bolinhas de papel mastigado, atiravam setas, bochechos de água, urinavam pelos cantos... ( Afinal as crianças sempre foram rabinas, com tendências para a indisciplina?! Não eram todos alinhadinhos e medrosos?! Pelo menos é esse o peixe que se vende, que antigamente é que havia muito respeitinho!!!É um bom argumento, para acentuar o complexo de culpa e a frustração dos fracassos, deles e nossos!)Enquanto os miserandos, descarecidos de autoridade e temerosos de que o escândalo atravessasse as paredes, em vão martelavam as secretárias com as réguas, em vão, brandiam os ponteiros ameaçadores, e cravavam as unhas, em súplica, nas mãos, e choravam...
Sim, choravam.
Não invento. Eu vi. Eu ouvi uma dessas tristes criaturas dirigir-se aos nossos corações com voz de estertor implorativo:
-Estejam quietos! Calem-se! Não façam barulho! Olhem que tenho mulher e filhos! Escutem!...

(E hoje ainda choram e as razões são as mesmas! As humilhações também são as mesmas!)
O texto ( em itálico e negrito) é do José Gomes Ferreira, o poeta, um dos inspiradores deste blog. O resto é uma reacção natural e demasiado espontânea, provavelmente, a um debate na RTP com a Ministra, o Sindicalista e o Presidente dos Pais. Não me revejo em nenhuma das posições assumidas e não pretendo, com este excerto, senão mostrar que afinal sempre foi assim. Os arremessos ao prestígio do professor vêm de todos os lados e, sempre, vieram, bem como a conversa de que uns se empenham e outros não, que, também me parece acontecer igualmente em todas as profissões.
Nem as crianças são todas iguais!
Nem os pais são todos iguais.
Nem é preciso ser tudo igual!!!
Para iguais nos empenhamentos vários, chegam-nos os representantes da classe política!

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Guinessmania


Ontem todos os peixes foram dar à caldeirada!
caldeirada
(Para isto ter alguma graça, sigam a receita do Espumante. Isto é, depois de lerem isto vejam os Malucos do Riso ou meia hora de Batanetes!)