querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
É pelo verso de Gedeão que chego ao fim de um dia (ciberdia)!
Ao fim de um dia em que se celebra o nascimento de Miguel Cervantes o poeta máximo do país vizinho, o Camões deles, o Shakespeare deles, o Dante deles!
D. Quixote passou todas as fronteiras e chegou a todas as culturas, com a aura de um herói cuja sobrevivência é a imaginação e o sonho.
Deixemos falar quem disto sabe, Maria Amália Vaz de Carvalho:
Cervantes, ao pegar na pena para escrever esse extraordinário panfleto contra a literatura ridícula e falsa dos seus contemporâneos, ignorava absolutamente a coisa enorme, a coisa genial que ia fazer! Sem dar por isso, ele ressuscitava em si o ideal extinto da antiga pátria de Cid e metia-o da maneira mais original e mais profundamente cómica na alma do seu magro cavaleiro, criando assim um anacronismo, vivo. Fazia dele um verdadeiro herói sem meio adequado a mover-se.
Tal como Camões, também Cervantes teve uma existência atribulada. Até na existência de uma obra que os representa em circunstâncias extremas de sobrevivência eles se aproximam!
A primeira parte de D. Quixote foi publicada em Junho de 1605 e a TSF dedicou-lhe muitas e belíssimas palavras, através de um trabalho daquela boa qualidade a que Fernando Alves nos habituou!
"Só para mim nasceu D. Quixote e eu para ele: ele para praticar as acções e eu para as escrever.", explicou Cervantes no final da longa narrativa... (página 770!!!)
Viva o D.Quixote!



















