A conferir:
-uma enorme vontade de fazer desenhos de jibóias com elefantes na barriga;
-um desejo também grande de encontrar no meu deserto alguém que me entendesse e conseguisse decifrar os meus desenhos, em vez de rir, troçar e achar que era/sou um caso perdido;
-um estranho impulso de arranjar um animal de estimação, que não fosse necessariamente um cão ou gato. Pensei em ovelhas, claro! e em vacas, daquelas dos anúncios aos chocolates com manchas pretas, ou brancas, muito bem desenhadinhas no lombo;
-a constatação de que eu sou duas pessoas em uma e que a pessoa crescida que há em mim é muito aborrecida (para não dizer “chata”, como dizem os ....);
- uma ânsia de pôr-do-sol;
- a certeza de ser responsável por todos aqueles que ao longo da vida cativei, o que nem sempre sai bem;
- a intenção de aprender a olhar para as estrelas, descobrir e reconhecer aquela que olha para mim e agradecer-lhe por isso;
Para a mentira parecer verdade, como dizia o poeta Aleixo, tenho de aprender a varrer ervas daninhas que se podem vir a transformar em gigantescos embondeiros; tenho de saber cuidar de uma rosa; tenho de aprofundar o significado de algumas palavras como “efémero” e “cativar”, para melhor a explicar ao principezinho.
Não vá eu encontrá-lo por aí!























