segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Começou assim...

Com a convicção da afectividade”“Sentimento e emoção"
Provavelmente não foi por acaso que os pais da Madalena tiveram tão bom gosto em escolher-lhe o nome.
Habituada que estou a pensar nela como santa, só com o título deste livro dei por mim a pensar nela como Madeleine. Sim, o bolo que Proust eternizou. Pequena vingança da autora esta agora de nos abrir o apetite com livros, como quem diz: ah, sim Mr. Marcel, agora chegou a vez da minha personificação literária, feita cozinheira de letras, autora de cardápios que não vão ficar por aqui...
É assim que, não inocentemente, nos convida a este Banquete de texto - título algo equívoco – e aqui, creio que andou a mão da Helena – pois, embora a autora avise que é de textos que se vai compor a refeição, logo o pecado da gula espreita entre os mais lambisqueiros da verdadeira comidinha aquela que as papilas gustativas fazem salivar. Mas, já dizia o velho Savarin “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és” e assim a Madeleine/Madalena escolhe as letras de imprensa em vez daquelas deliciosas de massa a boiar na sopa... porém, nem um asceta resistiria ao que ela convida “a festa dos sentidos! Será como um casamento de sentidos, sem sentidos obrigatórios e muito menos proibidos”...
Este casamento entre literatura e comida vem de longe. O prazer de ler cruza-se com o prazer de comer no nosso imaginário, nas nossas memórias e no nosso paladar.
De Àgaton anfitrião de Platão e seus amigos a filosofar à volta de uma mesa :“ o homem deve sim consentir o prazer, mas não deixar-se corromper por este”..., a Esopo que dizia: ”um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade”, talvez gulososo porque tão moralista, De Leonardo a preparar acepipes ao Duque Milão, a Rabelais que coloca no seu gigante Gargantua quem sabe, a sua avidez, de Guerra Junqueiro que pede uma cozinheira que saiba preparar bifes cordon bleu, às ameijoas de Bulhão Pato. da magnífica canja de Eça: “cheirava que rescendia, tinha fígado e tinha moela”...ao peru recheado, os peixes temperados, as filhoses, os pudins do velho abade que aldraba três missas em La Messe de Minuit de Daudet... à Festa de Babette de Kareen Blixen, às mais recentes Afrodite de Isabel Allende ou Como Água para Chocolate de Laura Esquível que tão bem conhecem o velho ditado “Para chegar ao coração de um homem, o melhor caminho é o estômago”...tb. podemos dizer que de uma mulher, para não sermos consideradas machistas... O facto é que, como diz Annalice del Vechio, escritora brasileira quase de certeza de ascendência italiana e criada a risottos e pollentas fabulosas, “Por si só, a culinária pode ser uma experiência transcendente, mas, associada à Literatura, produziu obras-primas”.
Voltando ao Banquete da Madalena: 27 autores, 29 títulos, podemos considerá-lo mais do que um feliz guião para curiosos. Quando o livro me foi entregue, tive a intenção de o ler do princípio ao fim, porém, mal relanceando o Convite, depressa me pus a folheá-lo, atraída pelos títulos que me traziam boas memórias, avançando e recuando, perguntando por que razão teria ela feito esta sequência e não outra. Teria ela lido os livros por esta ordem?
Que importância teria isso se eu podia lembrar-me, não do ano, mas dos momentos saborosos, adjectivo que muito irá encontrar o leitor, e mesmo das conversas que ao longo de dezenas de anos, alguns destes livros nos deram a ambas.
Parece-me que dos que falámos primeiro, há quase 40 anos, foi o do Principezinho, e A Cidade e as Serras. Já na faculdade, faziam as nossas delícias as redacções da Guidinha. O Diário de Sebastião da Gama de que Lindley Cintra sempre falava aos seus alunos. Os Contos Exemplares de Sophia, Os Esteiros, os poemas e os diários de Torga. Os poemas, O Mundo dos Outros, as Aventuras de João Sem Medo, a nossa grande paixão comum e toda a obra do extaordinário escritor José Gomes Ferrreira que ainda dá nome ao nosso blogue.
Como qualquer aspirante a professor esforçámo-nos por despertar nos nossos alunos o prazer de ler... Entraram nas nossas aulas os textos de Monteiro Lobato, de que ela não fala ainda, e nos foi apresentado pela mão da Ana Maymone. O Meu Pé de Laranja Lima e Rosinha Minha Canoa do José Mauro de Vasconcelos, a Rosa Minha Irmã Madalena da Alice Vieira e os Poemas do Mário Castrim ...” Tenho uma janela virada para o mar, barcos a sair, barcos a entrar”...”Era uma vez uma menina muito meninha, três palmos dos meus, davam para medir a Joaquina de baixo acima... a Joaquina levava o almoço ao Pai” ... e por aí fora. Porém os nossos guias dos anos setenta foram os livros de Richard Bach e em Pereginação Interior Alçada Batista
Procurávamos nas revoluções jovens das nossas vidas, âncoras de sonho que nos dessem força para podermos ser boas mães, mulheres felizes, sem destinos tristes, sem deuses castigadores ...
E, não é que foram boas todas essas Ilusões? E proveitosas, pois agora estamos a navegar pela nossa própria escrita, com ramos de flores nas mãos, muitos chocolates mesmo de verdade para aquém dos livros, comunicando com Júbilo e usando a net como o telegrafista de Laura esquível...
Vá-se lá saber porquê, só nos anos 90 me lembro de ela me ter confessado quem era o seu poeta preferido: Reinaldo Ferreira E, diante da minha ignorância, ofereceu-me o livro que recebi, comovida por pertencer, realmente a um rei, tão cedo, morto.
Outros autores surgiram, outros descobrireis, e espero que outro Banquete surja também, em breve.
A Madalena insiste na arte de ensinar na sala de aulas, quanto a mim, onde ela deveria insistir era na escrita.
Transmitir as ideias que foi colhendo da vida, gozar mais esse prazer que não perdeu de ler, ler, ler, ler, e transmitir-nos esse encantamento com o dom que tem da visão, do conhecimento da alma humana e da sua interpretação, sobre ela e os livros.
Mais um repto à autora: atreve-te no Romance que os contos também andam por aí à espera que os dês para publicação.

Dos prazeres no céu

Dos prazeres no céu
Que Mahomet promete,
Não trocava sete
Só por este meu.

Ver, enquanto ceio,
Teu olhar, Suzette,
Como se reflecte
No meu copo cheio.

Assim, com certeza,
Por mais que a desdenhe,
Na vida há beleza
Enquanto há champagne.

Reinaldo Ferreira

Ana Sousa

Rescaldos

Ainda no rescaldo das emoções, dos reencontros com todos aqueles que fazem a história da nossa vida...
Como é possível que estes reencontros dissolvam nomes, apelidos, títulos, funções, profissões, responsabilidades e até maleitas?
No sábado eu "fui", outra vez, novinha em folha e sã que nem um pêro. Não houve reumático que me atacasse, nem tendinite, nem joanetes, nem varizes... Nada! Acho que até o cabelo se pintou de preto e a pele esticou.
A nossa juventude fica, de facto, inscrita num chip qualquer que o Criador instala nas barrigas das mães, de modo a ficar disponível para o nascituro, na fase certa e sempre que as condições assim o exigirem, mesmo nos últimos quarenta anos de vida.
E calha não calha, fica activo, como dizem os meninos e as meninas dos Call Centers!
E até os primeiros encontros da vida dita real activam esse chip. Encontros esses que acabam por ser reencontros de tempos também já distantes (3 anos é muito!).
Juro que estou lúcida e não bebi nada, a não ser Coca-Cola!
E para que se fique com uma ideia da abertura das festas e, a pedido de várias famílias, aqui fica o texto na íntegra da fantástica, genial, sensacional, super oradora, também escritora, também pintora, Ana Sousa, a quem, pela "convicção da afectividade" chamamos Nini!
(Para facilitar a leitura e os comentários que lhe quiserem dirigir, vou colocar o texto no "post" que se segue.)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

(...)

A Tia Árvore começou aqui, isto é, nasceu aqui.Em jeito de homenagem, de boas-vindas à Vida, dediquei-o à Stela, que ontem esteve presente a dar, por sua vez, as boas-vindas à Tia Árvore. Pressurosa, vaidosa e pestanuda, estendeu os ramos para a abraçar, pela primeira vez, mas nada de colos que isto de colo da mãe não se troca por nenhum ramo de árvore! Foi uma emoção muito linda!
Espero que o avô me faça chegar o registo fotográfico do momento!!!! Obrigada Stela, por te ter roubado um bocadinho ao teu ó-ó! Muito obrigada Marta, pelo teu carinho de sobrinha. Obrigada, Nelson, por teres estado lá e teres levado as meninas. Espero que tenham gostado e que a Tia Árvore vos faça boa companhia!À hora do "banquete", claro!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que honra!


Nenhum outro nome podia ser dado a um prémio que comprometesse mais quem o recebe do que este. Senti-me honrada, mas, ao mesmo tempo, temi não estar à altura de tão grande distinção: Pedagogia do Afecto.
(Pedagogia do Afecto é um termo criado pelo autor Carlos França, o qual designa as relações interpessoais de afectividade em sala de aula. Resumidamente é a introdução no processo educativo, de teorias e técnicas que façam prevalecer a amizade, a ternura, o toque afectivo, o respeito mútuo, etc. A importância da educação emocional é fundamental, para que não se criem no futuro indivíduos altamente intelectualizados (cognitivos) e com baixo equilíbrio psicológico.)aqui
Lembrei-me então do que disse um dia um professor, um colega, um amigo, a escassos dias de atingir o limite de idade para dar aulas: Não precisamos de boas cabeças. Já temos muitas. Precisamos de bons corações.
Obrigada, Isabel, pela consideração que revelas ter por mim! Se calhar eu ainda não mereço. Vou tentar merecê-lo!

SMS

I have gone to bed mad... I have gone to bed glad...I have sometimes even gone to bed sad... but I can never go to bed without wishing u good night!!!
Banco de SMS:aqui

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lisboa também é uma lição!

É a conclusão a que eu já tinha chegado, mas não da maneira como a entendi hoje, ouvindo o "Arqueólogo de Serviço"da Associação dos Amigos dos Castelos, durante mais de duas horas, ao mesmo tempo que percorríamos os lugares de que falava com a tal "paixão" dos "cacos fantásticos" que lhe ensinaram o que é que esteve ali, mesmo por baixo dos nossos pés. Essa paixão fez parar a chuva permitindo que a Lição acontecesse, sem uma pinga sequer. Mas antes, minutos antes,choveu a cântaros, tantos que o Rossio estava triste, mesmo sabendo que, logo ali em baixo, houve há muitos tempos, tantos que eu nem sei contar, um Circo Romano.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Adeus, Mês de Janeiro!

O Mês de Janeiro despede-se do calendário com céus cinzentos, com ventos antipáticos e chuva,com muita chuva.
Mas a sábia Natureza começa já a dar sinais de querer trazer de volta o verde das árvores. Pelo menos, é o que acontece com os galhos secos das árvores da minha rua que ameaçam, com os seus quase imperceptíveis botões verdes, matar a tristeza destes dias de Inverno.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

As minhas dúvidas sobre o caso...

Freeport!
Como é que se pronuncia correctamente a palavra Freeport?
Será "fripór"? Ou será "friport"?
Dúvidas não tenho eu sobre a tranquilidade que vizinha o "caso", sobre a verdade de um rio que resiste à modernice da intriga pouco palaciana dos corredores do poder e renova a sua fauna, para espanto de todos os que vaticinam a morte dos elegantes flamingos e seus pares...Um rio que se envolve com a terra das margens, salgando-as de beleza ímpar. Um pouco além, fica o Freeport e a minha grande dúvida: será que se diz assim ou assim?

sábado, 24 de janeiro de 2009

A mais bela estação

Pensei, sem pensar muito, que se tratava de uma estação do ano. À minha pobre cabecita, atolada de "objectivos", não ocorreu que podia tratar-se da lindíssima estação de comboios da minha cidade.
(Mais uma vez te traí, minha cidade! Eu devia ter pensado logo, devia ter-me lembrado logo de ti, cidade, que guardas a memória dos meus sonhos adolescentes, que guardas ainda a minha esperança de futuro.)
Mas, depressa varri da consciência estes inúteis remorsos que só crescem porque eu deixo, porque me fazem companhia. Depressa deixei que uma saudade mais benigna tomasse conta da memória dessa estação e percorri dentro de mim o cais imenso. É mesmo um cais de partir e de chegar.
Assomei à janela de um desses comboios não menos emblemáticos do tempo e acenei.
Um dia hei-de aí voltar, minha cidade!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aqui há inocência com I grande

O João estava triste. Para além dos olhos, a tristeza inundava-lhe todo o semblante e até o corpo franzino, que parecia não aguentar o seu próprio pouco peso, se encostava a uma coluna do telheiro que liga as várias salas de aula.
A professora passou por ele e, não podendo deixar de tropeçar na tristeza que estava ali, no meio do caminho, para ser "notada" por todos os que passassem, perguntou-lhe:
- O que é que tens, João?
- Foi o Pedro e o Miguel! Fizeram batota a jogar ao berlinde.
À laia de conforto, a professora convidou o João a entrar na sala e a esquecer os berlindes e a batota.
No fim da aula, o João foi ter com a professora e segredou-lhe, em jeito de lembrete, como se tivesse havido uma promessa de intervenção para repor a justiça transviada naquele jogo de berlindes:
- Não se esqueça de falar com eles, por causa do berlinde...
Imagem- Getty Image (modificada pelo Photoshop)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Notícias que não me passam ao lado

Pelo contrário: estilhaçam a barreira das emoções mais minhas, aquelas que nem às paredes devo confessar, para não passarem para lá dos limites de segurança.
Uma delas foi, sem dúvida, a da menina que nasceu "livre" do gene do cancro da mama. Fico feliz, pois o cancro da mama aparece em mulheres cada vez mais novas e isso dói muito na condição de mulher-mãe. A idade jovem da mulher é importante, não só pela juventude e saúde do seu corpo, mas também pela maternidade e tudo o que envolve este milagre que é dar à luz um filho. Ou dois ou três, ou seja lá quantos forem. Mesmo importado "via-coração", a mulher jovem precisa de ter o corpo livre desta ameaça, para poder sonhar o futuro dos seus filhos. Claro que eu falo dos medos que eu tinha quando era nova e os meus filhos eram pequeninos e tão meus, tão meus, que os achava absolutamente intransmissíveis. Por isso, esta notícia acertou em cheio no meu coração!
A outra notícia que me fez tremer foi a de uma jovem, ex-atleta, grávida que foi vítima de hemorragia cerebral e a quem foi possível fazer o parto mesmo depois da sua própria vida ter terminado. Como dizia Mia Couto, num dos seus belíssimos contos: naquele corpo, a vida fez horas extraordinárias. Dizem que a literatura é ficção. Ali estava pois a prova de que a literatura pode antecipar a realidade!
E finalmente a notícia que fez correr mais tinta, que gastou mais luz no mundo inteiro. A felicidade do menino Cristiano Ronaldo. Quem estava ali, perante os nossos olhos, num palco do mundo, era um menino feliz. Naquele momento não havia Ferraris nem Bugattis, nem Mourinhos, nem milhões! Havia, sim, a emoção sincera de um menino.
Sim, que uma Pessoa nem sempre é de ferro!Ao lado, passei eu deste Pessoa em bronze, no momento exacto em que uma menina brincava com o pé do poeta num alheamento poético, digno da pessoa ali esculpida, digna da poesia que a vida também tem.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Davam grandes passeios aos domingos

Davam grandes passeios aos domingos... É uma obra de José Régio! E é também a realidade de muita gente. Sempre foi. Lembro-me da volta dos tristes, antes da ditadura dos Centros Comerciais.
(Eu até gosto da voltinha num Centro. É do género do carrossel: sobe e desce, sobe e desce, só que, em vez de cavalinhos de todas as cores e brilhos, sobe-se e desce-se a escada rolante...)
Hoje fui dar um desses grandes passeios domingueiros: visita ao Palácio Nacional de Sintra. Sobre o valor histórico e sobre a beleza dos espaços que são visitáveis, está tudo dito por aí. O que realmente me deslumbrou hoje foi Sintra, mesmo Sintra, a Sintra que avistei das janelas, da Sintra que nos esperava, verde, verde, verde!
Sintra é "inigualável", disse-o Hans Christian Andersen.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

É para já!

Tenho de ir pôr a minha cabeça a lavar. Ou pelo menos a limpar a seco. Está cheia de lixo! Burocrático!
Acho que estas nódoas não são facilmente elimináveis!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Regresso do MEC

O MEC é uma referência da minha geração. Digo minha, porque os respeitáveis dois ou três anos que os meus cinquenta levam de avanço em relação aos dele me dão essa autoridade de me auto-infligir a "matura idade". Até porque eu envelheci. O MEC, não!
Ele mantém a linha da irreverência que funciona, quando bem usada, como elixir da juventude. Claro que falo de uma juventude de pensamento. O MEC está gordinho, tão gordito, que já nem se notam tanto as orelhitas de abano!
Foi por causa do MEC, que eu me perdi para sempre nos caminhos da net. (Ironia!) Fui ao consultório do Doutor Pastilhas e fiquei dependente deste acesso fácil, muito imediato, ao bem-estar.(Sem ironia!)
O MEC voltou com uma publicação em memória das noites da Má-Língua. As conversas com os outros maldizentes militantes foram gravadas pela TSF, presumo que nos seus estúdios e ouvi-los, neste caso, é bem melhor do que lê-los. A versão áudio conserva os tiques, a pronúncia do norte do Manuel Serrão que se perdem na versão escrita.
Quanto às crónicas do MEC, ontem, já tropecei numa, no Público, sobre a Bimby, "autêntico antepassado da cozinha de autor"! Hoje, outra crónica com alguma verdades em que o MEC denuncia, com o estilo habitual, as personalidades inconsistentes que se escondem atrás de algumas modas sociais.
Eu continuo fã do MEC. Irremediavelmente!
Vou guardar no meu baú estas crónicas!

domingo, 4 de janeiro de 2009

A não perder

Numa Lisboa perto de si, num rio perto de si, numa margem de Lisboa...
A beleza das colunas, uma beleza simples, sem artifícios, onde até as gaivotas se sentem em casa...
A esta beleza junta-se a beleza do deslumbramento de quantos querem ver o lugar que tem a sua história guardada no limo das pedras, que as protege da erosão do esquecimento.
Amanhã, o cais das colunas será novamente vendado aos olhos dos que o procuram, por acaso ou com intenção de guardar esta memória de Lisboa.

Provérbio fotografado

Uma geração planta a árvore e outra recebe a sombra.(Provérbio chinês)
A geração que plantou a árvore está a sair de cena. Sai ainda com a dignidade do seu próprio passo. Quem nos dera a todos esta felicidade!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Provérbios aplicados


Por muito longa que seja a noite, a manhã chegará!
Este é, dizem, um provérbio africano.
Como todos os provérbios que se prezem, a verdade contida é contestável.
Mesmo assim, parece-me que a sabedoria popular prevalece sobre uma desmontagem lógica.
Pensando bem, é melhor fixar a nossa atenção nos raios de sol que rompem a escuridão das noites.
É preferível não resistir ao calor do primeiro sol que nem sequer é pernicioso!
É preferível não nos deixarmos seduzir pela magia da noite!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009