quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O importante é...

a grelha, claro!
A avaliação dos médicos terá por base uma grelha com determinados parâmetros fundamentais.À semelhança do que acontece com os docentes, o Executivo pretende que a avaliação dos médicos passe pelo cumprimento de objectivos específicos, tal como é definido na lei que rege a avaliação da Administração Pública (66-B/2007 de 28 de Dezembro), propondo uma «confrontação entre objectivos fixados e resultados obtidos».
Ler mais aqui.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Recado ao Zeca

Pois é, Zeca. Não sei se morreste há vinte anos, há vinte dias, há mais ou menos tempo.
Sabes?, as tuas canções atravessadas de pensamento único, feito de um sentido de liberdade universal, dissolvem o tempo. Não sentimos o tempo, que ele está cheio, continua cheio, das tuas canções, da tua voz, da tua presença mais ou menos jovem, daquele teu ar inocente, indeciso entre a alegria de cantar e a responsabilidade de cantar.
Vejo hoje, nos registos dos dias, que partiste há vinte e dois anos.
Acho que não Zeca!
Acho que continuas por aqui, a ensinar, a dar-nos as verdadeiras lições da tua geografia da condição humana: nasce-se menino, com um certo destino, como o menino de Xepangara.
Essa foi a geografia que tu aprendeste na vida.
Os teus olhos olharam sempre de frente os meninos nascidos aquém dos direitos. Não só os meninos negros da África que também foi tua, pelo direito próprio de quem ama a liberdade, para além da morte, para além da vida.
"Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida"
Presença das formigas
Os teus meninos de oiro estão todos contigo a celebrar esse hino à liberdade!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Saudade

"Gone are the days when he could take me on his knee
And with a smile he'd change my tears to laughter."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Coisas

Eu sou a perfeita expressão da liberdade, aqui e agora. Fernão Capelo Gaivota-Não temes o lodo nem as pedras?
-Não. Não têm asas e eu tenho. As pedras crescem no chão. Eu estou preso ao céu e só tropeço em nuvens de algodão!
(Conversa possível com uma gaivota prima do Fernão.)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Feridas

São feridas assim que doem de verdade!
Não há nada mais injusto do que esta acusação. Eu, pelo menos, sinto-a assim e não falo só por mim. Se resistimos à guerra com o ME é por causa dos alunos.
Assim não vale!
Já agora visitem o blog da nossa Biblioteca e leiam um trabalho que vale a pena ler de uma aluna do quinto ano, sobre o Carnaval. Foi feito numa aula de Estudo Acompanhado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Proposta adiada, uma vez mais

Vamos de rio até Lisboa?
As obras do Terreiro do Paço roubam-nos a vista de Lisboa para o rio e do rio para Lisboa.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Hoje

Já levei a minha dose de pôr-do-sol!

Homenagem dupla: Galileu e Gedeão

Poema para Galileo

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,

aquele teu retrato que toda a gente conhece,

em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce

sobre um modesto cabeção de pano.

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.

(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.

Disse Galeria dos Ofícios.)

Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.



Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…

Eu sei… eu sei…

As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.

Ai que saudade, Galileo Galilei!



Olha. Sabes? Lá em Florença

está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.

Palavra de honra que está!

As voltas que o mundo dá!

Se calhar até há gente que pensa

que entraste no calendário.



Eu queria agradecer-te, Galileo,

a inteligência das coisas que me deste.

Eu,

e quantos milhões de homens como eu

a quem tu esclareceste,

ia jurar- que disparate, Galileo!

- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça

sem a menor hesitação-

que os corpos caem tanto mais depressa

quanto mais pesados são.



Pois não é evidente, Galileo?

Quem acredita que um penedo caia

com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?

Esta era a inteligência que Deus nos deu.



Estava agora a lembrar-me, Galileo,

daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo

e tinhas à tua frente

um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo

a olharem-te severamente.

Estavam todos a ralhar contigo,

que parecia impossível que um homem da tua idade

e da tua condição,

se tivesse tornado num perigo

para a Humanidade

e para a Civilização.

Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,

e percorrias, cheio de piedade,

os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.



Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,

desceram lá das suas alturas

e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,

nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.

E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual

conforme suas eminências desejavam,

e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal

e que os astros bailavam e entoavam

à meia-noite louvores à harmonia universal.

E juraste que nunca mais repetirias

nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,

aquelas abomináveis heresias

que ensinavas e descrevias

para eterna perdição da tua alma.

Ai Galileo!

Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo

que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,

andavam a correr e a rolar pelos espaços

à razão de trinta quilómetros por segundo.

Tu é que sabias, Galileo Galilei.



Por isso eram teus olhos misericordiosos,

por isso era teu coração cheio de piedade,

piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos

a quem Deus dispensou de buscar a verdade.

Por isso estoicamente, mansamente,

resististe a todas as torturas,

a todas as angústias, a todos os contratempos,

enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,

foram caindo,

caindo,

caindo,

caindo,

caindo sempre,

e sempre,

ininterruptamente,

na razão directa do quadrado dos tempos.

Galileu nasceu em Pisa a 15 de Fevereiro de 1564.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Coisas do Dia

A idade não te protege do amor, mas o amor, até certo ponto, protege-te da idade.
Jeanne Moreau
(Espero bem que a actriz de 81 anos tenha razão! Sempre é uma esperança!)

Encontrei a saída!

Eles não encontram a saída, porque não querem ler os letreiros.
A saída é exactamente no sentido oposto à Praça das Estrelas e à Avenida dos Oásis.
É preciso lembrar que o "problema" se situa no deserto, por isso não convém seguir palmeiras...

Uma promessa!

A Primavera já chegou à janela da minha cozinha! Abri-lhe a janela, mas ela não entrou. Um raio de sol ainda vá, mas calor, calor, isso é que nem pensar! Ela está a chegar, mas por enquanto fica à janela...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Many thanks!

Obrigada, Bruno! Para além do que já disse aí, em tua casa, vou acrescentar que ainda me sinto mais feliz por constatar que as palavras também se transformam em pontes, fazendo o que fazem as pontes: ligações! Ligam, neste caso, gerações!
Estava na sala muita gente nova como tu! Foi uma tarde para não esquecer! Obrigada pela tua contribuição: esta e a outra, a do sábado! Talvez ainda consiga convertê-las noutras palavras e se siga adiante como preconiza o "assim sucessivamente".
(eu agarrei uma de cada),dizes tu!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Começou assim...

Com a convicção da afectividade”“Sentimento e emoção"
Provavelmente não foi por acaso que os pais da Madalena tiveram tão bom gosto em escolher-lhe o nome.
Habituada que estou a pensar nela como santa, só com o título deste livro dei por mim a pensar nela como Madeleine. Sim, o bolo que Proust eternizou. Pequena vingança da autora esta agora de nos abrir o apetite com livros, como quem diz: ah, sim Mr. Marcel, agora chegou a vez da minha personificação literária, feita cozinheira de letras, autora de cardápios que não vão ficar por aqui...
É assim que, não inocentemente, nos convida a este Banquete de texto - título algo equívoco – e aqui, creio que andou a mão da Helena – pois, embora a autora avise que é de textos que se vai compor a refeição, logo o pecado da gula espreita entre os mais lambisqueiros da verdadeira comidinha aquela que as papilas gustativas fazem salivar. Mas, já dizia o velho Savarin “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és” e assim a Madeleine/Madalena escolhe as letras de imprensa em vez daquelas deliciosas de massa a boiar na sopa... porém, nem um asceta resistiria ao que ela convida “a festa dos sentidos! Será como um casamento de sentidos, sem sentidos obrigatórios e muito menos proibidos”...
Este casamento entre literatura e comida vem de longe. O prazer de ler cruza-se com o prazer de comer no nosso imaginário, nas nossas memórias e no nosso paladar.
De Àgaton anfitrião de Platão e seus amigos a filosofar à volta de uma mesa :“ o homem deve sim consentir o prazer, mas não deixar-se corromper por este”..., a Esopo que dizia: ”um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade”, talvez gulososo porque tão moralista, De Leonardo a preparar acepipes ao Duque Milão, a Rabelais que coloca no seu gigante Gargantua quem sabe, a sua avidez, de Guerra Junqueiro que pede uma cozinheira que saiba preparar bifes cordon bleu, às ameijoas de Bulhão Pato. da magnífica canja de Eça: “cheirava que rescendia, tinha fígado e tinha moela”...ao peru recheado, os peixes temperados, as filhoses, os pudins do velho abade que aldraba três missas em La Messe de Minuit de Daudet... à Festa de Babette de Kareen Blixen, às mais recentes Afrodite de Isabel Allende ou Como Água para Chocolate de Laura Esquível que tão bem conhecem o velho ditado “Para chegar ao coração de um homem, o melhor caminho é o estômago”...tb. podemos dizer que de uma mulher, para não sermos consideradas machistas... O facto é que, como diz Annalice del Vechio, escritora brasileira quase de certeza de ascendência italiana e criada a risottos e pollentas fabulosas, “Por si só, a culinária pode ser uma experiência transcendente, mas, associada à Literatura, produziu obras-primas”.
Voltando ao Banquete da Madalena: 27 autores, 29 títulos, podemos considerá-lo mais do que um feliz guião para curiosos. Quando o livro me foi entregue, tive a intenção de o ler do princípio ao fim, porém, mal relanceando o Convite, depressa me pus a folheá-lo, atraída pelos títulos que me traziam boas memórias, avançando e recuando, perguntando por que razão teria ela feito esta sequência e não outra. Teria ela lido os livros por esta ordem?
Que importância teria isso se eu podia lembrar-me, não do ano, mas dos momentos saborosos, adjectivo que muito irá encontrar o leitor, e mesmo das conversas que ao longo de dezenas de anos, alguns destes livros nos deram a ambas.
Parece-me que dos que falámos primeiro, há quase 40 anos, foi o do Principezinho, e A Cidade e as Serras. Já na faculdade, faziam as nossas delícias as redacções da Guidinha. O Diário de Sebastião da Gama de que Lindley Cintra sempre falava aos seus alunos. Os Contos Exemplares de Sophia, Os Esteiros, os poemas e os diários de Torga. Os poemas, O Mundo dos Outros, as Aventuras de João Sem Medo, a nossa grande paixão comum e toda a obra do extaordinário escritor José Gomes Ferrreira que ainda dá nome ao nosso blogue.
Como qualquer aspirante a professor esforçámo-nos por despertar nos nossos alunos o prazer de ler... Entraram nas nossas aulas os textos de Monteiro Lobato, de que ela não fala ainda, e nos foi apresentado pela mão da Ana Maymone. O Meu Pé de Laranja Lima e Rosinha Minha Canoa do José Mauro de Vasconcelos, a Rosa Minha Irmã Madalena da Alice Vieira e os Poemas do Mário Castrim ...” Tenho uma janela virada para o mar, barcos a sair, barcos a entrar”...”Era uma vez uma menina muito meninha, três palmos dos meus, davam para medir a Joaquina de baixo acima... a Joaquina levava o almoço ao Pai” ... e por aí fora. Porém os nossos guias dos anos setenta foram os livros de Richard Bach e em Pereginação Interior Alçada Batista
Procurávamos nas revoluções jovens das nossas vidas, âncoras de sonho que nos dessem força para podermos ser boas mães, mulheres felizes, sem destinos tristes, sem deuses castigadores ...
E, não é que foram boas todas essas Ilusões? E proveitosas, pois agora estamos a navegar pela nossa própria escrita, com ramos de flores nas mãos, muitos chocolates mesmo de verdade para aquém dos livros, comunicando com Júbilo e usando a net como o telegrafista de Laura esquível...
Vá-se lá saber porquê, só nos anos 90 me lembro de ela me ter confessado quem era o seu poeta preferido: Reinaldo Ferreira E, diante da minha ignorância, ofereceu-me o livro que recebi, comovida por pertencer, realmente a um rei, tão cedo, morto.
Outros autores surgiram, outros descobrireis, e espero que outro Banquete surja também, em breve.
A Madalena insiste na arte de ensinar na sala de aulas, quanto a mim, onde ela deveria insistir era na escrita.
Transmitir as ideias que foi colhendo da vida, gozar mais esse prazer que não perdeu de ler, ler, ler, ler, e transmitir-nos esse encantamento com o dom que tem da visão, do conhecimento da alma humana e da sua interpretação, sobre ela e os livros.
Mais um repto à autora: atreve-te no Romance que os contos também andam por aí à espera que os dês para publicação.

Dos prazeres no céu

Dos prazeres no céu
Que Mahomet promete,
Não trocava sete
Só por este meu.

Ver, enquanto ceio,
Teu olhar, Suzette,
Como se reflecte
No meu copo cheio.

Assim, com certeza,
Por mais que a desdenhe,
Na vida há beleza
Enquanto há champagne.

Reinaldo Ferreira

Ana Sousa

Rescaldos

Ainda no rescaldo das emoções, dos reencontros com todos aqueles que fazem a história da nossa vida...
Como é possível que estes reencontros dissolvam nomes, apelidos, títulos, funções, profissões, responsabilidades e até maleitas?
No sábado eu "fui", outra vez, novinha em folha e sã que nem um pêro. Não houve reumático que me atacasse, nem tendinite, nem joanetes, nem varizes... Nada! Acho que até o cabelo se pintou de preto e a pele esticou.
A nossa juventude fica, de facto, inscrita num chip qualquer que o Criador instala nas barrigas das mães, de modo a ficar disponível para o nascituro, na fase certa e sempre que as condições assim o exigirem, mesmo nos últimos quarenta anos de vida.
E calha não calha, fica activo, como dizem os meninos e as meninas dos Call Centers!
E até os primeiros encontros da vida dita real activam esse chip. Encontros esses que acabam por ser reencontros de tempos também já distantes (3 anos é muito!).
Juro que estou lúcida e não bebi nada, a não ser Coca-Cola!
E para que se fique com uma ideia da abertura das festas e, a pedido de várias famílias, aqui fica o texto na íntegra da fantástica, genial, sensacional, super oradora, também escritora, também pintora, Ana Sousa, a quem, pela "convicção da afectividade" chamamos Nini!
(Para facilitar a leitura e os comentários que lhe quiserem dirigir, vou colocar o texto no "post" que se segue.)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

(...)

A Tia Árvore começou aqui, isto é, nasceu aqui.Em jeito de homenagem, de boas-vindas à Vida, dediquei-o à Stela, que ontem esteve presente a dar, por sua vez, as boas-vindas à Tia Árvore. Pressurosa, vaidosa e pestanuda, estendeu os ramos para a abraçar, pela primeira vez, mas nada de colos que isto de colo da mãe não se troca por nenhum ramo de árvore! Foi uma emoção muito linda!
Espero que o avô me faça chegar o registo fotográfico do momento!!!! Obrigada Stela, por te ter roubado um bocadinho ao teu ó-ó! Muito obrigada Marta, pelo teu carinho de sobrinha. Obrigada, Nelson, por teres estado lá e teres levado as meninas. Espero que tenham gostado e que a Tia Árvore vos faça boa companhia!À hora do "banquete", claro!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que honra!


Nenhum outro nome podia ser dado a um prémio que comprometesse mais quem o recebe do que este. Senti-me honrada, mas, ao mesmo tempo, temi não estar à altura de tão grande distinção: Pedagogia do Afecto.
(Pedagogia do Afecto é um termo criado pelo autor Carlos França, o qual designa as relações interpessoais de afectividade em sala de aula. Resumidamente é a introdução no processo educativo, de teorias e técnicas que façam prevalecer a amizade, a ternura, o toque afectivo, o respeito mútuo, etc. A importância da educação emocional é fundamental, para que não se criem no futuro indivíduos altamente intelectualizados (cognitivos) e com baixo equilíbrio psicológico.)aqui
Lembrei-me então do que disse um dia um professor, um colega, um amigo, a escassos dias de atingir o limite de idade para dar aulas: Não precisamos de boas cabeças. Já temos muitas. Precisamos de bons corações.
Obrigada, Isabel, pela consideração que revelas ter por mim! Se calhar eu ainda não mereço. Vou tentar merecê-lo!

SMS

I have gone to bed mad... I have gone to bed glad...I have sometimes even gone to bed sad... but I can never go to bed without wishing u good night!!!
Banco de SMS:aqui

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lisboa também é uma lição!

É a conclusão a que eu já tinha chegado, mas não da maneira como a entendi hoje, ouvindo o "Arqueólogo de Serviço"da Associação dos Amigos dos Castelos, durante mais de duas horas, ao mesmo tempo que percorríamos os lugares de que falava com a tal "paixão" dos "cacos fantásticos" que lhe ensinaram o que é que esteve ali, mesmo por baixo dos nossos pés. Essa paixão fez parar a chuva permitindo que a Lição acontecesse, sem uma pinga sequer. Mas antes, minutos antes,choveu a cântaros, tantos que o Rossio estava triste, mesmo sabendo que, logo ali em baixo, houve há muitos tempos, tantos que eu nem sei contar, um Circo Romano.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Adeus, Mês de Janeiro!

O Mês de Janeiro despede-se do calendário com céus cinzentos, com ventos antipáticos e chuva,com muita chuva.
Mas a sábia Natureza começa já a dar sinais de querer trazer de volta o verde das árvores. Pelo menos, é o que acontece com os galhos secos das árvores da minha rua que ameaçam, com os seus quase imperceptíveis botões verdes, matar a tristeza destes dias de Inverno.