domingo, 19 de abril de 2009

Parabéns, Susan!

There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting
There was a time!

Para Susan Boyle as portas do sonho estão abertas. Perseguiu-o e apanhou-o, apesar dos risos cínicos dos que não avaliaram bem a força daquele sonho. Daqueles que nem sequer o vislumbraram numa simplicidade que os palcos da fama não conhecem (e agora sim, o sonho é outro!) nem sonham que pode existir.
Foi uma questão de segundos. Não foi preciso mais tempo para a voz da Susan rasgar todos os preconceitos!
Parabéns, Susan!A Luh bem avisou!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ainda a propósito

Ainda a propósito do Oleiro, dou comigo a pensar como a vida é fingida. Foge dos que a respiram e deixa-se eternizar na matéria.
O Oleiro era um verdadeiro professor quando os meninos das escolas o visitavam e o seu sonho era construir uma escola, dizem por , os jornais de hoje ou de ontem, já não sei bem!
Mas eu acho que sei que o cimento que ele importava de todos os que o iam visitar era o amor à arte, ao trabalho, ao valor do trabalho, o amor à aldeia e à sua vida simples.
Haja quem agora erga esse sonho!

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Homem, o Barro e as Mãos

"Será Mafra ainda o destino saloio dos Lisboetas, ao domingo à tarde?
Até lá chegarmos, há moinhos na paisagem e as trouxas na Malveira. Bem perto, a Olaria do Zé Franco! E o velho oleiro ali está, moldando as suas figuras. Oferece um copo de vinho e pergunta, com simpatia, se gostamos daquele lugar."
Estas linhas têm já a idade da razão. Mas a razão de me lembrar hoje do velho oleiro é triste. Aliás, eu não me lembrei dele hoje. Lembraram-me da sua existência e revi imagens das mãos a moldar o barro com aquela intimidade de quem trata por tu a arte e o próprio barro. Dessa intimidade nasceram figuras parecidas com o próprio mestre: grandes na sua simplicidade.imagem daqui

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A kiss is still a kiss!

Pois é! Hoje é o Dia do Beijo. Nada de confusões: hoje é o dia do beijo. Hoje não é o dia do beijinho.
O beijinho é uma manifestação de carinho e ternura, amizade e ponto final.
O beijo é muito mais. O beijo é o princípio de tudo.
(Acho que estou a escrever à MEC, sem o aconchego da sabedoria, em termos de sociologia e sem a mestria da escrita do meu ídolo dos idos gloriosos oitentas! É, de certeza, por o ler quase todos os dias no Público.)
O beijo remete-me para o Cinema Paraíso, para a colecção de beijos "à cinéfilo" que foram criteriosamente cortados, "a bem" dos "bons" costumes da época, e cuidadosamente guardados em nome de uma cumplicidade que pode e deve atravessar gerações. A Alfredo cabia a feliz tarefa de visionar filmes e o pequeno Salvatore assistia e sonhava com um amor como o dos filmes.
Lindo! Lindíssimo!
Nem que seja pela emoção feliz que me provoca a recordação deste filme, que vi e revi vezes sem conta, vale a pena celebrar o dia!
A sigh is just a sigh!...e trazer à tona o mais clássico dos pares românticos, imortalizado na tela, a preto e branco...
imagem daqui.

sábado, 11 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Lugar Comum

Era uma vez... um grupinho de meninos que gostava de tocar guitarra e cantar, e, sem saberem muito bem como nem porquê, foram catapultados para um mundo de sucesso que lhes trouxe amarguras e sobretudo o fim das amizades verdadeiras, aquelas que aprendemos enquanto estamos a crescer, por fora e por dentro.
Claro que os sábios e os cultos não reconhecem nesta sinopse a história do grupo que fez a banda sonora das nossas vidas quando adolescentemente dávamos os primeiros passos de dança na vida do amor.
Mas é isto que eu sinto quando as memórias minhas se misturam com os filmes a preto e branco dos miúdos de Liverpool. Nenhum fenómeno de popularidade actual se pode comparar à dos Beatles. Foi a música, foram os sapatos-meia-bota, com elástico de lado, os fatos lisos do princípio da fama que saltaram rapidamente para os baús, as gravatas dos primeiros concertos e aparições públicas, as camisolas de gola alta, os cabelos... Os rapazes tiveram de rever critérios ou alinhavar meia dúzia de argumentos não fosse alguém chamar-lhes mariquinhas. A base de toda esta mudança não é de facto material, mas sim uma necessidade global de se vestirem novas ideias e uma nova maneira de estar na vida e no mundo.
Será que estes miúdos (chamo-lhes eu hoje assim, do alto da minha quase sexagenária idade!) estavam preparados para tanto êxito? Nem eles, nem nós, nem nunca ninguém pode estar. Há um ditado que diz que o caminho se faz, caminhando; também a mudança se faz, mudando.
O grupo acabou na Primavera de 1970. A data de hoje é indicada como data oficial.
A mudança, contudo, continuou a contar com estes cabeludos irreverentes que ficarão para sempre gravados na História da Ideias e não só.
Let it be foi o nome do albúm gravado no auge do "fim".
Para mim a letra sabe-me a tema e a lema:
When I find myself in trouble, let it be!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

(...)

Já lá vai o tempo em que Samouco e "fim do mundo" queriam dizer a mesma coisa.
Quando vim morar para o Montijo, tive de deixar de usar a figura de estilo, pois apercebi-me que o fim do mundo estava demasiado perto dos meus novos lugares. A seguir à Escola, fica o Modelo, logo a seguir a prisão e, mais um bocadinho, estamos no Samouco.
Acho que, hoje, dezoito anos depois, no meu subconsciente, a associação do Samouco ao "fim-do-mundo" permanece, como o bosquímano do filme "Os Deuses devem estar loucos", que supôs ter chegado ao fim do mundo, quando chegou a um lugar onde a terra acabava e começava o mar...
No Samouco, há um pedaço de fim de terra e de começo de água, como no filme. A diferença é que se consegue vislumbrar o que há para lá do fim do mundo...
Todas as zonas de beira-rio são especialmente bonitas e hoje apeteceu-me ir apanhar sol (um bocadinho, só!) à "praia" do Samouco.
Levava na ideia o desejo de ver flamingos, mas não estava lá nenhum.
A maré estava vazia e havia muitos "apanhadores" de ameijoas a regressar e o comércio do delicioso petisco estava já em andamento. Os baldes cheios de ameijoas fizeram-me lembrar outros lodos bem distantes, onde passei muitas manhãs de domingo a apanhar a "bela" ameijoa!
Saudades? Sim! Mas doces. Nada de amarguras.A paisagem do rio naquele fim de mundo é muito bela e enche os sentidos de boas emoções. Até as saudades ficam tocadas pela beleza do lugar.
Posso garantir que este "fim-do-mundo" vale uma visita!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Inadvertidamente

Apaguei um post sobre a esperança e o medo... Em quase cinco anos, foi a primeira vez que isto me aconteceu.
Há sempre uma primeira vez. Vou tentar, pelo menos, recuperar os comentários que guardo na caixa do correio.
Consigo recuperar também a frase que me tinha "chamado" à reflexão:"He who despairs of the human condition is a coward, but he who has hope for it is a fool", de Albert Camus.
E a reflexão andava à roda desta ideia de estarmos emparedados entre o medo e a esperança...
Recupero também a fotografia.É o mais simples!Os comentários estão aqui:
O da Isabel:De facto, somos loucos em teimar na esperança. Mas que alternativa nos resta a sermos assim loucos? Acho que o que ainda nos resta é sermos loucos.
Beijinhos, Madalena.
O da IO:Grande Mad'! beijo,uma que gosta de se pensar mais louca que cobarde...
o da Lina: A Esperança sempre!!!! Beijinhos!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Parabéns, Diogo!

Andei por aqui à procura de um presente para ti e escolhi este poema de António Gedeão, teu "colega" de profissão!
Escolhi-o porque nos coloca perante os valores que nos orgulhamos de termos sido portadores, não tanto por tentarmos ser os pais perfeitos, que não somos, mas por termos tido a sorte de viver um tempo ímpar de culto desses valores, como a liberdade, ou melhor, as liberdades: a de escrever, a de falar e a essencial que serve de esteio a todas as outras.
Se misturares a liberdade com o sonho, obténs, certamente, momentos muito perfeitos.
E esses momentos serão para viver em cheio, Diogo!
Aos teus sonhos! Aos teus desejos!Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

sábado, 28 de março de 2009

Proverbial!

Palavras, leva-as o vento!
E como hoje o vento está forte, zangado, é melhor não deixar por aqui palavras nenhumas.Deixo apenas a quietude do caminho. Não a que eu tenho, mas a que eu desejo! O sossego que permite às árvores desenharem no céu as suas copas e no chão as suas sombras, quietas, como se estivessem a dormir o sono encantado do qual apenas acordarão com o beijo do príncipe.

sábado, 21 de março de 2009

Hoje é o dia...

em que as árvores se encontram com a poesia, mesmo que, para isso, os versos de Camões tenham de sair do Poema Maior, às escondidas. Nisto de poesia, não há que esperar regras rígidas, nem impor normas e leis para sempre. Um "poeta é um fingidor", como diz "um" Pessoa nosso conhecido e um fingidor pode fingir tudo, até "a dor que deveras sente".Hoje é também o Dia da Trissomia 21. A todos os que foram tocados por esta condição ou qualquer outra que obrigue a ir à luta com todas as forças do coração, um abraço grande, grande!
Imagem:da Ana Sousa,do livro "A Tia Árvore".(Uma pequena montagem que será desculpada pela artista!)

terça-feira, 17 de março de 2009

Carta

Queridos José, António, Ana, Joana, Patrícia, Sofia e tantos outros, que ficaria aqui a eternidade que me resta, a escrever os vossos nomes.
Se vos perguntarem, na rua, na escola, em casa, na pizzaria, se conhecem o Magalhães, dirão logo que sim, que é pequenino e engraçadinho. Que é muito giro, em suma!
Não sei se sabem quem vos está a escrever esta carta?
É o próprio Magalhães, de quem tão pouco sabem, pois a toda a hora se fala do Magalhães, o computador e nunca se ouve falar deste outro Magalhães, o navegador.
Enfim, é só mais um dissabor a juntar ao maior que tive na vida, quando D. Manuel reprovou o projecto maior dos meus sonhos de mar: navegar, navegar, navegar, até cumprir uma volta inteirinha à terra.
Diziam que não era possível, mas eu acreditava que sim, que havia de haver passagem, por estreita que fosse. E havia mesmo! Essa passagem ficou com o nome do vosso computador. Desculpem, também já estou quase a deixar-me embalar pela máquina da propaganda! Essa passagem ficou com o meu nome: Estreito de Magalhães.
Um dos historiadores do vosso tempo afirma, com muita certeza, que o que eu queria mesmo era descobrir um caminho para as Ilhas Molucas, por mar. Andaram a coscuvilhar umas cartas que troquei com um amigo que foi para as Índias.
Fui então apresentar a minha proposta ao jovem governante do reino vizinho, futuro Imperador Carlos V, e tive mais sorte. Os meus pais eram espanhóis e o meu sonho era universal, pois isto de ser marinheiro não se explica à luz das fronteiras e dos governos. No mar falam-se as línguas todas e não se fala nenhuma. Ali, o que fala mais alto é o valor da fome, da sede, da vida. Sobreviver é preciso e a vida é um dom mais precioso do que as riquezas de mil orientes.
E sabem o que é que os reinos de Portugal e Espanha queriam destas paragens distantes? Cravo. Uma especiaria que as vossas mães e avós usam na cozinha e que os médicos e farmacêuticos também usam muito. Havia também outras especiarias, mas esta devia ser a mais preciosa, já que um dos que regressou dessa viagem em que perdi a vida, carregou o navio inteirinho com cravo.
Já ouviram falar do Oceano Pacífico? Sabem quem lhe deu o nome? Eu! Para além de ter baptizado o mar, dei também o meu nome a umas nuvens que dali se avistam que afinal são galáxias, isto é, nuvens carregadinhas de estrelas e outros astros.
Pouco tempo depois, envolvi-me numa violenta luta, nas Filipinas e não voltei mais.
Dos duzentos e cinquenta que partimos, só dezoito regressaram. É muita vida perdida.
Mas o que eu não quero mesmo, meninas e meninas das escolas portuguesas, é que percam a memória daqueles que prepararam o mundo para ti, Joana, para ti, Tiago…
Regresso agora à minha condição de personagem da História, feliz por ter contribuído para enriquecerem o vosso conhecimento.
Até sempre!
Fernão de MagalhãesCarta baseada na ideia de José Jorge Letria, que deu forma ao seu último livro, O Que Darwin Escreveu a Deus

sexta-feira, 13 de março de 2009

Caminhos da água

Vou inventar um provérbio: marido aposentado, património visitado. Qualquer "ado" rima com aposentado, mas não é fácil arranjar um que refira exactamente o que eu quero.
Desta vez, a visita foi ao Aqueduto das Águas livres de Lisboa, monumento a que os meus olhos se habituaram, no final do eixo Norte-Sul, nos acessos à Ponte 25 de Abril. A minha condição saloia vem sempre à tona do meu entendimento e embasbaco-me perante monumentos que as mãos dos nossos antepassados fizeram, pedra a pedra, muro a muro, até quase roçar o céu. Os homens mesmo,os que vieram depois de Darwin!
Já lá diz o poeta: Com mãos tudo se faz e se desfaz!
Se calha ser um fim de tarde daqueles que se têm feito sentir nos últimos dias, eu desisto mesmo de entender. Eu simplesmente aceito e deixo que a beleza das pedras recortadas no pôr-do-sol me maravilhe até à mais ínfima parcela da minha emoção.
Só que esta visita foi ainda mais estranha: andámos lá dentro, onde corria a água e outras histórias menos cristalinas que compõem o imaginário além-história!
E aqui está um desses corredores intermináveis por onde corria a água que abastecia Lisboa! Uma claustrofobia vaga impediu-me de acelerar os sentidos e deixar-me embalar pela imaginação da água a correr. Mas, mesmo assim, valeu a pena. Até porque já passou.
De pedra em pedra, de monumento em monumento, lá vou melhorando o meu próprio património de conhecimento!

quinta-feira, 12 de março de 2009

(...)

São estranhos os tempos. Estes tempos.
O Verão anuncia-se, nos fins de tarde transbordantes de uma luz aquecida pelo desejo de largar agasalhos, botas e outros acessórios, que tresandam a inverno e a dias tristes e cinzentos.
Contudo, nestes maravilhosos dias de "verão", chegam até nós as notícias mais tristes. Todas podem ser mais ou menos tristes, mas o massacre numa escola paralisa-nos.
E ainda por cima, já não é a primeira vez que esta notícia sangra aos nossos olhos!Imagem:Museu Etnográfico da Alta Estremadura,quadro de sala de aula.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O fim do princípio

É normal ouvir-se a expressão:isto é o princípio do fim. Já a expressão do avesso, digamos assim, não é tão habitual. É pois um daqueles casos em que o avesso é para ficar sempre escondido, no avesso, ponto final.
Não é certamente este o caso de Sagres, que este ano, fiquei a conhecer um pouco melhor, na sua beleza intensa, na sua natureza agreste, no seu contraste, na sua resistência a um certo tipo de turismo confortável até mais não, no seu permanente pré-aviso de guerra entre as duas forças omnipresentes: a terra, dura, escarpada, imensa, castanho-cinza, esculpida pelo vento; e o mar, intenso e azul, sempre a rugir, violento, contra as escarpas, sem nunca se cansar, sem nunca parar.
Em Sagres está o verdadeiro limite: acaba a terra, começa o mar.
Foi neste lugar dominado pelo limite e o contrário que o Infante se fixou, para ligar, para sempre o povo ao mar...O Infante D. Henrique nasceu a 4 de Março,de 1394

segunda-feira, 2 de março de 2009

domingo, 1 de março de 2009

And the winner is...

Não sei porquê, mas o Congresso do PS fez-me lembrar uma cerimónia de Óscares de Hollywood. Não, não é ironia. Claro que não estavam lá estrelas a sério! Claro que não havia glamour! Claro que não houve limusinas, nem passadeiras vermelhas! (Pelo menos não vi.) Mas havia a intenção de criar um grande espectáculo à volta do "nada", como disse o Luís Pedro Nunes, no Eixo do Mal. Para disfarçar o nada? Não sei.
O problema é que o nada não é só o grande inimigo dos nossos políticos. O nada é o maior inimigo de todos nós.
Na História Interminável, ao Nada é dada a importância que ele tem: é uma força destruidora, altamente destruidora e de efeitos devastadores quando atinge Fantasia. Ou melhor, se atingir Fantasia. O importante é salvar Fantasia do Nada!
O importante é salvarmo-nos, pormo-nos a salvo do Nada.
O que eu hoje vi na televisão foi obra do Nada: a deprimência de um espectáculo que não chega a ninguém, não satisfaz ninguém, nem os próprios protagonistas.
O momento em que Vital Moreira subiu ao palco para receber o prémio fez-me lembrar vagamente aqueles momentos em que os nomeados vêem confirmada a sua expectativa. VM quis fazê-lo, falando em surpresa, na sua realização nas várias dimensões da vida. Surpresa? Eu não acredito! Há muito que se percebe que há "namoro". Não é em vão que se apoia um PM, o que aconteceu de modo muito explícito no caso dos professores e da (nossa) luta contra esta avaliação de desempenho, que é, em si mesma, um instrumento do Nada.
E como dirá a imprensa cor-de-rosa, o primeiro ministro estava lindo, elegante e Vital Moreira, apesar de lhe levar mais de uma década de vantagem, (ou des/vantagem? Não sei bem!) não lhe ficou atrás, bem chique nas riscas pretas e brancas da camisa, sem gravata, que acentua um certo negligé q.b.
Continuo a dizer que não percebo nada de política... Nem de Óscares, pelos vistos!