A conversa e o convívio com as professoras e os alunos foi para além do tempo que estava previsto. Não demos, eu falo por mim e pela Ana, pelo tempo, pois o prazer e a emoção tomaram absolutamente conta de nós.
A Biblioteca Escolar estava preparada para receber as autoras, ou seja, nós. Logo, à entrada, um painel lindíssimo elaborado pelos alunos.
Os meninos entraram e sentaram-se à nossa frente, no chão, num "anfiteatro" improvisado e, graças à técnica do "sentar à chinês", couberam as duas turmas. E ainda sobrou espaço.
E depois foi tudo conversa. Linda conversa, muito na base do diálogo, das perguntas e das respostas: quanto tempo a Ana tinha demorado a desenhar? Quanto tempo eu tinha demorado a escrever a história? Como é que tinha surgido a ideia do livro? Se a árvore existia mesmo? Se além de "autoras" tínhamos outra profissão....
Linda a valer foi a sessão dos autógrafos. Foi um dos momentos mais solenes, porque as crianças dão muito valor ao autógrafo: puseram-se em fila, com a postura mais cerimoniosa que a intuição lhes ditava, segurando papelinhos, alguns muito minúsculos mesmo, onde iriam guardar o nosso nome.
Esta simplicidade a transbordar de uma solenidade quase mágica era a prova (dos nove, que não falha...) que aquele momento estava a ser um momento especial, muito especial mesmo.
Foi o nosso Prémio Nobel. Mas, em grande! Obrigada Professoras, meninos e meninas.






