sábado, 29 de maio de 2010

Um dia sim, outro dia nem por isso

Ontem o dia foi bom. Obrigada, Teresa! Eu sabia que a Tia Árvore estava lá mas não sabia que estava tão bem rodeada. Ele é Alice Vieira! (A minha preferida da literatura infanto-juvenil. Quem me dera saber pelo menos imitá-la! Eu bem me esforço! Gravei na minha cabeça os encontros de alunos com ela!) Ele é Luis Sepúlveda! Ele é Princesas e outras magias!(Crescer o dinheiro é magia, não é?)
Fiquei feliz, claro! Este livrinho tem-me rendido muitos momentos felizes.Um deles foi exactamente o "Momento Expo" de sábado passado.Este momento TVMais também conta. Obrigada, Teresa, mais uma vez!

domingo, 23 de maio de 2010

No dia em que a Expo fez anos!

Só me apraz dizer algo que já disse, portanto, repetir-me: sozinhos, a nossa fragilidade cresce. O que fizemos ontem foi comparecer à prova da força (podia ser da cerveja, sem álcool!), anulando distâncias (Ovar? Faro?), de um modo concreto e real, fintando outras distâncias (alô "Brásil"!), arriscando a verdade para lá do photoshop (lol), entre outras condições... Como se diz nos casamentos: foi de livre e espontânea vontade.
Para além disso fica cientificamente provado que a alegria é contagiosa!
Dá para repetir?

domingo, 16 de maio de 2010

Azul em tons de rosa!

Hoje foi um daqueles dias de "bebedeira de azul" de que fala Gedeão!
O rio estava azul. O céu estava azul. Ao longe, o mar deixava-se adivinhar azul.
Andei nos barcos para lá e para cá, margem esquerda, direita, esquerda, direita e esquerda outra vez. Subi à Torre Gémea, no Porto Brandão. Gémea da Torre de Belém que lhe disputa o protagonismo da entrada da cidade, da saída para a conquista, da saudade das despedidas, das vozes de um Velho. A gémea de Porto Brandão jaz agarrada à terra e à memória de si mesma, sem tectos, segurando-se às paredes que resistem à vida há mais de quinhentos anos. Vamos a contas: até ao 1755 ela resistiu!
Enquanto isso, junto à bela Torre de Belém, milhares de mulheres vestidas de cor-de-rosa, celebravam a vida para além do medo. "Além da dor", Fernando Pessoa disse. Correram contra o cancro da mama. Como dizia o motorista do táxi, que nos levou a Belém pela manhã, aquela "confusão" valia a pena. Era a dor e o medo de quem está perto a falarem por ele. A minha mulher vai ser operada, acabou por dizer.
À uma da tarde, vindos de todos os lados, misturavam-se os turistas e as mulheres da T-shirt cor-de-rosa. E reinava a alegria verdadeira de quem confia. Isto está no papo, percebia-se. O que estava no papo não era a vitória do Porto ou do Chaves. O que estava no papo, e está no papo!, é a certeza de se poder pôr o cancro de lado e seguir com a vida para a frente.
No regresso, o eléctrico vinha cheio. Cheio de cor-de-rosa. Cheio de esperança. Cheio de confiança.
Para a próxima também vou. Fica a promessa. Hoje elas correram também por mim e, por isso, eu agradeço, cá de dentro, mesmo do peito, do mesmo peito onde mora essa confiança.
(Estrelinha, esta esperança é para ti!)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meia dúzia de anos

O Chora fez seis anos no dia 11 de Maio. Por muito "íntima" que seja a festa, tem de haver festa e tenho de agradecer-"lhe" a companhia que me fez, entre muitas outras coisas.
Graças ao Chora descobri raízes que julgava mortas. Afinal estavam apenas adormecidas como a Bela do conto de fadas. De repente, dei por mim a reconstruir o meu próprio passado e a fazê-lo sem mágoas. Os blogs de África traziam-me de volta a terra que eu julgava esquecida de mim. Especialmente o Mashamba e a Passada. E o desejo de voltar nunca mais "me" morreu. Filtrei a saudade e livrei-me da tristeza. A saudade passou a ser um património de afectos que têm agora o seu lugar e brilham com uma luz muito intensa. É uma saudade que me aquece o presente. Já não dói. Conheci pessoas dos mesmos lugares e em vez de perder sinto que ganhei com estas incursões às recordações da minha infância, da minha adolescência, onde nem sempre fui muito feliz, mas que, sei agora, são plataformas de mim que me sustentam e alicerçam o presente.
Às vezes penso que o retrato dos meus dias não é absolutamente fiel, pois acho que as emoções não podem fugir de nós, correr à nossa frente. É preciso deixá-las crescer, amadurecer.
A todos os que têm paciência para vir até aqui conversar comigo: obrigada!
Sobre a "meia dúzia", ocorreu-me uma outra memória que eu gostava de deixar aqui: antes de fazer seis anos, pensava que essa era a idade da libertação, da indepedência. Com seis anos eu seria crescida. Talvez pudesse até casar. (Com se pode ver o meu ideal era igual ao da Susaninha: casar, ser dona de casa e ter muito filhos!)Estava redondamente enganada e tive uma grande desilusão. Afinal continuava a ser "pequena", miúda, dependente.
Na vida real seis anos é pouco tempo. Com seis anos começa-se o caminho da escola. Com seis anos um blog está, no mínimo, "entradote".

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Preço

Toda a gente tem um preço.(Ou será "todos os homens"? Não me lembro bem!)
Uns vendem-se por um volkswagen, outros por um andar no Areeiro. A ideia não é minha. A constatação não é minha. É de Sttau Monteiro. Li-a num dos seus livros, há muitos, muitos anos e nunca a esqueci. Fiquei alertada para os casos em que podia confirmar a verdade do sarcástico dramaturgo de boa memória.
A cena política tem-me fornecido numerosos exemplos e há apenas casos raros que constituem excepção, a tal que confirma a regra. Da história de hoje recolho um exemplo: Mandela. Nem a liberdade física foi preço para deixar rasgar o ideal. Da história mais antiga, recolho outro exemplo: Thomas More, para quem nem a vida foi o preço. "Morro fiel servidor do rei, mas Deus acima de tudo."
Pergunto-me qual o meu preço. Não tenho perfil nem competências de herói, mas tenho as minhas convicções e os meus ideais. Sorte a minha, que não comprometem a humanidade, que anda para a frente ou para trás, independentemente dos meus ideais que têm a minha dimensão, claro! Não sou nada nem ninguém para me questionar, mas não são só os importantes ou os ilustres que têm o direito ou dever de se questionar. O meu destino é um destino individual igual a tantos, igual a muitos. A minha participação no destino colectivo é muito valiosa para mim, mas disso não passa. Por isso, nunca me será posta, formalmente, a questão do preço.
Contudo, às vezes, penso que as minhas decisões sobre os assuntos individuais estão ligadas a um preço: a minha paz de espírito. Eu pago o preço mas, depois, nem chego a ver essa paz, quanto mais a senti-la! Ela esvai-se nos inúmeros quês que me atormentam a consciência, inevitavelmente. E como eu me engano: quando compro o céu, ou julgo que compro o céu, trago para casa o inferno.
É que o inferno somos mesmo nós. Aproveito para informar que volkswagen já tive. Um andar no Areeiro, ainda não!

domingo, 2 de maio de 2010

O Segundo Dia da Mãe: o meu

Como diz o Mia Couto, "Um filho afinal é quem dá à luz a mãe."
Obrigada, Filhos!
Quando soube que vinham a caminho, desejei que fossem sempre os mais belos, os mais inteligentes e os mais saudáveis. Mas, à medida que foram crescendo, que a vida foi andando, ou melhor, correndo (e eu a correr atrás dela!), fui entendendo que esse desejo se transforma num outro: no desejo de saber que são felizes.
Nada de especial, portanto. Todas as mães são assim. Todos os dias.

O Dia da Minha Mãe

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domingo, 25 de abril de 2010

Um dia feliz!

Estes são os outros bons momentos que marcam, dentro de mim, a data de hoje, vinte e cinco de Abril!
Há um ano, o Rafael e a Sofia casaram, no Cabo Espichel, com o mar por perto e com uma importante embaixada de amigos, para além da família, que levaram muita alegria e os presentearam com a sua presença feliz, divertida!
Houve sol, houve vento, houve chuva, houve dança e houve sobretudo essa felicidade estampada na cara dos noivos que "cem anos que eu viva não posso esquecer", como diz a cantiga!

sábado, 24 de abril de 2010

O que é doce...

Doce, era o sabor das tangerinas que nasciam ali à frente dos nossos olhos, no quintal da minha avó, desafiando-nos o desejo, mesmo quando a altura da árvore parecia impor muito respeito.
Doce, era o som das conversas, quando à tarde as mulheres da casa se juntavam no quarto da costura. Dali saíram os mais belos bordados, muitas rendas e muitos vestidos e bibes que enfeitaram a nossa infância.
Doce, era aquele o momento em que a minha tia esperava pelo meu tio, ao portão, para lhe dar o beijo da chegada. Só ele e só ela. Como viviam todos juntos,tios e avós, a intimidade que conseguiam ter neste breve instante era um luxo. Um dia, fui ter com a minha tia e ela disse-me: Sabes, o casamento é muito bonito! Doce, foi este testemunho!
Doce era o respeito pelas tradições da casa: as refeições, o lugar à mesa e a hora do folhetim.
O que é doce... diz o povo...nunca amargou.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

(...)

Vamos lá estender a Primavera à janela, para ver se ela seca. É que não se vê jeito!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Às portas da vida

Parecia um quadro. Um daqueles quadros que resulta do olhar que busca a diferença e a exalta, mesmo quando essa diferença toca o improvável, o impossível ou o absurdo. Tudo se torna possível para o artista…
Sentada à mesa, quieta, a figura mínima nem chegava com os pés ao chão. As pernas caíam-lhe do corpo com a mesma naturalidade dos cabelos. Estes estavam separados, cuidadosamente, matematicamente divididos em dois tufos que desciam até aos ombros, apanhados por dois laços de cor forte. Seriam vermelhos? A cor da fita era viva, mas talvez não chegasse ao vermelho. Talvez ocre. O cabelo era cinzento, tal era a mistura perfeita dos brancos e dos pretos.
Sentada à mesa, quieta, era uma menina que tomava a refeição. Para não sujar a roupa, domingueira, certamente, a julgar pelo cuidado posto no penteado, um enorme guardanapo branco caía também, com a mesma inacção dos cabelos e das pernas. Seria inacção ou o respeito absoluto pela lei da gravidade? Até os cantos dos olhos caíam em perfeita sintonia com os “totós”. Em sintonia. Sem harmonia. A harmonia pressuporia sinais de vida, de prazer, que há muito se deviam ter alheado deste rosto e deste olhar. E deste corpo que se deixava cair ao som dos talheres que lhe chegavam às mãos, que mecanicamente conduziam o alimento à boca. Apesar de parecer um movimento autónomo, o simples gesto era acompanhado por um olhar atento, por um gesto que ajudava a mostrar ao mundo que aquela boneca não estava sozinha no mundo, nem no restaurante. Tinha dono. Ou melhor, tinha dona: uma mulher mais nova, ostentando a plena posse das faculdades mentais que dirigia aquela sinfonia para os habituais clientes do restaurante e para os outros, que talvez estivessem ali pela primeira vez. ( Esta malvada sofreguidão da dor alheia, de que fala José Gomes Ferreira...)
Terminada a refeição, a mulher, em plena posse das suas faculdades mentais, limpou a boca da boneca velha, ajudou o corpo quase inerte a poisar no chão e a manter a postura vertical. Pegou num casaco que estava pendurado nos bengaleiros, daqueles que ainda há nos restaurantes com mais de trinta anos, ajeitou-o, alisou-o, tirou-lhe o pó que não havia e encaminhou os braços caídos da sua boneca para dentro das mangas. Sem resistência alguma, os braços seguiram o seu caminho e as mãos mostraram-se, olhando os dedos para o chão, talvez em sinal de vergonha.
Depois das parcas saudações, saíram, porta fora, em direcção a outros "palcos"…

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dia Das Verdades

Hoje é dia das Verdades: Parabéns Diogo! Ora aí vai toda a verdade. A esta hora já tinhas berrado a plenos pulmões, já estavas vestido de verde, camisola e botas, o teu pai já tinha desabelhado para me comprar um ramo de rosas (que eu tinha exigido), os telegramas já voavam para Moçambique, os telefones já tinham trrintintado em todas as casas...
O bebé nasceu. É um rapaz. Pesa 3.550. Chama-se Diogo.
Umas horas mais tarde, o Diogo já era sócio do Sporting, porque o caminho mais curto entre a Lisnave e a Cruz Vermelha passava pelo Estádio de Alvalade. Justificação do Avô!(Saudade!)
Parabéns, Diogo!

quarta-feira, 31 de março de 2010

De todos os Marços....

De todos os Marços da vida, aquele que me deixou um sabor mais doce na memória foi, sem dúvida, o de 1975.
Sim, era a revolução. Era também a minha revolução!
Tomei conta da vida. Peguei nela e levei-a para diante. Senti o lado doce de um certo poder, um poder que nasce cá muito dentro e vem carregadinho de cravos e de esperança, alimentada que estava eu de cravos vermelhos e altos, tão altos que quase roçavam nas nuvens e lhes cortavam o caminho.
Um dia, sonhei (mentira? porque não? amanhã é dia delas!) que uma nuvem se rompeu em prantos perante a impossibilidade de vencer o cravo que a impedia de se tornar pesada e grossa, de desabar sobre os felizes que por aqui andavam.
E o cravo crescia cada vez mais, qual feijoeiro da história das fadas e bebia directamente da nuvem alta, que se atrofiava de tempestades e se dissipava noutras direcções...
Antes desse Março, chegar ao fim, poucos minutos antes, entrei, triunfante e feliz na Maternidade, para acolher Abril, senhora de uma nova condição!

domingo, 21 de março de 2010

E a Poesia?

Imagem, de Miguel Torga

Este é o poema de uma macieira.
Quem quiser lê-lo,
quem quiser vê-lo,
venha olhá-lo daqui a tarde inteira.

Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado,
E toda a virgindade se desfez
Neste lirismo fecundado.

São dois barços abertos de brancura;
mas em redor
não há coisa mais pura,
nem promessa maior.

Vila Nova, 4 de Abril de 1936São Martinho de Anta, Março 2006
Para a TP, porque também é "Torguiana" e para todos e todas que gostam de poesia e da Primavera

Chegou!

A Primavera, cá em casa, fez-se anunciar. Foi esta elegante flor que me segredou aos sentidos que a Primavera vinha mesmo. Deixei transparecer alguma dúvida, mas ela, com a convicção de uma flor sábia, reafirmou a certeza de já estar próxima a sua chegada.
Fui ter com ela, à janela da cozinha, aos primeiros minutos do dia previsto que consta nos Livros do Tempo. Confesso que temi que se tivesse perdido por outros hemisférios!
Mas, à meia noite em ponto, ou dois minutos depois, para ser mais precisa, a minha flor mexeu, com um vagar voluptuoso, as suas pétalas e eu percebi o sinal.
Abri a janela, para deixar a Primavera mais à vontade. Disse-lhe que se instalasse, que tinha a casa toda para si. Pediu-me um lugarzito nos nossos corações e eu fui a correr limpar o meu de algumas angústias que o têm deixado numa autêntica lixeira.
Estamos todos prontos para receber a Primavera!

sábado, 20 de março de 2010

O Dia dos Pais

À medida que a vida avança, evolui o significado dos vários elementos que constituem essa mesma vida. As rotinas tornam-se imprescindíveis bengalas de segurança. Os sentimentos ganham matizes dourados de Outono. O bom torna-se muito bom. O mau, por vezes, afunda-se e desaparece nas profundezas da nossa indiferença. O belo, cada vez mais belo. E todos os dias fazem sentido!

segunda-feira, 15 de março de 2010

São os Putos deste povo....

Tenho para mim que as respostas às grandes perguntas estão dentro de nós. São respostas pequeninas, tão pequeninas que as escondemos bem, para não nos sentirmos envergonhados perante a imensa Humanidade.
Tenho ainda para mim, que as respostas, apesar de pequeninas, são de tal modo universais, tanto quanto os porquês, que vêm nos livros.
São os Mundos dos Outros que nos revelam os nossos próprios mundos. É lá que nos grita a Boca Enorme e o Graxa, o tal miúdo de olhos de "cinza", filho das "manhãs duras de trabalho".
(É pena que eles nos perturbem os belos dias de sol,como o de hoje, por exemplo!)
A ironia do poeta acorda a mais sonolenta e preguiçosa resposta dentro de nós.
E até vêm miúdos de outras estantes, de outros volumes, putos, do Altino do Tojal.
São meninos como esses, adormecidos para nosso descanso, nas páginas dos livros, que um dia desatam a vingar-se do Mundo Deles, apanhando o mais frágil ser que vier à rede e o que vem à rede é peixe.
A vingança não conhece idades e não vale a pena andarmos com mais lirismos! Como diz o poeta, ou seja lá quem for: a culpa é nossa. Há uma culpa colectiva que não se dilui em rios de tinta (ou de "toner") e que teremos de assumir um destes dias, para erradicarmos de vez a violência das nossas escolas.
Para a Teresa M que me "provocou" esta reflexão!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O dia em que fomos Prémio Nobel

Foi ontem, na Escola da Restauração em Alcochete.
A conversa e o convívio com as professoras e os alunos foi para além do tempo que estava previsto. Não demos, eu falo por mim e pela Ana, pelo tempo, pois o prazer e a emoção tomaram absolutamente conta de nós.
A Biblioteca Escolar estava preparada para receber as autoras, ou seja, nós. Logo, à entrada, um painel lindíssimo elaborado pelos alunos.
Os meninos entraram e sentaram-se à nossa frente, no chão, num "anfiteatro" improvisado e, graças à técnica do "sentar à chinês", couberam as duas turmas. E ainda sobrou espaço.
E depois foi tudo conversa. Linda conversa, muito na base do diálogo, das perguntas e das respostas: quanto tempo a Ana tinha demorado a desenhar? Quanto tempo eu tinha demorado a escrever a história? Como é que tinha surgido a ideia do livro? Se a árvore existia mesmo? Se além de "autoras" tínhamos outra profissão....
Linda a valer foi a sessão dos autógrafos. Foi um dos momentos mais solenes, porque as crianças dão muito valor ao autógrafo: puseram-se em fila, com a postura mais cerimoniosa que a intuição lhes ditava, segurando papelinhos, alguns muito minúsculos mesmo, onde iriam guardar o nosso nome.
Esta simplicidade a transbordar de uma solenidade quase mágica era a prova (dos nove, que não falha...) que aquele momento estava a ser um momento especial, muito especial mesmo.
Foi o nosso Prémio Nobel. Mas, em grande! Obrigada Professoras, meninos e meninas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher

Não nascemos mulheres; tornamos-nos mulheres, disse Simone de Beauvoir.
Hoje celebra-se a Mulher: a pobre e a rica; a bonita e a feia; a que vende saúde e a que sofre; a que passou por alegrias mil e a que provou o pão que o diabo amassou. Ainda há as novas e as que já não são. Diz o nosso Nobel (Gosto de o tratar assim. É o orgulho a funcionar!) sobre a sua avó Josefa: "trave da tua casa", "lume da tua lareira".
A propósito desta data, tenho-me lembrado muito da minha mãe e é a ela que quero prestar esta simples homenagem. Apesar de todas as vicissitudes das condições actuais, não perde o gosto de pôr o seu baton, o rouge, o perfume e os brincos. Acho que é coragem! E a coragem também não nasce connosco, a coragem aprende-se e, pela força do exemplo, ensina-se!