terça-feira, 14 de dezembro de 2010

S de...

Era uma Senhora com S grande, como se diz quando a palavra faz jus à ideia que representa.
A beleza talvez não fosse o seu traço mais marcante, mas tornava-se especialmente bela pela harmonia, pela sintonia com o bem que a sua presença emanava.
Sorria naturalmente e por isso os mais simples, as crianças, por exemplo, aproximavam-se e olhavam-na com a admiração inteira de quem tem palmo e meio de tamanho por fora e um arranha-céus de esperança por dentro.
Cresci com os olhos postos nela. Passei de criança a adolescente e quando tocou a pôr em prática os sonhos ela estava lá, como que a aprovar os caminhos percorridos. Percebi assim que todos os que tinham crescido comigo a veneravam de maneira especial. Percebi assim que estávamos perante um património de valores que uma geração tinha tecido em prol do sentido da vida, em prol do valor maior da humanidade!
(Ao longo dos meus dias “úteis”, falei desta senhora aos meus filhos e aos meus alunos, enfim aqueles por quem sinto uma responsabilidade directa na manutenção do tal sentido da vida!)
E a vida passou como os dias do circo: umas vezes em festa, com o calor humano das bancadas; outros dias, a dar de comer aos leões; outros, a treinar os bichos e todos a contar os recursos para o sustento de cada um.
(E todos, mesmo os leões mais ferozes e bem alimentados enfraquecem e entristecem!)
O certo é que a presença da Senhora com S grande começou a faltar-me. Por vezes, dei por mim, no meio de verdadeiras multidões, à procura dela. Por vezes a minha imaginação delirou tanto que julguei tê-la encontrado.
A última vez que isso aconteceu foi na escola. Pareceu-me vê-la passar. Preparava-me para dizer aos alunos quem era a senhora que ia ali a passar, mesmo junto à janela. Aproximei-me e fiquei de nariz colado ao frio do vidro, tolhida pela desilusão. Não estava lá ninguém. Foi o silêncio das crianças, habitualmente prontas para aproveitar toda e qualquer pausa, que me devolveu à realidade.
Pus-me a fazer contas às muitas vezes que senti a sua presença doce. Foram muitas! E a recordação dessas muitas vezes continua a dar-me alento. Porém a sombra da sua ausência nos últimos tempos paira nas minhas alegrias tanto quanto nas minhas tristezas.
Se alguém a vir por aí diga-lhe o quanto eu tenho sentido a sua falta. Espero que não tenha morrido.
Espero ainda que venha conhecer os meus netos!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O par romântico por excelência!

Chegou, conduzido nas traseiras do volumoso e atraente Qashqai cinzento-violeta, qual criatura principesca que não descura qualquer pormenor…
Ao longo da viagem, apreciou a planura e o silêncio calmo do lugar parecia entrar-lhe pelos olhos adentro. Não fora a membrana que lhe impede de algum modo a visão, esta seria a mensagem perfeita de paz e tranquilidade a enviar ao um cérebro habituado à turbulência de um dos mais animados bairros de Lisboa. Se lhe tivessem perguntado se lhe agradava a ideia de passar uns dias ali, só por esta primeira impressão, diria certamente que sim.
Ao longe, a paisagem parecia mover-se em novelos de lã. Não era possível a nitidez desejada. Mas a ideia de tocar nos novelos de lã que ondulavam no campo também lhe agradava.
Mas a melhor surpresa estava ainda reservada, porque a melhor é normalmente a derradeira! Uma “igual” esperava: como se o destino tivesse escrito o guião e a “diva” ali estivesse guardada naquele silêncio e recato, aguardando o momento mágico que os contos de fadas preconizam como verdadeiro desencadeador da felicidade perfeita.
Assim que se viram não caíram nos braços um do outro, mas foi como se tal tivesse acontecido.
Assim que se viram, travaram conhecimento como a espécie faz: cheiraram-se e depois largaram a brincar pelo campo fora, quais corças ou outros elegantes animais próximos na cor e na graciosidade.
E foi de tal modo o encantamento que o Bali não queria vir embora, regressar à cidade, à casa “paterna”, a Campo de Ourique, que de campo só tem mesmo o nome. Para regressar ao Qashqai foi preciso enganá-lo e fingir que a Princesa Encantada faria também a viagem. Só assim ele tomou o seu lugar!!!!!
Aguarda-se um desenvolvimento: o amor à segunda vista, ou como o Bali e a Vicky caíram apaixonados nas patas um do outro!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

8 de Novembro de 2003

Foi uma onda de emoção.
O livro primeiro. Singelo, simples mas digno da atenção dos amigos de sempre e de outros que, à força da leitura, ficaram amigos também.
Não hei-de eu estar grata às letras?!
Também estou grata a quem me lançou na aventura da escrita, através da publicação no jornal, o meu amigo Luizi e à Nini, que pegou em tudo e entregou a uma editora. À editora, Ana Barradas, porque confiou e me proporcionou outra alegria extra: as suas origens coincidiam com as minhas.
E o "Polivalente" da minha escola encheu-se de alegria, de amigos, de flores...

sábado, 6 de novembro de 2010

Coisas...

Hoje passei parte do dia a ouvir as cantigas que me ajudaram a criar os meus filhos.
Sim, não foi só cerélac e nestum; não foi só beijinhos e palmadinhas nas fraldas; não foi só colégios, escolas, professoras e livros de estudo e outras histórias; não foi só brinquedos, playmobil, legos, triciclos, ténis, triciclo e e fatos de treino; não foi só ir ao médico, levar picas, apanhar vacinas e tomar benurons; não foi só férias de campismo por esses países vizinhos; não foi só o primeiro fato a sério; não foi só conselhos e outras recomendações...
Foi também cantigas de Zé Barata Moura e da Ana Faria!
Foi o que eu hoje recordei com imenso gosto e muita vontade de repetir se a Vida assim o entender. Para já, já fiz o que era para ser feito.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E o "Prémio Janine" vai para...

Por razões que a Teresa explica melhor do que eu, resolvi instituir o Prémio Janine que se destina, antes de tudo, a homenagear a Princesa de carne e osso, Princesa de verdade, sobretudo no que toca ao coração, que nos habituou à sua presença carinhosa e ao seu sorriso terno e muito grande e, assim, semeou uma amizade linda. Por isso lhe estou grata. E por todos os momentos em que fui presenteada pelas palavras lindas e carinhosas da Janine!
Vale a pena instituir o Prémio Janine, não vale?
Então suba o pano e comece a cerimónia da entrega. Eu vou pedir à Janine que seja ela mesma a fazer esta entrega.
O primeiro Prémio Janine vai para a Sofia. Sim, a "minha" Sofia. Para além de linda, esta Sofia é também adorável. Não posso pôr-me aqui a dissertar sobre as imensas virtudes pois acho que a timidez que a caracteriza não ia "gostar". Espero saber sempre merecer o carinho da Sofia.
O prémio que se segue é um colectivo: para todas as minhas "amigas novas". A Célia que vem aqui espreitar e sabe que eu estou a falar dela... E da Balbina que tem agora uma barriga do tamanho de uma bola de pilates... Da Ana Novais que me protegeu imenso quando eu regressei à escola depois "daquilo". Da Patrícia, a minha filha da escola, que faz das fraquezas forças e tem sempre um sorriso lindo para oferecer. Da Sandra, como o seu jeito zen, muito "boa onda", a transmitir às pessoas a tranquilidade que é tão difícil de trazer à tona dos nossos hábitos. A Noémia que já está a ficar uma "senhora" com mil cuidados com as suas bonecas. Sérias candidatas a futuros Prémio Janine são outras duas meninas: a Ana Nieto sempre delicada e atenta com os nossos meninos difíceis e a Vanda.
Fora da Escola, tenho também outras indigitadas: A Rita, a minha Rita, minha afilhada, fisioterapeuta, umas mãos de ouro... A Marta que "corrigiu" o Flamingo e que me acompanhou na aventura com a doçura que eu lhe conheci quando eu e a mamã dela vizinhávamos as barrigas e depois os bebés. A Regina, a Cristina, A Sofia, outra Sofia, a Patrícia, outra, a Rita, outra Rita...
E ainda tenho outro Prémio Janine. Sentem-se. É um menino. Tem vinte e tais também e também é médico. Conheci-o na Associação dos Amigos dos Castelos. Aos poucos fui percebendo o seu valor, o valor dos seus conhecimentos e a capacidade de se dar aos outros. E não é só jeito de médico. É mesmo jeito de pessoa, jeito de gente. É o Bruno Carrilho.
Obrigada, querida Janine por teres contribuído com o teu sorriso para a instituição deste Prémio.
Encerro esta sessão com um agradecimento a todos os nomeados e premiados, pela simples razão de serem muitas vezes a palavra que precisamos de ouvir, o abraço que precisamos de dar e receber.(Aguardem as fotos da cerimónia. Estão no Fotógrafo!)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Ardente Paciência"

É a tradução da capacidade de esperar por alguma coisa ou alguém, com um desejo tão forte, tamanho, que pedir-se a vida inteira não é demasiado.
Ontem soubemos que a ardente paciência pode atingir profundidades quase inimagináveis, pode semear a esperança e fazê-la crescer auto-regada, magicamente, combate a tristeza e o medo, alimenta a alma e, quem sabe?, o corpo, no intervalo do atum e do leite, encurta os dias, antecipa as datas, acelera os minutos e ainda lhe sobra energia para festejar, festejar, festejar.
"Poça, como eu gostava de ser poeta!" A frase é de Mário Jimenez, o carteiro de Neruda!
"Ardente paciência" é o outro título do Carteiro de Pablo Neruda, de Skarmeta.
Ele lá sabia que a ardente paciência havia de irromper de um chão bem fundo e encher o mundo de alegre gratidão.
Viva a ardente paciência!
imagem daqui

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O mundo...

... e a humanidade precisa que esta missão seja completamente sucedida.
Ao investir na vida de trinta e três homens, o governo do Chile e aqueles que o ajudaram, deram ao mundo uma lição de humanidade.
Há muito tempo que não víamos o valor do Homem sobrepor-se ao valor do dinheiro!
Investiu-se no resgate de trinta e três homens que representam apenas o que nós, eu e os meus, representamos: a Vida Humana. Eles contribuíram com uma imensa coragem, com os sinais de esperança sempre com níveis elevados, com uma imaginação prodigiosa que os levou a conseguirem manter a forma física durante todo o tempo, com uma fé inabalável, com desejo de voltarem a abraçar a gente amada, com a persistência da vida, apesar dos pulmões doentes e outras fraquezas do corpo.
Foi o dia de voltar a acreditar que nos homens!
Felizes aqueles que abraçaram estes mineiros. Tocaram na matéria de que se faz um herói. Tocaram na matéria de que se faz um Homem!
Para Todos os que contribuíram para este Dia: Obrigada!
E para rechear de beleza o momento já de si tão belo, nada melhor do que procurar nos clássicos e consagrados: I can no other answer make, but, thanks, and thanks.
Shakespeare! O momento merece.
Este é, sem dúvida, o Presente Mais-Que-Perfeito!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Chora Que Logo Bebes: Vim então nascer aqui...

Chora Que Logo Bebes: Vim então nascer aqui...: "... a Lisboa.De onde saíram os 'uns' que descobriram os 'outros'. Essa Lisboa de que me falavam e que eu nunca tinha visitado, nem mesmo de ..."

domingo, 3 de outubro de 2010

Um outro tempo: o Pretérito

Hoje o tempo e a conversa sobre o tempo fez-se sentir, pelas razões que a todos doeu no corpo: choveu e o frio ameaçou chegar à nossa vida para ficar por uns meses a viver à nossa custa.
Eu não usei roupa de inverno, e, talvez por isso, estou febril e cheia de dores no corpo.
Mas o tempo também é contagem de dias, anos, séculos.
O outro tempo sente-se. Este tempo passa sem que o sintamos, a não ser quando as coisas vão longe, muito longe.
Sinto o tempo nos cabelos brancos que pinto, com uma frequência cada vez maior, porque gosto mais de me ver com os cabelos escuros. Sinto o tempo nas rugas que indelevelmente marcam a minha cara e as mãos. Sinto o tempo na flacidez dos músculos.
Sinto o tempo nas dores das pernas. Sinto o tempo nas manchas da pele que me aparecem na cara e nos braços. Sinto o tempo na idade adulta dos meus filhos. Sinto o tempo na falta que me dói não os ter ao colo, nem ir com eles ver as histórias intermináveis ou outras mais termináveis... Sinto o tempo dos outros porque também têm rugas, cabelos brancos, óculos de ver ao pé e já deixaram de fumar. Sinto o tempo, no tabuleiro dos remédios que está em cima da mesa da cozinha. Sinto o tempo, na incerteza de realizar projectos, de ler livros, de escrever, ou de aprender a dançar.
Apesar de Imperfeito eu gosto do meu Presente e gosto de olhar para trás, para o Pretérito Perfeito, para o Mais-que-Perfeito e até para o Imperfeito!
Imagem - Pretérito Mais-Que-Perfeito

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

...esqueceste-te do texto...

Não, Jorge, não me esqueci do texto!
Eu sei que o poeta maior legitimou o ridículo das cartas de amor. Mas a nossa geração entranhou a noção do ridículo e não se expõe com facilidade. Pelo menos em palavras. Na primeira declaração de amor ficava esgotado o risco de ser gozado. Não era fácil dizer "adoro-te" e muito menos "amo-te". Je t'aime e I love you ficavam tão bem na tela ou no vinil! Mas, quando a realidade batia à porta, não íamos além da puerilidade de "Eu gosto muito de ti!". Era o pudor das palavras no seu esplendor.
Não me esqueci do texto! E se tivesse optado pelo texto, teria referido, em primeiro lugar, a tua honestidade e, em segundo lugar, a irreverência que cria os seus engulhos, mas que acaba por ser também apreciada por muitos.
Se tivesse optado pelo texto, ter-me-ia referido ao teu papel de pai. Aliás, basta ver a ternura com que os teus filhos te tratam e como, naturalmente, a tua relação com eles evoluiu para o que é hoje, hoje que eles são gente crescida e com responsabilidades.
Também és um sogro "à maneira"! Acho que posso afirmar, sem risco de contestação.
Mas eu só te conheço há quarenta anos. E só me "dou" contigo há trinta e nove. Pois é: levei um ano a adaptar-me à tua irreverência e, durante esse ano, fiz campanha contra ti junto das minhas amigas. Dizem que quem desdenha quer comprar. Mas eu não queria. Caí da escada e magoei-me. Para não ir ao hospital, recorremos a ti, porque ali eras praticamente doutor. Quarto ano de Medicina já dava para confiar!!!
O resto da tua vida, pertence aos teus pais, pertence-te só a ti.
Um dia, numa cerimónia pública (com uma ministra e tudo!) agradeceste aos teus pais terem-te ensinado sempre o caminho da verdade e nunca o do interesse. Como eles mereceram esta expressão de gratidão, este certificado de "Os melhores Pais do Mundo" que lhes entregaste!
Se eu tivesse optado pelo texto, não iria dizer "eu amo você" porque tem direitos de autor!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Cohen, "Our" Man

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in...

Com jeito de quem responde a um pedido, a voz de Cohen "dançou-nos" até à mais íntima das nossas emoções. Cohen não precisa ser maior, nem parecer mais robusto fisicamente. A voz e a certeza que transmite conduz-nos numa dança, às vezes veloz, outras vezes nem tanto! O chapéu ajeita-lhe a figura magra, esquelética e o gesto de tirar o chapéu como saudação ou respeito é repetido vezes sem conta, ao longo das três horas e muito que dura o espectáculo. Poucas vezes o ecrã gigante transmite a imagem da cabeça quase toda branca. Na tela aparece quase sempre um Cohen do peito para cima, com destaque privilegiado para o rosto. O resto é um chapéu. Cinzento, neste caso. Não sei se muda de show para show. Mas o chapéu empresta a esta figura a tonalidade da sedução de Humphrey Bogart. E o microfone acrescenta-lhe o charme, à falta (abençoada falta!) do cachimbo ou do cigarro que compunha muito a figura do sedutor dos anos cinquenta.
Cohen começa a cantar de joelhos, levanta os olhos do chão e pousa-os no guitarrista que se agarra ainda mais às cordas e dedilha fortemente para acompanhar a força das palavras cantadas pelo nosso "Homem".
O palco está cheio de estrelas. O público é bem comportado. Na sua maioria, jovens dos anos sessenta vieram mascarados de pessoas "normais" (até um ex-ministro disfarçado de pessoas normal lá estava!), mas os sucessivos "encores", levaram-nos a "soltar as paredes" de uma correcção postiça e aí foram eles olhar de perto a Lenda, ouvir mais perto, sentir mais perto. E irrompe subitamente um cenário de "beatlemania" junto ao palco. Tudo canta!
Gostei!

domingo, 5 de setembro de 2010

Crise de idade

A ideia dos recomeços sempre me atraíram Atrai toda a gente, penso eu. Sempre senti uma alegria imensa em começar o ano lectivo. No ano em que estive de baixa, assim que acabei a radioterapia, liguei a pedir junta, para voltar o mais cedo possível, antes que o ano lectivo avançasse e eu perdesse aquelas primeiras emoções. É como amanhecer: quando o nosso estado geral é dominado pelo bem-estar, pela saúde, pela harmonia. Quando alguma coisa corre mal, o amanhecer é uma angústia: o que é que o dia me reserva?
Eu estou por aí, pelo meio... Nem feliz, nem infeliz! Instável! E tudo porque entrei numa crise de idade, numa plena consciência que a juventude só permanece no plano de uma memória de coisas muito boas e pelas quais devo erguer as mãos ao céu. Mas não! Enrolo-me, numa tristeza vaga mas dolorosa e penso em mil maneiras de contrariar este sentido único da vida, “incontrariável”.
Hoje, tenho estado a ler um livro muito interessante e muito filosófico, muito "chinês", muito longe da agressividade que caracteriza a nossa maneira de viver, logo nos primeiros anos de escola.
Fez-me bem. Fui tirando uns apontamentos para o Facebook. Nada de muito relevante. Simples.
Depois encontrei imagens de um lugar que "visitei" há um mês... Talvez levada pela leitura, encontrei nas imagens uma ideia de tranquilidade, que me faz muita, muita falta.
Da Natureza aprendo e colho a tranquilidade, directamente do "produtor", como deixei no Facebook.
Continuo a olhar e pergunto, à paisagem, que idade tem. Parece-me ouvir "eternidade".
Afinal, nem tudo o que tem idade, ou mesmo eternidade, assusta ou desmerece um olhar mais prolongado…

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Um regresso para dizer adeus

Hoje regressámos à escola. Todos os professores, no dia um de Setembro invadem as escolas. Uns estão mesmo a chegar de férias. Outros já lá estão a trabalhar, nas preparações do arranque do ano lectivo. Mas no dia um é o grande regresso e uns juntam-se aos outros.
Este ano, infleizmente, muitos já se tinham encontrado por tristes razões. O reencontro foi marcado pela tristeza, pela falta e pelo adeus a um grupo de professores que vai para a nova escola. Fizeram uma escolha e foi uma boa escolha. Uma escola nova, a estrear é apetecível para todos. Mas não podiam ir todos e não quiseram ir todos. Hoje foi o último dia no mesmo espaço!
Vou sentir-lhes a falta! Vai doer essa falta em muitos de nós!
Boa sorte, Patrícia! Boa sorte, Regina! Boa sorte, Luís! Boa sorte, Sandra! Boa sorte para todos. Boa sorte Virgínia! Boa sorte, Elisabete! Boa sorte, Adelaide!
Para os que vão e para os que ficam!

Madalena 3G

Cena Um
Casa da Avó Nel, sala de estar contígua à cozinha
Avó, Avô, Mãe, Irmão, Jorge, Madalena (eu) e Madalena(ela)
Madalena, eu - Gosto tanto da tua mãe!
Madalena, ela- Mas tu foste mãe dela?
Acredito que as crianças 3G confirmem a sabedoria milenar: mãe é mãe e não há amor que se lhe compare...