sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Natal aqui ao pé....

O Natal aproxima-se.
Pé ante pé, sem ruídos, instala-se e traz consigo tudo o que lhe pertence, sobretudo uma inebriante dose de fantasia que nos deixa tontos de acreditar.
Acreditar que um destes dias o mundo fica todo do nosso lado e que vamos dar Vivas à Vida, só porque sim!
Acreditar que os que nos deixaram estão em sintonia connosco, ultrapassaram a barreira de todas as impossibilidades e que nos aguardam serenamente, apoiando-nos nos nossos empenhamentos.
Acreditar que as emoções emulsionadas formarão um todo gerador de um bem-estar universal!
Acreditar que o Natal vai do calendário direitinho aos corações de todos e que este pulsar colectivo será a banda sonora dos nossos dias.
Agradeço ao Espírito do Natal esta provocação de esperança!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A magia ajuda a crescer.

Há cento e doze anos nascia, na mítica terra dos sonhos, (que se tornam muitas vezes não tão bons como a palavra sugere), um bebé que viria a crescer alimentado por fantasia e magia: Walt Disney!Uma infância difícil marcada pelo carácter austero do pai viria a definir a fuga à realidade dura: aos dezasseis anos, embarcou para França onde passou um ano a conduzir ambulâncias da Cruz Vermelha!(Quem pode estar preparado, com tão tenra idade, para uma experiência em que a morte e a vida se confrontam a todo o instante com os seus limites!)A sua plataforma de lançamento no mundo do desenho foi o emprego numa agência de publicidade.As várias personagens que animaram a infância da minha geração foram "ter com ele" porque sabiam que daquele lápis saía a imortalidade do sonho, de um mundo faz-de-conta onde prevalece o bem a todo o custo.(Devia ser mesmo assim e às vezes até acredito que é!)Com as histórias infantis eu aprendi tudo, até a amar os defeitos dos meus filhos.Com o Dumbo. Só a mãe o achava bonito, lindo! E esse "achar" fê-lo avançar para o sucesso!É uma lição entre muitas!Eu cresci com os bonecos de Walt Disney, com as lições das histórias que nos faziam rir e chorar ao mesmo tempo.Tal como a Vida, a verdadeira, a real. 
“Cegonha – Aqui está um bebé de olhos azuis, directamente do céu, para ti.”Um dia, a Mamã Jumbo recebeu, directamente da cegonha, o seu bebé elefante. Era lindo, sentia ela. Os outros animais do Circo, onde a Dona Jumbo vivia e trabalhava, porém, não achavam que a cria fosse particularmente bonita. Pelo contrário, troçavam por causa das suas grandes orelhas e começaram a chamar-lhe Dumbo….(Traduzido e adaptado do filme de Walt Disney)

Esta é a minha homenagem a Walt Disney, o responsável máximo pela instalação da fantasia e da magia no mundo moderno, nos mais variados suportes, desde o papel à alta tecnologia, passando pelo género maior, digo eu, o cinema de animação. 
Esta é também uma homenagem ao meu pai que "traduzia" esta fantasia, pintando-a em quadros, na parede da enfermaria de pediatria. 
E para completar esta série, eis que chegam os três porquinhos que guardam o espírito da fantasia há quase dez anos, neste espaço...

domingo, 10 de novembro de 2013

Dez anos!

Agradeço aos meus livrinhos (Divas, Banquete, Tia Árvore, Flamingo e Felismina) os bons momentos que têm trazido à minha/ nossa vida, ao longo destes dez anos, desde 8 de Novembro de 2003, para ser bem precisa!
Desde as ideias que me distraem de pensamentos sérios e pesados, que me trazem coragem para enfrentar os dias menos bons; passando por todo o processo de escrita e de partilha com o meu implacável crítico número um, o Jorge, imprescindível para a continuação das brincadeiras da escrita; passando pelas minhas amigas que não são implacáveis mas são sinceras e me corrigem o que há a corrigir, especialmente a Nini (Ana), a Marta e a Cristina; passando ainda por aquelas, muitas!, que gostam tanto de mim que dão tanto carinho às minhas palermices que uma vida inteira não chega para lhes agradecer. A amizade é uma inspiração superior, tal como todos os afectos. Claro que tenho de destacar as bênçãos da Vida, filhos (incluo a Sofia, com autorização da mãe que também alinha nestas coisas) e netos, contando já com o que a Cegonha traz no bico e está quase a chegar.
Agradeço aos meus livrinhos "os momentos de amizade inesquecíveis" (classificação da Teresa) que vivo nas apresentações/ lançamentos, rodeada de todos os que acorrem ao chamamento quase litúrgico de celebrar a Vida e essa mesma Amizade que nos une. Vêm dos quatro cantos dessa Vida: das minhas Áfricas distantes e inevitavelmente douradas de saudade boa, da minha pátria saloia que também criou raízes no meu coração e onde dei os mais importantes frutos, os meus filhos, até ao Presente rodeado de Tejo e que me obriga a agarrar a ponte todos os dias, ou quase. Às vezes mais do que uma vez por dia!!
Há ainda um cantinho dos meus afectos muito bem preenchido pelos alunos que ao longo de trinta e sete anos e meio me forneceram regularmente inspiração que transborda das primeiras idades.
Obrigada, livrinhos!
E porque os meus livrinhos não são só meus, mas resultam de uma parceria: obrigada, Nini, pela arte que enriquece as nossas brochuras e, sobretudo, a nossa ligação de adolescentes!
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Também dói!

Vale a pena ouvir Os Sinais, de Fernando Alves, sobre a proposta de rescisão por mútuo acordo, para os professores! 
A juntar à ditadura da papelada inútil que, desculpem a redundância, em nada acrescenta o valor do processo de ensinar e aprender, vem agora a pressão para o professor sair por vontade falsamente própria. 
De pouco me vale o contentamento de ter já saído, com alguns ferimentos, mas livre dos maiores desabamentos, escapando aos escombros  por uma unha negra!
De pouco me vale, já que trinta e sete anos de vida não se desincrustam facilmente da vontade, nem da memória. Dói com dor de carne viva e não há anestesia que valha!

O tempo das janelas viradas para as rosas já passou!

Dói!

"Dentro do que somos passa a existir um espaço feito de boas memórias e estilhaços, lágrimas e sorrisos tornam-se irmãos perfeitos. Fora de nós não é mais fácil – muitos lugares continuam habitados por quem perdemos, a cidade é um campo minado. Sítios onde fomos felizes com os que amámos, onde caminhámos com os nossos pais, avós, amigos. Uma cidade de fantasmas. Trágica e bela." Luís Osório
Vale a pena ler tudo o que Luís Osório diz, ou melhor, escreve, sobre esta inevitabilidade de continuar a viver para lá dos que nos deixam. 
Dói, mas é tão verdade! 
É difícil reflectir sobre estes estados de alma. É necessário que o façamos, para nos entendermos a nós mesmos, quando nos sentimos obrigados a coexistir com a tristeza e com a alegria, tratar as duas com a dignidade que merecem. Porque dão razão aos nossos dias ..... 

Para além de agradecermos o futuro que tantos nos oferecem com generosidade, há também passados que nos são devolvidos, reocupando os espaços dentro de nós que estavam vagos, vazios, e lhes pertenciam. E há um presente que urge Viver, milímetro a milímetro.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Efeitos de outono

Percebo que o nosso conhecimento, aquele que nos enfeitou, muitas vezes e muito bem, ao longo da vida, pode cair como as folhas caem das árvores, no outono. As folhas douradas emprestam ao chão que pisamos uma tonalidade única e bela e, também durante algum tempo, parece que há um sentido para esta ordem de coisas.
Mas vem o tempo das chuvas e o chão é lavado, quer queira quer não, afogando as belas folhas secas, atirando-as para uma sarjeta.
Chegou a hora das folhas belas e secas se transformarem em nada!

domingo, 29 de setembro de 2013

Manhã

Nada a dizer.
Apenas o dia a nascer.
A noite empurrada pelo dia
e o movimento que se instala, 
a escuridão que se cala,
em plena sintonia
com a recém-criada claridade,
obrigando a pulsar
o coração da cidade;
Vencendo todo o torpor,
seja ele qual for:
o do sono e do sonho;
o do segredo,
o do medo,
o teu
e o meu.
Nada a dizer. 

O dia nasceu…

sábado, 21 de setembro de 2013

"titidades"

E é assim, embevecido até mais não, que vais vivendo a condição de avô!
Este ano, a novidade foi a banda sonora ser interpretada pela própria Joaninha, entoando com muita correcção, para nosso espanto e dizendo as palavras à maneira dela.
Parabéns, Jorge! Muitas "tititidades" e muitos anos de Vida! ehhhhhhhh

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Parabéns, filho!

Parabéns, filho!
Há trinta e cinco anos, por esta hora, não sabíamos se eras "menino" ou "menina". 
(Gostava muito de fazer uma transcrição fonética destas palavras ditas pela tua filha, mas não consigo!)
Só ficamos a saber quando a Cegonha (mãe ou avó da Felismina) nos entregou o embrulhinho.
- É um menino!- ouvi o teu pai e o médico dizerem, quase ao mesmo tempo.
Logo a seguir ouvi-te chorar. É o que todas as mães querem ouvir.  É o que todos fazemos quando chegamos ao mundo. É sinal de vida. É o primeiro grande sinal de vida.
De seguida, levaram-te para te vestirem as roupas leves que te tinha preparado, pois o dia estava muito quente, anormalmente quente para setembro já depois de meio. Não foi pois tarefa difícil. A enfermeira era anafada como são as enfermeiras dos filmes, sobretudo dos cómicos, e segura em tudo o que fazia.
Depois ficaste no berçário, num sítio onde era possível receberes as primeiras visitas: o Diogo, a Di e o Vitó.

Todos falavam das tuas perninhas gordas.
Quando todos se foram embora e eu fiquei sozinha contigo, fiquei a contar-te os dedos, a inspeccionar bem, a confirmar a tua perfeição ... 

Coisas de mães!

domingo, 8 de setembro de 2013

Fascínios com explicações freudianas.

Não sei de onde me vem este fascínio por estações de comboios. Parece que no mais dentro de mim acredito que a vida balança entre partidas e chegadas, entre saudades de ir, de ficar, de chegar...
A primeira "estação" da minha vida marcou-me porque os momentos eram sempre muito intensos de comoção. De tal modo que não me sinto ainda preparada para os recordar.
Para mim o comboio nunca foi um transporte urbano. Viagenzitas de trazer por casa! Para mim, o comboio é o meio de transporte das grandes viagens. O avião pode levar-nos a lugares mais distantes mas da janela só se vêem as nuvens e o céu. E, ás vezes, uma escuridão que amedronta!
O comboio rompe espaços cá mais em baixo, mais perto da realidade a que pertencemos. Não somos pássaros. Somos da terra, do chão...

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pensionista!

Nunca pensei muito na reforma. Estava sempre para lá da minha linha do horizonte. Era assunto, situação, condição, sei lá!, que pertencia à categoria dos "improváveis".
No entanto, percebi, não sei se a pouco e pouco, se de modo brusco e repentino, como aquelas travagens que deixam fumo e barulho, mas percebi, dizia eu, que estava a chegar ao fim de um caminho. Estava na altura de entrar nos dias da idade que ficou no nosso imaginário como os dias do banco do jardim,os dias da deambulação e da procura da realidade perdida...
Primeiro foi a decisão, depois foi a burocracia, depois foi a notícia, na carta seca da Caixa Geral de Aposentações, sem beijinhos nem corações de despedida. Mais dois meses e veio a confirmação, em letra de lei. Finalmente, hoje, o Cartão de Pensionista! Nem cumprimentos os senhores da CGA me mandam!
Mas....
Guardarei para sempre a memória dos quadros e do giz! 
Guardarei para sempre a recordação de dias assim, como o que a fotografia documenta, dias em que os corações parecem fugir do peito para brincar à apanhada, ou outra brincadeira qualquer, à revelia dos regulamentos cheios de vazio no que toca a afectos e sentimentos. 
Sorte a minha que trago comigo os registos dessa memória que não quero perder. Se  isso acontecer, encontrem-na e tragam-ma!
É o meu pulmão. Sem ela, não respirarei jamais.
(Aqui ao lado, tenho a tal carta. O cartão, em duplicado, está lá dentro.Temos tempo!)




quinta-feira, 20 de junho de 2013

Opinionismo!

Alberto Gonçalves, "opinionista" do Diário de Notícias, escreveu há dias, a propósito da greve dos professores, um artigo com o título "Ninguém ensina os professores?". Não é pelo título que me sinto ofendida. É pelo conteúdo que considero ofensivo, cheio de insinuações que constituem um grave insulto a quem fez desta profissão uma vida como muitos dos que vão ler o artigo de opinião. 
E tudo isto por causa dos públicos testemunhos de alguns notáveis da nossa sociedade dita civil, não-professores e sem qualquer ligação directa à profissão, vilipendiando os  cidadãos livres  que exercem, com a mesma liberdade do jornalista, o seu direito de dizer, escrever, falar sobre a causa dos professores. 
( O meu agradecimento a estes!) 
Tenta rebaixá-los, tratando-os por "filhotes de....", e, pior ainda, apelidando este apoio de "sabujismo".
(Repugnante!)
Este senhor ultrapassa o sentido da dignidade humana e da dignidade profissional dos professores. Diz que levou reguadas, por causa das contas, e que quem o ensinou a ler e a escrever foram os pais e os avós. 
Isto só prova que a condição de professor é transversal à relação entre quem ensina e quem aprende e que isso dignifica quem põe o gosto e o saber, dia após dia, ano após ano, ao serviço de um outro, o aluno? 
Pena que ninguém o tenha ensinado a "ser". É algo que a que os professores também dão muita atenção porque não queremos alunos que se possam confundir com sacos de conhecimentos. Queremos pessoas inteiras que trabalham, elas mesmo, à luz da sua individualidade, os conhecimentos que adquirem.
Mas a maior revolta que eu senti foi ao ler o que diz sobre a tarefa de vigiar exames que poderia ficar a cargo de uma máquina ou de um qualquer funcionário da escola, remunerado com salário mínimo. Que desrespeito! Que insensibilidade!
É este pensamento que domina os poderosos! 
Se fosse um filho meu ou um dos meus alunos a escrever este artigo eu estaria muito mais infeliz. 
Felizmente, não é! 
Podem lê-lo aqui





terça-feira, 4 de junho de 2013

Memória do Dia dos Anos do Meu Pai

Quadro do meu pai, datado de 1988.
Este é o único quadro com uma figura humana. O meu pai gostava da paisagem, da natureza. Punha a arte e o talento ao serviço da figura humana, especialmente os amigos, na caricatura, com o toque do sentido de humor sempre bem aplicado.
Era um artista! Mas era sobretudo uma pessoa que cultivava os prazeres da vida, pondo em prática uma filosofia cujas fontes eram isso mesmo: as coisas boas da vida!
Gostava de cantar, de dançar, de pintar, de escrever, de conversar, de namorar... Para seduzir, recorria brilhantemente aos modelos da época: Rudolfo Valentino, Gary Cooper, Humphrey Bogart....
Punha muita convicção em tudo o que dizia e em certas alturas.
A relação com Deus era de confiança recíproca. Já bastante doente, afirmou com as certezas todas do mundo: "Eu acredito em Deus e Deus acredita em mim."
Obrigada, Papá, por tudo o que me ensinaste!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

In memoriam

Aos poucos, vamos ficando com as molduras cheias de pessoas a quem não podemos escrever, telefonar, dizer o quanto gostaríamos de ter passado mais tempo com elas, o quanto apreciávamos a sua presença ou respeitávamos a sua maneira de ver o mundo e, muito menos, a falta que já nos fazem...
Aos poucos, vamos ficando mais sós. 
Por muito bem vividas que tenham sido as vidas que ficaram pelo caminho, para nós, na tristeza da ausência, parece terem ficado mil outras vidas por viver e há inúmeras conversas por acabar. 
E, aos poucos, vamos ficando mais tristes...
A memória serve de lastro a esta solidão que se instala e, insidiosamente, se metamorfoseia em tristeza. 

sábado, 18 de maio de 2013

Dia Internacional dos Museus, outra escolha

A Casa da Madalena, Museu Etnográfico da Alta Estremadura. 
Até uma sala de aula do tempo do Estado Novo pode ser aqui visitada. 
Há carteiras para os alunos, secretária para o professor, quadro negro com uma data antiga escrita com giz branco, as fotos dos governantes....

Dia Internacional dos Museus, uma escolha!


Dia Internacional dos Museus!
Um dos museus que mais gostei de visitar foi o Museu de História Natural, em Londres. 
Tanto que, de regresso à cidade de Sua Majestade, cm tempo muito limitado, escolhi revisitar o Natural History Museum.
É uma imensa exposição de estudo e conhecimento, onde se aprende. Onde o passado nos toca como se estivesse ao nosso lado, de mão dada. Mais intimidade é impossível. 
Os enormes "restos" dos enormes bichos que andaram por aqui há muito tempo, dando testemunho desta existência, também me deram uma lição de humildade. E de respeito, pelos homens que conseguem ultrapassar a barreira do tédio dos dias poluídos de interesses, na linha da "glória de mandar" e "vã cobiça", indo além de muitas "taprobanas" no reino da ciência e da tal história natural que dá nome ao Museu! 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

São Cravos!


São Cravos, Senhores! São Cravos! 
São, hoje, o pão da nossa esperança, o alimento e prato principal, em todas as nossas refeições. 
São Cravos aqui nascidos e aqui criados. 
São cravos aqui crescidos e libertados de medos e outras algemas. 
São Cravos, Senhores, são Cravos que enchem os regaços de um povo!
Têm voz, memória e coração!
São Cravos!



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Inesquecível!

"Está esquito nas paiêdes...", dizia a Marta, zelosa do bem estar de todos, nem que para isso fosse preciso reclamar as inscrições que enchiam as paredes, os muros deste país recém-renascido. 
Retomo a frase, repito-a.
 "Está escrito nas paredes" que há pessoas inesquecíveis, porque guardaram e cuidaram das memórias que foram passando a quem queria também guardar um bocadinho do verdadeiro afeto que uniu/une mãe, avó, bisavó, afeto esse que enriqueceu as nossas vidas, e tornou forte o laço da vida , como se de sangue se tratasse. Falo por mim e sei que falo por muitos dos que tiveram a sorte de cruzar o caminhos da Vida com a Dona Antonieta! 
Foram muitos os momentos menos bons que ela arranjou com a sabedoria que fazia parte do seu percurso, tornando-os dignos de uma boa alusão, como parte de algo bom na cadeia da Vida. 

Ana Maria, Mónica, Marta e Rita,  contem comigo para manter viva a recordação doce da vossa Mãe, Avó.
 Um beijinho também aos mais pequeninos que tiveram a sorte de provar este colo e receber tanto amor. Uma palavra aos que se juntaram às "meninas" pelo amor e que souberam também chegar ao coração da nossa querida Dona Antonieta. ♥

domingo, 21 de abril de 2013

"Se o Partido Socialista fosse vivo...

...teria feito quarenta anos!

Este era o meu partido socialista!
 Militei com a esperança de um mundo melhor, mais solidário e mais livre, para os meus filhos e para a minha própria geração.
 Eu envelheci, perdi os sonhos e a ilusão. Assisti, impotente, à degradação do ideal, tal como o burro do triunfo dos porcos. Vi-o morrer às mãos da ganância, da vaidade, implacavelmente. 
As flores do movimento hippy murcharam e as gaivotas da Ermelinda Duarte perderam as " asas de vento" e o "coração de mar"..... 
Os meus filhos cresceram e, no essencial, revelam coragem de trilhar os caminhos difíceis com a mesma vontade com que trilharam os mais fáceis, com os mesmos valores no horizonte. Sinto muito orgulho nos meus filhos. Foi tudo há tanto tempo! 40 anos.... 
Agora ponho toda a esperança, do que resta de verde nos meus olhos, no mais pequenino, neste caso, na mais pequenina, na Joaninha! 


domingo, 17 de março de 2013

Dos dias que correm...

Ou melhor: dos dias que voam...
Ontem, vinha a ouvir rádio, como costumo fazer quando ando de carro sozinha. É uma companhia e as notícias ficam em dia. E, entre a TSF e a Star-FM, a distância parece que encurta e a viagem, por pequena que seja, dá para qualquer coisa. Se não der para nada, não é grave. Relaxa-se! 
Muitas vezes serve para refletir. Foi o que aconteceu ontem, mesmo em cima da Ponte do Meu Contentamento, a que me liga a Lisboa, à outra margem, à vida que me diz respeito e que está no lado de lá, no lado direito do rio... 
Uma notícia na TSF dava conta da morte de Mário Murteira, ministro dos governos de Vasco Gonçalves e de Palma Carlos, apoiante da UEDS, tendo sentido o jornalista necessidade de explicar a sigla. 
E eu dei comigo a pensar: mas isto não é História antiga! Eu vivi isto "ontem"! 
E como se não bastasse este presente trazer-me à tona um passado distante, que eu não supunha tão distante, o noticiário continuou com o tema que domina a comunicação social que supõe insaciável os seus destinatários. Se calhar, com razão! O Papa Francisco! E lá vem o rol dos nomes dos papas o que me remete novamente para a História cuja memória está ainda bem desenhada na minha própria memória: Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II. 
Conclusão: trinta anos são trinta minutos na História da Humanidade! Na nossa são mais! Dá para perder a juventude e muita inocência!