quarta-feira, 16 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Dia de domingo!
Dia de domingo! Muita reflexão!
Começou com o problema maior que me acode todos os dias: a ementa!
Felizmente há take away aberto ao domingo. E, com sorte, ainda encontramos uma amiga com quem trocamos um blá-blá de jeito, com direito a promessa de continuação "um dia destes", longe do cheiro dos frangos e da impaciência das senhas de atendimento. "A senhora é o 18?"
Depois do almoço, resolvi pôr em dia a televisão e ocupei rapidamente o sofá, antes que a tv começasse a dar bola e mais bola.
Escolhi então: Alta Definição, Diogo Infante.
Desculpem a presunção da recomendação: não percam.
Não percam sobretudo o que o Diogo Infante diz sobre o filho, sobre a experiência da adopção, sobre a coragem dos miúdos que vivem numa instituição e estão à espera que os venham buscar. Quem os virá buscar? Como é que eles (pai e filho/ Diogo e Filipe) resolveram a atrapalhação dos primeiros momentos do primeiro encontro. O filho disse: "Eu não gosto de polvo!" (Boa, miúdo! Soubeste dizer uma coisa porque só era preciso dizer uma coisa!)
O pai conta como é atender o telefone e dizerem-lhe que o filho está lá à sua espera. A partir daquele momento ele não espera outro, nem mais bonito, nem mais pequenino, nem mais loiro, nem mais nada. Aquele miúdo é o seu filho! Isto é um parto, sem tirar nem pôr!
A emoção feliz tinha-se instalado em mim.
Mas.... chego ao computador e vejo a notícia da morte de Manuel Forjaz!
E a emoção feliz diluiu-se completamente no choque que não devia ser choque mas foi. Caramba! O homem parecia dominar a vida, tratar o cancro por tu. O seu testemunho injectava esperança!
Apesar de ter perdido esta batalha, sem dúvida deixou ficar uma lição, um ensinamento: é preciso continuar a vida, a de todos os dias, com mais ou menos limitação, mas viver vida a sério!
Obrigada, Manuel Forjaz por este ensinamento!
Começou com o problema maior que me acode todos os dias: a ementa!
Felizmente há take away aberto ao domingo. E, com sorte, ainda encontramos uma amiga com quem trocamos um blá-blá de jeito, com direito a promessa de continuação "um dia destes", longe do cheiro dos frangos e da impaciência das senhas de atendimento. "A senhora é o 18?"
Depois do almoço, resolvi pôr em dia a televisão e ocupei rapidamente o sofá, antes que a tv começasse a dar bola e mais bola.
Escolhi então: Alta Definição, Diogo Infante.
Desculpem a presunção da recomendação: não percam.
Não percam sobretudo o que o Diogo Infante diz sobre o filho, sobre a experiência da adopção, sobre a coragem dos miúdos que vivem numa instituição e estão à espera que os venham buscar. Quem os virá buscar? Como é que eles (pai e filho/ Diogo e Filipe) resolveram a atrapalhação dos primeiros momentos do primeiro encontro. O filho disse: "Eu não gosto de polvo!" (Boa, miúdo! Soubeste dizer uma coisa porque só era preciso dizer uma coisa!)
O pai conta como é atender o telefone e dizerem-lhe que o filho está lá à sua espera. A partir daquele momento ele não espera outro, nem mais bonito, nem mais pequenino, nem mais loiro, nem mais nada. Aquele miúdo é o seu filho! Isto é um parto, sem tirar nem pôr!
A emoção feliz tinha-se instalado em mim.
Mas.... chego ao computador e vejo a notícia da morte de Manuel Forjaz!
E a emoção feliz diluiu-se completamente no choque que não devia ser choque mas foi. Caramba! O homem parecia dominar a vida, tratar o cancro por tu. O seu testemunho injectava esperança!
Apesar de ter perdido esta batalha, sem dúvida deixou ficar uma lição, um ensinamento: é preciso continuar a vida, a de todos os dias, com mais ou menos limitação, mas viver vida a sério!
Obrigada, Manuel Forjaz por este ensinamento!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Parabéns, filho!
Parabéns, filho!
Este momento e momentos iguais a este foram, sem dúvida, os melhores da minha Vida!
Lembro-me bem deste momento, deste cenário e das pessoas que éramos. Tudo o que eu queria na altura era que te sentisses bem, que não tivesses fome nem frio, nem calor nem nenhum mal-estar. Estávamos todos a ensaiar uma nova forma de vida!
Como há 39 anos, meu filho, desejo-te tudo: muitos sonhos e muita saúde!
Agora tens mais "gente" à roda do bolo, gente miúda mas muito importante.
Parabéns, titio!
domingo, 30 de março de 2014
Medos
O medo é difícil de confessar, de contar, porque ele mesmo é arrepiante. Se o deixamos sair e o pomos ao colo de alguém, ele irrita-se e esbraceja a ponto de saltar de novo para cima de nós, agarrando-se ainda mais, tomado ele mesmo, o medo que saltou e voltou, por um medo novo, extensão de si próprio.
É preciso tratar bem o medo, embalá-lo para que adormeça e permaneça adormecido durante muito, muito tempo.
Dica: o medo adormecido perde a força e quando acorda não é senão um farrapo que durante algum tempo parecia ter vida própria, pronto a dominar a existência dos escolhidos.
O medo é um parasita. Alimenta-se de esperança, da que nos corre nas veias, da que bombeia o coração e há que tratá-lo como tal! Eliminá-lo! reduzi-lo à insignificância de parasita.
O medo é o travão do progresso, um inibidor do crescimento, um cobarde traidor.
Quero-o longe de todos de quem gosto. Quero-o muito longe dos meus netos!
Leiam o Sérgio Godinho...
"Claro que a gente tem medo! (Como é que eram aqueles sinónimos? Susto, pavor pânico, cagaço...) Já imaginaram um bicho desconhecido?mNunca sabemos o que esperar dele. Morderá, não morderá? É venenoso? Feroz ou pachorrento? Traiçoeiro? E já agora, quantos são? Reproduzem-se muito? Invadem a terra? Trazem micróbios para dentro de casa? Doenças? Só atacam se são atacados? Ou atacam eles logo? Enfim, mil perguntas. Quando nãose conhece qualquer coisa a cabeça não pára de fazer perguntas. Não pára, a cabeça."
O Pequeno Livro dos Medos, Sérgio Godinho
É preciso tratar bem o medo, embalá-lo para que adormeça e permaneça adormecido durante muito, muito tempo.
Dica: o medo adormecido perde a força e quando acorda não é senão um farrapo que durante algum tempo parecia ter vida própria, pronto a dominar a existência dos escolhidos.
O medo é um parasita. Alimenta-se de esperança, da que nos corre nas veias, da que bombeia o coração e há que tratá-lo como tal! Eliminá-lo! reduzi-lo à insignificância de parasita.
O medo é o travão do progresso, um inibidor do crescimento, um cobarde traidor.
Quero-o longe de todos de quem gosto. Quero-o muito longe dos meus netos!
Leiam o Sérgio Godinho...
"Claro que a gente tem medo! (Como é que eram aqueles sinónimos? Susto, pavor pânico, cagaço...) Já imaginaram um bicho desconhecido?mNunca sabemos o que esperar dele. Morderá, não morderá? É venenoso? Feroz ou pachorrento? Traiçoeiro? E já agora, quantos são? Reproduzem-se muito? Invadem a terra? Trazem micróbios para dentro de casa? Doenças? Só atacam se são atacados? Ou atacam eles logo? Enfim, mil perguntas. Quando nãose conhece qualquer coisa a cabeça não pára de fazer perguntas. Não pára, a cabeça."
O Pequeno Livro dos Medos, Sérgio Godinho
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
É Carnaval!
O Carnaval sempre me soou a samba com hora marcada, com riso agendado, música pré-triste, antecipação de quaresma, tempo de jejum, sacrifício e dor...
No entanto, devo reconhecer que há um lado do carnaval que é genuinamente alegre: o das crianças que se mascaram e muitas delas, sem terem sequer conhecimento perfeito das várias identidades que vamos assumindo ao longo da vida, vestem com um fato de super-homem toda a força da coragem. Uma coragem que supera os limites do fraco corpo que sustenta a nossa verdadeira identidade. Uma coragem que fica ao serviço da humanidade.
O que há mais por aí é disfarces de Super-homem, ou heróis do mesmo género, o que deve querer dizer que todos ambicionamos corrigir o que está errado no mundo, nem que para isso seja preciso fazer o planeta rodar em sentido contrário.
Gosto de ver, como há pouco, um "enxame" "de abelhas maias" de vários tamanhos! Gosto de ver pandas e palhacinhos, leões e joaninhas, morangos e princesas.
Já não entra no meu registo de brincadeira carnavalesca a clássica mudança de sexo com a exaltação do ridículo que vem agarrada!
Não sei se vem a propósito mas acode-me à memória um texto de José Gomes Ferreira a que ele mesmo chamou "infância estragada" em que chama pelas azedas, chora de saudade pelas caretas que provocavam e grita: Onde estão as azedas da minha infância? Tragam-me azedas. Quero morrer a fazer caretas!
Eu também!
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Manos!
Muito se escreve sobre o amor dos irmãos. Há teorias e teorias sobre a maneira como este amor cresce.
Agora é a "nossa" vez ( pais, tios e avós) de perceber como é que este amor engorda e cresce, como eles próprios, os irmãos.
Como muitas vezes percebi, os livros ensinam muito sobre as pessoas: sob a capa da ficção, as verdades impõem-se. Um desses livros, li-o há muitos anos. Da autora Alice Vieira, Rosa Minha Irmã Rosa. A Mariana, de dez anos, é surpreendida pela notícia da chegada de um, ou uma, irmão, ou irmã.
A partir do momento do nascimento, as novas situações e as novas sensações multiplicam-se e a Mariana tem de aprender a lidar com toda a novidade, com o que até aí era desconhecido.
Até o espaço que a pequenina Rosa ocupa é incompreensível para a Mariana. São 50 cm de gente e tantas gavetas ocupadas!
Não é fácil dividirmos, partilharmos os nossos bens. Como é que se abdica de metade da atenção daqueles que são o nosso mundo, a nossa vida?
Será que esta dificuldade se apresenta assim nas cabecinhas dos manos mais velhos, de modo tão "explicado"? Provavelmente, não!
Talvez um dia possa falar sobre isto com os meus netos e recordar-lhes estes lindos momentos da vida da família mais próxima. Que me dera que sim! Não se lembrarão do que sentem hoje mas saberão então o verdadeiro valor de uma companhia que vai fazer parte de todos os natais, aniversários e outros momentos importantes.
Saberão então que são a melhor e mais verdadeira companhia um do outro por tudo o que têm em comum, sobretudo o que toca aos afectos: a mesma mamã, o mesmo papá, os mesmos avós e tios.
Agora é a "nossa" vez ( pais, tios e avós) de perceber como é que este amor engorda e cresce, como eles próprios, os irmãos.
Como muitas vezes percebi, os livros ensinam muito sobre as pessoas: sob a capa da ficção, as verdades impõem-se. Um desses livros, li-o há muitos anos. Da autora Alice Vieira, Rosa Minha Irmã Rosa. A Mariana, de dez anos, é surpreendida pela notícia da chegada de um, ou uma, irmão, ou irmã.
A partir do momento do nascimento, as novas situações e as novas sensações multiplicam-se e a Mariana tem de aprender a lidar com toda a novidade, com o que até aí era desconhecido.
Até o espaço que a pequenina Rosa ocupa é incompreensível para a Mariana. São 50 cm de gente e tantas gavetas ocupadas!
Não é fácil dividirmos, partilharmos os nossos bens. Como é que se abdica de metade da atenção daqueles que são o nosso mundo, a nossa vida?
Será que esta dificuldade se apresenta assim nas cabecinhas dos manos mais velhos, de modo tão "explicado"? Provavelmente, não!
Talvez um dia possa falar sobre isto com os meus netos e recordar-lhes estes lindos momentos da vida da família mais próxima. Que me dera que sim! Não se lembrarão do que sentem hoje mas saberão então o verdadeiro valor de uma companhia que vai fazer parte de todos os natais, aniversários e outros momentos importantes.
Saberão então que são a melhor e mais verdadeira companhia um do outro por tudo o que têm em comum, sobretudo o que toca aos afectos: a mesma mamã, o mesmo papá, os mesmos avós e tios.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Gerir o tempo!
A gestão do tempo é sempre tão difícil. Daí o sucesso dos horários, dos planos, dos projectos, das combinações, dos convites a longo prazo. Sabemos tantas vezes que as coisas que combinamos nunca se realizarão.
Um dia voltamos à nossa terra. Quando? Nunca! Nunca é tempo.
Sinto o tempo que corre como se fosse um longo fim-de-semana...
Os dias parecem iguais, mas não são, porque há ritmos da vida fora de casa que marcam as datas ou pelo menos os dias da semana. Os meus dias não são iguais por fora, mas são iguais por dentro. É preciso vestir os dias com roupa de semana, mais formal, menos formal, mais casual ou, se for já noite, vestir um pijama para o dia ir dormir.
Por dentro é tudo igual: monotonia!
Dantes, os fins-de-semana terminavam sempre num afã de tarefas que estavam à espera desde o primeiro momento. Perseguiam-me e inquietavam-me, mas só lhes dava ouvidos, olhos e mãos, no tempo limite, no fim do fim-de-semana, no domingo à noite. E o tempo escoava-se à velocidade da luz e, se era mesmo para acabar, acabava-se fosse a que horas fosse.
Receio que o mesmo se passe agora. Só que quando chegar o domingo à noite, o dia seguinte não será segunda-feira, nem muito menos dia de trabalho.
A gestão do tempo é sempre tão difícil....
Um dia voltamos à nossa terra. Quando? Nunca! Nunca é tempo.
Sinto o tempo que corre como se fosse um longo fim-de-semana...
Os dias parecem iguais, mas não são, porque há ritmos da vida fora de casa que marcam as datas ou pelo menos os dias da semana. Os meus dias não são iguais por fora, mas são iguais por dentro. É preciso vestir os dias com roupa de semana, mais formal, menos formal, mais casual ou, se for já noite, vestir um pijama para o dia ir dormir.
Por dentro é tudo igual: monotonia!
Dantes, os fins-de-semana terminavam sempre num afã de tarefas que estavam à espera desde o primeiro momento. Perseguiam-me e inquietavam-me, mas só lhes dava ouvidos, olhos e mãos, no tempo limite, no fim do fim-de-semana, no domingo à noite. E o tempo escoava-se à velocidade da luz e, se era mesmo para acabar, acabava-se fosse a que horas fosse.
Receio que o mesmo se passe agora. Só que quando chegar o domingo à noite, o dia seguinte não será segunda-feira, nem muito menos dia de trabalho.
A gestão do tempo é sempre tão difícil....
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Chegou o Duarte!
O Duarte chegou.
O voo atrasou mas a cegonha aterrou às 22.54, do dia 8, no sítio do costume, onde os papás estavam à espera e onde puderam deleitar-se com a emoção maior de serem pais, agora pela segunda vez, logo, com a mais valia da experiência.
A notícia correu via todos os meios ao alcance do papá e da Vovó Pipas que estava próxima, muito próxima do "desembarque", do coração da filha e daquela família que é uma extensão verdadeira de nós mesmos, avós!
A Joaninha já dormia porque o João Pestana não perdooa.
Estamos todos mais ricos de vida e muito felizes com a chegada do Duarte!
Uma vida linda, querido Duarte!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Isto é Natal!
(A ouvir a melhor canção de natal de sempre: "War is over", que começa precisamente assim: So this is Christmas and what have you done. Isto é o Natal e o que é que fizeste.)
Se, por dá cá aquela palha me vêm os netos à fala, saltando do meu coração onde estão instaladíssimos, neste tempo de natal, nota-se ainda mais.
Com a Joaninha a dar os primeiros passos de dança e o Duarte a ensaiar o gosto pelo futebol que deve estar já a correr-lhe nas veias...
É muito bom sentir um gene, que estava esquecido lá para trás, rodopiar nas brincadeiras da Joaninha, hoje, e, amanhã, nas revelações do Duarte. Têm sido tantos e tão bons os momentos passados com ela, a Joaninha, que não é num registo de meia dúzia de linhas que se dá conta dessas emoções. Quando vamos buscá-la à creche, a emoção fica ao rubro com a corrida de braços abertos ao longo do corredor, com o som da alegria a condizer. No carro, depois das tormentosas instalações de cintos e fivelas, partimos para os curtos trajectos em grandes cantorias.
Obrigada, Joaninha, pela alegria que nos dás!
E tu, Duarte, deixa-te estar mais uns dias no quentinho da barriga da mamã e tão juntinho ao coração dela. Antecipamos as alegrias que nos vais dar e já apetece embalar-te...
Mas tudo a seu tempo!
Se, por dá cá aquela palha me vêm os netos à fala, saltando do meu coração onde estão instaladíssimos, neste tempo de natal, nota-se ainda mais.
Com a Joaninha a dar os primeiros passos de dança e o Duarte a ensaiar o gosto pelo futebol que deve estar já a correr-lhe nas veias...
É muito bom sentir um gene, que estava esquecido lá para trás, rodopiar nas brincadeiras da Joaninha, hoje, e, amanhã, nas revelações do Duarte. Têm sido tantos e tão bons os momentos passados com ela, a Joaninha, que não é num registo de meia dúzia de linhas que se dá conta dessas emoções. Quando vamos buscá-la à creche, a emoção fica ao rubro com a corrida de braços abertos ao longo do corredor, com o som da alegria a condizer. No carro, depois das tormentosas instalações de cintos e fivelas, partimos para os curtos trajectos em grandes cantorias.
Obrigada, Joaninha, pela alegria que nos dás!
E tu, Duarte, deixa-te estar mais uns dias no quentinho da barriga da mamã e tão juntinho ao coração dela. Antecipamos as alegrias que nos vais dar e já apetece embalar-te...
Mas tudo a seu tempo!
O Natal aqui ao pé....
O Natal aproxima-se.
Pé ante pé, sem ruídos, instala-se e traz consigo tudo o que lhe pertence, sobretudo uma inebriante dose de fantasia que nos deixa tontos de acreditar.
Acreditar que um destes dias o mundo fica todo do nosso lado e que vamos dar Vivas à Vida, só porque sim!
Acreditar que os que nos deixaram estão em sintonia connosco, ultrapassaram a barreira de todas as impossibilidades e que nos aguardam serenamente, apoiando-nos nos nossos empenhamentos.
Acreditar que as emoções emulsionadas formarão um todo gerador de um bem-estar universal!
Acreditar que o Natal vai do calendário direitinho aos corações de todos e que este pulsar colectivo será a banda sonora dos nossos dias.
Agradeço ao Espírito do Natal esta provocação de esperança!
Pé ante pé, sem ruídos, instala-se e traz consigo tudo o que lhe pertence, sobretudo uma inebriante dose de fantasia que nos deixa tontos de acreditar.
Acreditar que um destes dias o mundo fica todo do nosso lado e que vamos dar Vivas à Vida, só porque sim!
Acreditar que os que nos deixaram estão em sintonia connosco, ultrapassaram a barreira de todas as impossibilidades e que nos aguardam serenamente, apoiando-nos nos nossos empenhamentos.
Acreditar que as emoções emulsionadas formarão um todo gerador de um bem-estar universal!
Acreditar que o Natal vai do calendário direitinho aos corações de todos e que este pulsar colectivo será a banda sonora dos nossos dias.
Agradeço ao Espírito do Natal esta provocação de esperança!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A magia ajuda a crescer.
Há cento e doze anos nascia, na mítica terra dos sonhos, (que se tornam muitas vezes não tão bons como a palavra sugere), um bebé que viria a crescer alimentado por fantasia e magia: Walt Disney!Uma infância difícil marcada pelo carácter austero do pai viria a definir a fuga à realidade dura: aos dezasseis anos, embarcou para França onde passou um ano a conduzir ambulâncias da Cruz Vermelha!(Quem pode estar preparado, com tão tenra idade, para uma experiência em que a morte e a vida se confrontam a todo o instante com os seus limites!)A sua plataforma de lançamento no mundo do desenho foi o emprego numa agência de publicidade.As várias personagens que animaram a infância da minha geração foram "ter com ele" porque sabiam que daquele lápis saía a imortalidade do sonho, de um mundo faz-de-conta onde prevalece o bem a todo o custo.(Devia ser mesmo assim e às vezes até acredito que é!)Com as histórias infantis eu aprendi tudo, até a amar os defeitos dos meus filhos.Com o Dumbo. Só a mãe o achava bonito, lindo! E esse "achar" fê-lo avançar para o sucesso!É uma lição entre muitas!Eu cresci com os bonecos de Walt Disney, com as lições das histórias que nos faziam rir e chorar ao mesmo tempo.Tal como a Vida, a verdadeira, a real.
“Cegonha – Aqui está um bebé de olhos azuis, directamente do céu, para ti.”Um dia, a Mamã Jumbo recebeu, directamente da cegonha, o seu bebé elefante. Era lindo, sentia ela. Os outros animais do Circo, onde a Dona Jumbo vivia e trabalhava, porém, não achavam que a cria fosse particularmente bonita. Pelo contrário, troçavam por causa das suas grandes orelhas e começaram a chamar-lhe Dumbo….(Traduzido e adaptado do filme de Walt Disney)
Esta é a minha homenagem a Walt Disney, o responsável máximo pela instalação da fantasia e da magia no mundo moderno, nos mais variados suportes, desde o papel à alta tecnologia, passando pelo género maior, digo eu, o cinema de animação.
Esta é também uma homenagem ao meu pai que "traduzia" esta fantasia, pintando-a em quadros, na parede da enfermaria de pediatria.
E para completar esta série, eis que chegam os três porquinhos que guardam o espírito da fantasia há quase dez anos, neste espaço...
domingo, 10 de novembro de 2013
Dez anos!
Agradeço aos meus livrinhos (Divas, Banquete, Tia Árvore, Flamingo e Felismina) os bons momentos que têm trazido à minha/ nossa vida, ao longo destes dez anos, desde 8 de Novembro de 2003, para ser bem precisa!
Desde as ideias que me distraem de pensamentos sérios e pesados, que me trazem coragem para enfrentar os dias menos bons; passando por todo o processo de escrita e de partilha com o meu implacável crítico número um, o Jorge, imprescindível para a continuação das brincadeiras da escrita; passando pelas minhas amigas que não são implacáveis mas são sinceras e me corrigem o que há a corrigir, especialmente a Nini (Ana), a Marta e a Cristina; passando ainda por aquelas, muitas!, que gostam tanto de mim que dão tanto carinho às minhas palermices que uma vida inteira não chega para lhes agradecer. A amizade é uma inspiração superior, tal como todos os afectos. Claro que tenho de destacar as bênçãos da Vida, filhos (incluo a Sofia, com autorização da mãe que também alinha nestas coisas) e netos, contando já com o que a Cegonha traz no bico e está quase a chegar.
Agradeço aos meus livrinhos "os momentos de amizade inesquecíveis" (classificação da Teresa) que vivo nas apresentações/ lançamentos, rodeada de todos os que acorrem ao chamamento quase litúrgico de celebrar a Vida e essa mesma Amizade que nos une. Vêm dos quatro cantos dessa Vida: das minhas Áfricas distantes e inevitavelmente douradas de saudade boa, da minha pátria saloia que também criou raízes no meu coração e onde dei os mais importantes frutos, os meus filhos, até ao Presente rodeado de Tejo e que me obriga a agarrar a ponte todos os dias, ou quase. Às vezes mais do que uma vez por dia!!
Há ainda um cantinho dos meus afectos muito bem preenchido pelos alunos que ao longo de trinta e sete anos e meio me forneceram regularmente inspiração que transborda das primeiras idades.
Obrigada, livrinhos!
E porque os meus livrinhos não são só meus, mas resultam de uma parceria: obrigada, Nini, pela arte que enriquece as nossas brochuras e, sobretudo, a nossa ligação de adolescentes!
Desde as ideias que me distraem de pensamentos sérios e pesados, que me trazem coragem para enfrentar os dias menos bons; passando por todo o processo de escrita e de partilha com o meu implacável crítico número um, o Jorge, imprescindível para a continuação das brincadeiras da escrita; passando pelas minhas amigas que não são implacáveis mas são sinceras e me corrigem o que há a corrigir, especialmente a Nini (Ana), a Marta e a Cristina; passando ainda por aquelas, muitas!, que gostam tanto de mim que dão tanto carinho às minhas palermices que uma vida inteira não chega para lhes agradecer. A amizade é uma inspiração superior, tal como todos os afectos. Claro que tenho de destacar as bênçãos da Vida, filhos (incluo a Sofia, com autorização da mãe que também alinha nestas coisas) e netos, contando já com o que a Cegonha traz no bico e está quase a chegar.
Agradeço aos meus livrinhos "os momentos de amizade inesquecíveis" (classificação da Teresa) que vivo nas apresentações/ lançamentos, rodeada de todos os que acorrem ao chamamento quase litúrgico de celebrar a Vida e essa mesma Amizade que nos une. Vêm dos quatro cantos dessa Vida: das minhas Áfricas distantes e inevitavelmente douradas de saudade boa, da minha pátria saloia que também criou raízes no meu coração e onde dei os mais importantes frutos, os meus filhos, até ao Presente rodeado de Tejo e que me obriga a agarrar a ponte todos os dias, ou quase. Às vezes mais do que uma vez por dia!!
Há ainda um cantinho dos meus afectos muito bem preenchido pelos alunos que ao longo de trinta e sete anos e meio me forneceram regularmente inspiração que transborda das primeiras idades.
Obrigada, livrinhos!
E porque os meus livrinhos não são só meus, mas resultam de uma parceria: obrigada, Nini, pela arte que enriquece as nossas brochuras e, sobretudo, a nossa ligação de adolescentes!
sábado, 19 de outubro de 2013
Também dói!
Vale a pena ouvir Os Sinais, de Fernando Alves, sobre a proposta de rescisão por mútuo acordo, para os professores!
A juntar à ditadura da papelada inútil que, desculpem a redundância, em nada acrescenta o valor do processo de ensinar e aprender, vem agora a pressão para o professor sair por vontade falsamente própria.
De pouco me vale o contentamento de ter já saído, com alguns ferimentos, mas livre dos maiores desabamentos, escapando aos escombros por uma unha negra!
De pouco me vale, já que trinta e sete anos de vida não se desincrustam facilmente da vontade, nem da memória. Dói com dor de carne viva e não há anestesia que valha!
A juntar à ditadura da papelada inútil que, desculpem a redundância, em nada acrescenta o valor do processo de ensinar e aprender, vem agora a pressão para o professor sair por vontade falsamente própria.
De pouco me vale o contentamento de ter já saído, com alguns ferimentos, mas livre dos maiores desabamentos, escapando aos escombros por uma unha negra!
De pouco me vale, já que trinta e sete anos de vida não se desincrustam facilmente da vontade, nem da memória. Dói com dor de carne viva e não há anestesia que valha!
O tempo das janelas viradas para as rosas já passou!
Dói!
"Dentro do que somos passa a existir um espaço feito de boas memórias e estilhaços, lágrimas e sorrisos tornam-se irmãos perfeitos. Fora de nós não é mais fácil – muitos lugares continuam habitados por quem perdemos, a cidade é um campo minado. Sítios onde fomos felizes com os que amámos, onde caminhámos com os nossos pais, avós, amigos. Uma cidade de fantasmas. Trágica e bela." Luís Osório
Vale a pena ler tudo o que Luís Osório diz, ou melhor, escreve, sobre esta inevitabilidade de continuar a viver para lá dos que nos deixam.
Dói, mas é tão verdade! Vale a pena ler tudo o que Luís Osório diz, ou melhor, escreve, sobre esta inevitabilidade de continuar a viver para lá dos que nos deixam.
É difícil reflectir sobre estes estados de alma. É necessário que o façamos, para nos entendermos a nós mesmos, quando nos sentimos obrigados a coexistir com a tristeza e com a alegria, tratar as duas com a dignidade que merecem. Porque dão razão aos nossos dias .....
Para além de agradecermos o futuro que tantos nos oferecem com generosidade, há também passados que nos são devolvidos, reocupando os espaços dentro de nós que estavam vagos, vazios, e lhes pertenciam. E há um presente que urge Viver, milímetro a milímetro.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Efeitos de outono
Percebo que o nosso conhecimento, aquele que nos enfeitou, muitas vezes e muito bem, ao longo da vida, pode cair como as folhas caem das árvores, no outono. As folhas douradas emprestam ao chão que pisamos uma tonalidade única e bela e, também durante algum tempo, parece que há um sentido para esta ordem de coisas.
Mas vem o tempo das chuvas e o chão é lavado, quer queira quer não, afogando as belas folhas secas, atirando-as para uma sarjeta.
Chegou a hora das folhas belas e secas se transformarem em nada!
Mas vem o tempo das chuvas e o chão é lavado, quer queira quer não, afogando as belas folhas secas, atirando-as para uma sarjeta.
Chegou a hora das folhas belas e secas se transformarem em nada!
domingo, 29 de setembro de 2013
Manhã
Nada a dizer.
Apenas o dia a nascer.
A noite empurrada pelo dia
e o movimento que se instala,
a escuridão que se cala,
a escuridão que se cala,
em plena sintonia
com a recém-criada claridade,
obrigando a pulsar
o coração da cidade;
Vencendo todo o torpor,
seja ele qual for:
o do sono e do sonho;
o do segredo,
o do medo,
o teu
e o meu.
Nada a dizer.
O dia nasceu…
sábado, 21 de setembro de 2013
"titidades"
E é assim, embevecido até mais não, que vais vivendo a condição de avô!
Este ano, a novidade foi a banda sonora ser interpretada pela própria Joaninha, entoando com muita correcção, para nosso espanto e dizendo as palavras à maneira dela.
Parabéns, Jorge! Muitas "tititidades" e muitos anos de Vida! ehhhhhhhh
Este ano, a novidade foi a banda sonora ser interpretada pela própria Joaninha, entoando com muita correcção, para nosso espanto e dizendo as palavras à maneira dela.
Parabéns, Jorge! Muitas "tititidades" e muitos anos de Vida! ehhhhhhhh
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Parabéns, filho!
Parabéns, filho!
Há trinta e cinco anos, por esta hora, não sabíamos se eras "menino" ou "menina".
(Gostava muito de fazer uma transcrição fonética destas palavras ditas pela tua filha, mas não consigo!)
Só ficamos a saber quando a Cegonha (mãe ou avó da Felismina) nos entregou o embrulhinho.
- É um menino!- ouvi o teu pai e o médico dizerem, quase ao mesmo tempo.
Logo a seguir ouvi-te chorar. É o que todas as mães querem ouvir. É o que todos fazemos quando chegamos ao mundo. É sinal de vida. É o primeiro grande sinal de vida.
De seguida, levaram-te para te vestirem as roupas leves que te tinha preparado, pois o dia estava muito quente, anormalmente quente para setembro já depois de meio. Não foi pois tarefa difícil. A enfermeira era anafada como são as enfermeiras dos filmes, sobretudo dos cómicos, e segura em tudo o que fazia.
Depois ficaste no berçário, num sítio onde era possível receberes as primeiras visitas: o Diogo, a Di e o Vitó.
Todos falavam das tuas perninhas gordas.
Quando todos se foram embora e eu fiquei sozinha contigo, fiquei a contar-te os dedos, a inspeccionar bem, a confirmar a tua perfeição ...
Coisas de mães!
Há trinta e cinco anos, por esta hora, não sabíamos se eras "menino" ou "menina".
(Gostava muito de fazer uma transcrição fonética destas palavras ditas pela tua filha, mas não consigo!)
Só ficamos a saber quando a Cegonha (mãe ou avó da Felismina) nos entregou o embrulhinho.
- É um menino!- ouvi o teu pai e o médico dizerem, quase ao mesmo tempo.
Logo a seguir ouvi-te chorar. É o que todas as mães querem ouvir. É o que todos fazemos quando chegamos ao mundo. É sinal de vida. É o primeiro grande sinal de vida.
De seguida, levaram-te para te vestirem as roupas leves que te tinha preparado, pois o dia estava muito quente, anormalmente quente para setembro já depois de meio. Não foi pois tarefa difícil. A enfermeira era anafada como são as enfermeiras dos filmes, sobretudo dos cómicos, e segura em tudo o que fazia.
Depois ficaste no berçário, num sítio onde era possível receberes as primeiras visitas: o Diogo, a Di e o Vitó.
Todos falavam das tuas perninhas gordas.
Quando todos se foram embora e eu fiquei sozinha contigo, fiquei a contar-te os dedos, a inspeccionar bem, a confirmar a tua perfeição ...
Coisas de mães!
domingo, 8 de setembro de 2013
Fascínios com explicações freudianas.
Não sei de onde me vem este fascínio por estações de comboios. Parece que no mais dentro de mim acredito que a vida balança entre partidas e chegadas, entre saudades de ir, de ficar, de chegar...
A primeira "estação" da minha vida marcou-me porque os momentos eram sempre muito intensos de comoção. De tal modo que não me sinto ainda preparada para os recordar.
Para mim o comboio nunca foi um transporte urbano. Viagenzitas de trazer por casa! Para mim, o comboio é o meio de transporte das grandes viagens. O avião pode levar-nos a lugares mais distantes mas da janela só se vêem as nuvens e o céu. E, ás vezes, uma escuridão que amedronta!
O comboio rompe espaços cá mais em baixo, mais perto da realidade a que pertencemos. Não somos pássaros. Somos da terra, do chão...
A primeira "estação" da minha vida marcou-me porque os momentos eram sempre muito intensos de comoção. De tal modo que não me sinto ainda preparada para os recordar.
Para mim o comboio nunca foi um transporte urbano. Viagenzitas de trazer por casa! Para mim, o comboio é o meio de transporte das grandes viagens. O avião pode levar-nos a lugares mais distantes mas da janela só se vêem as nuvens e o céu. E, ás vezes, uma escuridão que amedronta!
O comboio rompe espaços cá mais em baixo, mais perto da realidade a que pertencemos. Não somos pássaros. Somos da terra, do chão...
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Pensionista!
Nunca pensei muito na reforma. Estava sempre para lá da minha linha do horizonte. Era assunto, situação, condição, sei lá!, que pertencia à categoria dos "improváveis".
No entanto, percebi, não sei se a pouco e pouco, se de modo brusco e repentino, como aquelas travagens que deixam fumo e barulho, mas percebi, dizia eu, que estava a chegar ao fim de um caminho. Estava na altura de entrar nos dias da idade que ficou no nosso imaginário como os dias do banco do jardim,os dias da deambulação e da procura da realidade perdida...
Primeiro foi a decisão, depois foi a burocracia, depois foi a notícia, na carta seca da Caixa Geral de Aposentações, sem beijinhos nem corações de despedida. Mais dois meses e veio a confirmação, em letra de lei. Finalmente, hoje, o Cartão de Pensionista! Nem cumprimentos os senhores da CGA me mandam!
Mas....
Guardarei para sempre a memória dos quadros e do giz!
Mas....
Guardarei para sempre a memória dos quadros e do giz!
Guardarei para sempre a recordação de dias assim, como o que a fotografia documenta, dias em que os corações parecem fugir do peito para brincar à apanhada, ou outra brincadeira qualquer, à revelia dos regulamentos cheios de vazio no que toca a afectos e sentimentos.
Sorte a minha que trago comigo os registos dessa memória que não quero perder. Se isso acontecer, encontrem-na e tragam-ma!
É o meu pulmão. Sem ela, não respirarei jamais.
(Aqui ao lado, tenho a tal carta. O cartão, em duplicado, está lá dentro.Temos tempo!)
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