De regresso ao abril de sempre! O dos provérbios, das águas mil! O abril descolorido, triste, nublado. A novidade deste abril é mesmo o saco de plástico, acessório obrigatório de qualquer estação, mês, parte do dia....
Ontem era abril! Mas mesmo abril. Havia cravos vermelhos.
-Onde é que posso comprar um cravo, perguntei timidamente a uma senhora que trazia dois e um saco plástico.
Não reparei nos pormenores do saco, mas reparei que os cravos eram pequenos e recusavam abrir todas as suas pétalas. Se eu soubesse falar com as flores, perguntava-lhes a razão desta recusa. Mas eu até sei.
- Eles dão! respondeu-me a senhora com alguma alegria que devia ser por lhe terem dado alguma coisa.
Perecebi então que comprar mesmo, só o saco de plástico....
Este era o cenário do Mercado, estrategicamente inaugurado neste dia, convencendo assim os incautos que uma inauguração com fanfarra, fotos e cravos à discrição é sinal de amor à liberdade.
E o Hospital? pergunta a minha memória timidamente... falo com ela para ela não se esquecer do que já aconteceu.
E o emprego?
E os transportes?
E a fome das crianças nas escolas?
E....?
Afinal o cravo não serviu de nada, sobretudo na lapela de alguns que se engalanaram só para tentar enganar o "freguês".
Hoje é abril mas um abril sem história....
As boas emoções têm curta duração.
A 25 explodimos de esperança, a 26 caímos na desilusão.
É um grande trambolhão!
Deus nos ajude que magoados demais já nós estamos....
domingo, 26 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Momento utopia para menores de seis anos ...
- E depois?
Depois, o Capuchinho Vermelho decidiu encontrar-se com as amiguinhas Cinderela e Branca de Neve, para combinarem a lição a dar aos lobos maus e a todos aqueles que fazem mal às pessoas boas...
Observação- A idade considerada pode ser mental, mas deve sempre ser confirmada por entidades competentes, ao serviço do Reino Da Fantasia.
Depois, o Capuchinho Vermelho decidiu encontrar-se com as amiguinhas Cinderela e Branca de Neve, para combinarem a lição a dar aos lobos maus e a todos aqueles que fazem mal às pessoas boas...
Observação- A idade considerada pode ser mental, mas deve sempre ser confirmada por entidades competentes, ao serviço do Reino Da Fantasia.
Inspiração instantânea no momento em que visionei a foto no ecrâ do telemóvel.
sábado, 14 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Adeus....
Adeus, Arlete!
Mas antes, obrigada!
Porque nas voltas que a vida dá, estavas numa delas, bem violenta por sinal, para me amparares, para me levares a andar de baloiço, para me fazeres sentir que viver é bom e que não podemos deixar o prazer das pequenas, ou mesmo das grandes coisas, por mãos alheias.
Foram as tuas mãos que me acolheram. Foram os teus braços que me abraçaram. Foi o teu colo que me deu calor. Estavas ali pronta a ser uma mãe, a mãe que eu precisava. E, como tinhas uma família maravilhosa, entregaste-ma também num gesto de generosidade imensa e ternura sem fim.
A vida continuou a dar voltas e eis-nos de novo num caminho comum...
Já sem a juventude que tínhamos então, com os pés a tropeçar, "tropeçamos" nós, outra vez, uma na outra, com a mesma ternura, com o mesmo amor.
Não sou muito boa nestas coisas de céus e paraísos e não consigo entender a dor e o sofrimento. Sei que o teu sofrimento foi grande mas também sei que ao teu lado estava sempre o teu Miguel, que te levava o amor de todos e trazia de volta o teu, para nos encher a alma de um reconhecimento ímpar, a quem de direito, por teres feito parte das nossas vidas.
Adeus! Sei que cuidas da nossa varanda, espaço mítico desse tempo, de onde contemplaremos sempre todos os tempos.
Até sempre, querida Arlete!
Mas antes, obrigada!
Porque nas voltas que a vida dá, estavas numa delas, bem violenta por sinal, para me amparares, para me levares a andar de baloiço, para me fazeres sentir que viver é bom e que não podemos deixar o prazer das pequenas, ou mesmo das grandes coisas, por mãos alheias.
Foram as tuas mãos que me acolheram. Foram os teus braços que me abraçaram. Foi o teu colo que me deu calor. Estavas ali pronta a ser uma mãe, a mãe que eu precisava. E, como tinhas uma família maravilhosa, entregaste-ma também num gesto de generosidade imensa e ternura sem fim.
A vida continuou a dar voltas e eis-nos de novo num caminho comum...
Já sem a juventude que tínhamos então, com os pés a tropeçar, "tropeçamos" nós, outra vez, uma na outra, com a mesma ternura, com o mesmo amor.
Não sou muito boa nestas coisas de céus e paraísos e não consigo entender a dor e o sofrimento. Sei que o teu sofrimento foi grande mas também sei que ao teu lado estava sempre o teu Miguel, que te levava o amor de todos e trazia de volta o teu, para nos encher a alma de um reconhecimento ímpar, a quem de direito, por teres feito parte das nossas vidas.
Adeus! Sei que cuidas da nossa varanda, espaço mítico desse tempo, de onde contemplaremos sempre todos os tempos.
Até sempre, querida Arlete!
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Dez anos!
E passaram dez anos! Sempre lembrado com uma saudade suave e doce.
Do lado de cá, eu fiquei com a certeza de que todos os teus dias foram "de valer a pena".
E por aqui continuas....
Como continuam todas as histórias que me contaste. Havia dois panos de fundo para as tuas narrativas: a irreverência e a aventura. Não a aventura que torna os homens heróis de um dia para o outro. Diferentes aventuras. Aquelas que ensinam uma lição que nos acompanha a vida toda! Era assim a história do encontro com Samora Machel, já presidente. Eram assim as histórias das aventuras amorosas que tinham sempre um grau de risco considerável.
E o teu talento, ou melhor, os teus talentos punham tudo a funcionar como se de um filme se tratasse.
Aliás eras um assíduo espectador e um profundo conhecedor de cinema.
E pensando como foste abençoado de maneiras várias ao longo da vida, recordo de modo especial o teu acordar nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, a rezar muito alto o terço. Quando nos viste, a mim e à Mariazinha, absolutamente incrédulas porque minutos antes estavas mergulhado no sono profundo a que os médicos chama "coma", tornaste-te tu incrédulo e resolveste todos os espantos com uma frase que só podia ser tua: Sim, porque eu acredito em Deus e Deus acredita em mim.
Não encontro nenhuma saudação de despedida. Tu, como eu já aqui disse, continuas por aqui.
Do lado de cá, eu fiquei com a certeza de que todos os teus dias foram "de valer a pena".
E por aqui continuas....
Como continuam todas as histórias que me contaste. Havia dois panos de fundo para as tuas narrativas: a irreverência e a aventura. Não a aventura que torna os homens heróis de um dia para o outro. Diferentes aventuras. Aquelas que ensinam uma lição que nos acompanha a vida toda! Era assim a história do encontro com Samora Machel, já presidente. Eram assim as histórias das aventuras amorosas que tinham sempre um grau de risco considerável.
E o teu talento, ou melhor, os teus talentos punham tudo a funcionar como se de um filme se tratasse.
Aliás eras um assíduo espectador e um profundo conhecedor de cinema.
E pensando como foste abençoado de maneiras várias ao longo da vida, recordo de modo especial o teu acordar nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, a rezar muito alto o terço. Quando nos viste, a mim e à Mariazinha, absolutamente incrédulas porque minutos antes estavas mergulhado no sono profundo a que os médicos chama "coma", tornaste-te tu incrédulo e resolveste todos os espantos com uma frase que só podia ser tua: Sim, porque eu acredito em Deus e Deus acredita em mim.
Não encontro nenhuma saudação de despedida. Tu, como eu já aqui disse, continuas por aqui.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Nada de novo
(Velha estou eu agora e acho que sou um exemplo desse sucesso: o meu património cultural está recheado de valores europeus, embora se note, digo eu, o meu berço africano, algures numa saudade resolvida!)
E tudo isto porque me sinto feliz quando à pergunta "Então? Novidades?", eu respondo: "Nada de novo!"
E à insistência: "Nada de novo?", eu insisto: "Felizmente, nada de novo!"
A novidade pode ser boa e feliz, mas se for boa e feliz vai durar pouco. Por isso, é melhor ficar tudo como está.
Melhor era mesmo a temperatura subir um bocadinho e o céu expulsar algumas nuvens....
Já nem o tempo nos brinda com a novidade feliz!
O tal livro que me veio à cabeça chama-se "A Oeste Nada de Novo" e o autor é Erich Maria Remarque.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
O meu Natal foi ontem...
O meu Natal chegou ontem, trazido pelos meus netos!
O Duarte trouxe a inocência do Menino Jesus. A grande lição é mesmo a da humildade: a gatinhar também se vai ao longe!
A Joana trouxe a alegria que é dela, muito dela e a boa vontade de realizar a incumbência de "fazer a árvore de Natal". E foi assim: em três tempos a árvore estava decorada, a rigor, com fitas, bolas, um laço e pouco mais. Só com as fitas é que foi preciso uma ajuda para que a fita atingir o cume do "pinheiro". O resto ficou em cacho, à altura dos olhos da Joana.
E até apetece citar Fernando Pessoa, ou melhor, Alberto Caeiro:
"Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura... "
O Duarte trouxe a inocência do Menino Jesus. A grande lição é mesmo a da humildade: a gatinhar também se vai ao longe!
A Joana trouxe a alegria que é dela, muito dela e a boa vontade de realizar a incumbência de "fazer a árvore de Natal". E foi assim: em três tempos a árvore estava decorada, a rigor, com fitas, bolas, um laço e pouco mais. Só com as fitas é que foi preciso uma ajuda para que a fita atingir o cume do "pinheiro". O resto ficou em cacho, à altura dos olhos da Joana.
E até apetece citar Fernando Pessoa, ou melhor, Alberto Caeiro:
"Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura... "
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Climas
Há um clima de vem nos livros e que por muito agreste que seja, por muito que faça sentirmo-nos mal, temos de o aceitar. É a natureza quem mais ordena!
Mas há outro clima que não vem em compêndios de geografia mas noutros livros, talvez de política. Vem-me à cabeça o Príncipe de Maquievel.
("O primeiro método para avaliar a inteligência de um governante é olhar para os homens que o rodeiam." Nicolau Maquievel, O Príncipe.)
Há um outro clima mais lodoso do que o lodo propriamente dito, mais lamacento, mais escuro....
Há um clima de medo, do medo de nos perdermos na escuridão dos caminhos.
Há um clima de desconfiança gerada pela falta de confiança nas instituições supostamente guardiãs dos valores e princípios que regem os povos.
Antes a chuva e os trovões. Antes as nuvens negras....
Mas há outro clima que não vem em compêndios de geografia mas noutros livros, talvez de política. Vem-me à cabeça o Príncipe de Maquievel.
Há um outro clima mais lodoso do que o lodo propriamente dito, mais lamacento, mais escuro....
Há um clima de medo, do medo de nos perdermos na escuridão dos caminhos.
Há um clima de desconfiança gerada pela falta de confiança nas instituições supostamente guardiãs dos valores e princípios que regem os povos.
Antes a chuva e os trovões. Antes as nuvens negras....
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Hoje, trick or treat! Amanhã, pão por Deus!
Dantes, dizem os mais velhos, havia uma ordem no tempo, com temperaturas a horas, chuvas ou sóis a funcionar pontualmente. Havia também o Natal, o carnaval, as férias grandes e o dia da mãe. Os santos em Lisboa e no Porto lá se faziam ouvir e sentir por alturas do calor e as celebrações eram assim devidamente distribuídas pelos doze meses, sempre apoiadas no clima que não pregava grandes partidas.
Hoje, as celebrações multiplicaram-se e os estados do tempo também, a desoras, quando calha: chove e troveja no verão, faz calor quase em novembro, vamos à praia pelos santos...Assim, vejamos; esta é uma das épocas mais atribuladas para quem quer sentir-se bem e acompanhar tanto a moda como o espríto da época. Tivemos um verão que se prolongou para lá do chamado tardio; amanhã já é novembro e mesmo assim está calor e nem as mangas, nem as golas apetecem. Hoje é dia das bruxas. Nunca pensei que esses seres tivessem direito a dia de. Já não lhes bastava o protagonismo das histórias de encantar? Hoje é dia da poupança. Qual poupança? Não chega já a forçada, a obrigatória. Ontem foi dia do cancro da mama. Até nas cores isto fica baralhado: ontem dominava o rosa do cancro da mama, hoje os tons são de laranja e violeta para o hallowe'en. Quanto à poupança...não tem cor, parece-me a mim. Amanhã celebramos todos os santos e depois de amanhã os finados. No meio de tudo isto há a preparação do natal nas ruas e nas lojas, com agasalhos que vão ter de guardar no tão apregoado verão de S. Martinho.
Ah! E há o vinho que é o único que contribui para a lógica desta desordem que encobre e tapa toda a tristeza e toda a pobreza....
sábado, 18 de outubro de 2014
A lição do Outono
"Deixa a Natureza ser a tua mestra." (Woodsworth)
Há uma lição que apanho do chão, a lição do outono!
De um chão que agora está húmido de chuvas limpas ou de um orvalho também limpo, cristalino.
É ali que repousam as folhas outrora verdes da primavera, rendidas ao cansaço das sombras que construiram, durante alguns meses, numa volúpia de cores quentes, que vão de um matiz alaranjado, acobreado, ao castanho dourado, que sugere o valor deste descanso que parece eterno.
Há uma lição que apanho do chão, a lição do outono!
De um chão que agora está húmido de chuvas limpas ou de um orvalho também limpo, cristalino.
É ali que repousam as folhas outrora verdes da primavera, rendidas ao cansaço das sombras que construiram, durante alguns meses, numa volúpia de cores quentes, que vão de um matiz alaranjado, acobreado, ao castanho dourado, que sugere o valor deste descanso que parece eterno.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
A fotomania
Aqui estou eu, em "ponto pequeno", mas de corpo inteiro.
Estas eram as fotografias obrigatórias, tiradas por um fotógrafo profissional, para registar os atributos para a posteridade.
Estava carregadinha de "luxo": ele era pulseiras nos dois pulsos, ele era fio ao pescoço, com cruz e tudo, ele era tule por todos os lados, ele era laços na cabeça e ao peito, ele era peúgas muito bem dobradinhas...
Eu era a "obra" da minha mãe que, ainda hoje, quase a inaugurar a década dos noventa, se preocupa com "aparecer" bonita!
Durante a adolescência escondi estas fotos com vergonha dos grandes laçarotes e da pose a que me obrigavam. Hoje, tanto a foto como a vergonha da foto fazem-me sorrir.
Hoje, gosto muito desta foto e a vergonha transformou-se em orgulho!
A fotomania continua!
Estas eram as fotografias obrigatórias, tiradas por um fotógrafo profissional, para registar os atributos para a posteridade.
Estava carregadinha de "luxo": ele era pulseiras nos dois pulsos, ele era fio ao pescoço, com cruz e tudo, ele era tule por todos os lados, ele era laços na cabeça e ao peito, ele era peúgas muito bem dobradinhas...
Eu era a "obra" da minha mãe que, ainda hoje, quase a inaugurar a década dos noventa, se preocupa com "aparecer" bonita!
Durante a adolescência escondi estas fotos com vergonha dos grandes laçarotes e da pose a que me obrigavam. Hoje, tanto a foto como a vergonha da foto fazem-me sorrir.
Hoje, gosto muito desta foto e a vergonha transformou-se em orgulho!
A fotomania continua!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Os dias da traquinice
Foi mais um reencontro feliz!
Desta vez só de voz, mas, em breve, mais do que falar vai ser um reencontro em carne e osso.
Sim, recordar é muito bom. Estas memórias trouxeram-me de volta os dias de traquinice e não só. Chego à conclusão, pelos anos que já levo de caminho, que esta tendência para subverter o lado sério da vida e o converter em momentos de alegria inesquecível, nos equipa para vivermos melhor os dias mais cinzentos, os dias das rugas e dos cabelos brancos e até os dias das feridas...
Essa minha tendência deu-me alguns dissabores, valeu-me reguadas que ainda hoje doem de injustiça, mas, acreditem, nesta idade, ou melhor, naquela idade, é muitas vezes uma questão de sobrevivência.
Como dizia um aluno meu de dez anos, numa reunião com pais e professores: "Se eu não me portar mal, ninguém repara em mim, ninguém me liga, ninguém e quer nos grupos. "
Afinal é o que todos queremos; que gostem de nós!
Sim, recordar é muito bom. Estas memórias trouxeram-me de volta os dias de traquinice e não só. Chego à conclusão, pelos anos que já levo de caminho, que esta tendência para subverter o lado sério da vida e o converter em momentos de alegria inesquecível, nos equipa para vivermos melhor os dias mais cinzentos, os dias das rugas e dos cabelos brancos e até os dias das feridas...
Essa minha tendência deu-me alguns dissabores, valeu-me reguadas que ainda hoje doem de injustiça, mas, acreditem, nesta idade, ou melhor, naquela idade, é muitas vezes uma questão de sobrevivência.
Como dizia um aluno meu de dez anos, numa reunião com pais e professores: "Se eu não me portar mal, ninguém repara em mim, ninguém me liga, ninguém e quer nos grupos. "
Afinal é o que todos queremos; que gostem de nós!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Era um vez um caroço no peito...
Era uma vez um caroço no peito....
A geração da minha mãe, ela própria, diria as coisas assim, pois jamais a palavra "mama" nasceria na conversa de uma verdadeira senhora. E "nódulo" também não fazia parte do património das palavras, por referir uma entidade do mundo da ciência, da medicina, para ser mais precisa.
Mas mesmo chamando-lhe caroço do peito era, foi, é e será, ainda por muito tempo, um adamastor, capaz de gerar um medo ainda maior que aquele que habita a obra maior da nossa literatura.
Era uma vez um caroço no peito, um nódulo da mama, que se confirmou ser o tal medonho cancro. Até me custa escrever a palavra porque.... Porque sim....
E, seguindo os trilhos da ciência, passando a frequentar mais o hospital do que qualquer outro lugar, buscando em todo o lado um apoio de um "igual", acabamos por nos encontrar, por encontrar em cada uma das muitas mulheres mais do que a solidariedade na condição tão eufemisticamente representada por um laço cor-de-rosa. Fortemente enraizada nessa solidariedade, nasceu e cresceu a amizade, a verdadeira, a que se pratica. O poema de O'Neil ilustra bem a espontaneidade deste afecto: "mal nos conhecemos inauguramos a palavra amigo".
Sobre a descoberta do caroço no peito já passaram seis anos e sobre o nó deste laço passaram cinco.
Todas afirmam preferir não se terem conhecido....
Mas, já que aconteceu, que esse caroço continue a ser a semente de momentos únicos de boa disposição e alegria. Sim! Não é engano de post, nem de situação. Os momentos em que nos juntamos são sempre regados de alegria. E nem é preciso muita sangria. Basta um dedo para brindar!
À Vida!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Dia Mundial da Fotografia
Para celebrar o valor da fotografia, escolhi esta de tempos que eu não sei se vivi....
Mas estava lá ou cá, depende de estarmos a falar do mundo, do planeta ou da Vida.
Tenho aqui um momento eternizado dos meus pais jovens e felizes, comigo ao colo.
Este instante sem este suporte já teria desaparecido, ou nem nunca talvez tivesse aparecido na minha memória. E quanto não vale este sorriso da minha mãe, com toda a sua beleza, em sintonia com o enlevo do meu pai.
Neste dia, eu juntei-os, pela certa.
Neste registo confirmo o que sempre pensei, a propósito do gosto que a minha mãe sempre manifestou em arranjar-se, estar sempre bonita. É que as "divas" não têm terra, cidade, aldeia.
Mas estava lá ou cá, depende de estarmos a falar do mundo, do planeta ou da Vida.
Tenho aqui um momento eternizado dos meus pais jovens e felizes, comigo ao colo.
Este instante sem este suporte já teria desaparecido, ou nem nunca talvez tivesse aparecido na minha memória. E quanto não vale este sorriso da minha mãe, com toda a sua beleza, em sintonia com o enlevo do meu pai.
Neste dia, eu juntei-os, pela certa.
Neste registo confirmo o que sempre pensei, a propósito do gosto que a minha mãe sempre manifestou em arranjar-se, estar sempre bonita. É que as "divas" não têm terra, cidade, aldeia.
Esta foto foi tirada no "mato", no Alto Molocué, e reparem como estamos todos bem vestidos. E a minha mãe tem brincos, colar, um vestido lindíssimo e baton. Ainda hoje, perto dos noventa mantém esta preocupação: alindar-se sempre.
A minha roupa também me parece muito a condizer com ela.
E com ele, o meu pai, um conquistador.
Nem no mato perdia aquele jeito de se parecer com os actores da época. Vejo sempre nele uma mistura de Clark Gable com Rudolfo Valentino...
quinta-feira, 24 de julho de 2014
No teu dia, Cidade!
À Sra Dona Lourenço Marques,
Querida Lourenço Marques, não sei onde fui buscar esta ideia
de seres mulher com nome de homem… Hoje
e agora, serás.
A ideia nasceu após uma pergunta formulada à Música Amélia
Muge, sobre a mudança do teu nome, se essa mudança traz alguma alteração aos
laços estabelecidos contigo anteriormente. Nem ouvi mais nada. A pergunta
entrou pelo meu ouvido directamente à minha memória e daí a ideia de te chamar
senhora, de te considerar mulher.
És a minha mãe nova e bonita! És uma qualquer das minhas
tias, todas elas mulheres com um capital de amor e de afecto sem limites nem
plafonds. Crédito total. És qualquer das minhas amigas que cresceram comigo e
continuam a acompanhar-me nas caminhadas ou mesmo nas corridas da vida. És a minha
raiz, o meu ventre materno, a minha sensação de paraíso perdido, minha primeira
infância intocável de memórias que não guardo senão em fotos e que me devolvem
uma inconsciência do mal, do perigo. Espaço e tempo plenos de natureza luxuriante e sugestão de aventuras
mil.
A minha memória primeira, catalogo-a num tamanho muito xxs,
entre os dois e os três anos: uma mudança de colo, da minha mãe para a minha
tia, que iria ser minha madrinha. Um carro parado, junto à Catedral.
És a minha avó Madalena, imensa como os seus olhos verdes,
estes sim verdes de esperança. Também
mulher de amores incondicionais e com uma dedicação à família que a
transformava na verdadeira matriarca, com poder conquistado e aumentado ao
longo dos anos.
As minhas priminhas, meninas felizes que corriam pelo nosso
jardim do Éden privativo, o quintal da Avó, onde os canteiros das alfaces e dos melões,
melancias, couves, batatas, árvores de todos os frutos, uns tanques imensos
onde todos os dias as roupas brancas eram lavadas e estendidas em bases de
ferro e arame a que chamávamos “coradoros” pelas duas mulheres da casa. Junto
ao tanque… a romãzeira dava romãs, nem
sei em que altura do ano, pois o conceito de “ fruta da época”, no meu passado
remoto, não existe.
Hoje é e será sempre o teu dia, Minha Cidade, a tal que eu
sei que traí….
Fotografia do meu cunhado, Luís Boléo|
domingo, 20 de julho de 2014
Memórias
Tenho memórias muito vivas da minha infância
e até dos desejos e sonhos de menina.
Algumas das "certezas" ainda hoje
me faz em sorrir ...
Antes dos seis anos, acreditava que
quando atingisse essa idade maior, seria auto-suficiente.
Podia até casar e começar a vida de mãe de
família que era a minha ambição, tal como a Susaninha, amiga da Mafalda do
Quino, que muito recentemente celebrou 82 anos. Sofri uma enorme desilusão
quando, chegado o dia, não aconteceu nada. Não cresci magicamente os
centímetros todos que me faltavam para ser pelo menos da altura da minha mãe.
Passados uns meses, levaram-me para uma
escola Que experiência horrível! Que
rotina desgastante. E ainda por cima havia os castigos e eu, na primeira
classe, apanhei muitos. A professora, uma senhora muito respeitada na cidade de
Lourenço Marques era muito amiga do meu pai, mas a mim fez-me sofrer. Devo
confessar que hoje lhe dou valor. Ensinou-me o valor do castigo...
Eu até achava que já sabia ler! Ela não
acreditou em mim. Sofri uma humilhação tremenda.
Aprendi a apanhar os pedaços estilhaçados do
sonho! Aprendi que a vida tem um curso e não há volta a dar.
Agora queria continuar a dar a mão aos
meus filhos, para os salvar de todos os perigos.
Agora tenho netos e fico feliz por ser
esta sensação tão diferente da responsabilidade dos filhos. São a doce
sobremesa e prendem-me à vida pelo lado da brincadeira e do amor sem mais nada.
Só amor.
As crianças são os únicos seres que não
descriminam os mais velhos. Lambuzam-nos de beijos como se a nossa pele fosse
lisinha como a deles. Fazem-nos penteados como se os nossos cabelos fossem os
das bonecas.
Hoje a Joana queria pôr-me a chucha no Skipe.
Devia querer consolar-me já que, como ela diz : "A Madalena ti
dói-dói..."
domingo, 13 de julho de 2014
Those were the days .....
Claro que isto é saudade!
Ao longo da vida tenho balançado sempre entre este psicologicamente correcto de ter ou não ter saudade, ou melhor, dizer que se tem ou não tem saudade. Às vezes, até parece que "parece mal" falar de saudade. Porque é falar de passado que é algo que não se muda e não vale a pena "chover no molhado", para citar o nosso nobre povo.
Como em tudo, há quem ache que sim, quem ache que não e quem esteja sempre pronto a criticar a saudade alheia. Outra recolha da sabedoria popular; o velho, o rapaz e o burro.
Eu tenho saudade, sim, de tudo o que vivi. Mesmo que a minha infância não tenha sido muito cor-de-rosa como gostava de tivesse sido, até o baloiço pendurado no quintal da minha avó me traz um tempo em que sonhava, coisa que já vai sendo difícil hoje. (Esse baloiço ainda me embala desilusões.) Tinha futuro, achava eu. E tinha mesmo! Este quintal era e será sempre o meu paradise lost porque ali vivi todos os afectos do mundo. E havia a certeza que todas as rejeições, entre os que ali moravam ou lá iam de visita, acabavam bem. Dei uma mordidela à minha prima Madalena para lhe mostrar que tinha as minhas armas, apesar de ser uma lingrinhas indefesa..... Desculpa, priminha! Levei o tau-tau da ordem e nunca mais se falou nem se mordeu o assunto.
Tenho saudades da minha adolescência, cheia de diários e segredos, bilhetinhos e namoros quase. E dos bailes dos Velhos Colonos, onde ninguém me vinha buscar para dançar e eu até agradecia porque era uma das minhas incompetências, entre outras....
Tenho saudades do tempo desta foto, da intensidade do namoro, de pensar que tinha de me conformar com a rivalidade do futebol, sobretudo no inverno, e das voltas em bicicletas, prato forte do verão....
Apetece-me viajar no tempo e dizer à Madalena de então: Tens de ser forte!, que é o que me dizem agora, vezes sem conta, como se houvesse alternativa, qualquer que seja o "campo" da vida a ser preenchido....
Ao longo da vida tenho balançado sempre entre este psicologicamente correcto de ter ou não ter saudade, ou melhor, dizer que se tem ou não tem saudade. Às vezes, até parece que "parece mal" falar de saudade. Porque é falar de passado que é algo que não se muda e não vale a pena "chover no molhado", para citar o nosso nobre povo.
Como em tudo, há quem ache que sim, quem ache que não e quem esteja sempre pronto a criticar a saudade alheia. Outra recolha da sabedoria popular; o velho, o rapaz e o burro.
Eu tenho saudade, sim, de tudo o que vivi. Mesmo que a minha infância não tenha sido muito cor-de-rosa como gostava de tivesse sido, até o baloiço pendurado no quintal da minha avó me traz um tempo em que sonhava, coisa que já vai sendo difícil hoje. (Esse baloiço ainda me embala desilusões.) Tinha futuro, achava eu. E tinha mesmo! Este quintal era e será sempre o meu paradise lost porque ali vivi todos os afectos do mundo. E havia a certeza que todas as rejeições, entre os que ali moravam ou lá iam de visita, acabavam bem. Dei uma mordidela à minha prima Madalena para lhe mostrar que tinha as minhas armas, apesar de ser uma lingrinhas indefesa..... Desculpa, priminha! Levei o tau-tau da ordem e nunca mais se falou nem se mordeu o assunto.
Tenho saudades da minha adolescência, cheia de diários e segredos, bilhetinhos e namoros quase. E dos bailes dos Velhos Colonos, onde ninguém me vinha buscar para dançar e eu até agradecia porque era uma das minhas incompetências, entre outras....
Tenho saudades do tempo desta foto, da intensidade do namoro, de pensar que tinha de me conformar com a rivalidade do futebol, sobretudo no inverno, e das voltas em bicicletas, prato forte do verão....
Apetece-me viajar no tempo e dizer à Madalena de então: Tens de ser forte!, que é o que me dizem agora, vezes sem conta, como se houvesse alternativa, qualquer que seja o "campo" da vida a ser preenchido....
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Adeus aos tempos que já lá vão...
Eu gostava do verão, mas isso era dantes, quando o verão era todos os dias e o domingo era inesquecível: praia de manhã, caril ao almoço e matiné à tarde, no Gil Vicente, Manuel Rodrigues ou no Scala. Tanto prazer num dia só!
A praia era o ponto de encontro: os meus tios, as minhas primas, o meu pai, às vezes, a minha mãe, quase nunca. A água era quente. O senão era mesmo o perigo de algum tubarão passar por ali...
Chegavamos à praia e não havia dramas de estacionamentos, nem parques, nem orientadores à caça da moeda que, nos dias de hoje, vai sempre parar a algum lado.
Tudo chegava para todos: a praia, a areia, o mar....
Enquanto uns se desfaziam da pouca roupa que atrapalhava o sol de nos tocar na pele, o meu pai ensaiava o seu estilo do protagonista do filme "Aventura é aventura", sempre na esperança de agradar a alguma turista, de ganhar fama para lá da fronteira, de consolidar a que já tinha, ou simplesmente para não perder o jeito...
O meu tio sorria, ria.... Divertiam-se!
À hora do almoço já os ombros ardiam e a pele ganhava a cor da saúde.
Era hora de zarpar, que o resto do domingo estava ainda por viver.
O caril tinha ficado a apurar a manhã toda. Era só fazer o arroz, comer e chorar por mais.
O filme da tarde era o que fosse. Era um ritual domingueiro cumprido com o corpo a arder por uma boa causa: a beleza do tom.
Era deste verão que eu gostava...
A praia era o ponto de encontro: os meus tios, as minhas primas, o meu pai, às vezes, a minha mãe, quase nunca. A água era quente. O senão era mesmo o perigo de algum tubarão passar por ali...
Chegavamos à praia e não havia dramas de estacionamentos, nem parques, nem orientadores à caça da moeda que, nos dias de hoje, vai sempre parar a algum lado.
Tudo chegava para todos: a praia, a areia, o mar....
Enquanto uns se desfaziam da pouca roupa que atrapalhava o sol de nos tocar na pele, o meu pai ensaiava o seu estilo do protagonista do filme "Aventura é aventura", sempre na esperança de agradar a alguma turista, de ganhar fama para lá da fronteira, de consolidar a que já tinha, ou simplesmente para não perder o jeito...
O meu tio sorria, ria.... Divertiam-se!
À hora do almoço já os ombros ardiam e a pele ganhava a cor da saúde.
Era hora de zarpar, que o resto do domingo estava ainda por viver.
O caril tinha ficado a apurar a manhã toda. Era só fazer o arroz, comer e chorar por mais.
O filme da tarde era o que fosse. Era um ritual domingueiro cumprido com o corpo a arder por uma boa causa: a beleza do tom.
Era deste verão que eu gostava...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Hoje será sempre o dia dos teus anos, papá!
"Hoje será sempre o dia dos teus
anos, papá!"
Foi o que eu escrevi no Facebook, hoje,
pela manhã. Não porque seja necessário fazê-lo, para me lembrar de ti, para
sentir que tu continuas a andar por aqui. Continuas porque os genes assim o ditam e,
contra a ciência, nada feito! Ela ganha! Esta verdade científica dá-me
segurança e não tenho de me refugiar noutros “creres” para ter a certeza da tua
presença.
Todos os dias o teu retrato deambula
pelas minhas recordações, pela minha própria pessoa pois estou cada vez mais
parecida contigo, fisicamente.
Às vezes, é na vida dos
outros, é nos momentos que vamos repetindo, no tempo de hoje, que eu
te "encontro". Quando vou buscar os meus netos à escolinha, por exemplo, recordo o dia em que
chegaste mais tarde e a tua figura enorme nunca mais aparecia junto ao portão e
eu pensei que esse era o último dia da minha vida. Pois que é que eu podia fazer
sem ti ou sem a minha mãe? Quando finalmente chegaste, corri e as tuas pernas
eram tão grandes que era difícil o abraço, o colo…. Era preciso trepar.
(Por isso, "aflição" foi coisa que eu quis sempre que os meus filhos não sentissem. E agora com os netos será igual.)
(Por isso, "aflição" foi coisa que eu quis sempre que os meus filhos não sentissem. E agora com os netos será igual.)
Tu foste sempre um homem
grande e a tua altura não era apenas uma altura medida em metros. Tinhas uma
visão das coisas da vida muito certa, muito antes de chegarem até nós.
Juntavas a esta capacidade de prever, ver ao longe, uma filosofia de vida que
se baseva, digo eu, hoje, no mais profundo senso comum. E olha que o senso
comum não é qualidade que as pessoas gostem de proclamar! Todos querem ser originais. E
tu tinhas umas tantas frases feitas que, sendo ou não da tua autoria, sustentavam
a tua verdade sobre a vida. Por exemplo, o ditado “os cães ladram e a caravana
passa” era muito inspiradora para ti porque tu sabias (eu ainda não) que
devemos seguir os nossos caminhos, independentemente do que os outros acham ou
não. Mais ou menos isso.
Eras pessoa de grande
conversa e de grande companhia. Os teus interesses eram tão variados que
ninguém ficava indiferente ao que dizias. Sabias ouvir e isso era muito
importante para mim. Mesmo que não dissesses, eu percebia quando é que tu não
gostavas de alguma coisa que eu tivesse dito ou escrito.
Dois ou três dias antes da
tua partida (não consigo referir-me por outra palavra que não seja o
eufemismo!) falámos de nós, de mim e de ti, os dois, eu e tu, e eu fiquei muito feliz porque tu me disseste
que eu nunca te tinha dado problemas ou desgostos. Engoli em seco porque sabia que isso não era
bem assim, mas também percebi que na altura era o teu sentir: não havia nada
nas minhas escolhas, nos meus caminhos, que tivesse de ser severamente censurado.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
A minha noite de Champions!
Apesar da tão propalada noite de champions ser alvo de atenção e curiosidade nas imediações do Estádio da Luz, podem crer que aqui em casa vivemos uma noite de champions à altura das emoções maiores que envolvem estes eventos.
As duas equipas chegaram à hora prevista, preparadas e equipadas para disputar o troféu apetecido: uma taça cheia de mimo. Foram recebidas com as habituais saudações: colos, beijinhos e mais beijinhos e xi-coração. O discurso também esteve à altura destes heróis:
- “gugudádá”! , pronunciou solenemente o Duarte
- “Espectacular!” , referiu a Joana, perante o público presente.
A primeira parte foi muito emocionante. A Joana esteve muito concentrada e comeu a sopa toda. Já o Duarte não se mostrava muito agradado nem com a velocidade, nem com a quantidade das colheradas da papa. E a primeira parte terminou com a natural vitória da Joana que conseguiu concretizar a oportunidade, com toda a “tranquilidade”, como diz Mister Paulo Bento.
Na segunda parte, o Duarte conseguiu dar a volta ao resultado. Um biberão bebido sem hesitações. Quanto à Joana, não conseguiu finalizar o frango e a gelatina escorregou para o lado do prato…. Fora de jogo! Duas oportunidades perdidas!
Resultado ao fim do tempo regulamentar: Joana - Um; Duarte - Um.
Não é preciso perceber muito de futebol para entender que para estas grandes ocasiões o empate não pode ser resultado final.
Haverá prolongamento, a pedido do público!
A noite de sábado já ia longa e estrelas tão preciosas precisam de fazer ó-ó!
As duas equipas chegaram à hora prevista, preparadas e equipadas para disputar o troféu apetecido: uma taça cheia de mimo. Foram recebidas com as habituais saudações: colos, beijinhos e mais beijinhos e xi-coração. O discurso também esteve à altura destes heróis:
- “gugudádá”! , pronunciou solenemente o Duarte
- “Espectacular!” , referiu a Joana, perante o público presente.
A primeira parte foi muito emocionante. A Joana esteve muito concentrada e comeu a sopa toda. Já o Duarte não se mostrava muito agradado nem com a velocidade, nem com a quantidade das colheradas da papa. E a primeira parte terminou com a natural vitória da Joana que conseguiu concretizar a oportunidade, com toda a “tranquilidade”, como diz Mister Paulo Bento.
Na segunda parte, o Duarte conseguiu dar a volta ao resultado. Um biberão bebido sem hesitações. Quanto à Joana, não conseguiu finalizar o frango e a gelatina escorregou para o lado do prato…. Fora de jogo! Duas oportunidades perdidas!
Resultado ao fim do tempo regulamentar: Joana - Um; Duarte - Um.
Não é preciso perceber muito de futebol para entender que para estas grandes ocasiões o empate não pode ser resultado final.
Haverá prolongamento, a pedido do público!
A noite de sábado já ia longa e estrelas tão preciosas precisam de fazer ó-ó!
Subscrever:
Mensagens (Atom)















