Se me fosse permitido, por artes mais ou menos mágicas, voltar atrás no tempo e nomear, ou mesmo atribuir os "Óscares" da minha vida, o filme, por quase tudo escolhido, seria "My Fair Lady".
Começaria logo pela grande ausente do Prémio da Academia, do ano de 1965, a bela Audrey Hepburn.
A magra figura foi a minha inspiração maior na adolescência! Havia uma força diferente que vinha de dentro, como o próprio filho explicou, como um prolongamento, fruto da discilplina e do respeito pelos outros.
Mas o que afastou a belíssima Audrey dos monstros da Academia foi sem dúvida a polémica em que esteve envolvida por lhe ter sido atribuído o papel principal, florista de Covent Garden desempenhado no teatro durante muito tempo por Julie Andrews.
Ganhador da estatueta para melhor actor, Rex Harrison, dedicou o prémio a duas "lindas senhoras", "two fair ladies", Juie Andrews e Audrey Hepburn.
Vi o filme na sala do Cinema Scala, em Lourenço Marques Tinha pouco mais de dez anos e estava acompanhada pelo meu pai, um devorador de "fitas".
And the Oscar goes to....
My Fair Lady!
domingo, 28 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Querido papá!
Cumpre-se hoje mais um ano de ausência, de falta. Mas os teus
quadros falam por ti, dão respostas a inquietações milenares, como "Onde
estás?".
Eles respondem: estou aqui!
E estás mesmo. Está ali a tua ideia de um
recanto que te "apeteceu" e esse recanto é parte de um todo, É
o símbolo do teu contributo para a vida.
O belo!
O belo foi a tua linha de horizonte
sempre! Mas, se, por acaso, o vislumbravas numa vereda, num atalho, esse seria
o teu caminho.
Ensinaste-me a amar a expressão estética e
se não sei pintar, nem dançar, nem cantar como tu, sei ler os versos de
Reinaldo Ferreira, com o mesmo deslumbramento.
Devo-te a minha construção cultural,
devo-te a ousadia de pensar e dizer o que penso. Não vou acrescentar o clássico
complemento "doa a quem doer" porque isso não tem sido assim. Tenho
um reduto de seres que não quero magoar e só o faço, por falha, culpa e
pecado.
Em termos afetivos, o "tu cá, tu
lá" ajudou muito a perceber que eu não tinha que ser igual a ti mas podia
receber com mãos abertas a tua experiência de afetos e refletindo sobre eles
partir para a minha vida. Falámos sempre como dois amigos. Houve situações em
que te levei a melhor, mas tu não sucumbias com facilidade, mesmo quando a
"derrota" te punha a sorrir porque a minha vitória representava o teu
sucesso na minha educação.
Estás a ver que estamos a conversar?! Por
isso é que eu digo que não foste embora e que andas por aqui...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Micro - conto ou a meteorologia explicada como se a gente tivesse cinco anos
- Vá lá, menino sol. Toca a levantar!
Era a lua a pôr ordem no espaço celeste.
Já tinha mandado dormir as estrelinhas. Tinha reparado nas remelas que lhes embaraçavam o brilho.
E sol não dava sinais de acordar.
- Vá espreguiça-te à vontade que o sunrise está marcado para as sete e quarenta e dois. Mas depois toca a brilhar e a aquecer estes lugares.
E o sol nada de responder.
E sol não dava sinais de acordar.
- Vá espreguiça-te à vontade que o sunrise está marcado para as sete e quarenta e dois. Mas depois toca a brilhar e a aquecer estes lugares.
E o sol nada de responder.
Mas lá balbuciou um “porquê”.
- Vês estas pessoas todas a apanharem o autocarro, o comboio, o barco, crianças a caminho da escola. Precisam de um bocadinho de calor.
Deu resultado. Em dez segundos, o sol rompeu as nuvens que o convidavam à preguiça e raiou.
Bom dia!
Bom dia!
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