quinta-feira, 21 de julho de 2016

Happy Birthday, Captain!




Robin Williams faria anos de vida hoje. Não muitos.
Apesar de não ter chegado a celebrar estes "não muitos", os menos chegaram-lhe para provar a grande verdade da vida: "Carpe Diem"!
Transmitiu esse lema, essa convicção, ao longo do seu trabalho, muito longo para tão "curta vida"!
Este filme, O Clube dos Poetas Mortos, foi um "cume" na sua carreira e levou a população do mundo inteiro a reflectir sobre o sentido da vida, a relação com os outros, especialmente professores e alunos, a escola como ponto de partida para esse caminho de sentido único que cada um de nós percorre, ora mais só, ora menos só, mas tem de ser mesmo percorrido por nós, com as nossas verdades e as nossas certezas....
Happy birthday, My Captain!

sábado, 2 de julho de 2016

A Fotografia

A fotografia é um registo que evoluiu até hoje, como quase tudo, com uma vertigem que às vezes custa a entender.
Passou de uma "geringonça" enorme a um aparelho com as dimensões de um BI;  de uma película a que chamávamos "rolo", custo acrescido deste hobby tão antigo, à inexistência de qualquer película; da revelação trabalhosa e demorada, à visualização instantânea no ecrã da própria máquina digital, ou, pior um pouco, no ecrã do telemóvel.
Passou das duas cores aos milhares de tons de todas as cores....
Mas nada passa de moda na fotografia! Cada "modelo" marca um tempo para sempre e, graças a isso, todas as fotografias estão sempre na moda.
Agora que a falta de limite chegou a esta arte, o portador do engenho, pode até perder a noção da quantidade de cliques, tal a  sua sede de apanhar a beleza, ou outra coisa qualquer, do momento...
Ser fotógrafo está agora ao alcance de qualquer um. Até a minha neta com três anos experimentou esse prazer de escolher e clique.
Mas o fotógrafo também cresce em experiência, em saber mais ou menos organizado, mais ou menos técnica, mais ou menos domínio da máquina, equipamentos.... E cresce também a vontade de fazer melhor! A exigência, pois!
E depois vai-se à procura... Sempre à procura! Passa de desejo a vício.
Comigo tem sido assim. E, há poucos dias, aconteceu-me ter à mão, ou ao pé, a uma distância muito curta, um quadro que adivinhava uma bela foto: um casal de gente "grande", sentados no chão, à beira do rio, com o olhar entretido com o horizonte e  barcos que passavam no rio...
A medo, para não incomodar, disparei uma, duas, três vezes ou mais. Fiz zoom e disparei de novo.
E quando, com algum recato, vi o resultado... apaixonei-me pela fotografia.
Com a ajuda dos programas instalados para alterar a foto, criei ainda mais versões e todas produziam o mesmo efeito: apaixonar-me pela imagem e pelo que li na situação e que, surpreendentemente, foi traduzido para inglês por algum "eu" que eu não sabia que vivia comigo
"Once upon a time.... There 's a never ending story inside each of us".
Foi o meu fascínio pelas histórias de encantar e a memória de um filme cuja magia se apoderou de mim, através da infância dos meus filhos...






terça-feira, 14 de junho de 2016

Coisas em dia de futebol

A vida deve ter parado neste país! 
Está toda a gente entregue à nobre causa do futebol, com um súbito ataque de amor à nação. Parece-me, e por favor não me julguem mal, que este sentimento de nacionalidade se reduz às coisas da  bola. 
O povo puxa pela selecção mas devia a selecção puxar pelo povo. 
Devia sim!  Cada um, na tarefa que foi distribuída pelo Criador, faz o que pode e consegue. Depois não leva palmas. Leva palmadas, quando calha!
Nunca percebi muito bem este fenómeno e não me vou pôr a discuti-lo em público.
A minha selecção neste momento é a equipa da geringonça. Esses sim, podem fazer alguma coisa pela vida aqui. 
Estou tão seca por dentro. Faltam-me entusiasmos. Falta-me saudade!
E pelos sons que me chegam, ou melhor pelos silêncios que me chegam, faltam golos à equipa de Portugal!

domingo, 5 de junho de 2016

Parabéns, papá!

O meu pai nasceu há noventa anos. 
Há que celebrar um homem que viveu muito além dos noventa no tempo um tanto mais curto que lhe coube. Viveu para lá de convenções. Venceu doenças que eram consideradas " morte certa". Dançou muito e cantou à moda dos ídolos da época. Namorou que se fartou. Escreveu e pintou, porque sim, porque gostava e porque a sensibilidade assim pedia. Leu imenso. Conviveu com poetas, escritores e pintores. Foi enfermeiro de vocação e a morte foi sempre uma inimiga a abater.
Foi um Don Juan perfeito e acabado, com namoradas nas várias esquinas da vida. Até ao dia em que resolveu deixar de partir, ou ajudar a partir, corações.
Foi meu pai, mas nunca "exerceu" essa paternidade com a superioridade de quem sabe mais, já viveu mais os assuntos da vida. Era, como se diz agora, um parceiro, já que a minha educação era o empreendimento. Ensinou-me a gostar de cinema e de poesia. Ensinou-me a aprender com os acontecimentos da vida. Tinha as frases "chave" com que ilustrava os ensinamentos. Muitas eram as máximas consagradas, como: os cães ladram e a caravana passa. Outras eram importadas de amigos e ajeitadas por ele mesmo: nunca faltou miséria ao miserável, nem dinheiro ao gastador. Outras ainda nasceram numa alma aflita, a sua, quando a vida estava a doer: "eu acredito em Deus e Deus acredita em mim."
Hoje faz noventa anos! Parabéns, papá!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Glamour em tempo próprio

Se me fosse permitido, por artes mais ou menos mágicas, voltar atrás no tempo e nomear, ou mesmo atribuir os "Óscares" da minha vida, o filme, por quase tudo escolhido, seria "My Fair Lady".
Começaria logo pela grande ausente do Prémio da Academia, do ano de 1965, a bela Audrey Hepburn.
A magra figura foi a minha inspiração maior na adolescência! Havia uma força diferente que vinha de dentro, como o próprio filho explicou, como um prolongamento, fruto da discilplina e do respeito pelos outros.
Mas o que afastou a belíssima Audrey dos monstros da Academia foi sem dúvida a polémica em que esteve envolvida por lhe ter sido atribuído o papel principal, florista de Covent Garden desempenhado no teatro durante muito tempo por Julie Andrews.
Ganhador da estatueta para melhor actor, Rex Harrison, dedicou o prémio a duas "lindas senhoras", "two fair ladies", Juie Andrews e Audrey Hepburn.
Vi o filme na sala do Cinema Scala, em Lourenço Marques Tinha pouco mais de dez anos e estava acompanhada pelo meu pai, um devorador de "fitas".
And the Oscar goes to....
My Fair Lady!