domingo, 26 de dezembro de 2004

O Natal ainda anda por aí....

O Natal ainda anda por aí.... à procura dessas crianças que deixaram o bibe e os brinquedos, num sítio esquecido e distante.


“O Natal é para as crianças!” afirmam os crescidos do alto das suas grandes convicções, vacilando entre o receio e o desejo que alguém descubra a criança, precoce e barbaramente escondida, no fundo das muitas certezas absolutas.
E é verdade que o Natal está na infância!
Na nossa infância!
Então, olhando para dentro e para trás, lá está, nesse tempo passado recheado de futuro: a infância.
Hoje já crescemos, já envelhecemos e falta-nos muito futuro.


Em contrapartida, estamos cheios de passado. O presente, esse é tão volátil que nem damos bem conta dele. Quando o conseguimos apanhar, já é passado. Se vamos atrás dele, ainda é futuro.

7 comentários:

Anónimo disse...

Gostei muito, Madalena!! _ um beijo, IO & TD.

lique disse...

Encurralados entre o passado e o futuro. Com um presente que foge depressa demais. Gostei muito do teu texto, Madalena. Beijinhos

Madalena disse...

Obrigada Chuinga e Alice! Os Os vossos comentários fizeram-me tão bem...

Flávio disse...

Agora que já tenho de novo acesso à Internet, posso finalmente vir cá e desejar festas felizes, Querida Tia!

eduardo disse...

Pois anda, Madalena. Escondido de tal modo que ainda hoje não tirei o barrete do Pai Natal, hehe... (ou será ho!ho!ho!)
Bora, vamos atrás dele...;)

Também já reparei que a Thita tem uma afinidadezinha com o teu blog escondido das coisas do teu baú. Ela é que ainda não viu a referência que lhe fizeste.

Agora a propósito, onde se "esconde" o teu filhote?

Eufigénio disse...

"Quando o conseguimos apanhar, já é passado. Se vamos atrás dele, ainda é futuro" - é isso mesmo Madalena: a saciedade dos adultos e a ansiedade das crianças, duas coisas que fazem toda a diferença, mas que bem combinam!
beijos de boas entradas

Madalena disse...

Obrigada aos três meninos que até aqui chegaram.
Flávio, ou també Metropolis, que saudades do Pastilhas. Do nosso claro. O que agora dá, nem sei. Perdeu-se o espírito!
Eduardo, perguntas onde se esconde o meu filhote? Qual deles? Tenho dois. Dois homenzões mas eternamente meninos da mamã. São a minha fraqueza...
Eufigénio, é assim mesmo.Temos uma criança cá dentro que se revê nas crianças que por aí andam. Daí acrescer a dor nesta tragédia: um terço das vítimas são crianças!
Um beijo para ti, para ti e para ti!