terça-feira, 22 de março de 2005

oitenta e duas velas


Foto
Marcel Marceau faz hoje oitenta e dois anos.
Os meus sonhos de longevidade já terminaram há muito tempo, ainda na casa dos vinte, quando percebi que viver muito significava também sofrer muito. E não me refiro a sofrimentos físicos, nem a doenças apenas, mas sobretudo à própria e inevitável dor da sobrevivência aos outros.
O que Marcel Marceau já viveu equivale a dizer o que ele já sofreu.
Inspirado nos filmes mudos que o pai o levava a ver em criança, apaixonou-se por uma arte de representar através da expressão facial e corporal, do gesto, a mímica.
(O que não terá sofrido o jovem Marcel quando o pai foi levado para o campo de Auschwitz, onde morreu!
O terror nazi que o levou a mudar de nome, de apelido, para esconder as origens judaicas... Com apenas quinze anos, tinha já consciência de que o nome poderia trair os sonho de viver.)
A primeira personagem de Marcel Marceau foi o Bip, tem quase sessenta anos e nasceu de um boneco do mestre inspirador Charlie Chaplin. Bip é uma homenagem aos heróis da literatura que representam o sonho invencível, a resistência para lá dos limites.
Com casaco a menos e calças a mais,exactamente porque o sonho nunca tem medida certa, o mimo correu mundos e atravessou gerações e hoje celebra o octogésimo- segundo aniversário.
Fundou uma escola de actores de mímica e sobretudo provou que se pode comunicar em silêncio, já que, segundo o próprio Marcel Marceau, ele mesmo é "uma testemunha silenciosa do seu tempo".
Merci Marcel Marceau!

Fontes? Vários sítios da net... e alguns arquivos da minha memória!

3 comentários:

emília disse...

Olá Madalena:
Obrigada pelo que aqui aprendi hoje sobre Marcel Marceau de quem me recordo desde pequenina!
Um abraço e Boa Páscoa. Pode ser sem chocolates, mas sem folares é que não!
Emília.

ana pereira disse...

Fiquei hoje mais rica e cresceu a admiração que tinha pelo Marcel.Desconhecia a sua história e das sua família.Obrigada Madalena
ana

Chuinga disse...

Muito obrigada por este 'post', Madalena! _ beijo, IO.