sábado, 24 de setembro de 2005

Anas, Marias e outros

alunos
Tento fixar-lhes os nomes, ver o que está para além das caras...
Não tenho dotes especiais e fazem-me falta.
Alguns nomes são mais fáceis de não esquecer: as madalenas, por exemplo.
São duas: uma delas já tenho o nome e a respectiva imagem correctamente associadas e devidamente memorizadas. Como é faladora, já me forneceu muita informação e acho que até guardei alguns dados relativos à família: número e nome dos irmãos.
A outra, da outra turma, tem o processo de memorização mais atrasado. É uma presença mais discreta e uma figura mais franzina. A própria imagem de rapariga é mais igual às outras.
É um universo de nomes: mafaldas, diogos, brunos, saras, nelsons, rubens, catarinas, com ana ou sem ana, com maria, sem maria, marias simplesmente, gonçalos... As vanessas estão a passar para os bancos da faculdade, pois já rareiam nestas carteiras de escola.
É uma fase de alguma expectativa. É uma fase de conhecimento. Às vezes é necessário corrigir algumas primeiras impressões precipitadas.
É uma fase à qual não se pode fugir e sem a qual não se constrói a tal "relação pedagógica".
Penso eu...
allunos

2 comentários:

t-shelf disse...

É uma fase na qual as plantas de sala de aula dão uma ajuda preciosa ;)

Diogo disse...

Sim, mas a minha mãe não chega lá assim. O que vale é que tem três ou quatro turmas, senão os alunos tinham um nome novo todos os dias.