quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

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O conhecimento da vida dá-nos a noção perfeita de que tudo o que estamos a viver é feito de instantes únicos, que jamais se repetirão. Sobretudo os mais intensos. Sobretudo os que se desviam da linha da normalidade da rotina. Porque toda a intensidade é absolutamente e inexoravelmente efémera e irrepetível. Nem se guarda nas memórias. É mesmo preciso pois que se agarrem esses instantes, como se agarra o princípio e o fim da existência.
É para a plenitude que os sonhos tendem e é para a plenitude que os tempos se dirigem e é talvez na plenitude que os tempos se esvaem, num infinito que os mortais não vêem.
Mas há infinitos visíveis, como os montes, o céu e o mar.
Infinito visível

5 comentários:

Pitucha disse...

E a sabedoria de viver está em aproveitar cada momento! Mas, por vezes, também sabe bem descansar e deixar que o mundo rode como se nós nem existissemos.
Beijos Madalena

Carlota disse...

Excelente texto Madalena!
Estou plenamente de acordo quando dizes que os instantes de que falas não se guardam na memória.
Eu às vezes bem tento, mas quando os quero recordar já não é a mesma coisa, nem a mesma intensidade...
É um verdadeiro dilema!
Beijola

IO disse...

Á tua, meu grande irlandês!!, Slainte!! e já agora um beijo à Madalena..., IO.

luis manuel disse...

Madalena
Os instantes serão únicos, irrepetíveis. Porque não agarrados à nossa memória ?

"Cada idade da vida tem a sua forma de fazer conversa. Não é difícil revisitar esses momentos de encontro entre dois amigos. Um fala, e conta o que lhe acontece, o outro explica como lhe aconteceu o mesmo, mas também mais coisas de que o primeiro não chegou a falar. E assim se encontram em palavras numa espiral de cumplicidade."

Eu também quero um neto e uma neta. Quero mudar fraldas outra vez, apanhar com xixis de repuxo, passear o carrinho no parque ou perto do rio, parar, no Supermercado, nas secções de bebé e criança, perder a cabeça e estragá-los de mimos.
Obrigada. Senhor Professor, está perdoado das secas do Chomsky...

Em Fev de 2005. É bom ter essa memória de isntantes únicos.
Melhor ainda alguém poder conhecê-los.
Obrigada
Um abraço

luis manuel disse...

Queria acrescentar, que o momento único de mudar as fraldas, entretanto chegou, não é verdade ? Os mimos existem.
Felicidades