sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dez anos!

E passaram dez anos! Sempre lembrado com uma saudade suave e doce. 
Do lado de cá, eu fiquei com a certeza de que todos os teus dias foram "de valer a pena". 
E por aqui continuas....
Como continuam todas as histórias que me contaste. Havia dois panos de fundo para as tuas narrativas: a irreverência e a aventura. Não a aventura que torna os homens heróis de um dia para o outro. Diferentes aventuras. Aquelas que ensinam uma lição que nos acompanha a vida toda! Era assim a história do encontro com Samora Machel, já presidente.  Eram assim as histórias das aventuras amorosas que tinham sempre um grau de risco considerável. 
E o teu talento, ou melhor, os teus talentos punham tudo a funcionar como se de um filme se tratasse.
Aliás eras um assíduo espectador e um profundo conhecedor de cinema.
E pensando como foste abençoado de maneiras várias ao longo da vida, recordo de modo especial o teu acordar nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, a rezar muito alto o terço. Quando nos viste, a mim e à Mariazinha, absolutamente incrédulas porque minutos antes estavas mergulhado no sono profundo a que os médicos chama "coma", tornaste-te tu incrédulo e resolveste todos os espantos com uma frase que só podia ser tua: Sim, porque eu acredito em Deus e Deus acredita em mim.
Não encontro nenhuma saudação de despedida. Tu, como eu já aqui disse, continuas por aqui.

1 comentário:

C.S. M.P. disse...

Ai Madalena, Madalena.