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sábado, 3 de maio de 2008

Explicar Abril, mesmo em Maio

Querido filho, Perguntas-me o que foi o Maio de 68. Desta vez, confesso, apanhaste-me de surpresa. Não é de repente que se fala dele.
Vale a pena ler e vale a pena seguir o exemplo e explicar Abril aos nossos filhos. Com o passar do tempo, o ideal dilui-se nas lamas dos dias preenchidos de outras preocupações... É preciso recuperá-lo! Para activar a memória, basta desamarrotar umas quaisquer palavas de ordem que, por muito ridículas que pareçam, é como as cartas de amor de Pessoa: só é ridículo quem nunca acreditou num mundo melhor, mais justo, mais fraterno, mais solidário!
Espero deixar, pelo menos, essa memória de Abril, aos meus filhos!
E aos meus netos, ousa o meu desejo acreditar...
Ou talvez uns versos de uma canção de Abril produzam o mesmo efeito:
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.
Uma gaivota voava, voava...